{"id":18897,"date":"2007-08-06T16:17:08","date_gmt":"2007-08-06T16:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18897"},"modified":"2007-08-06T16:17:08","modified_gmt":"2007-08-06T16:17:08","slug":"vivo-telemig-e-amazonia-celular-daniel-dantas-ri-por-ultimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18897","title":{"rendered":"Vivo, Telemig e Amaz\u00f4nia Celular: Daniel Dantas ri por \u00faltimo?"},"content":{"rendered":"<p><span>O emaranhado acion&aacute;rio nascido do modelo de privatiza&ccedil;&atilde;o do Sistema Telebr&aacute;s, em 1998, continua a ser desmontado. Na quinta-feira 2, os controladores das operadoras m&oacute;veis Telemig Celular e Amaz&ocirc;nia Celular aceitaram o lance de 1,213 bilh&atilde;o de reais da Vivo, a maior em n&uacute;mero de clientes. A proposta prev&ecirc; uma oferta p&uacute;blica pelas a&ccedil;&otilde;es preferenciais nas m&atilde;os de minorit&aacute;rios, o que pode elevar o desembolso total da opera&ccedil;&atilde;o para 2,9 bilh&otilde;es de reais.<\/p>\n<p><\/span><span>As duas operadoras s&atilde;o parte da disputa comercial entre os fundos de pens&atilde;o e o Citibank, de um lado, e o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, de outro. H&aacute; menos de um m&ecirc;s, outra aresta desse imbr&oacute;glio havia sido aparada: a Telecom Italia aceitou vender &agrave;s funda&ccedil;&otilde;es sua participa&ccedil;&atilde;o na Brasil Telecom.<\/p>\n<p><\/span><span>Dantas posicionou-se contra a venda das duas operadoras, mas, como minorit&aacute;rio, foi voto vencido. O banqueiro n&atilde;o deve, segundo informa&ccedil;&otilde;es obtidas por CartaCapital, tentar nenhuma medida judicial extrema para impedir o andamento da opera&ccedil;&atilde;o. H&aacute; uma explica&ccedil;&atilde;o: o Opportunity, em princ&iacute;pio, vai embolsar entre 200 milh&otilde;es e 300 milh&otilde;es de d&oacute;lares por deter quase 49% da Newtel, controladora da Telpart que, por sua vez, &eacute; dona das operadoras. Ironia ou n&atilde;o, dos s&oacute;cios principais, Dantas deve ser o que ficar&aacute; com a maior parte do bolo. O banqueiro, por enquanto, riu por &uacute;ltimo.<\/p>\n<p><\/span><span>A perspectiva &eacute; que a venda n&atilde;o cesse as disputas judiciais. De um lado, Dantas est&aacute; propenso a ingressar na Justi&ccedil;a em busca de mais dinheiro. De outro, os fundos e o Citi prometem manter as a&ccedil;&otilde;es nas quais questionam o direito do Opportunity de receber pelas companhias. Isso porque, acusam as funda&ccedil;&otilde;es e o banco norte-americano, DD tirou do caixa da Brasil Telecom a maior parte dos recursos que <\/span><span>usou para comprar a participa&ccedil;&atilde;o da canadense TIW na Newtel. Os acionistas majorit&aacute;rios da BrT entendem, e cobram legalmente, que essas a&ccedil;&otilde;es pertencem a eles e n&atilde;o ao banqueiro baiano.<\/p>\n<p><\/span><span>N&atilde;o &eacute; de hoje que a Vivo, parceria entre a Telef&ocirc;nica e a Portugal Telecom, namora as operadoras mineira e amazonense. Em 2004, a empresa fez uma proposta cujo valor era superior ao atual. Mas a intensa guerra entre os acionistas e as manobras de Dantas, &agrave; &eacute;poca gestor das companhias, impediram que o neg&oacute;cio avan&ccedil;asse.<\/p>\n<p><\/span><span>Os resultados das empresas referentes ao segundo trimestre de 2007, sob nova administra&ccedil;&atilde;o, revelam expressiva melhora financeira em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado. Os n&uacute;meros foram divulgados tamb&eacute;m na quinta-feira 2. O lucro l&iacute;quido da Telemig atingiu 47,7 milh&otilde;es de reais, 12,1% superior ao dos tr&ecirc;s meses anteriores e duas vezes e meia acima do registrado no mesmo per&iacute;odo de 2006.<\/p>\n<p><\/span><span>A receita l&iacute;quida de servi&ccedil;os alcan&ccedil;ou 318,9 milh&otilde;es de reais no trimestre, enquanto a carteira de clientes subiu 1,4%, para 3,54 milh&otilde;es de assinantes. J&aacute; a operadora amazonense reduziu para 4,67 milh&otilde;es de reais o preju&iacute;zo, que, nos primeiros tr&ecirc;s meses de 2006, havia chegado a 9 milh&otilde;es de reais.<\/p>\n<p><\/span><span>Nos &uacute;ltimos dias, as a&ccedil;&otilde;es da Telemig sofreram forte oscila&ccedil;&atilde;o, sob a expectativa de confirma&ccedil;&atilde;o do acordo. As negocia&ccedil;&otilde;es dos pap&eacute;is chegaram a ser suspensas na sexta-feira 27, sob boatos de que a venda seria fechada naquele dia. Os t&iacute;tulos da operadora chegaram a valorizar-se em 10,7% na segunda-feira 30 e ca&iacute;ram 5,09% na quarta-feira 1&ordm;. As varia&ccedil;&otilde;es recentes n&atilde;o devem ter grande influ&ecirc;ncia sobre o pre&ccedil;o total, calculado pelo valor econ&ocirc;mico das empresas, com base nas previs&otilde;es de receitas futuras.<\/p>\n<p><\/span><span>Para as l&iacute;deres de mercado, Vivo, Claro e Oi, que apresentaram propostas formais e chegaram at&eacute; a etapa final das negocia&ccedil;&otilde;es, o principal atrativo da opera&ccedil;&atilde;o &eacute; a fatia de participa&ccedil;&atilde;o nos respectivos mercados, em especial o mineiro. Apesar da leve queda da Telemig, de 31,1% no in&iacute;cio do ano para 30,4% no &uacute;ltimo trimestre, a empresa continua l&iacute;der no estado.<\/p>\n<p><\/span><span>Em declara&ccedil;&otilde;es recentes, o presidente da Telemig, Andr&eacute; Mastrobuono, tem feito quest&atilde;o de ressaltar as melhoras na gest&atilde;o da empresa desde outubro de 2006, a partir da sa&iacute;da do Opportunity. O Ebitda (sigla em ingl&ecirc;s para o lucro antes de juros, impostos, deprecia&ccedil;&otilde;es e amortiza&ccedil;&otilde;es) da empresa, que chegou a 40,1% no segundo trimestre de 2007, &eacute; considerado alto para o setor.<\/p>\n<p><\/span><span>A avalia&ccedil;&atilde;o dos atuais controladores &eacute; a de que a Telemig s&oacute; tinha&nbsp; dois caminhos a seguir. Um era investir pesado para crescer nacionalmente, a exemplo do que fez a TIM. O outro, o que de fato <\/span><span>ocorreu, era se associar a uma das grandes operadoras. As concorrentes levam vantagem sobre a l&iacute;der local por serem capazes de diluir as despesas com publicidade e administra&ccedil;&atilde;o&nbsp; de clientes.<\/p>\n<p><\/span><span>Entre as participantes da disputa pelas operadoras, a Vivo era tamb&eacute;m a que reunia as melhores condi&ccedil;&otilde;es para uma aprova&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida da compra pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), por n&atilde;o atuar em Minas Gerais. Para especialistas do mercado, a empresa optou por n&atilde;o entrar no estado justamente para esperar a oportunidade de adquirir a Telemig. J&aacute; a Claro teria de abrir m&atilde;o de uma das duas licen&ccedil;as regionais antes de fechar neg&oacute;cio, mas com os clientes mineiros avan&ccedil;aria firme rumo &agrave; lideran&ccedil;a do setor de telefonia m&oacute;vel brasileiro.<\/p>\n<p><\/span><span>Embora se trate de uma disputa menor, a venda da Telemig e da Amaz&ocirc;nia Celular deixou novamente em lados opostos a Telef&oacute;nica e o mexicano Carlos <\/span><span>Slim, e revelou parte do poder de fogo dos dois maiores players no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es nacional. Enquanto isso, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es H&eacute;lio Costa anunciou, no dia 1&ordm;, a inten&ccedil;&atilde;o de incentivar a forma&ccedil;&atilde;o de um grupo brasileiro capaz de fazer frente ao avan&ccedil;o estrangeiro. Costa prop&ocirc;s a cria&ccedil;&atilde;o de um grupo de trabalho para estudar as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias na lei. A empresa seria fruto de uma eventual fus&atilde;o entre a Oi (antiga Telemar) e a Brasil Telecom.<\/p>\n<p><\/span><span>Ao site Teletime News, Costa disse ter recebido o aval do presidente Lula para constituir o grupo e debater a cria&ccedil;&atilde;o de uma companhia sob a qual o governo ter&aacute; plenos poderes, embora negue tratar-se de uma reestatiza&ccedil;&atilde;o do setor. &ldquo;Pode ser uma s&oacute; a&ccedil;&atilde;o (sob posse da Uni&atilde;o), mas ela dar&aacute; poder de veto na empresa&rdquo;, explicou o ministro. &ldquo;N&atilde;o podemos criar uma grande empresa nacional que gere a cobi&ccedil;a dos investidores estrangeiros para depois vend&ecirc;-la.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span><span>A id&eacute;ia foi trazida a p&uacute;blico pelo presidente da Oi, Eduardo Falco, no fim de 2006, quando a empresa fez uma tentativa frustrada de eliminar as a&ccedil;&otilde;es preferenciais e pulverizar o capital. Esse tamb&eacute;m poderia ser o destino do grupo, embora tudo dependa da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do governo, j&aacute; que as regras atuais impedem a superposi&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;as das operadoras nas principais regi&otilde;es.<\/p>\n<p><font size=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;Carta Capital<\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O emaranhado acion&aacute;rio nascido do modelo de privatiza&ccedil;&atilde;o do Sistema Telebr&aacute;s, em 1998, continua a ser desmontado. Na quinta-feira 2, os controladores das operadoras m&oacute;veis Telemig Celular e Amaz&ocirc;nia Celular aceitaram o lance de 1,213 bilh&atilde;o de reais da Vivo, a maior em n&uacute;mero de clientes. 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