{"id":18801,"date":"2007-07-22T21:16:47","date_gmt":"2007-07-22T21:16:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18801"},"modified":"2007-07-22T21:16:47","modified_gmt":"2007-07-22T21:16:47","slug":"acm-morre-um-icone-do-coronelismo-eletronico-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18801","title":{"rendered":"ACM: morre um \u00edcone do coronelismo eletr\u00f4nico brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>A morte do senador baiano Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es, na &uacute;ltima sexta-feira, pode ser considerada um acontecimento simb&oacute;lico na esfera pol&iacute;tica nacional por muitas raz&otilde;es, mas, em particular, para o setor da comunica&ccedil;&atilde;o social, pelo desaparecimento de um &iacute;cone da pr&aacute;tica do coronelismo eletr&ocirc;nico,&nbsp;que representou para o Brasil &ndash; como diria Daniel Herz &ndash; &ldquo;as vontades que se op&otilde;em &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. <\/p>\n<p>A trajet&oacute;ria de Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es (ACM) na pol&iacute;tica brasileira foi extensa. No momento de sua morte, na &uacute;ltima sexta-feira, ocupava mandado de Senador da Rep&uacute;blica pela segunda vez. Do ponto de vista da comunica&ccedil;&atilde;o social, a carreira do baiano &ndash; nascido em Salvador h&aacute; 79 anos &ndash; foi especialmente ousada. &ldquo;Estreando no Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es um estilo que marcou suas passagens por governos e &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es iniciou muito cedo uma luta implac&aacute;vel contra seus inimigos pol&iacute;ticos&rdquo;, escreveu Daniel Herz no livro A hist&oacute;ria secreta da Rede Globo (Ed. Ortiz). Representante no governo do setor econ&ocirc;mico da radiodifus&atilde;o, ACM teve, segundo seus cr&iacute;ticos, uma atua&ccedil;&atilde;o exemplar em interesse pr&oacute;prio &ndash; ele tamb&eacute;m era radiodifusor.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, antes de assumir o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es &ndash; do qual foi o titular entre 1985 e 1990, no governo Sarney (Nova Rep&uacute;blica) &ndash; Magalh&atilde;es foi um grande aliado da ditadura militar que governava o pa&iacute;s. &ldquo;ACM foi uma figura que nasceu na ditadura, foi constru&iacute;do na ditadura, como uma grande fatia de pol&iacute;ticos dessa gera&ccedil;&atilde;o. S&oacute; que a diferen&ccedil;a dele para a maioria desses pol&iacute;ticos, &eacute; que ele teve essa capacidade de se manter no poder praticamente at&eacute; agora, at&eacute; sua derrota na pol&iacute;tica na Bahia&rdquo;, destaca o professor Ant&ocirc;nio Albino Canelas Rubim, da Universidade Federal da Bahia, lembrando que ACM passou de um mando autorit&aacute;rio e colado aos militares (o poder dele emanava da sua rela&ccedil;&atilde;o com os militares) para um outro tipo de mando, &ldquo;que tinha caracter&iacute;sticas autorit&aacute;rias, mas que era feito no regime democr&aacute;tico&rdquo;, assinala.<\/p>\n<p>Esse novo mando, em boa medida, segundo Rubim, dependeu do controle que ACM tinha sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o da Bahia. &ldquo;Assim, ele foi capaz de se reciclar, passar para um governo democr&aacute;tico e permanecer no poder, quando a maioria dos pol&iacute;ticos da ditadura entrou em colapso. Ele teve uma sobrevida impressionante, considerando sua rela&ccedil;&atilde;o com a ditadura&rdquo;, observa. <\/p>\n<p><strong>Atua&ccedil;&atilde;o na Constituinte<br \/><\/strong><br \/>Ven&iacute;cio Lima, pesquisador e professor da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), lembra das manobras de ACM, na &eacute;poca da Assembl&eacute;ia Constituinte (1987\/1988), quando o ent&atilde;o ministro comandou uma bancada espec&iacute;fica para garantir que os interesses dos radiodifusores fossem contemplados no cap&iacute;tulo da Comunica&ccedil;&atilde;o Social da nova Carta. Ven&iacute;cio acompanhou as discuss&otilde;es da Comunica&ccedil;&atilde;o e os acontecimentos, tanto na Comiss&atilde;o Tem&aacute;tica quanto na subcomiss&atilde;o da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e da Comunica&ccedil;&atilde;o, e Inform&aacute;tica, Educa&ccedil;&atilde;o, cuja relatora era a deputada Cristina Tavares (PMDB-PE). &ldquo;Houve uma a&ccedil;&atilde;o coordenada, tanto na subcomiss&atilde;o, quanto na comiss&atilde;o, que ficou conhecida como a &lsquo;bancada da comunica&ccedil;&atilde;o&rsquo;, que representava os interesses dos radiodifusores, e era coordenada de fora pelo ent&atilde;o ministro Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es. O irm&atilde;o dele fazia parte da subcomiss&atilde;o e da comiss&atilde;o&rdquo;, lembra o professor. <\/p>\n<p>&Agrave;s iniciativas dos radiodifusores enfrentaram &#8211; e venceram &#8211; as propostas democratizadoras apresentadas pela Frente Nacioal de Lutas por uma Comunica&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica. Integrada por partidos de esquerda, organiza&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores, representantes da academia organiza&ccedil;&otilde;es classistas e movimentos sociais, a Frente originou o F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC). A hist&oacute;ria do cap&iacute;tulo da Comunica&ccedil;&atilde;o na Constituinte foi escrita por Ven&iacute;cio Lima para o Centro de Estudos e Acompanhamento da Constituinte, da UnB, publicado em caderno especial. A an&aacute;lise do cap&iacute;tulo pode ser lida clicando aqui.<\/p>\n<p>Da trajet&oacute;ria de Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es nas comunica&ccedil;&otilde;es, Ven&iacute;cio destaca a sua gest&atilde;o no governo de Jos&eacute; Sarney, a qual ele chama de &ldquo;per&iacute;odo &aacute;ureo&rdquo;. Nesta fase, na opini&atilde;o do professor, foi quando houve a forma mais direta e evidente do uso da m&iacute;dia eletr&ocirc;nica como moeda pol&iacute;tica (um tipo de neg&oacute;cio batizado de &ldquo;coronelismo eletr&ocirc;nico&rdquo;), da qual o exemplo de ACM &eacute; o mais expressivo no pa&iacute;s. &ldquo;Ele (ACM) foi, com certeza, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es que mais se utilizou desse tipo de neg&oacute;cio. Foi o indiv&iacute;duo que conseguiu usar seu poder pol&iacute;tico de forma mais intensa, formando um imp&eacute;rio pr&oacute;prio de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, aponta. O uso como moeda pol&iacute;tica das concess&otilde;es de r&aacute;dio e televis&atilde;o foi largamente apontado pelo FNDC, cujos comit&ecirc;s, organizados em v&aacute;rios estados, disseminaram informa&ccedil;&otilde;es sobre a comunica&ccedil;&atilde;o brasileira at&eacute; ent&atilde;o restritas aos gabinetes de Bras&iacute;lia e a alguns setores da academia. <\/p>\n<p><strong>Imp&eacute;rio forjado no governo<\/p>\n<p><\/strong>ACM possu&iacute;a uma rede de retransmissoras sem paralelos no pa&iacute;s. Suzy dos Santos, professora do programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e da escola de comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descreve em seu artigo Coronelismo, radiodifus&atilde;o e voto: a nova face de um velho conceito, as propriedades que Magalh&atilde;es mantinha, junto com sua fam&iacute;lia e alguns aliados: Era propriet&aacute;rio da Rede Bahia, que domina todos os segmentos de comunica&ccedil;&otilde;es no estado, seis geradoras de TV aberta e 311 retransmissoras &ndash; todas afiliadas &agrave; Rede Globo; uma emissora de TV UHF; parte de operadora de TV a cabo da capital, com outorga tamb&eacute;m em Feira de Santana; parte de uma operadora de MMDS com outorgas na capital, em tr&ecirc;s cidades do interior da Bahia e em Petrolina-PE, afiliadas &agrave; franquia Net Brasil, tamb&eacute;m da Rede Globo; duas emissoras e uma rede de r&aacute;dio FM; um selo fonogr&aacute;fico; uma editora musical; um jornal di&aacute;rio; uma gr&aacute;fica; e uma empresa de conte&uacute;do e entretenimento. <\/p>\n<p>O Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunica&ccedil;&atilde;o (Epcom) realizou e publicou a pesquisa denominada &quot;Donos da M&iacute;dia&quot;, que pode ser <a href=\"http:\/\/www.fndc.org.br\/arquivos\/donosdamidia.pdf\">vista aqui<\/a>. Embora esteja parcialmente desatualizada (nova pesquisa est&aacute; em andamento para a atualiza&ccedil;&atilde;o), ela ilustra adequadamente como se estruturou o &quot;coronelismo eletr&ocirc;nico&quot; no pa&iacute;s, cujos alicerces assentam-se no dom&iacute;nio das emissoras de televis&atilde;o. Regionalmente, o poder de ACM ergue-se especialmente pelo controle dos MCMs e, destes, a televis&atilde;o. Ascendendo ao Minicom, ACM obt&eacute;m o direito de retransimitir o sinal da TV Globo. <\/p>\n<p>Segundo o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e o Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, no per&iacute;odo de 1985 a 1988 (Governo Sarney), quando ACM era o titular do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, foram outorgadas 632 r&aacute;dios FM; 314 r&aacute;dios OM; 82 TVs. Ao total, foram 1.028 concess&otilde;es e permiss&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Feito um cart&oacute;rio<\/p>\n<p><\/strong>ACM beneficiou-se com uma pr&aacute;tica que expandiu nacionalmente. Representante de um importante setor econ&ocirc;mico, o da radiodifus&atilde;o, ACM atuava em interesse pr&oacute;prio, reafirma o jornalista S&eacute;rgio Murillo, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj). &ldquo;O ACM ajudou a formar a imagem do minist&eacute;rio como um cart&oacute;rio de grupos de r&aacute;dio e TV do pa&iacute;s. Ele era o agente pol&iacute;tico desses grupos que controlam a m&iacute;dia no pa&iacute;s. E foi um dos mais competentes neste sentido, nessa tradi&ccedil;&atilde;o de misturar interesses p&uacute;blicos com interesses privados&rdquo;, avalia Murillo. <\/p>\n<p>Suzy dos Santos considera que Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es teve um papel crucial no fortalecimento da rede clientelista que configura o mercado de radiodifus&atilde;o brasileiro nos &uacute;ltimos 20 anos. &ldquo;O coronelismo eletr&ocirc;nico n&atilde;o come&ccedil;a com a dupla ACM\/Sarney. Come&ccedil;a ainda na ditadura militar. Mas o auge desse sistema &eacute;, de fato, a atua&ccedil;&atilde;o de ACM no Minist&eacute;rio&rdquo;, avalia Suzy. Junto com Sarney, ACM optou por refor&ccedil;ar ainda mais o clientelismo que j&aacute; existia no governo militar. &ldquo;Era como se os militares se afastassem do poder deixando a m&iacute;dia com pessoas pr&oacute;ximas de suas id&eacute;ias, divulgadas pelo r&aacute;dio e pela televis&atilde;o&rdquo;, segundo Suzy. <\/p>\n<p><strong>Coronelismo amea&ccedil;ado?<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o acho que a morte de ACM, nem a derrota pol&iacute;tica dele e de Sarney nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es, marquem o fim do coronelismo eletr&ocirc;nico. O sistema de barganha pol&iacute;tica entre esfera federal e elites olig&aacute;rquicas locais &eacute; mais complexo e arraigado&rdquo;, diz Suzy. Ven&iacute;cio Lima aponta para o surgimento de um &ldquo;coronelismo eletr&ocirc;nico de novo tipo&rdquo;, por meio do qual as r&aacute;dios comunit&aacute;rias se transformaram em instrumento de barganha pol&iacute;tica, (<a href=\"http:\/\/www.fndc.org.br\/internas.php?p=noticias&amp;cont_key=164283\">leia aqui<\/a>).<\/p>\n<p>O professor Canelas Rubim pensa que a morte de Magalh&atilde;es n&atilde;o &eacute; t&atilde;o significativa para acabar com o coronelismo eletr&ocirc;nico. &ldquo;Acho que o controle anti-democr&aacute;tico dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, hoje, passa por mecanismos mais sutis e talvez at&eacute; piores, porque mais truculentos, n&atilde;o t&atilde;o abertamente antidemocr&aacute;ticos, dissimulados&rdquo;, diz, afirmando que as novas estruturas t&ecirc;m tramas muito mais complexas, mais dif&iacute;ceis de desmontar.<\/p>\n<p>A Rede Bahia &eacute; uma das regionais da Globo que d&aacute; maior lucro e as maiores audi&ecirc;ncias at&eacute; hoje, &ldquo;&eacute; uma rede empresarialmente muito competente&rdquo;, destaca Rubim. Segundo o professor, por&eacute;m, pela primeira vez no &lsquo;Carlismo&rsquo;, ACM e seus aliados n&atilde;o t&ecirc;m nenhum peso no governo federal, nenhum peso no governo estadual e nenhum peso no governo municipal. &ldquo;Nunca, na hist&oacute;ria do Carlismo, eles estiveram alijados simultaneamente dessas tr&ecirc;s linhas de poder. Talvez isso afete mais do que ao grupo pol&iacute;tico, mas tamb&eacute;m, financeiramente, as empresas dele, que recebiam recursos muito grandes do governo federal, estadual e municipal em outros momentos&rdquo;, analisa.<\/p>\n<p>S&eacute;rgio Murillo tamb&eacute;m acredita que n&atilde;o houve ainda uma supera&ccedil;&atilde;o dessa era. &ldquo;O pa&iacute;s tem ainda muitos coron&eacute;is eletr&ocirc;nicos. A estrutura do sistema de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil n&atilde;o se altera. E a novidade, nos &uacute;ltimos, &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o cada vez maior dos grupos religiosos nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, aponta. Simbolicamente, conforme Murillo, sai de cena um dos art&iacute;fices dessa estrutura. &ldquo;Dar&atilde;o continuidade os filhos e netos do doutor Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es, assim como os filhos do jornalista Roberto Marinho. S&atilde;o empresas que, embora sejam cada vez mais profissionalizadas, mant&ecirc;m ainda a presen&ccedil;a da administra&ccedil;&atilde;o familiar muito marcante, e que deve honrar a administra&ccedil;&atilde;o anterior&rdquo;, analisa.<\/p>\n<p><strong>Caminhos opostos<\/p>\n<p><\/strong>Para os que lutam pela democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es representou a extrema oposi&ccedil;&atilde;o. Conforme o artigo de Suzy dos Santos E-Sucupira: o Coronelismo Eletr&ocirc;nico como heran&ccedil;a do Coronelismo nas comunica&ccedil;&otilde;es brasileiras, (<a href=\"http:\/\/www.fndc.org.br\/arquivos\/ecompos07_dezembro2006_suzydossantos.pdf\">leia aqui<\/a>) publicado pela Revista da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; Comp&oacute;s, em 2006, &ldquo;A domina&ccedil;&atilde;o pelos coron&eacute;is dos principais meios de comunica&ccedil;&atilde;o nas esferas locais e regionais configura uma barreira &agrave; pr&aacute;tica de cidadania no pa&iacute;s&rdquo;, isto porque a compreens&atilde;o das refer&ecirc;ncias que elaboram a constru&ccedil;&atilde;o de sentidos na sociedade est&aacute; intimamente relacionada &agrave; compreens&atilde;o das for&ccedil;as que ligam os indiv&iacute;duos em rela&ccedil;&otilde;es sociais sim&eacute;tricas ou assim&eacute;tricas. &ldquo;Neste vi&eacute;s, o dom&iacute;nio dos espa&ccedil;os de debate p&uacute;blico mostra-se uma das mais relevantes ferramentas de persuas&atilde;o social&rdquo;, escreve Suzy dos Santos.<\/p>\n<p>Em momento algum, em sua vida pol&iacute;tica e de empres&aacute;rio da m&iacute;dia, ACM atuou para que o espa&ccedil;o da comunica&ccedil;&atilde;o fosse &ldquo;mais oxigenado, mais plural, mais representativo da diversidade social, pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica do pa&iacute;s&rdquo;, destaca o jornalista S&eacute;rgio Murillo. <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;publica&ccedil;&atilde;o, desde que citada a fonte original (Reda&ccedil;&atilde;o FNDC \/ e-F&Oacute;RUM)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte do senador baiano Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es, na &uacute;ltima sexta-feira, pode ser considerada um acontecimento simb&oacute;lico na esfera pol&iacute;tica nacional por muitas raz&otilde;es, mas, em particular, para o setor da comunica&ccedil;&atilde;o social, pelo desaparecimento de um &iacute;cone da pr&aacute;tica do coronelismo eletr&ocirc;nico,&nbsp;que representou para o Brasil &ndash; como diria Daniel Herz &ndash; &ldquo;as vontades &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18801\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">ACM: morre um \u00edcone do coronelismo eletr\u00f4nico brasileiro<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[339],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18801"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18801"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18801\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}