{"id":18762,"date":"2007-07-17T17:05:11","date_gmt":"2007-07-17T17:05:11","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18762"},"modified":"2007-07-17T17:05:11","modified_gmt":"2007-07-17T17:05:11","slug":"classificacao-indicativa-agora-uma-responsabilidade-de-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18762","title":{"rendered":"Classifica\u00e7\u00e3o Indicativa: agora uma responsabilidade de todos"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Desde o dia 11 de julho de 2007, de acordo com a Portaria 1.220\/07 do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa (por faixa et&aacute;ria e hor&aacute;rio de exibi&ccedil;&atilde;o) de produtos audiovisuais de entretenimento televisivo passou a ser uma autoclassifica&ccedil;&atilde;o, feita pelas pr&oacute;prias emissoras de TV e n&atilde;o mais pelo Departamento de Classifica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. Essa mudan&ccedil;a, no entanto, tem uma implica&ccedil;&atilde;o previs&iacute;vel, j&aacute; que a vidra&ccedil;a mudou de lado &ndash; para o lado que, literalmente, est&aacute; exposto aos olhos de todos: a televis&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span>N&atilde;o resistindo a mais uma onda de ataque por parte das grandes redes, o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a renunciou ao poder que h&aacute; v&aacute;rios anos vinha exercendo sobre elas &ndash; de analisar previamente a programa&ccedil;&atilde;o, especialmente as telenovelas &ndash; mas n&atilde;o abriu m&atilde;o do v&iacute;nculo entre classifica&ccedil;&atilde;o e hor&aacute;rio, outro ponto que as emissoras, representadas pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert), queriam abolir. E a nova portaria ainda criou para a autoridade p&uacute;blica um poder adicional, o de exigir uma reclassifica&ccedil;&atilde;o, caso n&atilde;o concorde com alguma das autoclassifica&ccedil;&otilde;es televisivas. Em s&iacute;ntese, as emissoras n&atilde;o conseguiram a liberdade total desejada e ainda por cima ter&atilde;o de arcar com mais trabalho e mais responsabilidade.<\/p>\n<p><\/span><span>Utilizando-se de um argumento questionado por v&aacute;rios segmentos &ndash; da sociedade e do governo &ndash;, de que o exame pr&eacute;vio da programa&ccedil;&atilde;o representava um exerc&iacute;cio da censura, algo que &eacute; taxativamente vedado pela Constitui&ccedil;&atilde;o, a Abert liderou uma campanha contra a suposta inconstitucionalidade da classifica&ccedil;&atilde;o indicativa exercida pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. N&atilde;o foi a primeira vez que adotou essa postura, valendo-se de m&eacute;todos como a arregimenta&ccedil;&atilde;o de artistas famosos na cruzada contra a volta dos &quot;censores&quot;. O governo FHC foi igualmente pressionado e, &agrave; &eacute;poca, a Abert tamb&eacute;m acenou com a alternativa da autoclassifica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Fusos hor&aacute;rios<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Agora, as emissoras ter&atilde;o a oportunidade de sentir na pr&oacute;pria pele o quanto &eacute; complexa e pass&iacute;vel de cr&iacute;ticas a tarefa de classificar conte&uacute;dos, of&iacute;cio que vinha sendo desempenhado por um quadro t&eacute;cnico de 25 pessoas, no Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, que agora se acha diante de um novo desafio: checar a pertin&ecirc;ncia das &quot;indica&ccedil;&otilde;es&quot; feitas pelas emissoras. <\/p>\n<p><\/span><span>Entretanto, se o governo e as pr&oacute;prias emissoras cumprirem com o dever de informar a popula&ccedil;&atilde;o sobre essa mudan&ccedil;a de responsabilidade, cada cidad&atilde;o, cada associa&ccedil;&atilde;o, cada movimento e cada ONG poder&atilde;o atuar como observadores da responsabilidade social das televis&otilde;es. Ou, quem sabe, governo, sociedade e mercado encontrem formas de se representarem num conselho parit&aacute;rio, sugest&atilde;o feita em carta dirigida ao ministro da Justi&ccedil;a, Tarso Genro, pela Dra. Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Crian&ccedil;a, entidade vinculada &agrave; Confer&ecirc;ncia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Um colegiado dessa natureza funcionaria como uma inst&acirc;ncia plural, capaz de dirimir eventuais discord&acirc;ncias entre os v&aacute;rios setores interessados.<\/p>\n<p><\/span><span>Face a um eloq&uuml;ente interlocutor preocupado com a defesa da liberdade de express&atilde;o, o secret&aacute;rio nacional de Justi&ccedil;a, Ant&ocirc;nio Biscaia, orientado pelo ministro Tarso Genro, inicialmente atuou como moderador, promovendo uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica (em 20 de junho) que lotou o Audit&oacute;rio Tancredo Neves, no Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, quando se sucederam oradores pr&oacute; e contra a Portaria 264, alvo das cr&iacute;ticas da Abert. Em seguida, encontrou uma f&oacute;rmula de atender os dois lados. Derrubou a &quot;censura pr&eacute;via&quot; dos conte&uacute;dos, mas manteve de p&eacute; outras exig&ecirc;ncias, entre elas, a vincula&ccedil;&atilde;o das faixas et&aacute;rias aos respectivos hor&aacute;rios de exibi&ccedil;&atilde;o e o respeito &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es situadas em diferentes fusos hor&aacute;rios. <\/p>\n<p><\/span><span>No Acre, por exemplo, s&atilde;o duas horas a menos da hora de Bras&iacute;lia; tr&ecirc;s, no ver&atilde;o. As emissoras ter&atilde;o 180 dias para encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica para esse problema, possivelmente, a &quot;reapresenta&ccedil;&atilde;o&quot; dos programas e cap&iacute;tulos de telenovelas, embora nada impe&ccedil;a que eles sejam captados por quem disp&otilde;e de antenas parab&oacute;licas.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Dado novo<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Durante todo o per&iacute;odo em que procurou cumprir com as exig&ecirc;ncias da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e do Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente, de classificar conte&uacute;dos de divers&otilde;es p&uacute;blicas, o minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a desenvolveu paulatinamente um esfor&ccedil;o de se legitimar com rela&ccedil;&atilde;o ao seu ingrato papel de classificador, possivelmente porque o mesmo atra&iacute;a para si a pecha de &quot;censor&quot;. <\/p>\n<p><\/span><span>N&atilde;o faltaram campanhas de esclarecimento, consulta nacional, audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas, publica&ccedil;&otilde;es, semin&aacute;rios, cartilhas, livro e convites &agrave; participa&ccedil;&otilde;es do cidad&atilde;o, por telefone e por e-mail. Com a mudan&ccedil;a nas regras do jogo, mesmo que o minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a permane&ccedil;a em sil&ecirc;ncio e mesmo que as emissoras busquem um perfil discreto sobre a sua atua&ccedil;&atilde;o auto-regulamentadora, dificilmente as iniciativas do tipo &quot;Quem financia a baixaria &eacute; contra a cidadania&quot; (da Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da C&acirc;mara dos Deputados) deixar&atilde;o de estar atentas. <\/p>\n<p><\/span><span>E se antes se alinhavam ao governo, quando este era alvo de cr&iacute;ticas, mais um motivo ter&atilde;o, agora, de se fazerem fiscais da m&iacute;dia, j&aacute; que &eacute; sempre mais antip&aacute;tico para o Estado essa fun&ccedil;&atilde;o de leitura cr&iacute;tica, quase sempre identificada, na retranca, como investidas da &quot;censura&quot;.<\/p>\n<p><\/span><span>A nova conjuntura classificat&oacute;ria tamb&eacute;m abre mais espa&ccedil;o para um ator cada vez mais presente no cotidiano brasileiro, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Junto ao mesmo, o minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a prometeu recorrer sempre que n&atilde;o for ouvido pelas emissoras, quando solicitadas a reclassificar programa&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p><\/span><span>Em tese, qualquer cidad&atilde;o ou entidade pode fazer o mesmo, ou seja, na lacuna de um Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social aberto &agrave; sociedade (o que existe &eacute; apenas um &oacute;rg&atilde;o auxiliar do Congresso Nacional, sem poder deliberativo), o Minist&eacute;rio P&uacute;blico poder&aacute; fazer as vezes de ouvidora p&uacute;blica de m&iacute;dia, com uma capacidade que outras figuras institucionais n&atilde;o o t&ecirc;m: encaminhar o assunto direto para o Judici&aacute;rio, como j&aacute; aconteceu. <\/p>\n<p><\/span><span>Para a sociedade, uma das vantagens da auto-regulamenta&ccedil;&atilde;o &eacute; que o exerc&iacute;cio da responsabilidade social n&atilde;o elide os recursos civis e penais, embora as solu&ccedil;&otilde;es consensuais sejam mais encorajadas do que as punitivas.<\/p>\n<p><\/span><span>Desse embate em torno da melhor forma de classificar conte&uacute;dos de entretenimento midi&aacute;tico, um ganho adicional para todos poder&aacute; ocorrer se cumprida a promessa feita pela Abert, de criar um novo C&oacute;digo de &Eacute;tica da Radiodifus&atilde;o Brasileira, em substitui&ccedil;&atilde;o ao de 1993, jamais posto em pr&aacute;tica &ndash; possivelmente porque se referia &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre modalidades de conte&uacute;dos e respectivas faixas et&aacute;rias e hor&aacute;rios de exibi&ccedil;&atilde;o. Segundo informaram o diretor-geral da Abert, Fl&aacute;vio Cavalcanti J&uacute;nior, e o advogado da Abert, Lu&iacute;s Roberto Barroso, um c&oacute;digo &quot;mais atualizado&quot; ser&aacute; feito. Ou seja, as emissoras poder&atilde;o ter uma b&uacute;ssola para essa dupla tarefa que abra&ccedil;aram, a de garantir Ibope sem descuidos para com o decoro.<\/p>\n<p><\/span><span>Em suma, h&aacute; elementos para se concluir que a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa &ndash; e n&atilde;o impositiva, como sempre desejou a Abert &ndash; poder&aacute; contar com a participa&ccedil;&atilde;o dos mais variados segmentos da vida p&uacute;blica. Para al&eacute;m do dado novo, que &eacute; a auto-regulamenta&ccedil;&atilde;o, o Estado permanecer&aacute; atento, j&aacute; que o minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a poder&aacute; valer-se do seu bem-treinado olho classificat&oacute;rio para exigir a &quot;reclassifica&ccedil;&atilde;o&quot; sempre que entender que as emissoras foram abusivas. Por sua vez, as ONGs, que integraram toda uma milit&acirc;ncia liderada pela Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias dos Direitos da Inf&acirc;ncia (Andi) em favor da manuten&ccedil;&atilde;o do sistema classificat&oacute;rio na m&atilde;o do Estado, n&atilde;o ficar&atilde;o inertes. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Liberdade e responsabilidade<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Em passado recente (2005), as ONGs deram uma surpreendente demonstra&ccedil;&atilde;o de que podem contar com a austeridade do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e do Judici&aacute;rio. Foi quando desbancaram o apresentador Jo&atilde;o Kleber, ent&atilde;o na Rede TV!, obtendo contra ele um in&eacute;dito e hist&oacute;rico direito de resposta na TV em favor de toda uma legi&atilde;o de humilhados e ofendidos em mat&eacute;ria de direitos humanos. <\/p>\n<p><\/span><span>Falido aqui, sucesso no al&eacute;m-mar. Jo&atilde;o Kleber foi ter com os lusitanos, onde tem contabilizado em euros muito &ecirc;xito com testes de fidelidade e outras baixarias. De l&aacute;, tem at&eacute; exportado as suas &quot;Tardes quentes&quot; para outros pa&iacute;ses. Por aqui, no entanto, teve de ceder o espa&ccedil;o equivalente a 30 dos seus programas (dez dos quais por ele financiados) para um coletivo de ONGs (Intervozes na cabe&ccedil;a) que fazem advocacia de direitos humanos difusos e espec&iacute;ficos (igualdade racial; liberdade de orienta&ccedil;&atilde;o sexual etc.).<\/p>\n<p><\/span><span>Em mat&eacute;ria de classifica&ccedil;&atilde;o indicativa de conte&uacute;dos de TV, poderemos, ent&atilde;o, estar chegando a uma &quot;maioridade&quot;, na acep&ccedil;&atilde;o kantiana. O eterno fil&oacute;sofo da Fundamenta&ccedil;&atilde;o metaf&iacute;sica dos costumes entendia que a verdadeira maioridade moral &eacute; atingida quando nos tornamos capazes de agir com autonomia, ou seja, de modo que as nossas a&ccedil;&otilde;es estejam acima de nossos interesses e inclina&ccedil;&otilde;es individuais e corporativas. De forma veemente, representantes da Abert repeliram a insinua&ccedil;&atilde;o de &quot;raposa cuidando do galinheiro&quot; nesse assunto de autoclassifica&ccedil;&atilde;o. Estaremos testemunhando, realmente, o primado da responsabilidade social das empresas? Existir&aacute;, de fato, uma genu&iacute;na &quot;cidadania empresarial&quot;, mesmo quando a viol&ecirc;ncia &eacute; um dos principais fil&otilde;es mercadol&oacute;gicos? <\/p>\n<p><\/span><span>O fato &eacute; que toda essa pol&ecirc;mica pode ter representado um avan&ccedil;o institucional. Nem o Estado, nem o mercado e nem a sociedade est&atilde;o, agora, isolados ou hegem&ocirc;nicos em rela&ccedil;&atilde;o ao decoro para com as divers&otilde;es p&uacute;blicas. E a partilha de poder &ndash; e de conseq&uuml;ente interlocu&ccedil;&atilde;o &ndash; tem sido uma das f&oacute;rmulas das democracias modernas. Em outras palavras, a liberdade s&oacute; n&atilde;o &eacute; um valor absoluto porque h&aacute; a contrapartida da responsabilidade &ndash; n&atilde;o apenas do mercado, mas de todos.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><br \/><\/span>&nbsp;<\/p>\n<p><span><em>* Luiz Martins da Silva &eacute; jornalista, professor da Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da UnB e co-autor (com Fernando Paulino) de um dos cap&iacute;tulos do livro Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa no Brasil &ndash; Desafios e perspectivas, Bras&iacute;lia, DF, Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, 2006.<\/em><\/p>\n<p><font size=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o dia 11 de julho de 2007, de acordo com a Portaria 1.220\/07 do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa (por faixa et&aacute;ria e hor&aacute;rio de exibi&ccedil;&atilde;o) de produtos audiovisuais de entretenimento televisivo passou a ser uma autoclassifica&ccedil;&atilde;o, feita pelas pr&oacute;prias emissoras de TV e n&atilde;o mais pelo Departamento de Classifica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18762\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Classifica\u00e7\u00e3o Indicativa: agora uma responsabilidade de todos<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[53],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18762"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18762"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18762\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}