{"id":18550,"date":"2007-06-21T14:25:54","date_gmt":"2007-06-21T14:25:54","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18550"},"modified":"2007-06-21T14:25:54","modified_gmt":"2007-06-21T14:25:54","slug":"genro-admite-adiar-novamente-cobranca-de-regras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18550","title":{"rendered":"Genro admite adiar novamente cobran\u00e7a de regras"},"content":{"rendered":"<p>A aplica&ccedil;&atilde;o total da portaria 264 do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, que estabeleceu par&acirc;metros para a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa na televis&atilde;o, deve demorar mais algumas semanas. O ministro da Justi&ccedil;a, Tarso Genro, disse nesta quarta, 20, ao participar do Semin&aacute;rio Nacional sobre Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa, que poder&aacute; adiar por mais dez ou 15 dias a entrada em vigor das regras. Esse prazo ser&aacute; usado para tentar um acordo com a Abert (associa&ccedil;&atilde;o de emissoras de r&aacute;dio e TV), que tem resistido &agrave;s novas determina&ccedil;&otilde;es. &quot;Consenso n&atilde;o &eacute; unanimidade, &eacute; a melhor possibilidade de ades&atilde;o. Se tivermos que adiar, vamos adiar para tentar um consenso&quot;, disse Genro.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s pedido da Abert e a ABPTA (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Programadores de Televis&atilde;o por Assinatura) para revis&atilde;o de alguns pontos do texto, o MJ decidiu adiar por 45 dias a vig&ecirc;ncia dos artigos mais pol&ecirc;micos do projeto. O novo prazo venceria no pr&oacute;ximo dia 27.<\/p>\n<p>O ministro rebateu o argumento que vem sendo utilizado pela Abert de que a portaria traz de volta a censura pr&eacute;via &agrave;s obras art&iacute;sticas e restringe a liberdade de express&atilde;o. &quot;N&atilde;o se trata disso. Isso &eacute; prim&aacute;rio. A Constitui&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o admite a censura. Estamos tratando de classifica&ccedil;&atilde;o indicativa&quot;, afirmou Genro.<\/p>\n<p><strong>Contra<\/strong><\/p>\n<p>No semin&aacute;rio, as emissoras de TV e a Abert n&atilde;o mediram esfor&ccedil;os para questionar a portaria. A Globo levou v&aacute;rios artistas, entre eles Tony Ramos, Juca de Oliveira e Fernanda Montenegro. Oliveira fez um inflamado discurso relembrando &quot;os tempos horr&iacute;veis&quot; da ditadura militar quando a censura era usada. <\/p>\n<p>Vale lembrar, o ponto mais pol&ecirc;mico na portaria &eacute; o artigo 19, que vincula a faixa et&aacute;ria do programa ao hor&aacute;rio em que ele ser&aacute; exibido e determina o respeito ao fuso hor&aacute;rio. Sem respeito ao fuso, uma novela, por exemplo, considerada inadequada para menores de 14 anos, que n&atilde;o deveria ser exibida antes das 21 horas, passa &agrave;s 18 horas no Acre. Embora o artigo esteja suspenso, aguardando uma decis&atilde;o do STJ, os radiodifusores n&atilde;o pouparam o MJ. <\/p>\n<p>Argumentam que a portaria do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a &eacute; impositiva, quando deveria ser indicativa. &quot;A imposi&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rio afronta a liberdade de express&atilde;o, o que &eacute; vedado pela Constitui&ccedil;&atilde;o&quot;, argumentou o advogado e consultor da Abert Ant&ocirc;nio Claudio Ferreira Netto. &quot;O Estado n&atilde;o tem direito de impor a sua vis&atilde;o de mundo. N&atilde;o existe instrumento mais democr&aacute;tico do que o controle remoto. O Estado pretender impor hor&aacute;rio ou pr&eacute;via submiss&atilde;o aos programas &eacute; pr&aacute;tica inaceit&aacute;vel. &Eacute; censura. Levamos muito tempo para nos livrar disso e n&atilde;o queremos que volte&quot;, disse Luiz Alberto Barroso, advogado contratado pela Abert.<\/p>\n<p>Os radiodifusores conquistaram aliados pol&iacute;ticos na disputa. Ainda nesta quarta, o PPS entrou com uma A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a portaria.<\/p>\n<p><strong>Favor<\/strong><\/p>\n<p>Para defender o conte&uacute;do da portaria, os principais interlocutores foram Guilherme Canela, da Ag&ecirc;ncia Nacional dos Direitos da Inf&acirc;ncia (Andi), e Ela Wieko, procuradora federal dos Direitos do Cidad&atilde;o.&nbsp;Canela frisou que, assim como a liberdade de manifesta&ccedil;&atilde;o e de express&atilde;o, os direitos da crian&ccedil;a e do adolescente tamb&eacute;m foram definidos como prioridade na Constitui&ccedil;&atilde;o. &quot;A classifica&ccedil;&atilde;o indicativa n&atilde;o &eacute; censura. A portaria n&atilde;o confere poder ao Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a de vetar a veicula&ccedil;&atilde;o de qualquer conte&uacute;do audiovisual ou suspender a veicula&ccedil;&atilde;o se o programa j&aacute; estiver no ar. A portaria s&oacute; regula os hor&aacute;rios de exibi&ccedil;&atilde;o &agrave;s faixas et&aacute;rias, o que j&aacute; est&aacute; indicado no artigo 254 do Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente&quot;, disse Canela.<\/p>\n<p>J&aacute; a procuradora Ela Wieko argumentou que &eacute; direito da Uni&atilde;o exercer a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa, especialmente porque as emissoras de TV aberta s&atilde;o concession&aacute;rias p&uacute;blicas de servi&ccedil;os. T&ecirc;m direitos, mas tamb&eacute;m t&ecirc;m deveres para com o poder concession&aacute;rio. &quot;A classifica&ccedil;&atilde;o nada mais &eacute; do que a express&atilde;o dos valores constitucionais&quot;, frisou. <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;publica&ccedil;&atilde;o autorizada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aplica&ccedil;&atilde;o total da portaria 264 do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, que estabeleceu par&acirc;metros para a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa na televis&atilde;o, deve demorar mais algumas semanas. 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