{"id":18798,"date":"2007-07-20T16:19:35","date_gmt":"2007-07-20T16:19:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18798"},"modified":"2007-07-20T16:19:35","modified_gmt":"2007-07-20T16:19:35","slug":"projetos-no-rio-sp-e-rs-trabalham-a-educacao-pela-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18798","title":{"rendered":"Projetos no Rio, SP e RS trabalham a educa\u00e7\u00e3o pela comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Se voc&ecirc; &eacute; um produtor de TV trabalhando numa escola, n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil imaginar que um dia a comunica&ccedil;&atilde;o vai cruzar o seu caminho. &ldquo;Sou produtor de TV, fui s&oacute;cio de uma produtora&rdquo;, conta Carlos Eduardo Dias Lopes, o Cadu, fundador e coordenador do Centro de Produ&ccedil;&atilde;o de TV e V&iacute;deo do Col&eacute;gio Marista S&atilde;o Jos&eacute;, no Rio de Janeiro. &ldquo;O surgimento do n&uacute;cleo me permitiu levar esse conhecimento &agrave; escola e compartilh&aacute;-lo com os alunos.&rdquo; <\/p>\n<p><\/span><span>Mas o que leva, por exemplo, uma assistente social ou uma professora dedicada ao estudo da sociologia a tomar a mesma dire&ccedil;&atilde;o? &ldquo;Tenho mais de trinta anos de vida profissional, sou da &eacute;poca da m&aacute;quina de escrever&rdquo;, diverte-se a assistente social Rosane Ferreira Faria, diretora de projetos da Funda&ccedil;&atilde;o H&eacute;lio Augusto de Souza (FUNDHAS), de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos (SP). &ldquo;A chamada educomunica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma busca nova para mim, uma oportunidade de crescimento pessoal.&rdquo; <\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;O principal aparelho de comunica&ccedil;&atilde;o nas escolas ainda &eacute; o quadro negro, e os professores ainda s&atilde;o muito voltados para o livro did&aacute;tico&rdquo;, constata Magna Regina Tessaro Barp, professora de uma escola p&uacute;blica de Ensino M&eacute;dio em Barrac&atilde;o (RS). <\/p>\n<p><\/span><span>Hoje, Cadu, Rosane e Regina s&atilde;o mestres que ajudam a dar novos rumos &agrave; educa&ccedil;&atilde;o. E as mudan&ccedil;as que eles experimentaram na vida pessoal come&ccedil;am a contagiar quem est&aacute; &agrave; volta deles. A come&ccedil;ar pelos pr&oacute;prios alunos. &ldquo;J&aacute; temos um bom n&uacute;mero de ex-integrantes do Centro seguindo carreira no mundo da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, conta Cadu, que no come&ccedil;o do projeto tinha como rep&oacute;rter Rodrigo Rodrigues, hoje apresentador do programa Vitrine, da TV Cultura. <\/p>\n<p><\/span><span>&ndash; Nossa institui&ccedil;&atilde;o tem experimentado um despertar do protagonismo juvenil &ndash; diz Rosane. &ndash; Hoje, n&atilde;o h&aacute; jovem que n&atilde;o tenha celular ou n&atilde;o saiba usar o computador. Os que aprendem com o aux&iacute;lio dessa linguagem mudam a postura, o interesse e at&eacute; se colocam melhor no mercado de trabalho. Outros professores tamb&eacute;m j&aacute; come&ccedil;aram a se interessar pelos resultados de quem trabalha com educomunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o tenho mais sossego&rdquo;, brinca Magna Regina. &ldquo;Muitos professores e diretores da escola querem saber mais sobre o que fa&ccedil;o, mas querem, principalmente, ajudar.&rdquo; <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Tela f&eacute;rtil<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>O termo m&iacute;dia-educa&ccedil;&atilde;o, preferido por Cadu, come&ccedil;ou a ser ouvido nos corredores do Col&eacute;gio Marista S&atilde;o Jos&eacute;, no Rio de Janeiro, em 1995. Nessa &eacute;poca, o col&eacute;gio foi convidado a participar do primeiro programa da emissora cat&oacute;lica Rede Vida voltado para o p&uacute;blico jovem. A semente caiu em solo f&eacute;rtil. Carlos Eduardo Dias Lopes, o Cadu, funcion&aacute;rio do col&eacute;gio, aproveitou sua experi&ecirc;ncia como produtor de TV para comandar a equipe que assumiu a responsabilidade pelo programa, batizado de Convoca&ccedil;&atilde;o Geral. <\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;Compramos um equipamento moderno, de Super-VHS, que era bom o suficiente para produzir o programa e ainda nos dava capacidade para investir em outras iniciativas&rdquo;, diz Cadu. E essa capacidade foi logo utilizada. No ano seguinte, o Centro de Produ&ccedil;&atilde;o de TV e V&iacute;deo j&aacute; estava funcionando e produzindo um telejornal di&aacute;rio, que provocou o surgimento de outro jornal, em papel, com periodicidade bimestral. Era a primeira de uma s&eacute;rie de iniciativas que ajudariam a manter o Centro em atividade, mesmo depois do fim da contribui&ccedil;&atilde;o com o Convoca&ccedil;&atilde;o Geral. No come&ccedil;o, a maior dificuldade era explicar aos diretores do col&eacute;gio que o ritmo de uma produtora de TV &eacute; bastante diferente da rotina de uma escola. &ldquo;Muitas vezes, eu virava a noite editando um programa e ningu&eacute;m entendia como eu podia passar tanto do hor&aacute;rio&rdquo;, diz Cadu. <\/p>\n<p><\/span><span>Dentro dos limites do col&eacute;gio, o Centro tamb&eacute;m foi ganhando espa&ccedil;o, envolvendo at&eacute; as crian&ccedil;as. Em 2001, o projeto Descobridores Mirins reuniu as &aacute;reas de Ci&ecirc;ncias, Hist&oacute;ria e Artes na produ&ccedil;&atilde;o de um videodocument&aacute;rio, que levou &agrave; in&eacute;dita constru&ccedil;&atilde;o de um s&iacute;tio arqueol&oacute;gico simulado. No ano seguinte, a proposta, em termos de comunica&ccedil;&atilde;o, foi ainda mais ousada: um talk show , ou programa de entrevistas, sobre qu&iacute;mica. <\/p>\n<p><\/span><span>A integra&ccedil;&atilde;o entre m&iacute;dias continuou em 2006, com a transforma&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Neuronial&rdquo;, uma coluna do jornal impresso, em document&aacute;rio. O tema foram as serestas de Conservat&oacute;ria, cidade do interior do Rio, na vis&atilde;o dos jovens. E o resultado &eacute; talvez o maior orgulho de Cadu: &ldquo;Fomos selecionados para um festival no Chile. &Eacute;ramos a &uacute;nica escola brasileira representada na sele&ccedil;&atilde;o final, ao lado de produ&ccedil;&otilde;es da TV Globo, por exemplo&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span>Os projetos mais recentes ganharam espa&ccedil;o na TV p&uacute;blica: o &ldquo;De olho no futuro&rdquo;, com a vis&atilde;o dos jovens sobre profiss&otilde;es como m&iacute;dia-educa&ccedil;&atilde;o, gastronomia e rela&ccedil;&otilde;es internacionais, contou com o apoio da Associa&ccedil;&atilde;o de Pais e Mestres do Col&eacute;gio para ganhar meia hora por semana na TV Comunit&aacute;ria do Rio. O &ldquo;Por qu&ecirc;?&rdquo;, mostrando a vis&atilde;o de crian&ccedil;as de 8 a 13 anos sobre a AIDS, foi exibido pela TVE no Dia Internacional da Crian&ccedil;a na M&iacute;dia. E se depender do entusiasmo de Cadu, vem muito mais por a&iacute;.&nbsp; <\/p>\n<p><\/span><span><strong>M&atilde;os na massa<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>A primeira tentativa de fugir do convencional foi por meio da arte. Logo depois de assumir como diretora t&eacute;cnica da Funda&ccedil;&atilde;o H&eacute;lio Augusto de Souza (Fundhas), com sede em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, em 1997, a assistente social Rosane Ferreira Faria come&ccedil;ou a procurar formas mais eficientes de atingir os alunos atendidos pela funda&ccedil;&atilde;o, que atua especialmente na &aacute;rea de refor&ccedil;o escolar. &ldquo;Fazemos refor&ccedil;o de aprendizagem, com a reprodu&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo escolar&rdquo;, explica Rosane. &ldquo;N&atilde;o poder&iacute;amos apenas oferecer aos alunos o que eles j&aacute; recebiam na escola.&rdquo; <\/p>\n<p><\/span><span>A arte-educa&ccedil;&atilde;o, com iniciativas de m&uacute;sica e teatro, deu resultados que estimularam Rosane e sua equipe a procurarem uma refer&ecirc;ncia nacional em novas iniciativas de ensino. A funda&ccedil;&atilde;o recebeu a visita de assessorias para refletir sobre a capacita&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios e, em 2005, decidiu desenvolver a educomunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>O primeiro passo foi o investimento em inform&aacute;tica, com a cria&ccedil;&atilde;o de laborat&oacute;rios e o est&iacute;mulo &agrave; pesquisa na internet. Hoje, j&aacute; s&atilde;o mais de 20 programas usando recursos de r&aacute;dio e TV como proposta pedag&oacute;gica, todas reunidas no portal web da funda&ccedil;&atilde;o (www.fundhas.org.br). O nome da se&ccedil;&atilde;o que re&uacute;ne os sites desenvolvidos pelos alunos &eacute; bem significativo: Canteiro de Projetos. &ldquo;Tudo &eacute; mantido pelos pr&oacute;prios alunos, que passam a trabalhar com os sites quando se formam no nosso curso de webdesign&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span>No portal, &eacute; poss&iacute;vel saber, por exemplo, como andam os trabalhos no curso de horta caseira da Unidade Jardim S&atilde;o Jos&eacute;; ver as fotos da apresenta&ccedil;&atilde;o dos trabalhos de finaliza&ccedil;&atilde;o do curso do Programa Aprendiz; acompanhar o processo de forma&ccedil;&atilde;o de educomunicadores; e at&eacute; ler as edi&ccedil;&otilde;es on-line de jornais como o Fundhazinho e o Jornal do Adolescente do Jardim Paulista. <\/p>\n<p><\/span><span>E as iniciativas da funda&ccedil;&atilde;o e de seus alunos n&atilde;o se restringiram ao mundo virtual. O sucesso das primeiras iniciativas levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;cleo de r&aacute;dio, artes e express&atilde;o. Hoje, alunos da Fundhas t&ecirc;m um programa de r&aacute;dio voltado para a comunidade da cidade vizinha de S&atilde;o Francisco Xavier. &ldquo;S&atilde;o iniciativas que fazem com que o jovem participe, que ele queira estar presente&rdquo;, diz Rosane. <\/p>\n<p><\/span><span>Outros projetos, como Nossas Lendas, Contos que Encantam, Misturando Contos, Narrativas Liter&aacute;rias &ndash; Causos, Hist&oacute;rias da Minha Terra e Se eu Fosse&hellip; acabaram transformados em livros. S&atilde;o hist&oacute;rias contadas pelos pr&oacute;prios alunos em alguns projetos da funda&ccedil;&atilde;o. Na introdu&ccedil;&atilde;o de Nossas Lendas, a professora Maria das Gra&ccedil;as Miacci escreve: &ldquo;Espero que gostem do nosso livreco de lendas&rdquo;. Est&aacute; tudo l&aacute;, on-line &ndash; numa hist&oacute;ria que n&atilde;o &eacute; lenda e vem rendendo muito mais do que um livreco. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Vis&atilde;o sociol&oacute;gica <\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Quando organizou um semin&aacute;rio sobre a proposta de legaliza&ccedil;&atilde;o do aborto, h&aacute; dois anos, a professora de escola p&uacute;blica Magna Regina Tessaro Barp pensava apenas em levar a p&uacute;blico um de seus temas de estudo de Sociologia, disciplina recentemente tornada obrigat&oacute;ria nos cursos de ensino m&eacute;dio. Mas a repercuss&atilde;o foi grande e alcan&ccedil;ou cobertura na r&aacute;dio local de Barrac&atilde;o, cidade onde ela vive e leciona, no norte do Rio Grande do Sul. E acabou abrindo um caminho novo para a educa&ccedil;&atilde;o no Col&eacute;gio Estadual Jesus Menino. <\/p>\n<p><\/span><span>&ndash; Os alunos pesquisaram o tema, deram entrevistas &agrave; r&aacute;dio &ndash; relembra Magna Regina. &ndash; Tenho certeza de que n&atilde;o esqueceram o que aprenderam, mas provavelmente j&aacute; n&atilde;o se lembrariam do assunto no dia seguinte, se eu tivesse apenas falado sobre ele em sala de aula. <\/p>\n<p><\/span><span>Hoje, os alunos de Sociologia do terceiro ano est&atilde;o divididos em dois grupos de estudo: um deles, sobre a maioridade penal; o outro, sobre a influ&ecirc;ncia da m&iacute;dia na forma&ccedil;&atilde;o e na educa&ccedil;&atilde;o do adolescente. Que este &uacute;ltimo se transformasse em semin&aacute;rio foi um caminho quase natural, e assim surgiu o projeto Leitura Cr&iacute;tica dos Meios de Comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Um estudante de Comunica&ccedil;&atilde;o auxilia na pesquisas dos alunos, que procuram fazer uma leitura cr&iacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o. Ele tamb&eacute;m participa da mesa de debates, ao lado de um pedagogo, um psic&oacute;logo e um ou dois pais. A cobertura na r&aacute;dio local j&aacute; est&aacute; garantida, e o Departamento de Mar-keting da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), onde Magna Regina tamb&eacute;m leciona, vai ajudar na divulga&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Tudo isso faz com que a comunidade se envolva no debate, e torna a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos ainda mais significativa&rdquo;, diz a professora. <\/p>\n<p><\/span><span>O relacionamento com a comunica&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; incipiente, mas ela j&aacute; percebeu que esse &eacute; o caminho a seguir. E o pr&oacute;ximo passo j&aacute; est&aacute; planejado: um projeto com alunos do segundo ano envolve a pesquisa e a an&aacute;lise de not&iacute;cias relacionadas &agrave; sexualidade, o principal tema de estudo de Magna Regina na &aacute;rea da Sociologia. Os resultados devem ser publicados em livro. &ldquo;O impacto &eacute; positivo, sem sombra de d&uacute;vida. Afinal, vivemos na era da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, lembra a soci&oacute;loga.&nbsp;<br \/><\/span><\/p>\n<p><span><br \/>* publica&ccedil;&atilde;o autorizada, desde que citada a fonte original.<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc&ecirc; &eacute; um produtor de TV trabalhando numa escola, n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil imaginar que um dia a comunica&ccedil;&atilde;o vai cruzar o seu caminho. &ldquo;Sou produtor de TV, fui s&oacute;cio de uma produtora&rdquo;, conta Carlos Eduardo Dias Lopes, o Cadu, fundador e coordenador do Centro de Produ&ccedil;&atilde;o de TV e V&iacute;deo do Col&eacute;gio Marista S&atilde;o &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18798\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Projetos no Rio, SP e RS trabalham a educa\u00e7\u00e3o pela comunica\u00e7\u00e3o<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[338],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18798"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18798"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18798\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}