{"id":18587,"date":"2007-06-26T15:57:08","date_gmt":"2007-06-26T15:57:08","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18587"},"modified":"2007-06-26T15:57:08","modified_gmt":"2007-06-26T15:57:08","slug":"operadoras-de-celulares-preparam-portabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18587","title":{"rendered":"Operadoras de celulares preparam portabilidade"},"content":{"rendered":"<p>O setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es come&ccedil;a a preparar sua maior transforma&ccedil;&atilde;o estrutural desde a ca&oacute;tica implanta&ccedil;&atilde;o dos c&oacute;digos de sele&ccedil;&atilde;o de prestadora para chamadas de longa dist&acirc;ncia, h&aacute; oito anos. As teles j&aacute; arrumam a casa para a ado&ccedil;&atilde;o da portabilidade num&eacute;rica, mecanismo que permitir&aacute; ao cliente manter on&uacute;mero de telefone quando mudar de operadora e entrar&aacute; plenamente em vigor em mar&ccedil;o de 2009. <\/p>\n<p>A tarefa n&atilde;o &eacute; simples nem barata &#8211; tampouco conta com a simpatia das grandes operadoras. Entre servi&ccedil;os de consultoria e as muitas adapta&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias nas redes, as teles dever&atilde;ogastar, juntas, entre R$ 1 bilh&atilde;o e R$ 2 bilh&otilde;es, segundo estimativa das pr&oacute;prias companhias. <\/p>\n<p>Prevista desde a cria&ccedil;&atilde;o da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, a portabilidade ficou, durante anos, fora da pauta de prioridades da Anatel. Foi somente no in&iacute;cio de 2007 que o &oacute;rg&atilde;o regulador publicou um regulamento para implantar o servi&ccedil;o. <\/p>\n<p>O primeiro passo concreto foi dado no fim da semana passada. Ap&oacute;s uma s&eacute;rie de reuni&otilde;es de um grupo de trabalho que inclui operadoras e representantes da Anatel, foi escolhida a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Recursos em Telecomunica&ccedil;&otilde;es (ABR Telecom) como a entidade administradora da portabilidade. <\/p>\n<p>Caber&aacute; a ela a tarefa de gerenciar a base de dados sobre os n&uacute;meros telef&ocirc;nicos e as operadoras em que se encontram. A ABR funcionar&aacute; como uma &#39;clearing&#39;, que tamb&eacute;m intermediar&aacute; os custos de transfer&ecirc;ncia do cliente de uma empresa para outra. Para isso, ter&aacute; de contratar uma empresa que ofere&ccedil;a essa solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica. Uma das poss&iacute;veis candidatas &eacute; a ClearTech, companhia que faz gerenciamento de contas para as teles. A ABR tem como principais associadas as maiores prestadoras de telefonia fixae m&oacute;vel, e por isso o processo de escolha da entidade foi marcado por intenso debate entre as teles &#8211; as pequenas operadoras argumentaram que temem ficar sem representatividade no processo. <\/p>\n<p>A portabilidade ser&aacute; implantada na telefonia fixa e na m&oacute;vel. Nos dois casos, ela se aplicar&aacute; nas ocasi&otilde;es em que o cliente quiser manter seu n&uacute;mero quando mudar de operadora dentro da mesma &aacute;rea geogr&aacute;fica. Isso significa que, nos munic&iacute;pios onde n&atilde;o houver mais de uma prestadora de servi&ccedil;os, ele n&atilde;o poder&aacute; migrar. De acordo com a Anatel, o recurso estar&aacute; dispon&iacute;vel para 52% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. O assinante pagar&aacute; uma taxa de transfer&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Para as operadoras, trata-se de uma enorme mudan&ccedil;a em processos internos, sistemas de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o e infra-estrutura de redes. &#39;O que se quer &eacute; que a implementa&ccedil;&atilde;o seja muito segura para se evitar o que houve na &eacute;poca da ado&ccedil;&atilde;o do c&oacute;digo de sele&ccedil;&atilde;o de prestadora, quando o pa&iacute;s ficou sem servi&ccedil;os telef&ocirc;nicos por dois ou tr&ecirc;s dias&#39;, observa o diretor de regulamenta&ccedil;&atilde;o e estrat&eacute;gia da Oi, Alain Riviere. O executivo defende que os testes previstos para ser realizados entre maio eagosto de 2008 -comecem por cidades de porte m&eacute;dio para depois chegar &agrave;s grandes capitais. <\/p>\n<p>As datas parecem distantes, mas s&atilde;o consideradas ex&iacute;guas pelas operadoras e pelos demais envolvidos no processo. &#39;Os prazos s&atilde;o insuficientes&#39;, afirma o consultor Ricardo Felinto, da Boucinhas &amp; Campos + Soteconti Auditores Independentes. <\/p>\n<p>A portabilidade tem sabor amargo para as grandes operadoras &#8211; al&eacute;m dos custos de implanta&ccedil;&atilde;o, elas ter&atilde;o de gastar mais para agradar seus clientes e evitar que eles migrem para a concorr&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Alguns executivos, especialmente das empresas de celular, t&ecirc;m afirmado que a medida ser&aacute; in&oacute;cua. O presidente da Vivo, Roberto Lima, disse em mais de uma ocasi&atilde;o que a portabilidade representar&aacute; um aumento de custos desnecess&aacute;rio, pois os assinantes de telefonia m&oacute;vel j&aacute; costumam mudar de operadora, mesmo tendo de abrir m&atilde;o do n&uacute;mero. <\/p>\n<p>Numa nota enviada ontem ao Valor, a Claro faz avalia&ccedil;&atilde;o semelhante e acrescenta: &#39;A liga&ccedil;&atilde;o poder&aacute; levar mais tempo para ser completada e, al&eacute;m disso, toda a infra-estrutura adequada para tal representar&aacute; custos adicionais para as empresas&#39;. <\/p>\n<p>Mas, para Riviere, da Oi, a ado&ccedil;&atilde;o da portabilidade vai na linha do que vem sendo feito em diversos pa&iacute;ses. &#39;&Eacute; um benef&iacute;cio para o cliente&#39;, diz. &#39;O necess&aacute;rio &eacute; que se mantenha a competi&ccedil;&atilde;o entre plataformas [telefonia e de cabo, por exemplo].&#39; <\/p>\n<p>Uma sondagem feita pelo Yankee Group para a ClearTech em dezembro, nas cidades de S&atilde;o Paulo, Rio e Belo Horizonte, mostrou que 54% dos entrevistados n&atilde;o trocariam de operadora fixa mesmo podendo carregar o n&uacute;mero. A Embratel e a Net seriam a op&ccedil;&atilde;o de 60% dos que gostariam de migrar. Na telefonia, onde existe mais competi&ccedil;&atilde;o, 79% afirmaram que em nunca deixaram de mudar de operadora por causa do n&uacute;mero do celular. Pouco mais da metade (52%) disse que n&atilde;o mudaria de prestadora mesmo se pudesse manter o n&uacute;mero. <\/p>\n<p>Segundo Luiz Cuza, presidente da Telcomp (associa&ccedil;&atilde;o das empresas que competem com as concession&aacute;rias de telefonia fixa), a portabilidade &eacute; bem-vinda, mas deveria ser acompanhada da desagrega&ccedil;&atilde;o de redes. Trata-se do mecanismo que permite que uma operadora use a infra-estrutura das teles locais para chegar &agrave; casa do cliente final. Isso n&atilde;o foi regulamentado pela Anatel. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es come&ccedil;a a preparar sua maior transforma&ccedil;&atilde;o estrutural desde a ca&oacute;tica implanta&ccedil;&atilde;o dos c&oacute;digos de sele&ccedil;&atilde;o de prestadora para chamadas de longa dist&acirc;ncia, h&aacute; oito anos. 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