{"id":18857,"date":"2007-07-31T12:43:05","date_gmt":"2007-07-31T12:43:05","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18857"},"modified":"2007-07-31T12:43:05","modified_gmt":"2007-07-31T12:43:05","slug":"cadeias-produtivas-excluem-os-criadores-do-plano-de-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18857","title":{"rendered":"Cadeias produtivas excluem os criadores do plano de desenvolvimento"},"content":{"rendered":"<p><span>Em coment&aacute;rio sobre reportagem produzida pelo 100canais acerca do recente Semin&aacute;rio Internacional em Economia da Cultura (leia na &iacute;ntegra a reportagem e o coment&aacute;rio), promovido pela Funda&ccedil;&atilde;o Joaquim Nabuco, o m&uacute;sico Carlos Henrique Machado acusa o desequil&iacute;brio da produ&ccedil;&atilde;o musical brasileira como ainda mais preocupante do que o que ocorre com o cinema. Machado aponta que as comunidades dos morros do Rio de Janeiro produzem um gigantesco cen&aacute;rio de desenvolvimento econ&ocirc;mico atrav&eacute;s do Carnaval carioca, trazendo benef&iacute;cios para a cidade. Naquelas comunidades, no entanto, os que criam n&atilde;o participam da reparti&ccedil;&atilde;o do bolo desenvolvimentista da maior festa do planeta.<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;Acabou a festa, todos s&atilde;o devolvidos aos morros em que vivem numa intensa guerra. O que lemos a&iacute;? A n&atilde;o transfer&ecirc;ncia dos benef&iacute;cios para quem cria o produto cultural. Mas h&aacute; um dado mais concreto que simboliza um pensamento que envenena toda a auto-estima dos componentes daquelas comunidades que promovem este grande evento. Por que tanta criatividade expl&iacute;cita n&atilde;o se transforma numa alavanca que altere o conceito de cidadania e seguran&ccedil;a para novas a&ccedil;&otilde;es daquelas pessoas? Por que h&aacute; um conceito enraizado num reduzido grupo que se esbalda com a subjetividade do conceito art&iacute;stico e com o apoio institucional&rdquo;, considera o bandolinista.<\/p>\n<p><\/span><span>Essa vis&atilde;o, segundo ele, privilegia uma parcela da sociedade que, com acesso &agrave;s atividades culturais, &ldquo;credenciada pela subjetividade classista&rdquo;, transforma toda express&atilde;o cultural brasileira em &ldquo;algo menor, em algo apimentado, divertido e ex&oacute;tico&rdquo;. Machado cita o fato por acreditar que a m&uacute;sica produzida no Brasil sofra um &ldquo;implac&aacute;vel preconceito dentro das academias de m&uacute;sica: tudo o que n&atilde;o &eacute; aceito ou concebido como obra de arte por um pequeno grupo social, transforma-se em perif&eacute;rico. N&atilde;o h&aacute; uma leitura conveniente aos pr&oacute;prios meios de que brotam essa imensa m&uacute;sica brasileira e, logicamente, o interior que &eacute; a periferia da periferia, sofre ainda mais com isso&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>O debate &ldquo;classista&rdquo; &eacute; reivindicado tamb&eacute;m em coment&aacute;rio, sobre a mesma reportagem, pelo defensor da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, Gustavo Gindre (Coletivo Intervozes), postado na Ag&ecirc;ncia Carta Maior. Analisando o discurso de S&eacute;rgio S&aacute; Leit&atilde;o, Gindre entende que as vis&otilde;es expressas na reportagem &ldquo;padecem de um v&iacute;cio de origem&rdquo;, o que acomete, segundo ele, a gest&atilde;o do Minist&eacute;rio da Cultura. &ldquo;Percebe-se muito claramente os dilemas do atual modelo, mas n&atilde;o se consegue avan&ccedil;ar para um outro modelo. Fica-se nas beiradas do problema, tentando dar uma guaribada no modelo atual&rdquo;, pontua. <\/p>\n<p><\/span><span>Para Gindre, a rela&ccedil;&atilde;o entre economia e cultura &eacute; muito mais complexa do que dizer que cultura &eacute; uma mercadoria diferenciada: &ldquo;Primeiro, porque dizer que a cultura tem um valor cultural &eacute; um truismo. Segundo, porque, desde Marx, j&aacute; sabemos que a mercadoria (seja ela qual for) &eacute; um fen&ocirc;meno que transcende a quest&atilde;o meramente econ&ocirc;mica da sua circula&ccedil;&atilde;o. A mercadoria &eacute; a forma de regula&ccedil;&atilde;o do metabolismo social no interior do capitalismo. Neste sentido, qualquer mercadoria possui um valor cultural&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;O problema do cinema e do audiovisual brasileiro &eacute; de modelo. Um modelo de oligop&oacute;lios, que vive de verbas p&uacute;blicas &ndash; diretas ou mediante ren&uacute;ncia fiscal, onde a distribui&ccedil;&atilde;o est&aacute; a cargo das majors norte-americanas e que exclui &ndash; tanto na produ&ccedil;&atilde;o quanto na audi&ecirc;ncia &ndash; mais do que inclui&rdquo;, diz o pesquisador militante, afirmando que o problema n&atilde;o &eacute; de ordem econ&ocirc;mica, mas pol&iacute;tica.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Modelo de Carnaval<br \/><\/strong><\/span><span>O Carnaval &eacute; uma festa que, em outros tempos, foi comunit&aacute;ria, greg&aacute;ria, aglutinadora de participantes que compartilhavam sentimentos de alegria, uma oportunidade para esquecer os problemas do dia-a-dia, uma libera&ccedil;&atilde;o para a fuzarca. Conforme narrativa de Ismael Silva, &ldquo;&#8230; essas 100 pessoas, uma hora depois, eram mais de 500 pessoas. &Eacute; o tal agrupamento, que tamb&eacute;m tem o nome de arrast&atilde;o, porque, aonde passava, ia arrastando, ia aumentando, aumentando, aumentando. &Eacute; gente que queria brincar e tava sozinho. Sa&iacute;a de casa pra brincar esperando mesmo passar um bloco pra cair dentro, como se dizia. Ent&atilde;o, ia aumentando. Ningu&eacute;m se conhecia. E eu achava muita gra&ccedil;a nisso. Sempre achei gra&ccedil;a nisso. Porque ningu&eacute;m se conhecia, mas dava aquela impress&atilde;o. Ia todo mundo brincando, pulando&#8230; tudo familiarizado, tudo naquela liga&ccedil;&atilde;o, que pareciam todos amigos&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>Ant&ocirc;nio Fl&aacute;vio Pierucci, soci&oacute;logo da USP, justap&otilde;e a percep&ccedil;&atilde;o de Goethe sobre o Carnaval de Roma, onde viveu um certo tempo (1786-88), &agrave;s impress&otilde;es de Ismael Silva, fazendo uma analogia com o Carnaval carioca. Entusiasmado com a for&ccedil;a aglutinadora do Carnaval italiano, daquele festival de rua bem debaixo da janela da pens&atilde;o em que morava, Goethe assim caracterizou aquela festa: &ldquo;O Carnaval de Roma n&atilde;o &eacute; propriamente uma festa que se d&aacute; ao povo, &eacute; antes uma festa que o povo d&aacute; a si mesmo&rdquo;. N&atilde;o se tratava de um espet&aacute;culo, portanto, que por defini&ccedil;&atilde;o separa os espectadores dos atores, mas de uma excitante experi&ecirc;ncia popular de autonomia, a suspender temporariamente as dist&acirc;ncias sociais. Goethe n&atilde;o fala tanto em invers&atilde;o quanto em comunh&atilde;o, fala do povo em festival como teatro sem representa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Apresentai os espectadores como espet&aacute;culo; que sejam atores eles pr&oacute;prios; fazei que cada um veja e ame a si mesmo nos outros, a fim de que com isso todos estejam mais unidos&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>O antrop&oacute;logo Roberto DaMatta, sem recusar o entendimento de que a folia era apenas um tempo de doideira inconseq&uuml;ente, por&eacute;m fugindo deste entendimento curricular, procurou v&ecirc;-lo como um rito pelo qual o Brasil esquece-se de que &eacute; um pa&iacute;s carente e faminto, vergonhosamente perdido em face das demandas dos seus cidad&atilde;os; com as id&eacute;ias fora de lugar: a desonestidade cr&ocirc;nica, a corrup&ccedil;&atilde;o estrutural, o capitalismo selvagem, desonesto e espoliador, a incompet&ecirc;ncia governamental e a politicagem mesquinha. <\/p>\n<p><\/span><span>Ainda de acordo com o antrop&oacute;logo, esta lista de mazelas &ldquo;seria certamente infind&aacute;vel, exceto nesse tempo de folia quando, bloqueados pelos blocos Carnavalescos, nos obrigamos a esquec&ecirc;-la. O Carnaval entra e sai de cena com a mesma contund&ecirc;ncia dos nossos problemas. Finda a festa, volta-se &agrave;s mis&eacute;rias nacionais e a duvidarmos de n&oacute;s mesmos e a descobrirmos um monte de problemas sem solu&ccedil;&atilde;o. O trabalho que constr&oacute;i, como manda a cartilha moderna, &eacute; temporariamente trocado pela vis&atilde;o da mudan&ccedil;a m&aacute;gica e ut&oacute;pica que fala de um para&iacute;so neste mundo, de um mundo sem trabalho, patr&atilde;o, governo ou Estado&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>Por outro lado, o soci&oacute;logo Ant&ocirc;nio Pierucci explica que muitos dos componentes da brasileirice que nos imputamos s&atilde;o bem mais recentes do que se cr&ecirc;. Sua antiguidade &eacute; um mito a mais. O samba &eacute; um exemplo forte. Como g&ecirc;nero musical original, emerge nas d&eacute;cadas de 1910 e 1920. Entretanto, estilo musical &ldquo;nacional&rdquo;, tipo &ldquo;samba da minha terra&rdquo;, &eacute; ainda mais recente, s&oacute; passa a existir nos anos 30. T&atilde;o tardio quanto &eacute; o desfile Carnavalesco das escolas de samba do Rio de Janeiro, com apenas 70 anos. A tem&aacute;tica do negro esperou at&eacute; 1960 para ser enredo de escola de samba, inova&ccedil;&atilde;o que o Salgueiro introduziu.<\/p>\n<p><\/span><span>Bem mais recente &eacute; essa fei&ccedil;&atilde;o de espet&aacute;culo do Carnaval brasileiro (saiba mais sobre culturas populares e espetaculariza&ccedil;&atilde;o), em que o visual virou quesito e a palavra de ordem geral tem sido &ldquo;brilhar muito, brilhar tudo, brilhar mais!&rdquo;. Nossa &ldquo;&oacute;pera-bal&eacute; ambulante&rdquo; &ndash; na defini&ccedil;&atilde;o que lhe deu o cr&iacute;tico Jos&eacute; Ramos Tinhor&atilde;o, em 1975 &ndash; &eacute; t&atilde;o recente quanto sua inesperada universaliza&ccedil;&atilde;o territ&oacute;rio nacional adentro, expans&atilde;o que se processou com a mesma rapidez e naturalidade com que a crescente racionaliza&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o do evento e sua imers&atilde;o na ind&uacute;stria cultural e do turismo lhe acentuaram o car&aacute;ter de classe e sublinharam sua estratifica&ccedil;&atilde;o por ra&ccedil;a e cor, realidades que resistiram, reprocessadas, ao ritmo fren&eacute;tico da transforma&ccedil;&atilde;o industrial da &ldquo;festan&ccedil;a&rdquo; no &ldquo;maior espet&aacute;culo da terra&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Economia do Carnaval<br \/><\/strong><\/span><span>O que Machado aponta fica evidente em uma constata&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica sobre a economia do Carnaval carioca. Enquanto trabalhou na Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Luis Carlos Prestes Filho (que participou do Semin&aacute;rio em Economia da Cultura de Recife) coordenou uma pesquisa analisando a cadeia produtiva do Carnaval carioca. &ldquo;N&atilde;o &eacute; medi&ccedil;&atilde;o do quadril das mulatas. &Eacute; estudar as cadeias produtivas e m&aacute;quinas econ&ocirc;micas das ind&uacute;strias. M&aacute;quina de moer carne. De um lado coloca o ser humano e do outro tem que sair dinheiro&rdquo;, explica Prestes Filho.<\/p>\n<p><\/span><span>Desde a primeira Escola de Samba (Deixa eu Falar &ndash; 1907) at&eacute; a Beija Flor, campe&atilde; da Sapuca&iacute; deste ano, o Carnaval desenvolveu-se em uma perspectiva capitalista e, conforme Prestes, n&atilde;o existe capitalismo bonzinho. Ismael Silva foi quem criou o desfile Carnavalesco carioca. O mesmo Ismael Silva, em 1960, n&atilde;o pode assistir aos desfiles das escolas do grupo especial na avenida, por n&atilde;o ter dinheiro para comprar o ingresso.<\/p>\n<p><\/span><span>Tudo o que a passarela do samba movimenta se compara, em cifras, a toda a produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica brasileira. Interpretando a cadeia produtiva do Carnaval, Prestes Filho trata, como primeiro estudo, a m&uacute;sica, e todo o conjunto seq&uuml;enciado de atividades, que organizado em cadeia linear, culmina com o desfile das escolas de samba do grupo especial. Na m&uacute;sica, a ind&uacute;stria formada parece mais f&aacute;cil de identificar. Mas, no Carnaval, as cadeias sat&eacute;lites, que dele se beneficiam, s&atilde;o quase imposs&iacute;veis de serem contadas.<\/p>\n<p><\/span><span>N&atilde;o existe pol&iacute;tica tribut&aacute;ria sobre o Carnaval. Apenas &eacute; poss&iacute;vel incentivar cadeias agregadas, como a ind&uacute;stria de tecidos ou de materiais b&aacute;sicos &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de carros aleg&oacute;ricos. Por isso, conforme o pesquisador, o Carnaval precisa ser subsidiado, contratado do poder p&uacute;blico, para movimentar os outros setores da economia, como as bordadeiras de Barra Mansa &ndash; interior do Rio de Janeiro. As bordadeiras, que fazem fantasias para escolas do Rio e de S&atilde;o Paulo e exporta&ccedil;&atilde;o, injetam na economia local R$ 53,4 milh&otilde;es por ano, equivalente a 47% do PIB municipal.<\/p>\n<p><\/span><span>A pesquisa, contudo, restringe-se apenas &agrave;s escolas do grupo especial. Outras 60 escolas de grupos de acesso, que poucos v&ecirc;em desfilar, tamb&eacute;m movimentam toda essa cadeia, onde poucos ganham e muitos trabalham. E o que essa gente quer? &ldquo;Eles querem cooperativa, barrac&otilde;es, escambo. Elas (as escolas de grupos de acesso) n&atilde;o conseguem furar bloqueios e entender melhor o territ&oacute;rio onde elas atuam e tratar escolas como pessoas\/empresas, que precisam se conhecer. Precisamos aproximar essas escolas aos segmentos da economia indireta e criar um conselho do p&oacute;lo do Carnaval do Rio&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;Sempre repetem que o Carnaval morreu, n&atilde;o &eacute; mais o mesmo. Como poderia ser o mesmo? O modelo de desenvolvimento desenvolveu o Carnaval para o que conhecemos hoje. Procurar alternativas para equilibrar essas rela&ccedil;&otilde;es entre o privado e o p&uacute;blico &eacute; o papel do Estado&rdquo;, afirma Prestes. Mas Gindre derruba o mito do desenvolvimento cultural: &ldquo;O propalado crescimento da produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o vir&aacute; (por melhores que sejam os gestores) sem antes resolvermos a concentra&ccedil;&atilde;o oligop&oacute;lica nas comunica&ccedil;&otilde;es e sem considerarmos o direito a produzir comunica&ccedil;&atilde;o como um direito inalien&aacute;vel de todo e qualquer cidad&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>(*) Esta reportagem cobriu o Semin&aacute;rio Internacional de Economia da Cultura a convite da Funda&ccedil;&atilde;o Joaquim Nabuco.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em coment&aacute;rio sobre reportagem produzida pelo 100canais acerca do recente Semin&aacute;rio Internacional em Economia da Cultura (leia na &iacute;ntegra a reportagem e o coment&aacute;rio), promovido pela Funda&ccedil;&atilde;o Joaquim Nabuco, o m&uacute;sico Carlos Henrique Machado acusa o desequil&iacute;brio da produ&ccedil;&atilde;o musical brasileira como ainda mais preocupante do que o que ocorre com o cinema. 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