{"id":18919,"date":"2007-08-08T16:15:55","date_gmt":"2007-08-08T16:15:55","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18919"},"modified":"2007-08-08T16:15:55","modified_gmt":"2007-08-08T16:15:55","slug":"negado-pedido-de-empresa-que-perdeu-concessao-dos-servicos-de-radiodifusao-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18919","title":{"rendered":"Negado pedido de empresa que perdeu concess\u00e3o dos servi\u00e7os de radiodifus\u00e3o no RS"},"content":{"rendered":"<p>BRAS&Iacute;LIA &#8211; A Primeira Se&ccedil;&atilde;o do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) negou o mandado de seguran&ccedil;a proposto pela empresa Sistema Nativa de Comunica&ccedil;&atilde;o Ltda., que perdeu a concess&atilde;o dos servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o na cidade de Porto Alegre (RS). Com isso, continua v&aacute;lido o despacho do ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es que declarou nula a homologa&ccedil;&atilde;o do resultado final da concorr&ecirc;ncia que favoreceu a empresa.<\/p>\n<p>Segundo dados do processo, em mar&ccedil;o de 1998, a empresa ganhou uma licita&ccedil;&atilde;o que foi homologada em novembro de 2002, para executar os servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o de sons e imagens em Porto Alegre. Cinco anos depois, o ministro declarou nulo o resultado da concorr&ecirc;ncia alegando que, ap&oacute;s a habilita&ccedil;&atilde;o da empresa na licita&ccedil;&atilde;o, os s&oacute;cios promoveram a transfer&ecirc;ncia direta ou indireta da permiss&atilde;o, ofendendo o Decreto n&deg; 52.795\/63. <\/p>\n<p>Inconformada, a empresa recorreu ao STJ pedindo a suspens&atilde;o do despacho do ministro, bem como sua classifica&ccedil;&atilde;o no processo licitat&oacute;rio, com a pontua&ccedil;&atilde;o anteriormente recebida. A Uni&atilde;o protestou ao argumento de que o ato atacado resultou do procedimento administrativo pr&eacute;vio, que observou os princ&iacute;pios do contradit&oacute;rio, da ampla defesa e o devido processo legal. Alegou, ainda, que a empresa n&atilde;o comprovou a liquidez de seu direito, pois n&atilde;o juntou c&oacute;pia do processo licitat&oacute;rio e do edital da concorr&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Ao analisar a quest&atilde;o, o ministro Jos&eacute; Delgado, relator do caso, destacou ser dever da empresa demonstrar documentalmente que preenchera todos os requisitos para ter sua proposta homologada e afastar as conclus&otilde;es expostas no parecer e nas notas da consultoria do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Para o ministro, a decis&atilde;o do Minist&eacute;rio de anular a homologa&ccedil;&atilde;o baseou-se em dois aspectos. O primeiro refere-se &agrave; exist&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es judiciais alterando o controle da empresa, algumas vezes pela determina&ccedil;&atilde;o de exclus&atilde;o do s&oacute;cio majorit&aacute;rio, outras pela inclus&atilde;o no quadro social de dois outros s&oacute;cios, o que resultaria na transfer&ecirc;ncia indireta da permiss&atilde;o. O segundo seria a falta de comunica&ccedil;&atilde;o &agrave; comiss&atilde;o de licita&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias, o que ocorreria com a apresenta&ccedil;&atilde;o da documenta&ccedil;&atilde;o dos s&oacute;cios. <\/p>\n<p>Por fim, o ministro Delgado ressaltou que, havendo v&iacute;cio que implique nulidade do ato administrativo, a administra&ccedil;&atilde;o pode revog&aacute;-lo a qualquer tempo, especialmente se se tratar de licita&ccedil;&atilde;o para execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos em que o estrito cumprimento &agrave;s exig&ecirc;ncias do C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es e de seu decreto regulamentador devem ser rigorosamente observados pela administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BRAS&Iacute;LIA &#8211; A Primeira Se&ccedil;&atilde;o do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) negou o mandado de seguran&ccedil;a proposto pela empresa Sistema Nativa de Comunica&ccedil;&atilde;o Ltda., que perdeu a concess&atilde;o dos servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o na cidade de Porto Alegre (RS). 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