{"id":18634,"date":"2007-07-02T12:09:24","date_gmt":"2007-07-02T12:09:24","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18634"},"modified":"2007-07-02T12:09:24","modified_gmt":"2007-07-02T12:09:24","slug":"a-midia-e-as-conspiracoes-da-cia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18634","title":{"rendered":"A m\u00eddia e as conspira\u00e7\u00f5es da CIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em>&ldquo;A CIA tem o direito leg&iacute;timo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a miss&atilde;o de influir, atrav&eacute;s dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, no desenlace dos fatos pol&iacute;ticos em outros pa&iacute;ses&rdquo;. <br \/><\/em><\/span><span><strong>Willian Colby, ex-diretor-geral da ag&ecirc;ncia de intelig&ecirc;ncia dos EUA.<\/p>\n<p><\/strong><\/span>A sinistra CIA, a ag&ecirc;ncia de espionagem e sabotagem dos EUA, acaba de divulgar v&aacute;rios documentos at&eacute; ent&atilde;o classificados como ultra-secretos. Eles comp&otilde;em os arquivos sugestivamente chamados de &ldquo;j&oacute;ias da fam&iacute;lia&rdquo;, apelido que designa algumas opera&ccedil;&otilde;es ilegais deste organismo que causam constrangimento ao governo ianque. S&atilde;o 11 mil p&aacute;ginas que revelam as a&ccedil;&otilde;es terroristas do imperialismo em v&aacute;rias partes do planeta entre os anos 50 e 70. Os documentos comprovam que esta central de &ldquo;intelig&ecirc;ncia&rdquo; sempre teve um papel ativo na Am&eacute;rica Latina. A desclassifica&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica destes relat&oacute;rios &eacute; uma exig&ecirc;ncia legal e n&atilde;o significa que a CIA tenha abandonado os seus m&eacute;todos esp&uacute;rios de interfer&ecirc;ncia em na&ccedil;&otilde;es soberanas. <\/p>\n<p>No caso do Brasil, tratado na &eacute;poca como &ldquo;maior alvo do comunismo&rdquo; na regi&atilde;o, a CIA ajudou a orquestrar o golpe militar de 1964. Um dos documentos afirma que o presidente Jo&atilde;o Goulart &eacute; &ldquo;um oportunista que ascendeu ao governo com o apoio da esquerda&rdquo;, taxa Leonel Brizola de &ldquo;l&iacute;der demagogo anti-americano&rdquo; e acusa o governador Miguel Arraes de ser &ldquo;um pr&oacute;-comunista&rdquo;. O texto tenta criar um clima de p&acirc;nico na burguesia ao falar da &ldquo;crescente influ&ecirc;ncia&rdquo; do Partido Comunista. Outro documento, intitulado &ldquo;A igreja engajada e a mudan&ccedil;a na Am&eacute;rica Latina&rdquo;, critica seu setor progressista e ataca dom H&eacute;lder C&acirc;mara, cujo &ldquo;forte &eacute; fazer publicidade e exigir reformas, sem oferecer solu&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas aos problemas que ele cria&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>M&aacute;fia e assassinato de Fidel Castro<\/p>\n<p><\/strong>Na &eacute;poca, no auge da chamada &ldquo;guerra fria&rdquo;, a maior preocupa&ccedil;&atilde;o dos EUA e de sua ag&ecirc;ncia era com o aumento da influ&ecirc;ncia da revolu&ccedil;&atilde;o cubana. Os documentos confirmam que a CIA se aliou &agrave; m&aacute;fia para tentar envenenar o l&iacute;der Fidel Castro. Um deles d&aacute; detalhes da contrata&ccedil;&atilde;o do ex-agente Robert Maheu para realizar &ldquo;uma a&ccedil;&atilde;o do tipo de g&acirc;ngsteres&rdquo;, que envolveu v&aacute;rios chefes mafiosos, como Salvatore &ldquo;Momo&rdquo; Giancana, o sucessor de Al Capone. A CIA disponibilizou US$ 150 mil e forneceu seis p&iacute;lulas &ldquo;de alto poder letal&rdquo; para assassinar o dirigente cubano. Allen Dulles, o chef&atilde;o da ag&ecirc;ncia, coordenou a opera&ccedil;&atilde;o terrorista pessoalmente, mas ela foi desativada devido a um grotesco incidente passional de Giancana.<\/p>\n<p>H&aacute; tamb&eacute;m relatos sobre os planos da CIA para desestabilizar o governo chileno e assassinar o presidente Salvador Allende, inclusive com o uso de &ldquo;empresas de fachada&rdquo; para transportar armas. Outros relat&oacute;rios descrevem v&aacute;rias opera&ccedil;&otilde;es ilegais de espionagem e sabotagem no continente, visando derrubar governos nacionalistas e destruir movimentos contr&aacute;rios ao dominio imperial. &ldquo;Os EUA n&atilde;o podiam permitir uma outra Cuba no continente. Foi por isso que Kennedy, cuja diretriz da pol&iacute;tica para a Am&eacute;rica Latina era apoiar governos reformistas, apoiou ditadores&rdquo;, explica Mary Junqueira, professora de hist&oacute;ria da USP.<\/p>\n<p><strong>Tarjas pretas e graves omiss&otilde;es<\/p>\n<p><\/strong>Os documentos agora desclassificados revelam apenas uma pequena parte dos crimes orquestrados por esta ag&ecirc;ncia. Muitos textos ainda aparecem com longas tarjas pretas; nomes e detalhes das opera&ccedil;&otilde;es ilegais s&atilde;o omitidos. N&atilde;o h&aacute; men&ccedil;&atilde;o, por exemplo, ao famoso &ldquo;manual de torturas&rdquo; da CIA, com seu &ldquo;m&eacute;todo m&eacute;dico, qu&iacute;mico ou el&eacute;trico&rdquo;, que serviu de orienta&ccedil;&atilde;o para v&aacute;rios ditadores no mundo. O assassinato de mais de um milh&atilde;o de patriotas no golpe de 1965 na Indon&eacute;sia tamb&eacute;m &eacute; exclu&iacute;do, assim como a brutal interven&ccedil;&atilde;o que derrubou o primeiro-ministro nacionalista do Ir&atilde;, Mohammad Mossadegh, em 1953. Como afirma o jornal Hora do Povo, &ldquo;a lista seletiva de crimes da CIA &eacute; uma opera&ccedil;&atilde;o de acobertamento&rdquo;; visa limpar a imagem desta ag&ecirc;ncia terrorista e de seus agentes e servi&ccedil;ais que continuam na ativa, inclusive na Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>&ldquo;O que estaria levando a famiglia Bush a divulgar estes documentos? Seria, como disse o general Michael Hayden, &lsquo;porque os documentos verdadeiramente nos permitem vislumbrar uma era muito diferente e uma ag&ecirc;ncia muito diferente&rsquo; e que a CIA agora tem &lsquo;um lugar muito mais forte no nosso sistema democr&aacute;tico dentro do poderoso referencial legal&rsquo;? Ele estaria se referindo a Abu Ghraib e Guantanamo? Ou &agrave;s pris&otilde;es secretas no mundo inteiro, seq&uuml;estros e v&ocirc;os de tortura? Ao &lsquo;Programa Talon&rsquo;, dirigido contra organiza&ccedil;&otilde;es anti-guerra? Ou ao grampo da internet, do correio, do telefone e at&eacute; dos cart&otilde;es de consulta &agrave;s bibliotecas dentro dos EUA? &Agrave;s &ldquo;novas t&eacute;cnicas&rdquo; de prepara&ccedil;&atilde;o para a tortura, ministradas pelo general Miller? Aos atentados e esquadr&otilde;es da morte da CIA no Iraque?&rdquo;, questiona, com justa ironia, o jornal Hora do Povo.<\/p>\n<p><strong>Rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas com a m&iacute;dia<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p>Entre as graves omiss&otilde;es chama a aten&ccedil;&atilde;o o fato destes documentos n&atilde;o se referirem &agrave;s guerras ideol&oacute;gicas orquestradas pela CIA atrav&eacute;s do uso enrustido dos meios privados de comunica&ccedil;&atilde;o. Como a m&iacute;dia est&aacute; na berlinda na atualidade, em especial na Am&eacute;rica Latina, &eacute; compreens&iacute;vel que o governo Bush a mantenha sob forte prote&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, os documentos desclassificados agora ficam muito aqu&eacute;m dos relat&oacute;rios produzidos em 1976 por uma comiss&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o do Congresso dos EUA, presidida pelo senador Frank Church. No caso do sangrento golpe militar do Chile, a comiss&atilde;o constatou que o jornal El Mercurio recebeu milh&otilde;es de d&oacute;lares para desestabilizar e derrubar o governo constitucional de Salvador Allende. <\/p>\n<p>&ldquo;A intromiss&atilde;o da CIA neste peri&oacute;dico chegou ao extremo de infiltrar seus agentes at&eacute; na diagrama&ccedil;&atilde;o. O informe Church denunciou que este organismo de espionagem contratou jornalistas, editou publica&ccedil;&otilde;es de circula&ccedil;&atilde;o nacional e elaborou mat&eacute;rias para di&aacute;rios, seman&aacute;rios e radiodifusoras, al&eacute;m de exportar estes &lsquo;conte&uacute;dos&rsquo; para outros ve&iacute;culos latino-americanos e europeus&rdquo;, lembra o escritor chileno Hern&aacute;n Uribe. J&aacute; no Brasil, h&aacute; suspeitas de que a CIA financiou v&aacute;rios jornais e jornalistas na &ldquo;cruzada contra o comunismo&rdquo; durante o governo de Jo&atilde;o Goulart e que, inclusive, esteve por detr&aacute;s do nebuloso acordo entre a empresa estadunidense Time-Life e a rec&eacute;m-criada TV Globo, na v&eacute;spera do golpe militar de 1964.&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p><strong>Espi&otilde;es e se&ccedil;&otilde;es especiais<\/p>\n<p><\/strong>Se estas barbaridades ocorreram no passado, &eacute; evidente que elas n&atilde;o foram descartadas no presente &ndash; ainda mais quando o ocupante da Casa Branca &eacute; o terrorista e torturador confesso, George W. Bush, e a Am&eacute;rica Latina vive um processo in&eacute;dito de ebuli&ccedil;&atilde;o, com a vit&oacute;ria de v&aacute;rios governos progressistas. O jogo sujo da CIA, que s&oacute; poder&aacute; ser conhecido oficialmente com as novas desclassifica&ccedil;&otilde;es daqui a d&eacute;cadas, prossegue. Os EUA temem as mudan&ccedil;as no tabuleiro pol&iacute;tico na regi&atilde;o, n&atilde;o confiam em seus novos governantes &ndash; nem mesmo nos mais pragm&aacute;ticos e conciliadores &ndash;, n&atilde;o toleram o avan&ccedil;o dos movimentos sociais e est&atilde;o bem cientes dos riscos do atual processo de integra&ccedil;&atilde;o latino-americana. A CIA continua na ativa.<\/p>\n<p>Numa recente passeata da direita venezuelana contra o fim da concess&atilde;o da RCTV, algumas fotos flagraram a presen&ccedil;a do agente da CIA Bowen Rosten, de camiseta azul e &oacute;culos escuros, na sua linha de frente. H&aacute; at&eacute; um v&iacute;deo no Youtube com a cena grotesca. O ex-vice-presidente da Venezuela, Jos&eacute; Vicente Rangel, no seu programa televisivo La Hojilla, comentou: &ldquo;Um dos chefes da CIA na regi&atilde;o &eacute; mister Bowen Rosten. Estadunidense, ele fala ingl&ecirc;s, espanhol, portugu&ecirc;s e franc&ecirc;s. Est&aacute; destacado para atuar na Col&ocirc;mbia, opera na Nicar&aacute;gua, Argentina, Bol&iacute;via, Equador e Brasil e dirige a Opera&ccedil;&atilde;o Ori&oacute;n [de espionagem] em nosso pa&iacute;s&#8230; O que o governo Bush tem a dizer da inger&ecirc;ncia na pol&iacute;tica interna deste alto funcion&aacute;rio da CIA?&rdquo;.<\/p>\n<p>No final do ano passado, o presidente-terrorista Bush inclusive nomeou um diretor especial de intelig&ecirc;ncia para Cuba e Venezuela. Como denunciou o jornal cubano Juventude Rebelde, com a cria&ccedil;&atilde;o deste novo departamento &ldquo;os EUA tentar&atilde;o por todos os meios aumentar a presen&ccedil;a de seus espi&otilde;es nos dois pa&iacute;ses&rdquo;. O agente Jack Patrick Maher, com 32 anos de experi&ecirc;ncia nos servi&ccedil;os de espionagem, informou ao congresso dos EUA que a sua miss&atilde;o &eacute; &ldquo;assegurar a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gicas&rdquo;, com vistas &agrave; &ldquo;transi&ccedil;&atilde;o&rdquo; ap&oacute;s a morte de Fidel Castro e &agrave;s novas elei&ccedil;&otilde;es na Venezuela. A cria&ccedil;&atilde;o desta se&ccedil;&atilde;o especial da CIA coloca os dois pa&iacute;ses no mesmo n&iacute;vel da Cor&eacute;ia do Norte e Ir&atilde;, na&ccedil;&otilde;es inclu&iacute;das no funesto &ldquo;eixo do mal&rdquo; de Bush.<\/p>\n<p><strong>Jornalistas pagos por Washington<\/p>\n<p><\/strong>A mesma inger&ecirc;ncia ilegal e criminosa tamb&eacute;m prossegue na m&iacute;dia da regi&atilde;o. A advogada estadunidense Eva Golinger denunciou recentemente que a Casa Branca financia ve&iacute;culos e jornalistas venezuelanos. O plano da Divis&atilde;o de Assuntos Educativos e Culturais visa influir na linha editorial destes &oacute;rg&atilde;os. A grave den&uacute;ncia se baseou em documenta&ccedil;&atilde;o oficial do governo ianque. &ldquo;Lamentavelmente, existem jornalistas na Venezuela manipulados pelo Departamento de Estado dos EUA&rdquo;, garante a renomada advogada. A VTV, o canal estatal de Caracas, inclusive divulgou os nomes dos &ldquo;rep&oacute;rteres&rdquo; que recebem d&oacute;lares de Washington: Aymara Lorenzo, Pedro Flores, Ana Villalba, Maria Flores, Miguel Angel e Roger Santodomingo.<\/p>\n<p>O &uacute;ltimo deles, Roger Santodomingo, foi acusado, em maio passado, pela Justi&ccedil;a da Venezuela de &ldquo;instigar o magnic&iacute;dio [assassinato de autoridades] e receber financiamento dos EUA para desestabilizar o governo&rdquo;. O jornalista divulgou na televis&atilde;o falsa pesquisa em que 30% da popula&ccedil;&atilde;o opinava que &ldquo;matar Ch&aacute;vez &eacute; a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Com a decis&atilde;o soberana do governo de n&atilde;o renovar a concess&atilde;o da emissora RCTV, que participou ativamente do golpe frustrado de abril de 2002, a a&ccedil;&atilde;o destes e outros &ldquo;jornalistas&rdquo; teleguiados pela CIA se tornou ainda mais agressiva, convocando protestos e atacando o presidente.<\/p>\n<p><strong>Larry Rohter, agente da CIA?<\/p>\n<p><\/strong>Mesmo no Brasil, aonde inexiste o clima de radicaliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do pa&iacute;s vizinho, h&aacute; s&eacute;rias desconfian&ccedil;as sobre a atua&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia hegem&ocirc;nica e de alguns colunistas e ancoras da televis&atilde;o. Quando da reportagem do correspondente ianque Larry Rohter, que acusou o presidente Lula de ser alco&oacute;latra e foi amea&ccedil;ado de expuls&atilde;o do pa&iacute;s, o portal Resistir publicou um artigo de C&eacute;lia Ladeira com graves den&uacute;ncias contra o dito cujo. No texto, a professora de jornalismo da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) d&aacute; algumas informa&ccedil;&otilde;es reveladoras. &ldquo;Conheci Larry Rohter h&aacute; muitos anos e convivo com pessoas que o conhecem muito bem. Portanto, n&atilde;o estou dizendo muita coisa nova, mas dizendo coisas que poucas pessoas est&atilde;o hoje sabendo&rdquo;. <\/p>\n<p>Entre outras acusa&ccedil;&otilde;es, ela afirma que &ldquo;Larry n&atilde;o &eacute; s&oacute; jornalista, mas um tipo de agente civil, bem pago, que faz coisas que CIA e FBI n&atilde;o podem fazer. Ele tem trabalhado em toda a Am&eacute;rica Latina, sempre com um caderninho de miss&otilde;es debaixo do bra&ccedil;o&rdquo;. Informa que s&atilde;o comuns as suas visitas ao Departamento de Estado dos EUA. &ldquo;M&eacute;dia de uma visita a cada ano, sem contar os almo&ccedil;os com gente estranha dos servi&ccedil;os secretos&rdquo;. Lembra ainda que o &ldquo;jornalista&rdquo; presta in&uacute;meros servi&ccedil;os ao governo Bush, sempre desancando pol&iacute;ticos e lideran&ccedil;as contr&aacute;rias ao imp&eacute;rio, como numa reportagem em que ridicularizou a pr&ecirc;mio Nobel da Paz, Rigoberta Menchu, da Guatemala, e nos in&uacute;meros artigos contr&aacute;rios ao presidente da Venezuela. Outra divers&atilde;o dele &eacute; escrever textos pregando abertamente a internacionaliza&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia. <\/p>\n<p><span><em>*Altamiro Borges &eacute; jornalista, editor da revista Debate Sindical e autor do livro &ldquo;Venezuela: originalidade e ousadia&rdquo; (Editora Anita Garibaldi, 3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o).<\/em><\/span> <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;A CIA tem o direito leg&iacute;timo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a miss&atilde;o de influir, atrav&eacute;s dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, no desenlace dos fatos pol&iacute;ticos em outros pa&iacute;ses&rdquo;. Willian Colby, ex-diretor-geral da ag&ecirc;ncia de intelig&ecirc;ncia dos EUA. 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