{"id":18667,"date":"2007-07-04T18:27:45","date_gmt":"2007-07-04T18:27:45","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18667"},"modified":"2007-07-04T18:27:45","modified_gmt":"2007-07-04T18:27:45","slug":"entidades-querem-conselho-para-dar-autonomia-a-emissora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18667","title":{"rendered":"Entidades querem conselho para dar autonomia \u00e0 emissora"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Os debates sobre a TV P&uacute;blica come&ccedil;am a surtir efeitos nas terras pernambucanas. Desde o in&iacute;cio do mandato do governador Eduardo Campos (PSB), os movimentos que lutam pelo direito humano &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o em Pernambuco t&ecirc;m dialogado com os representantes do governo para que o estado proporcione o retorno da programa&ccedil;&atilde;o da TV Pernambuco, j&aacute; que sua grade &eacute; ocupada majoritariamente pela programa&ccedil;&atilde;o da TV Cultura de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p><\/span><span>Ligada ao Departamento de Telecomunica&ccedil;&otilde;es de Pernambuco (Detelpe) &#8211; &oacute;rg&atilde;o vinculado &agrave; Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Meio Ambiente do Governo do Estado &#8211; a emissora era respons&aacute;vel, no final dos anos oitenta, por uma grade que&nbsp; priorizava a diversidade da programa&ccedil;&atilde;o regional. Nos &uacute;ltimos anos, por&eacute;m, a TV sofreu um processo de <\/span><span>sucateamento que acabou fazendo com que fosse varrida do espectro por falta de programa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em diversos momentos, representantes de entidades da sociedade civil, em especial do F&oacute;rum Pernambucano de Comunica&ccedil;&atilde;o (Fopecom), tiveram a oportunidade de demandar discuss&otilde;es acerca do retorno da TV. Em espa&ccedil;os p&uacute;blicos ou em reuni&otilde;es com integrantes do governo, os objetivos eram os mesmos: a retomada das atividades da emissora, dentro de uma perspectiva que possa dar visibilidade a todos os segmentos da popula&ccedil;&atilde;o pernambucana. &ldquo;&Eacute; fundamental que a TV Pernambuco volte e que seja realmente p&uacute;blica. A chave disso est&aacute; em sua gest&atilde;o, que precisa ser independente, tanto de governos quanto de empresas privadas&rdquo;, afirma Ivan Moraes Filho, do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF), tamb&eacute;m representante do Fopecom.<\/p>\n<p><\/span><span>Se a pr&aacute;tica for equivalente ao discurso, boas novidades podem surgir. Pelo menos &eacute; o que diz o atual presidente do Detelpe, Andr&eacute; Luis Farias, respons&aacute;vel pela concess&atilde;o p&uacute;blica da TV Pernambuco. De acordo com Farias, a gest&atilde;o p&uacute;blica, o fomento para a produ&ccedil;&atilde;o local e uma poss&iacute;vel parceria com a TV Universit&aacute;ria est&atilde;o na pauta do novo modelo da emissora. &ldquo;Essa TV precisa ser p&uacute;blica. Por isso, a nossa proposta &eacute; que a sua gest&atilde;o seja feita por um conselho, formado em sua maioria pela sociedade civil&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p><\/span><span>Atualmente, a TV PE &eacute; gerida por uma Organiza&ccedil;&atilde;o Social (OS) chamada Movimagem. As OS s&atilde;o entidades sem fins lucrativos que, por meio de um contrato de gest&atilde;o, atuam em atividades de ensino, cultura, sa&uacute;de, pesquisa cient&iacute;fica, desenvolvimento tecnol&oacute;gico e preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. Essas organiza&ccedil;&otilde;es exercem atividades privadas e podem receber recursos or&ccedil;ament&aacute;rios e bens p&uacute;blicos necess&aacute;rios ao cumprimento do contrato de gest&atilde;o. Criada em 2003, a Movimagem tinha o objetivo de revitalizar a TV Pernambuco. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Em busca da independ&ecirc;ncia<br \/><\/strong><\/span><span>Se a TV PE continuar&aacute; sendo gerida por uma OS ainda &eacute; uma inc&oacute;gnita. O presidente do Detelpe afirma que h&aacute; a possibilidade de a TV se tornar uma funda&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Assim, teria mais autonomia financeira e administrativa. &ldquo;Essa TV n&atilde;o pode ficar a merc&ecirc; do que cada governo decide&rdquo;, afirma Farias. <\/span><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><span>Em rela&ccedil;&atilde;o ao financiamento da TV Pernambuco, Ivan Moraes, do Fopecom, defende que se garantam os recursos p&uacute;blicos para as atividades das emissoras: &ldquo;O Governo do Estado precisa garantir no seu or&ccedil;amento recursos para viabilizar a TV, mas esses recursos n&atilde;o podem ser liberados de acordo com a vontade do governador, para que haja autonomia de gest&atilde;o. A emissora tamb&eacute;m n&atilde;o pode ficar apenas dependendo de patroc&iacute;nio ou publicidade&quot;, defende Moraes Filho.<\/p>\n<p><\/span><span>Atualmente, o financiamento da TV PE para algumas experi&ecirc;ncias de transmiss&atilde;o local est&aacute; sendo feito atrav&eacute;s de patroc&iacute;nio. &ldquo;Patroc&iacute;nio &eacute; fundamental, mesmo numa TV p&uacute;blica. O que n&atilde;o pode acontecer &eacute; a parte financeira interferir na programa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, defende Farias. O dirigente admite, entretanto, ser necess&aacute;rio alocar recursos p&uacute;blicos para a emissora. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Primeiros passos e desafios<br \/><\/strong><\/span><span>Atualmente, o &lsquo;grosso&rsquo; da grade de programa&ccedil;&atilde;o da TV &eacute; a retransmiss&atilde;o do Canal Cultura, de S&atilde;o Paulo. Os primeiros passos foram dados com a transmiss&atilde;o das festas de S&atilde;o Jo&atilde;o em Caruaru (local onde a emissora tem concess&atilde;o de geradora). Em julho, a TV dever&aacute; realizar a cobertura do Festival de Inverno, em Garanhuns. Al&eacute;m da geradora no Agreste, a TV PE est&aacute; no canal UHF (46) da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife e chega a cerca de 50 munic&iacute;pios no interior.<br \/><\/span><span><br \/>Para esse novo modelo, Osnaldo Moraes, do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco e do Fopecom, alerta que a TV PE deve ficar longe de se curvar aos ditames de cabe&ccedil;as-de-rede do Sudeste, mesmo que sejam emissoras de car&aacute;ter p&uacute;blico. &ldquo;A nossa TV Pernambuco deve exercitar a valoriza&ccedil;&atilde;o de nossa cultura, alavancando a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual, gerando empregos locais e permitindo a integra&ccedil;&atilde;o regional e nacional&rdquo;, explicita Osnaldo.<\/p>\n<p><\/span><span>Contando com 90 antenas retransmissoras, a TV PE ainda precisa de recursos para recuperar seu patrim&ocirc;nio (equipamentos e pr&eacute;dio). Para isso, est&aacute; sendo feito um projeto t&eacute;cnico solicitando cerca de R$ 3 milh&otilde;es ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Quem sabe a TV PE se torne a primeira TV digital no Estado?&rdquo;, espera o presidente da Detelpe. Uma outra possibilidade que se abre nos caminhos das retransmiss&otilde;es &eacute; o poss&iacute;vel &ldquo;casamento&rdquo; com a TV Universit&aacute;ria. O representante do Governo do Estado diz estar aberto &agrave; parceria. A TVU na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife (RMR) opera num sinal em VHF (11), por&eacute;m n&atilde;o alcan&ccedil;a o interior do estado.<\/p>\n<p><\/span><span>Para concretizar o discurso desde j&aacute;, Farias anuncia a possibilidade de um encontro estadual com os movimentos que atuam com comunica&ccedil;&atilde;o sobre a TV PE. Na pauta, al&eacute;m da gest&atilde;o e financiamento, est&atilde;o o mapeamento das demandas das produ&ccedil;&otilde;es locais, poss&iacute;veis parcerias entre produtores e a digitaliza&ccedil;&atilde;o da TV. Ele garante que o di&aacute;logo com a sociedade civil local &eacute; fundamental para que a emissora volte a funcionar de forma transparente e democr&aacute;tica. &ldquo;Quem sabe podemos avan&ccedil;ar e criar uma Rede Pernambuco, discutindo tamb&eacute;m a concess&atilde;o estatal da TV Golfinho, em Fernando de Noronha, que retransmite a programa&ccedil;&atilde;o da Rede Globo?&rdquo;, sugere Osnaldo.<\/p>\n<p><span><em>* Ros&aacute;rio de Pomp&eacute;ia, jornalista, &eacute; membro&nbsp;do Centro de Cultura Luiz Freire e do Intervozes &#8211; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social.<\/p>\n<p><\/em><\/span><\/span><span><span>&nbsp;<br \/><\/span><font size=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os debates sobre TV p\u00fablica come\u00e7am a surtir efeitos em Pernambucano. 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