{"id":18785,"date":"2007-07-19T16:08:36","date_gmt":"2007-07-19T16:08:36","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18785"},"modified":"2007-07-19T16:08:36","modified_gmt":"2007-07-19T16:08:36","slug":"o-mpf-pelo-direito-a-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18785","title":{"rendered":"O MPF pelo direito \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em>H&aacute;&nbsp;cinco anos no Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal &#8211; mais precisamente na Procuradoria Regional dos Direitos do Cidad&atilde;o de S&atilde;o Paulo &#8211; o procurador S&eacute;rgio Suiama &eacute; um dos principais parceiros das organiza&ccedil;&otilde;es que buscam a garantia e efetiva&ccedil;&atilde;o do direito humano &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Membro do Grupo de Trabalho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do MPF, Suiama esteve &agrave; frente da a&ccedil;&atilde;o judicial que acabou por retirar do ar o programa do apresentador Jo&atilde;o Kleber, &agrave; &eacute;poca na Rede TV!. Al&eacute;m disso, o procurador foi decisivo no ingresso do MPF nos debates acerca da TV digital, no qual a a&ccedil;&atilde;o judicial proposta pelos procuradores do GT de Comunica&ccedil;&atilde;o Social n&atilde;o teve seu m&eacute;rito julgado at&eacute; hoje. Mais recentemente, envolveu-se nos debates sobre a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa dos programas de TV e foi o respons&aacute;vel pela celebra&ccedil;&atilde;o do acordo entre a Net e os canais p&uacute;blicos que foram sumariamente retirados da programa&ccedil;&atilde;o digital da operadora de TV por assinatura a cabo. A seguir, confira os melhores trechos da entrevista concedida por ele ao Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/em><\/span><span><strong>&Eacute; poss&iacute;vel fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel da conjuntura dos temas ligados &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong><\/span><span>Em termos gerais, o monop&oacute;lio congelou estas quest&otilde;es por d&eacute;cadas. Acho que a iniciativa do governo Lula em pautar a TV p&uacute;blica colocou um debate importante, mas n&atilde;o acredito que a conjuntura esteja completamente favor&aacute;vel. Existem brechas que vamos abrindo e essa quest&atilde;o da TV p&uacute;blica &eacute; uma delas, importante para discutirmos a democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es e a melhor forma de assegurar o princ&iacute;pio da complementariedade dos sistemas [comercial, p&uacute;blico e estatal] que consta na Constitui&ccedil;&atilde;o federal.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>O debate sobre a TV p&uacute;blica, por exemplo, est&aacute; bastante restrito &agrave; quest&atilde;o da gest&atilde;o e do financiamento da emissora. Voc&ecirc; acha que as organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil devem buscar ampliar a discuss&atilde;o para a constitui&ccedil;&atilde;o de um sistema, n&atilde;o apenas de uma emissora?<br \/><\/strong><\/span><span>Estive presente no F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas e notei que ainda existe certa confus&atilde;o, pois sob esse nome &ldquo;TV p&uacute;blica&rdquo; se agrupam todos aqueles que n&atilde;o est&atilde;o na TV comercial, englobando desde as TVs comunit&aacute;rias, universit&aacute;rias, legislativas e estatais, ou seja, um grande guarda-chuva que hoje denominamos genericamente de campo p&uacute;blico. Meu receio &eacute; que no momento adequado n&atilde;o haja essa distin&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria entre TV estatal e TV p&uacute;blica. Mas &eacute; certo que &eacute; necess&aacute;rio garantir a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil nessas discuss&otilde;es que v&ecirc;m sendo feitas no &acirc;mbito dos minist&eacute;rios.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>O fato de as decis&otilde;es estarem concentradas na Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social e n&atilde;o no Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es pode contribuir para que a TV p&uacute;blica seja mesmo independente?<br \/><\/strong><\/span><span>Infelizmente, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es se tornou, ou talvez sempre tenha sido, um grande balc&atilde;o de neg&oacute;cios de lobistas ligados &agrave;s emissoras comerciais de televis&atilde;o. Existem todos aqueles contratos irregulares, concess&otilde;es vencidas, a completa falta de fiscaliza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s emissoras, a rela&ccedil;&atilde;o prom&iacute;scua entre parlamentares, donos de emissoras e o Minist&eacute;rio. Portanto, acho que l&aacute; [Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es], infelizmente, n&atilde;o &eacute; o local mais apropriado para discutir a quest&atilde;o da TV p&uacute;blica. N&atilde;o reconhe&ccedil;o sua legitimidade neste m&eacute;rito. Acho que o pr&oacute;prio governo, de certa forma, reconheceu isso ao conceder status de ministro ao Franklin Martins. Isso serve para mostrar que o Estado e o governo n&atilde;o s&atilde;o algo unit&aacute;rio, isso n&atilde;o apenas em rela&ccedil;&atilde;o ao governo Lula, ou ao governo FHC, ou qualquer governo. Existem grupos de interesse que est&atilde;o mais afinados e existe tamb&eacute;m uma reuni&atilde;o de grupos em torno de certas id&eacute;ias.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Sobre a quest&atilde;o das r&aacute;dios comunit&aacute;rias: isso est&aacute; no &acirc;mbito do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m &eacute; algo que ele n&atilde;o vem tendo compet&ecirc;ncia nem vontade pol&iacute;tica para administrar&#8230;<br \/><\/strong><\/span><span>O MP entrou com uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica justamente partindo desta constata&ccedil;&atilde;o de que o MiniCom e a Anatel s&atilde;o muito eficientes na repress&atilde;o &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias e se percebe que n&atilde;o h&aacute; a mesma efici&ecirc;ncia com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s autoriza&ccedil;&otilde;es. Os avisos de habilita&ccedil;&atilde;o demoram anos. O governo Lula, inclusive em compara&ccedil;&atilde;o ao governo FHC, foi muito ineficiente em rela&ccedil;&atilde;o a isso. Percebemos n&atilde;o s&oacute; uma incompet&ecirc;ncia, mas uma falta de interesse na regulariza&ccedil;&atilde;o dessas r&aacute;dios. Ou seja, vemos que, de fato, o governo privilegia as grandes emissoras em detrimento da comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>&Eacute; inevit&aacute;vel falar da TV digital. Como anda essa quest&atilde;o?<br \/><\/strong><\/span><span>Esta quest&atilde;o, tanto pra n&oacute;s quanto para os companheiros do movimento social de comunica&ccedil;&atilde;o, era, de fato, uma oportunidade para conseguirmos democratizar o uso do espectro. Infelizmente, o que vimos foi um governo muito comprometido com a manuten&ccedil;&atilde;o do latif&uacute;ndio das freq&uuml;&ecirc;ncias que temos hoje. N&atilde;o houve interesse em criar novos canais. Claro, eles dir&atilde;o que criaram aqueles quatro canais, o cultural, o educativo, o da cidadania e o do Executivo, mas sabemos que o sistema poderia abrigar muito mais. Voc&ecirc; percebe que, de fato, foi uma op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica por n&atilde;o mexer nesse &ldquo;vespeiro&rdquo; da comunica&ccedil;&atilde;o. Claro que h&aacute; um poder comercial fort&iacute;ssimo, um verdadeiro poder paralelo ao Estado, que &eacute; o poder dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, que se sustenta com uma base parlamentar e do medo que o governo tem. Ent&atilde;o, esses privil&eacute;gios dados &agrave;s grandes emissoras permanecem praticamente intocados.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Quais s&atilde;o as perspectivas para o futuro? Como as organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil que lutam pelo direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o podem contar com o MP?<br \/><\/strong><\/span><span>O MP funciona como uma esp&eacute;cie de advogado da sociedade. N&atilde;o defendemos direitos individuais, mas atuamos na defesa dos direitos coletivos. &Eacute; nessa perspectiva que o MP pode ter muita presen&ccedil;a em mat&eacute;ria de comunica&ccedil;&atilde;o social. Temos uma tradi&ccedil;&atilde;o que vem de 10 anos nessa &aacute;rea. Come&ccedil;amos atacando programas espec&iacute;ficos que violavam direitos fundamentais, como os programas policiais. Agora estamos amadurecendo, come&ccedil;ando a discutir outras quest&otilde;es que v&atilde;o al&eacute;m dos casos espec&iacute;ficos. Entramos com a a&ccedil;&atilde;o da TV digital, estamos atuando fortemente em defesa da obrigatoriedade da classifica&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria na TV, na quest&atilde;o do merchandising. Estamos acompanhando um procedimento, a partir da representa&ccedil;&atilde;o do ProJor, sobre os deputados que s&atilde;o donos de emissoras. J&aacute; conseguimos identificar 10 deputados da Comiss&atilde;o de Comunica&ccedil;&atilde;o que votaram em seus pr&oacute;prios processos de renova&ccedil;&atilde;o de concess&atilde;o. N&oacute;s temos uma concep&ccedil;&atilde;o cada vez mais clara da necessidade de garantir o pluralismo, seja interno &agrave;s emissoras, seja externo na garantia da diversidade de opini&otilde;es no espectro, e da necessidade de democratiza&ccedil;&atilde;o, de impedir o oligop&oacute;lio e o coronelismo eletr&ocirc;nico.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Como as organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil podem se instrumentalizar nesse mundo do direito ligado ao campo da comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong><\/span><span>Acho que os movimentos sociais se concentram muito na quest&atilde;o legislativa, partindo da id&eacute;ia de que o poder legislativo &eacute; o &uacute;nico f&oacute;rum onde se pode conseguir alguma mudan&ccedil;a social. Seria interessante, sem abandonar a luta legislativa, tentar concatenar essa luta com outras estrat&eacute;gias pol&iacute;ticas, inclusive no &acirc;mbito judicial e no &acirc;mbito do MP. Como qualquer outro &oacute;rg&atilde;o, o MP &eacute; formado por pessoas das mais diversas ideologias, mas, por conta desta promiscuidade do Congresso Nacional em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s emissoras, o MP pode ser um parceiro importante no que diz respeito &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de direitos. &Eacute; claro que n&atilde;o posso falar em nome de todos os colegas, mas boa parte deles est&aacute; sinceramente engajada numa luta pela promo&ccedil;&atilde;o de direitos, inclusive em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. O MP tem outros instrumentos, que n&atilde;o necessariamente judiciais. Concretamente, ele pode entrar com uma a&ccedil;&atilde;o para obrigar o poder p&uacute;blico ou a emissora a fazer ou deixar de fazer algo, uma condena&ccedil;&atilde;o, o pagamento de danos morais, etc., mas tamb&eacute;m existem outros instrumentos n&atilde;o judiciais, como a recomenda&ccedil;&atilde;o, que &eacute; uma esp&eacute;cie de notifica&ccedil;&atilde;o, ou os termos de ajustamento de conduta. O exemplo mais recente disso &eacute; acordo que fizemos com a Net para que os canais p&uacute;blicos pudessem voltar ao sistema digital.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Quais a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o sendo tocadas pelo MP atualmente?<br \/><\/strong><\/span><span>Hoje existe um grupo de comunica&ccedil;&atilde;o social no &acirc;mbito da Procuradoria Geral dos Direitos do Cidad&atilde;o. J&aacute; estamos a quase tr&ecirc;s anos atuando nessas quest&otilde;es envolvendo a comunica&ccedil;&atilde;o. A quest&atilde;o mais presente que temos enfrentado &eacute; uma estrat&eacute;gia de apoio &agrave; obrigatoriedade da classifica&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria nas TV. Para n&oacute;s, isso n&atilde;o tem nada a ver com censura, pois j&aacute; foi comprovado que as emissoras n&atilde;o t&ecirc;m, em termos gerais, nenhuma responsabilidade social. Tamb&eacute;m expedimos uma recomenda&ccedil;&atilde;o para garantir que os canais 60 e 69 fossem reservados para a implementa&ccedil;&atilde;o dos canais p&uacute;blicos. Fizemos uma recomenda&ccedil;&atilde;o sobre merchandising, para obrigar as emissoras a informar adequadamente o consumidor de que est&aacute; sendo veiculada uma propaganda. Fizemos tamb&eacute;m uma oficina regional com os procuradores do nordeste, para que haja uma atua&ccedil;&atilde;o mais forte l&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos programas policiais, al&eacute;m da oficina que estamos montando em conjunto com o Intervozes para construir o manual de exigibilidade do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Diversas iniciativas est&atilde;o acontecendo simultaneamente.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Sobre publicidade infantil, o MP tem algo em vista?<br \/><\/strong><\/span><span>Eu acho lament&aacute;vel tanto a posi&ccedil;&atilde;o do Conar quanto a posi&ccedil;&atilde;o das emissoras. Qualquer coisa que se tente discutir em mat&eacute;ria de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; taxada imediatamente como censura. Ent&atilde;o classifica&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria &eacute; censura, ombudsman nas emissoras &eacute; censura, restri&ccedil;&atilde;o &agrave; publicidade para crian&ccedil;as &eacute; censura, restri&ccedil;&atilde;o para bebidas e cigarros &eacute; censura. Ent&atilde;o, &eacute; muito dif&iacute;cil trabalhar porque n&atilde;o h&aacute; possibilidade de di&aacute;logo. Ou seja, h&aacute; uma postura reacion&aacute;ria das emissoras, beneficiadas com concess&otilde;es a &ldquo;pre&ccedil;o de banana&rdquo; e que simplesmente se recusam a estabelecer qualquer tipo de di&aacute;logo social.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>E em rela&ccedil;&atilde;o a nossa legisla&ccedil;&atilde;o, o que dizer?<br \/><\/strong><\/span><span>O que eu vejo &eacute; que a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; completamente anacr&ocirc;nica. Discuss&otilde;es que j&aacute; s&atilde;o feitas desde a d&eacute;cada de 60 em outros pa&iacute;ses est&atilde;o muito atrasadas aqui no Brasil. Por exemplo, n&atilde;o temos uma legisla&ccedil;&atilde;o que assegure conselhos sociais compostos pelos cidad&atilde;os. O ideal seria conseguir obrigar a Uni&atilde;o a colocar nos contratos futuros alguma cl&aacute;usula que obrigasse cada emissora a possuir um conselho, mas esbarramos justamente na falta de legisla&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, o Judici&aacute;rio tamb&eacute;m tem um limite. Por exemplo, n&atilde;o conseguir&iacute;amos assegurar o &ldquo;direito de antena&rdquo;, como existe em Portugal, no qual os sindicatos, os movimentos sociais e as Ongs podem ocupar um espa&ccedil;o na programa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Voc&ecirc; acha que o movimento pela constru&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o pode ajudar a amadurecer um pouco a constitui&ccedil;&atilde;o de uma nova Lei Geral de Comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong><\/span><span>N&oacute;s esperamos que sim. No entanto, h&aacute; v&aacute;rios grupos de interesse bastante conflitantes. H&aacute; as teles, os radiodifusores, cada um com seu interesse espec&iacute;fico, e h&aacute; todo o campo democr&aacute;tico. Mais importante: como fazer com um Congresso Nacional ainda t&atilde;o vinculado &agrave;s emissoras? Uma outra quest&atilde;o &eacute; que os movimentos sociais ainda n&atilde;o incorporaram a pauta do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Ou seja, a pauta ainda est&aacute; muito restrita &agrave;s pessoas ligadas ao jornalismo ou &agrave;s escolas de comunica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; preciso que os movimentos sociais de maneira geral encampem essa quest&atilde;o. De qualquer forma, &eacute; importante que as organiza&ccedil;&otilde;es e os movimentos sociais n&atilde;o desistam, pois h&aacute; vit&oacute;rias e a a&ccedil;&atilde;o contra o Jo&atilde;o Kleber provou que &eacute; poss&iacute;vel avan&ccedil;ar. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>No caso das TVs, a atua&ccedil;&atilde;o do MP se baseia no fato de que s&atilde;o concess&otilde;es p&uacute;blicas. E no caso da m&iacute;dia impressa?<br \/><\/strong><\/span><span>Essa &eacute; uma quest&atilde;o importante. S&atilde;o regimes jur&iacute;dicos diferentes, portanto devem ser tratados de forma diferente. No caso da m&iacute;dia impressa, a liberdade de express&atilde;o &eacute; maior e n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel aplicar algumas san&ccedil;&otilde;es como far&iacute;amos com concess&otilde;es de TV, como uma cassa&ccedil;&atilde;o, por exemplo. Isso n&atilde;o significa que n&atilde;o tenha que haver responsabilidade. Nesse caso, o meio jur&iacute;dico mais adequado ainda &eacute; o direito de resposta coletivo. Acho que dever&iacute;amos usar mais este instrumento como uma forma de garantir o pluralismo nos meios de comunica&ccedil;&otilde;es impressos. De qualquer forma, nos meios impressos h&aacute; mais diversidade, pois existe a Veja, mas tamb&eacute;m existe a Caros Amigos, a Carta Capital, etc. Ent&atilde;o, acho que o caminho &eacute; mesmo a id&eacute;ia de direito de resposta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Procurador do Minist\u00e9rio P\u00fablico defende parceria com sociedade civil <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[215,337],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18785"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18785"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18785\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}