{"id":18555,"date":"2007-06-21T16:57:25","date_gmt":"2007-06-21T16:57:25","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18555"},"modified":"2007-06-21T16:57:25","modified_gmt":"2007-06-21T16:57:25","slug":"acao-do-mpf-defende-mais-democracia-na-radiodifusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18555","title":{"rendered":"A\u00e7\u00e3o do MPF defende mais democracia na radiodifus\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>A centraliza&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa &eacute; o centro problem&aacute;tico da gest&atilde;o do espectro radioel&eacute;trico, resultado de pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o que datam do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. Ap&oacute;s o naufr&aacute;gio do Titanic, em 1912, licen&ccedil;as para o tr&aacute;fego nas ondas eletromagn&eacute;ticas tornaram-se necess&aacute;rias e foi no mesmo ano, nos Estados Unidos, que foi aprovado o U.S. Radio Act. O in&iacute;cio da hist&oacute;ria da regula&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o mostra como o espectro tem sido considerado um bem escasso, com regras que determinam que haja lugar apenas para alguns.<\/p>\n<p><\/span><span>Tratando-se de um bem p&uacute;blico, cabe ao Estado dizer ent&atilde;o quem pode ou quem n&atilde;o pode falar. Jo&atilde;o Brant, co-autor do rec&eacute;m-lan&ccedil;ado livro Comunica&ccedil;&atilde;o Digital e a Constru&ccedil;&atilde;o dos Commons &ndash; Redes Virais, Espectro Aberto e as Novas Possibilidades de Regula&ccedil;&atilde;o (Editora Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo &#8211; veja mais sobre o livro aqui), afirma que n&atilde;o existem par&acirc;metros t&eacute;cnicos para definir qual emissora de r&aacute;dio ou tev&ecirc; deve receber a concess&atilde;o de um canal. &ldquo;A decis&atilde;o passa a ser necessariamente sustentada por crit&eacute;rios pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos. Se pluralidade e diversidade de conte&uacute;do s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es indispens&aacute;veis &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da democracia, a pol&iacute;tica para uso do espectro &eacute; uma vari&aacute;vel que interfere diretamente na democracia de cada pa&iacute;s&rdquo;, pontua.<\/p>\n<p><\/span><span>A problem&aacute;tica da suposta escassez do espectro, no entanto, cai por &aacute;gua com a digitaliza&ccedil;&atilde;o dos meios e com a converg&ecirc;ncia das tecnologias. H&aacute; espa&ccedil;o para todos. O que o movimento que defende o espectro aberto, ou seja, ondas compartilhadas e auto-regul&aacute;veis, questiona &eacute; como as pol&iacute;ticas de administra&ccedil;&atilde;o do espectro deveriam se adaptar a esse novo cen&aacute;rio?<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;O potencial democratizante possibilitado pela evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica tem esbarrado em interesses comerciais. Os interesses privados buscam criar novos gargalos para manter a escassez. A implanta&ccedil;&atilde;o da tev&ecirc; digital no Brasil deixa isso evidente. A possibilidade da amplia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de emissoras foi deixada de lado. Cada uma das velhas emissoras que j&aacute; ocupam o espectro na transmiss&atilde;o anal&oacute;gica recebeu a consigna&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o que poderia abrigar o mais do mesmo e mais cinco emissoras dentro de cada canal da freq&uuml;&ecirc;ncia aberta&rdquo;, explica Jo&atilde;o Brant.<\/p>\n<p><\/span><span>Brant acrescenta ainda que, de fato, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas s&atilde;o feitas sob medida para um servi&ccedil;o espec&iacute;fico: radiodifus&atilde;o, telefonia fixa e m&oacute;vel, TV a cabo, por exemplo, at&eacute; hoje est&atilde;o sujeitas a regula&ccedil;&otilde;es diferentes, enquanto os meios fundem-se na tecnologia digital. &ldquo;A converg&ecirc;ncia digital acentua essas contradi&ccedil;&otilde;es e j&aacute; indica a perda de rentabilidade e de faturamento de velhos modelos de neg&oacute;cios&rdquo;, destaca S&eacute;rgio Amadeu de Souza, tamb&eacute;m no livro Comunica&ccedil;&atilde;o Digital e a Constru&ccedil;&atilde;o dos Commons.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>V&ocirc;o Livre<br \/><\/strong><\/span><span>Foram not&iacute;cia na grande imprensa as &ldquo;interfer&ecirc;ncias&rdquo; provocadas por sinais de r&aacute;dios supostamente &ldquo;clandestinas&rdquo; que operam nas &aacute;reas pr&oacute;ximas aos aeroportos do Brasil. A Anatel alega que esses transmissores, antenas e decodificadores de baixa freq&uuml;&ecirc;ncia que operam pr&oacute;ximos das antenas dos controladores de v&ocirc;os causam interfer&ecirc;ncias no sistema operacional. As novas tecnologias, segundo os defensores do espectro aberto, poderiam resolver tais interfer&ecirc;ncias e mais sinais decodificados trafegarem por um mesmo espa&ccedil;o.<\/p>\n<p><\/span><span>Policiais Federais em conjunto com a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), ligada hoje aos interesses dos grandes radio difusores, encerraram as transmiss&otilde;es de mais 28 r&aacute;dios sem licen&ccedil;a para funcionar na regi&atilde;o do Bairro Nova Pampulha, onde fica o aeroporto de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A a&ccedil;&atilde;o, que faz parte da Opera&ccedil;&atilde;o V&ocirc;o Livre, recolheu todos os transmissores, receptores e equipamentos de som.<\/p>\n<p><\/span><span>Em mat&eacute;ria publicada no jornal Estado de Minas, o gerente regional da Anatel, Jos&eacute; Dias Coelho Neto, declarou que aproximadamente 100 emissoras clandestinas foram desativadas apenas neste ano na regi&atilde;o metropolitana da capital mineira. Embora n&atilde;o dispusesse de dados oficiais, informou que as estimativas s&atilde;o que existam 800 r&aacute;dios que ele denomina como &ldquo;piratas&rdquo; em funcionamento no estado. Outras a&ccedil;&otilde;es continuam se espalhando pelo pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Interesse P&uacute;blico em A&ccedil;&atilde;o<br \/><\/strong><\/span><span>&ldquo;A radiodifus&atilde;o poderia ser o mais fant&aacute;stico meio de comunica&ccedil;&atilde;o imagin&aacute;vel na vida p&uacute;blica. Quer dizer: isto se n&atilde;o somente fosse capaz de emitir, como tamb&eacute;m de receber. Irrealiz&aacute;veis na presente ordem social, por&eacute;m realiz&aacute;veis em outras, essas propostas, que s&atilde;o simplesmente a consequ&ecirc;ncia natural do desenvolvimento t&eacute;cnico, constituem um instrumento para a propaga&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de uma outra ordem social&rdquo;, j&aacute; apontava Enzensberger, em 1979, inspirado na Teoria do R&aacute;dio de Bertold Brecht, que denunciou j&aacute; em 1932 que o uso da radiodifus&atilde;o estava limitado tecnologicamente &agrave; ordem social vigente.<\/p>\n<p><\/span><span>Adotar pluralidade e diversidade de conte&uacute;do como objetivos de um sistema de comunica&ccedil;&atilde;o significa assumir que este sistema deve estar a servi&ccedil;o do interesse p&uacute;blico, considera Brant: &ldquo;Sendo a comunica&ccedil;&atilde;o muito mais do que uma atividade comercial, ela n&atilde;o pode ser sujeita apenas &agrave; regula&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica. &Eacute; no campo da comunica&ccedil;&atilde;o, com base em seus objetivos sociais, culturais e pol&iacute;ticos, que devem estar situados os principais objetivos da pol&iacute;tica para o espectro&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>Assim, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, depois de dois anos de pesquisas, e cinco organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil ingressaram no fim de maio, em S&atilde;o Paulo, com A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica pleiteando que a Uni&atilde;o e a Anatel permitam o funcionamento provis&oacute;rio das r&aacute;dios comunit&aacute;rias cujas associa&ccedil;&otilde;es aguardam h&aacute; mais 18 meses a autoriza&ccedil;&atilde;o de uso de uma faixa de freq&uuml;&ecirc;ncia. De acordo com os autores da a&ccedil;&atilde;o, a iniciativa jur&iacute;dica busca defender o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o de milhares de associa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, negligenciado pela Uni&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span>O MPF, o Sindicato das entidades mantenedoras do sistema de radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria do estado de S&atilde;o Paulo &#8211; SINERC, o Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, o F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o &#8211; FNDC, e a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional Cat&oacute;lica de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias investigaram a situa&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de outorga de radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria prestado pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. Eles conclu&iacute;ram que tanto a Uni&atilde;o quanto a Anatel postergam, para muito al&eacute;m do prazo razo&aacute;vel exigido pela Lei, a aprecia&ccedil;&atilde;o dos pedidos de autoriza&ccedil;&atilde;o de funcionamento dessas r&aacute;dios. Apesar da a&ccedil;&atilde;o se basear na situa&ccedil;&atilde;o paulista, o pedido reivindica que os efeitos se estendam a todo o pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Conforme o processo, h&aacute; mais de duas centenas de requerimentos aguardando h&aacute; quase uma d&eacute;cada a manifesta&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o. O prazo m&eacute;dio de conclus&atilde;o do processo administrativo &eacute; de 3,5 anos. No Estado de S&atilde;o Paulo, 145 munic&iacute;pios jamais foram contemplados com o Aviso de Habilita&ccedil;&atilde;o, ato necess&aacute;rio ao in&iacute;cio do processo de outorga. Em todo o Brasil, s&atilde;o mais de 3.300 Munic&iacute;pios sem uma &uacute;nica r&aacute;dio comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p><\/span><span>O governo justifica a morosidade nos processos de aprova&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios comunit&aacute;rias como inefici&ecirc;ncia do estado em atender &agrave;s demandas na Justi&ccedil;a. O procurador da Rep&uacute;blica S&eacute;rgio Suiama avalia que o governo federal n&atilde;o pode alegar que n&atilde;o possui recursos humanos para fazer o trabalho de avalia&ccedil;&atilde;o e expedi&ccedil;&atilde;o dos avisos de habilita&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O papel do Estado n&atilde;o &eacute; justificar a n&atilde;o efetiva&ccedil;&atilde;o de um direito, mas garanti-lo. No momento em que se reconhece que a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um direito, afirma-se que &eacute; dever do Estado prov&ecirc;-lo e n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel que se espere de quatro a cinco anos para obter uma outorga&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>Para o procurador, a a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pede uma multa ou puni&ccedil;&atilde;o &agrave; Uni&atilde;o, apenas prop&otilde;e que, enquanto o Estado n&atilde;o toma uma decis&atilde;o, as r&aacute;dios funcionem de maneira provis&oacute;ria. Eduardo Ariente, um dos advogados das organiza&ccedil;&otilde;es parcerias do MPF na a&ccedil;&atilde;o, defende que os direitos precisam ter concretude, ser &uacute;teis &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, &quot;caso contr&aacute;rio eles de nada servem&quot;, afirma. &quot;O direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser compreendido como uma mera liberdade formal, mediante a qual somente quem possui dinheiro e influ&ecirc;ncia perante os poderes oficiais pode prevalecer&rdquo;, pontua o advogado.<\/p>\n<p><\/span><strong>Efici&ecirc;ncia Repressiva<br \/><\/strong><span>Outro aspecto levantado pela a&ccedil;&atilde;o &eacute; que a inefici&ecirc;ncia do servi&ccedil;o de autoriza&ccedil;&atilde;o de funcionamento de r&aacute;dios comunit&aacute;rias contrasta com a efici&ecirc;ncia com que &eacute; feita a repress&atilde;o &agrave;s r&aacute;dios n&atilde;o autorizadas. Entre 2002 e 2006, 9.449 r&aacute;dios de baixa pot&ecirc;ncia (com freq&uuml;&ecirc;ncia inferior a 25 watts), foram fechadas por agentes da Anatel, em todo o Brasil. Somente no primeiro semestre de 2006, foram fechadas, em m&eacute;dia, 10 r&aacute;dios comunit&aacute;rias por dia, totalizando 1.800 lacres de janeiro a junho deste ano. Emissoras cujo trabalho social &eacute; refer&ecirc;ncia em todo o Brasil &ndash; como as r&aacute;dios La&uacute;za (BA), Novo Ar (RJ), Heli&oacute;polis (SP) e Alternativa (RN) &ndash; foram fechadas de forma arbitr&aacute;ria e truculenta, com suas lideran&ccedil;as sendo v&iacute;timas de persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, materializada na forma de processos judiciais que criminalizam aqueles que se disp&otilde;em a exercer, na pr&aacute;tica, o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Com a A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal pretende estender os efeitos das decis&otilde;es individuais do STJ a todas as associa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias que formularam requerimento ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e que aguardam resposta h&aacute; mais de 18 meses, garantindo o funcionamento das r&aacute;dios at&eacute; a conclus&atilde;o definitiva dos respectivos processos administrativos. A elabora&ccedil;&atilde;o da A&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se restringiu aos MPF e aos demais autores da a&ccedil;&atilde;o. Outras institui&ccedil;&otilde;es que colaboraram com o processo, como a Amarc (Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias) e a Obor&eacute;, al&eacute;m de alguns parlamentares paulistas, n&atilde;o assinaram o texto por especificidades legais exigidas nesse tipo de a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>A a&ccedil;&atilde;o &eacute; subscrita pelos procuradores da Rep&uacute;blica Sergio Gardenghi Suiama (PR-SP) e Fernando de Almeida Martins (PR-MG), ambos integrantes do GT de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal. Para acessar o texto completo da A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica, clique aqui.<br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em>* Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e do Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em><br \/><\/em><\/span>&nbsp;<\/p>\n<p><span><em>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/em><\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A centraliza&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa &eacute; o centro problem&aacute;tico da gest&atilde;o do espectro radioel&eacute;trico, resultado de pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o que datam do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. 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