{"id":18916,"date":"2007-08-08T15:54:01","date_gmt":"2007-08-08T15:54:01","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18916"},"modified":"2007-08-08T15:54:01","modified_gmt":"2007-08-08T15:54:01","slug":"so-147-da-populacao-do-pais-tem-acesso-a-internet-em-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18916","title":{"rendered":"S\u00f3 14,7% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds t\u00eam acesso \u00e0 internet em casa"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo divulgado nesta ter&ccedil;a-feira (7\/8) pela Rede de Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica Latino-Americana (Ritla), em parceria com o Instituto Sangari e o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, aponta que a desigualdade digital reproduz e refor&ccedil;a as desigualdades existentes na sociedade. <\/p>\n<p>Nos dois indicadores utilizados &ndash; internet domiciliar e uso de internet &ndash; o levantamento, que tem como base dados de pesquisa divulgada em mar&ccedil;o pelo IBGE, mostra uma distribui&ccedil;&atilde;o territorial desigual: 14,7% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira de 10 anos de idade ou mais morava, em 2005, em domic&iacute;lios com acesso &agrave; internet. Mas em Alagoas e noMaranh&atilde;o esses &iacute;ndices foram muito baixos (4,5% e 2,1% respectivamente), enquanto o Distrito Federal ostentava uma taxa de 31,1%. <\/p>\n<p>Situa&ccedil;&atilde;o semelhante acontece com o uso da internet em outras localidades. Se por um lado, a m&eacute;dia nacional da popula&ccedil;&atilde;o brasileira de 10 anos de idade ou mais que teve acesso &agrave; rede nos tr&ecirc;s meses anteriores &agrave; pesquisa do IBGE foi de 21,1%, por outro lado, h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es extremas: Alagoas e Maranh&atilde;o, com 7,6% e 7,7% respectivamente e, no outro extremo, o DF, com 41,1% da popula&ccedil;&atilde;o com acesso &agrave; internet. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m no campo socioecon&ocirc;mico, as desigualdades s&atilde;o marcantes. Em n&iacute;vel nacional, quando se trata de renda familiar per capita, entre os 40% da popula&ccedil;&atilde;o mais pobre somente 5,7% conseguiam acessar a rede, enquanto entre os 10% mais ricos esse &iacute;ndice era de 58,7%, isto &eacute;, 10,3 vezes superior (ou 930% a mais). Mas h&aacute; estados que se destacam por estar ainda bem acima dessa m&eacute;dia nacional, como Alagoas, onde esse diferencial &eacute; de 35,6 vezes (ou 3.460% a mais). J&aacute; estados como o Rio de Janeiro apresentam uma conforma&ccedil;&atilde;o mais igualit&aacute;ria: o diferencial &eacute; de 5,2 vezes (ou 420%). <\/p>\n<p>No que se refere &agrave; desigualdade racial, 28,3% da popula&ccedil;&atilde;o branca de 10 anos de idade ou mais utilizou a internet nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses anteriores &agrave; pesquisa do IBGE, enquanto somente 13,3% dos negros fizeram o mesmo. Isso representa uma diferen&ccedil;a de 2,1 vezes (110% de diferen&ccedil;a), com uma relativa homogeneidade entre as unidades federadas, onde os extremos v&atilde;o de Alagoas, com uma rela&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s vezes, at&eacute; o DF, com 1,5 vez. <\/p>\n<p>As iniciativas de democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; rede tampouco t&ecirc;m demonstrado &ecirc;xito, segundo o estudo. Somente 2,1% da popula&ccedil;&atilde;o de 10 anos de idade oumais manifestou ter freq&uuml;entado um centro gratuito de internet, contra 10,5% que usaram a rede no domic&iacute;lio, 8,3% no trabalho, 5,4% na escola e 4,6% em centros pagos. Al&eacute;m disso, apenas 0,9% da popula&ccedil;&atilde;o do grupo de menor renda utilizou centros gratuitos, contra 4,5% da popula&ccedil;&atilde;o mais rica.<\/p>\n<p>S&atilde;o Paulo &eacute; o estado que apresenta os melhores &iacute;ndices de acesso popular aos centros gratuitos: 2,4% do grupo de menor renda. Esse &iacute;ndice, embora muito baixo em termos internacionais, &eacute; o maior do pa&iacute;s. Isso faz tamb&eacute;m que a rela&ccedil;&atilde;o de desigualdade seja a menor do pa&iacute;s: 1,8 vez. No outro extremo, Alagoas registra o menor &iacute;ndice de acesso a centros gratuitos dos setores de baixa renda: somente 0,1%, o que faz do estado o campe&atilde;o em desigualdade no acesso a centros gratuitos: 29,5%. <\/p>\n<p>Nas escolas, o quadro n&atilde;o &eacute; muito diferente. Entre os estudantes que freq&uuml;entam o ensino fundamental, apenas 5,4% utilizaram a internet na escola. Essa propor&ccedil;&atilde;o sobe para 37,7% quando considerado apenas os 10% de estudantes mais ricos. Segundo o estudo, a discrimina&ccedil;&atilde;o no sistema educacional &eacute; ainda maior do que a detectada nos centros gratuitos. O grupo dos 10% de alunos mais ricos tem sete vezes mais possibilidades de acesso em suas escolas do que o grupo dos 40% mais pobres. <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;publica&ccedil;&atilde;o autorizada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo divulgado nesta ter&ccedil;a-feira (7\/8) pela Rede de Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica Latino-Americana (Ritla), em parceria com o Instituto Sangari e o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, aponta que a desigualdade digital reproduz e refor&ccedil;a as desigualdades existentes na sociedade. 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