{"id":18911,"date":"2007-08-07T18:52:42","date_gmt":"2007-08-07T18:52:42","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18911"},"modified":"2007-08-07T18:52:42","modified_gmt":"2007-08-07T18:52:42","slug":"juventude-e-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18911","title":{"rendered":"Juventude e Comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em>Maria Virg&iacute;nia Freitas, coordenadora do programa Juventude da ONG A&ccedil;&atilde;o Educativa, fala sobre a import&acirc;ncia de os jovens discutirem e fazerem comunica&ccedil;&atilde;o. Esta reflex&atilde;o moveu a organiza&ccedil;&atilde;o a criar o Centro de M&iacute;dia Juvenil para apoiar, por meio das ferramentas audiovisuais, projetos voltados para a juventude. Segundo ela, hoje a leitura cr&iacute;tica da m&iacute;dia &eacute; fundamental para crian&ccedil;as e jovens se inserirem no mundo de forma aut&ocirc;noma e independente. A seguir, confira os melhores trechos da entrevista.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><span><strong>Como funciona o Centro de M&iacute;dia Juvenil?<br \/><\/strong><\/span><span>O CMJ busca fomentar e apoiar as produ&ccedil;&otilde;es videogr&aacute;ficas de grupos juvenis, engajados em organiza&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias ou movimentos sociais. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; que esses jovens se utilizem do v&iacute;deo como forma de express&atilde;o art&iacute;stico-cultural e de inser&ccedil;&atilde;o profissional. Oferecemos equipamentos para grava&ccedil;&atilde;o em v&iacute;deo, ilhas de edi&ccedil;&atilde;o, bibliografias e materiais de refer&ecirc;ncia em comunica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de filmes comerciais e v&iacute;deos produzidos pelos grupos. Oferecemos tamb&eacute;m assessoria para o desenvolvimento de projetos com audiovisual. Os grupos s&atilde;o compostos por rapazes e mo&ccedil;as da periferia da regi&atilde;o metropolitana de S&atilde;o Paulo, sendo que alguns passaram por processos de forma&ccedil;&atilde;o em v&iacute;deo aqui na A&ccedil;&atilde;o Educativa. Os usos que eles d&atilde;o ao v&iacute;deo s&atilde;o muito diferenciados. Alguns grupos s&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o audiovisual, outros utilizam o v&iacute;deo como linguagem para trabalhar temas variados, e outros trabalham com oficinas de forma&ccedil;&atilde;o. O centro tem um coletivo de gest&atilde;o formado pela coordena&ccedil;&atilde;o &ndash; A&ccedil;&atilde;o Educativa &ndash; e pelos representantes dos grupos que est&atilde;o sendo apoiados. &Eacute; um espa&ccedil;o de gest&atilde;o partilhada, que define, entre outras coisas, a pol&iacute;tica de uso dos recursos e os crit&eacute;rios de apoio a projetos. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Com que objetivo surgiu o centro? Foi feita alguma avalia&ccedil;&atilde;o sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre os jovens e a comunica&ccedil;&atilde;o? <br \/><\/strong><\/span><span>O CMJ &eacute; um desdobramento de outros projetos da A&ccedil;&atilde;o Educativa. Nos primeiros, o v&iacute;deo era utilizado como linguagem audiovisual da qual os jovens deveriam se apropriar para transmitir um recado. Era um meio forte de ampliar a voz deles, um instrumento. Num primeiro momento, fizemos um trabalho de reflex&atilde;o sobre a escola e seu significado, demos um curso e os jovens produziram v&iacute;deos que eram recados deles para a escola. Hoje, estes v&iacute;deos s&atilde;o usados em oficinas e espa&ccedil;os de debate sobre educa&ccedil;&atilde;o. Num segundo momento, percebemos que havia uma for&ccedil;a al&eacute;m do instrumento, que os jovens gostavam de trabalhar com esta linguagem e que havia um potencial muito grande de disseminar as id&eacute;ias deles. Ao mesmo tempo, percebemos que, com o advento e a acelera&ccedil;&atilde;o das tecnologias, havia um barateamento das possibilidades de acesso ao v&iacute;deo. Mesmo que mais acess&iacute;vel para os jovens em geral, esta ainda n&atilde;o era uma ferramenta poss&iacute;vel para estes jovens de comunidades da periferia. Foi a&iacute; que decidimos criar um espa&ccedil;o de acesso e forma&ccedil;&atilde;o. Fizemos projetos de forma&ccedil;&atilde;o na linguagem audiovisual, com dois objetivos: dar mais instrumentos para eles intervirem na cena p&uacute;blica e abrir possibilidades de gera&ccedil;&atilde;o de renda para os jovens. A partir destes projetos, percebemos a necessidade de ter um espa&ccedil;o de apoio, e agora o centro oferece este apoio, na medida em que j&aacute; s&atilde;o v&aacute;rios os grupos formados aqui e em outros espa&ccedil;os, que acessam nossos equipamentos e utilizam nossa assessoria. Nosso grande desafio &eacute; tentar facilitar as pontes entre estes jovens, os circuitos em que eles j&aacute; circulam e os circuitos de audiovisual profissionais, digamos assim, que s&atilde;o mais fechados. Neste sentido, tamb&eacute;m apresentamos a eles oportunidades, como editais e formas de captar recursos para viabilizar seus projetos.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Qual a import&acirc;ncia de os jovens fazerem comunica&ccedil;&atilde;o? E qual a import&acirc;ncia de eles\/as discutirem comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong><\/span><span>&Eacute; extremamente importante os jovens fazerem e discutirem a comunica&ccedil;&atilde;o. Percebemos a import&acirc;ncia e a mudan&ccedil;a de percep&ccedil;&atilde;o de mundo quando eles deixam de ser apenas consumidores e passam a ser produtores de comunica&ccedil;&atilde;o. No momento em que a sociedade brasileira come&ccedil;a a discutir pol&iacute;ticas de juventude e identificar sujeitos juvenis, fazer comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma possibilidade de os jovens trazerem para a cena p&uacute;blica seus conte&uacute;dos, olhares e quest&otilde;es. Um dos fatores que contribuiu para o tema entrar na pauta, por exemplo, foi a grande for&ccedil;a do hip hop, que, atrav&eacute;s de suas m&uacute;sicas, fala de problemas que a juventude da periferia enfrenta: viol&ecirc;ncia policial e discrimina&ccedil;&atilde;o &eacute;tnico-racial. Eram quest&otilde;es que n&atilde;o estavam postas e que, com diferentes linguagens, eles v&atilde;o colocando, v&atilde;o mostrando suas vis&otilde;es de mundo, desafios e inquieta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Este &#39;fazer comunica&ccedil;&atilde;o&#39; e o &#39;discutir a comunica&ccedil;&atilde;o&#39; devem estar ligados ao debate pol&iacute;tico de democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o? Qual a import&acirc;ncia disso?<br \/><\/strong><\/span><span>Na experi&ecirc;ncia de produzir comunica&ccedil;&atilde;o, eles percebem como &eacute; configurado este mundo, quem tem acesso, quem produz, para quem e por qu&ecirc; &eacute; necess&aacute;rio buscar mudan&ccedil;as. Nos processos de forma&ccedil;&atilde;o, a id&eacute;ia &eacute; sempre a de estimular debates: o papel da comunica&ccedil;&atilde;o, da imagem do jovem, a ind&uacute;stria da comunica&ccedil;&atilde;o, etc. O que mobiliza alguns grupos &eacute; fazer oficinas com outros jovens para mostrar como a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; constru&iacute;da e as suas intencionalidades. Para eles, estas quest&otilde;es s&atilde;o muito fortes. N&atilde;o d&aacute; para pensar transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade e pol&iacute;tica neste pa&iacute;s sem levar ao centro a quest&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. Os jovens podem nem sempre ter um projeto de sociedade delineado. Isso pode n&atilde;o estar totalmente constru&iacute;do, consolidado, articulado. No entanto, eles sabem que t&ecirc;m pouco acesso, como s&atilde;o julgados quando aparecem na grande m&iacute;dia e os preconceitos que sofrem por isso. Sabem tamb&eacute;m que a produ&ccedil;&atilde;o e as vis&otilde;es deles n&atilde;o encontram espa&ccedil;o na m&iacute;dia convencional. S&atilde;o leituras que eles fazem e esta &eacute; a import&acirc;ncia do fazer comunica&ccedil;&atilde;o, de se ver, de ver um produto, de se verem como autores. Isso tem uma for&ccedil;a muito grande, pr&oacute;pria do trabalho na &aacute;rea da arte, cultura e comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Por que existe uma rela&ccedil;&atilde;o t&atilde;o pr&oacute;xima entre os jovens e a comunica&ccedil;&atilde;o? &Eacute; um casamento perfeito?<br \/><\/strong><\/span><span>Esta possibilidade de se ver e de ser autor de que falei &eacute; uma possibilidade de sair da posi&ccedil;&atilde;o de objeto. A comunica&ccedil;&atilde;o funciona como um espa&ccedil;o em que, depois de viver a condi&ccedil;&atilde;o de filho, aluno e aprendiz, o jovem pode ter alguma autonomia. &Eacute; um terreno menos &ldquo;regulado&rdquo; no qual ele pode se tornar &ldquo;adulto&rdquo;, no sentido de que se coloca de uma forma aut&ocirc;noma no mundo, sendo que de uma maneira mais tranq&uuml;ila do que no mercado de trabalho, por exemplo, onde h&aacute; uma press&atilde;o e leva-se tempo para se consolidar, se constituir como sujeito e ser reconhecido. Talvez seja o espa&ccedil;o em que mais rapidamente eles podem se ver como autores e sujeitos. Al&eacute;m disso, geralmente, as atividades de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o coletivas, ent&atilde;o, t&ecirc;m uma dimens&atilde;o forte da sociabilidade, que &eacute; fundamental para os jovens. Eles experimentam, se apropriam do mundo, aumentam seu espectro de conhecimento, seu c&iacute;rculo geogr&aacute;fico, inclusive, porque circulam por outras partes da cidade. Ganham experi&ecirc;ncia e ampliam suas vis&otilde;es e sua forma&ccedil;&atilde;o. No v&iacute;deo, ainda existe a quest&atilde;o da tecnologia, que &eacute; extremamente atraente aos jovens, facilmente adapt&aacute;veis a tudo que &eacute; novo. Isso aparece mais forte para os rapazes, de forma geral. Eles tendem a se colocar como produtores, e as jovens est&atilde;o mais envolvidas em atividades de forma&ccedil;&atilde;o. Esta ainda &eacute; uma quest&atilde;o sobre a qual precisamos refletir junto com eles.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>No Centro de M&iacute;dia Juvenil, voc&ecirc; considera que existe uma percep&ccedil;&atilde;o dos jovens de que eles est&atilde;o exercendo um direito (&agrave; comunica&ccedil;&atilde;o)? Se n&atilde;o, qual a percep&ccedil;&atilde;o? Por que eles fazem comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong><\/span><span>Eles percebem isto n&atilde;o apenas na realiza&ccedil;&atilde;o de um determinado produto, mas em como este produto pode interagir e se tornar acess&iacute;vel para outras pessoas que n&atilde;o possuem acesso, por exemplo, em mostras de v&iacute;deos, oficinas com outros jovens. Eles t&ecirc;m a percep&ccedil;&atilde;o de que este &eacute; um direito a ser conquistado. E for&ccedil;am isso: exercem e contribuem para que o direito seja ampliado e mais gente tenha acesso.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>O que acontece com estes jovens quando eles saem do centro? A expectativa deles &eacute; de trabalhar com comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong><\/span><span>A maior parte dos jovens que busca apoio do centro j&aacute; est&aacute; engajada em algum projeto ou atividade que envolva a comunica&ccedil;&atilde;o. Para os que est&atilde;o no centro, existe esta dimens&atilde;o forte da possibilidade de trabalhar com comunica&ccedil;&atilde;o de alguma forma. Grande parte dos grupos acessou os recursos do VAI, por exemplo (um programa de fomento da prefeitura de SP) para viabilizar seus projetos e para se manter. Iniciativas como esta s&atilde;o louv&aacute;veis porque, para eles, quase sempre existe um dilema entre se sustentar e realizar projetos que eles t&ecirc;m vontade. Muitos terminam trabalhando em outras coisas, como operadores de telemarketing, ou mesmo seguran&ccedil;as de boates, para conseguir fazer comunica&ccedil;&atilde;o nas suas comunidades e grupos. Um dado importante &eacute; que a maioria dos jovens que passa pelos projetos de forma&ccedil;&atilde;o e de apoio e assessoria busca voltar aos estudos e faz da comunica&ccedil;&atilde;o um projeto de vida, isso passa a ser um caminho para eles.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Qual seria a melhor forma de inserir a comunica&ccedil;&atilde;o na vida dos jovens para que eles tenham uma leitura cr&iacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o? Seria na escola? <br \/><\/strong><\/span><span>N&atilde;o pode ser uma coisa s&oacute;. Primeiro, pensando na televis&atilde;o, seria preciso que ela fosse mais democr&aacute;tica, que houvesse canais diferenciados, abordagens diferenciadas, que isso permitisse j&aacute; um primeiro contato com um universo mais amplo e menos formatado atrav&eacute;s da m&iacute;dia. Minha expectativa &eacute; de que o projeto da TV p&uacute;blica contribua para isso. A escola &eacute; um espa&ccedil;o que deve refletir esta necessidade. L&aacute;, os jovens e crian&ccedil;as deveriam aprender a linguagem audiovisual e outras linguagens. Seria um modo de compreender de forma mais ampla a din&acirc;mica da comunica&ccedil;&atilde;o: que os diferentes meios t&ecirc;m autores, que autores t&ecirc;m intencionalidades, que empresas est&atilde;o por tr&aacute;s dos autores, que s&atilde;o grupos e corpora&ccedil;&otilde;es, entre outras quest&otilde;es mais pol&iacute;ticas. Perceber esta din&acirc;mica e entend&ecirc;-la deveria ser papel da escola, mas tamb&eacute;m &eacute; preciso que existam espa&ccedil;os p&uacute;blicos em que os jovens possam ter contato com linguagens e produzir experi&ecirc;ncias: espa&ccedil;os de fazer comunica&ccedil;&atilde;o e de se comunicar. Centros de acesso p&uacute;blico a equipamentos, softwares, oficinas de forma&ccedil;&atilde;o, debates, um espa&ccedil;o educativo extra-escolar.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Num espa&ccedil;o p&uacute;blico em parte mediado pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, fazer comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; participar da vida p&uacute;blica e pol&iacute;tica?<br \/><\/strong><\/span><span>Sem d&uacute;vida. E sabemos o quanto &eacute; dif&iacute;cil fazer pol&iacute;tica neste espa&ccedil;o. Porque n&oacute;s, que temos vis&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o as hegem&ocirc;nicas, sentimos dificuldade para expor nossas id&eacute;ias e opini&otilde;es. A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um espa&ccedil;o central de poder. Por isso &eacute; importante fazer e pensar comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Qual a import&acirc;ncia de os jovens terem acesso &agrave;s Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (TICs)?<br \/><\/strong><\/span><span>O acesso &agrave;s TICs &eacute; t&atilde;o importante quanto o acesso aos meios de produ&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m de elas exercerem uma grande sedu&ccedil;&atilde;o nos jovens, elas podem ser um novo campo de cria&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, o acesso ao computador e &agrave; internet s&atilde;o formas de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, ao mundo e de comunica&ccedil;&atilde;o entre as pessoas. Temos um desafio muito grande que &eacute; promover o acesso. As escolas podem ser um caminho. O outro desafio &eacute; mostrar como utilizar as ferramentas e outras possibilidades que n&atilde;o se restrinjam apenas ao youtube e ao orkut, que s&atilde;o importantes, t&ecirc;m seu papel, s&atilde;o formas de relacionamento, mas sabemos que h&aacute; possibilidades muito mais amplas que precisamos fazer chegar a todos. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>De que forma as pol&iacute;ticas para a juventude devem refletir isso?<br \/><\/strong><\/span><span>As pol&iacute;ticas voltadas para os jovens devem permitir que eles se apropriem de diferentes linguagens e usufruam delas, mas que tamb&eacute;m sejam produtores. As pol&iacute;ticas precisam combinar duas dimens&otilde;es: uma de cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os p&uacute;blicos de encontro e acesso. Espa&ccedil;os ricos, com equipamentos de qualidade, bem cuidados, valorizados, e que proporcionem outras possibilidades, que os jovens possam usar c&acirc;meras, ilhas de edi&ccedil;&atilde;o, que tenham acesso aos instrumentos. A cidade de S&atilde;o Paulo, embora ainda em escala muito pequena, aponta caminhos que deveriam ser trilhados em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; universalidade. A segunda dimens&atilde;o, &eacute; a de aporte de recursos para viabilizar projetos: recursos p&uacute;blicos que possam ser acessados por grupos de jovens que n&atilde;o t&ecirc;m um CNPJ, por exemplo, mas que possam, organizados da sua forma, acessar recursos para realizar seus projetos. Resumidamente, &eacute; preciso que as pol&iacute;ticas garantam espa&ccedil;os, equipamentos e apoio financeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordenadora de programa com jovens defende a pr\u00e1tica da leitura cr\u00edtica da m\u00eddia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[362,363],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18911"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18911"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18911\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}