{"id":18960,"date":"2007-08-14T14:41:36","date_gmt":"2007-08-14T14:41:36","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18960"},"modified":"2007-08-14T14:41:36","modified_gmt":"2007-08-14T14:41:36","slug":"radio-digital-sonho-distante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18960","title":{"rendered":"R\u00e1dio digital: sonho distante"},"content":{"rendered":"<p>Bem diferente do sucesso de qualidade da TV digital &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio digital no Brasil. Os testes realizados pelas emissoras ao longo dos &uacute;ltimos dois anos com o padr&atilde;o americano In Band on Channel (Iboc) ainda deixam muito a desejar quanto &agrave; qualidade.<\/p>\n<p>O maior desafio, no entanto, est&aacute; na produ&ccedil;&atilde;o de receptores a pre&ccedil;os acess&iacute;veis no Brasil. Basta lembrar que, nos Estados Unidos, esses aparelhos com tecnologia Iboc s&atilde;o vendidos ao consumidor a US$ 150, mais impostos, o que equivaleria a cerca de R$ 300, sem incluir impostos.<\/p>\n<p>Mesmo supondo que o Brasil venha a conseguir o milagre de fabricar produtos eletr&ocirc;nicos pelo mesmo custo da ind&uacute;stria norte-americana, o pre&ccedil;o de R$ 300 ainda seria inacess&iacute;vel para a esmagadora maioria da popula&ccedil;&atilde;o. E, levando-se em conta que o Brasil dever&aacute; optar por dois padr&otilde;es &#8211; o Iboc para as faixas de AM e FM e o DRM europeu para ondas curtas &#8211; o pre&ccedil;o final do receptor dever&aacute; ser ainda mais alto.<\/p>\n<p>Uma pesquisa feita entre fabricantes mostra que apenas a lista de materiais e componentes de um receptor popular j&aacute; custa de US$ 60 a 70, ou seja, de R$ 120 a 140, sem incluir as despesas de importa&ccedil;&atilde;o. Se somados todos os custos de produ&ccedil;&atilde;o, como impostos, transforma&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o, assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, margem da ind&uacute;stria e do varejo, o pre&ccedil;o final do receptor poder&aacute; superar os R$ 450 &#8211; o que &eacute; um absurdo. <\/p>\n<p>E nesse valor n&atilde;o est&atilde;o inclu&iacute;dos os royalties de, no m&iacute;nimo, US$ 6 por receptor a serem pagos &agrave; Ibiquity, empresa dona da tecnologia e &uacute;nica licenciadora. Embora o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es antecipe que n&atilde;o haver&aacute; pagamento de royalties, nada est&aacute; garantido. Por todas essas raz&otilde;es, a previs&atilde;o do ministro H&eacute;lio Costa de receptores digitais a R$ 60 a R$ 70, no varejo, n&atilde;o passa de um sonho. <\/p>\n<p>Al&eacute;m dessa quest&atilde;o, a introdu&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio digital no Brasil enfrenta dois desafios. O primeiro refere-se ao consumo de bateria t&atilde;o elevado, com a tecnologia Iboc, o que inviabiliza a produ&ccedil;&atilde;o de receptores port&aacute;teis. Os prot&oacute;tipos de r&aacute;dios port&aacute;teis desenvolvidos at&eacute; aqui consomem a energia da bateria em tr&ecirc;s ou quatro horas de uso. Por isso, s&oacute; existem r&aacute;dios fixos para uso dom&eacute;stico e receptores para autom&oacute;veis, com alimenta&ccedil;&atilde;o permanente. <\/p>\n<p>Segundo desafio: diferentemente do que afirma o ministro, ainda n&atilde;o foi inventado nenhum chip ou conversor digital-anal&oacute;gico capaz de permitir a sintonia de emissoras de r&aacute;dio digitais em receptores anal&oacute;gicos, no padr&atilde;o Iboc ou outro, &agrave; semelhan&ccedil;a dos set-top boxes para TV digital. <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;O Estado de S&atilde;o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem diferente do sucesso de qualidade da TV digital &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio digital no Brasil. 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