{"id":18548,"date":"2007-06-20T12:57:55","date_gmt":"2007-06-20T12:57:55","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18548"},"modified":"2007-06-20T12:57:55","modified_gmt":"2007-06-20T12:57:55","slug":"microsiga-e-editoras-criam-sistemas-para-copiar-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18548","title":{"rendered":"Microsiga e editoras criam sistemas para copiar livros"},"content":{"rendered":"<p><span>A pr&aacute;tica de copiar p&aacute;ginas ou livros inteiros, em m&aacute;quinas &quot;xerox&quot; espalhadas dentro e fora das universidades, faz parte da rotina de professores e alunos e tem ajudado a derrubar as vendas desse tipo de publica&ccedil;&atilde;o. Hoje, segundo fontes do setor, o neg&oacute;cio de &quot;xerocar&quot; livros fatura o mesmo, ou at&eacute; mais, do que as editoras de obras t&eacute;cnico-cient&iacute;ficas, algo em torno de R$ 385 milh&otilde;es. <\/p>\n<p><\/span><span>Entre 1995 e 2005, o setor encolheu 35%, para 19,9 milh&otilde;es de exemplares vendidos. Para tentar reverter esse quadro, dois sistemas, parecidos entre si, est&atilde;o chegando ao mercado. Ambos visam a venda do conte&uacute;do de forma fracionada (por cap&iacute;tulo) e a um pre&ccedil;o competitivo quando comparada ao &quot;xerox&quot; &#8211; que custa entre R$ 0,10 e R$ 0,15 por p&aacute;gina. <\/p>\n<p><\/span><span>Para os alunos, a tecnologia de impress&atilde;o por cap&iacute;tulo resolve problemas como o pre&ccedil;o de capa do livro, considerado alto por parte dos estudantes; t&iacute;tulos adotados pelos professores que est&atilde;o esgotados nos cat&aacute;logos das editoras; e, principalmente, a pr&oacute;pria necessidade dos alunos, que &agrave;s vezes precisam ter acesso apenas a uma fra&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do de uma obra. Para o neg&oacute;cio editorial, a impress&atilde;o por cap&iacute;tulo pode ser a chance de reverter a queda das vendas de livros t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos. Um dos produtos que est&atilde;o chegando ao mercado &eacute; o Controle de Impress&atilde;o de Publica&ccedil;&otilde;es (CIP). O software, que demandou investimento de R$ 150 mil, foi desenvolvido pela Microsiga D&aacute; Educa&ccedil;&atilde;o &#8211; bra&ccedil;o da Microsiga (empresa do grupo Totvs) voltado &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de material did&aacute;tico e cursos na &aacute;rea de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>O primeiro t&iacute;tulo a ser lan&ccedil;ado atrav&eacute;s do CIP &eacute; do pr&oacute;prio s&oacute;cio-fundador da Microsiga, Ernesto Haberkorn. O conte&uacute;do da obra &quot;Gest&atilde;o empresarial com ERP&quot; est&aacute; sendo vendido pelo site da companhia por R$ 400. Por enquanto, o p&uacute;blico alvo de Haberkorn s&atilde;o as universidades que adotam seu livro (em cursos como Administra&ccedil;&atilde;o de Empresas ou Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o). <\/p>\n<p><\/span><span>A institui&ccedil;&atilde;o faz o pedido, recebe o conte&uacute;do do livro em um CD, instala o programa, que j&aacute; vem com cr&eacute;dito pago &#8211; o executivo estabeleceu uma cota padr&atilde;o de 10 mil p&aacute;ginas por R$ 0,04 cada uma. Ficar&aacute; a cargo da institui&ccedil;&atilde;o cobrar ou n&atilde;o do aluno. &quot;Fizemos algo t&atilde;o barato para &#39;matar&#39; a &#39;xerox&#39;&quot;, diz Haberkorn. Quando a cota acabar, a institui&ccedil;&atilde;o precisar&aacute; comprar cr&eacute;ditos &#8211; ainda n&atilde;o est&aacute; decidido como isso ser&aacute; feito (se a institui&ccedil;&atilde;o comprar&aacute; um novo CD ou receber&aacute; uma senha para recarregar o programa).<\/p>\n<p><\/span><span>No caso do livro &quot;Gest&atilde;o empresarial com ERP&quot;, a impress&atilde;o de toda obra, de 1 mil p&aacute;ginas, custar&aacute; R$ 40 &#8211; um pre&ccedil;o inferior, em at&eacute; 50%, aos livros de Haberkorn impressos de forma tradicional. A cada 1 mil p&aacute;ginas impressas no sistema CIP, ele receber&aacute; R$ 4 em direitos autorais &#8211; o equivalente a 10% do valor do t&iacute;tulo. Em um livro impresso de forma tradicional, ele poderia receber R$ 8. Por&eacute;m, este n&atilde;o parece ser um problema para o empres&aacute;rio. &quot;Prefiro receber menos por todo o material utilizado, do que receber muito por quase nada&quot;, diz. <\/p>\n<p><\/span><span>O pr&oacute;ximo passo da equipe de Haberkorn ser&aacute; oferecer programa CIP para o mercado editorial. Esta semana, o executivo tem uma reuni&atilde;o marcada na C&acirc;mara Brasileira do Livro para discutir a melhor forma de oferecer a tecnologia. <\/p>\n<p><\/span><span>A outra iniciativa que j&aacute; est&aacute; sendo testada dentro de algumas universidade &eacute; a Pasta do Professor. O projeto, que teve in&iacute;cio h&aacute; pouco mais de um ano, &eacute; bancado por oito das principais editoras do segmento t&eacute;cnico cient&iacute;fico do Brasil &#8211; Atlas, Pearson, Saraiva, RT, Guanabara Koogan, Manole, Campus Elsevier e Artmed. <\/p>\n<p><\/span><span>O grupo contratou a empresa de tecnologia Neoris, subsidi&aacute;ria da Cemex, com sede em Miami (EUA). Ela criou um programa para a venda de conte&uacute;do por cap&iacute;tulo. Apesar da Pasta do Professor e do CIP n&atilde;o terem rela&ccedil;&atilde;o entre si, o sistema dos dois &eacute;, de certa forma, parecido. Al&eacute;m da venda fracionada, o texto do livro &eacute; criptografado e n&atilde;o &eacute; visualizado na tela do computador, por motivo de seguran&ccedil;a, em nenhum dos dois casos. <br \/><\/span><span><br \/>Para ter acesso ao portal da Pasta do Professor, o interessado (universidade, livraria ou uma empresa que vende fotoc&oacute;pias, por exemplo) precisa ter um computador e uma impressora digital cadastrados no site. O processo &eacute; o seguinte: o aluno entra no portal e seleciona os cap&iacute;tulos de livros de seu interesse para montar a sua pasta de textos. O usu&aacute;rio ir&aacute; decidir onde quer recolher as c&oacute;pias (na loja da livraria, por exemplo). Quando sua pasta estiver pronta, ele saber&aacute; o quanto vai pagar (soma da compra do conte&uacute;do e da impress&atilde;o). A pasta, ent&atilde;o, poder&aacute; ser aberta e impressa no endere&ccedil;o escolhido pelo usu&aacute;rio. <\/p>\n<p><\/span><span>Cada editora do grupo ir&aacute; decidir que t&iacute;tulos ir&aacute; oferecer e o pre&ccedil;o. Segundo Gisele Cristina Pereira, coordenadora de publica&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas da editora Atlas, a id&eacute;ia &eacute; envolver toda a cadeia do livro, inclusive as empresas fotocopiadoras. Segundo ela, &quot;algumas livrarias j&aacute; demonstraram interesse&quot; em ter o servi&ccedil;o na loja. <\/p>\n<p><\/span><span>Segundo Roger Trimer, gerente editorial da Pearson Education do Brasil, a id&eacute;ia do grupo &eacute; lan&ccedil;ar oficialmente a Pasta do Professor at&eacute; o final do ano. &quot;Cada editora fez uma pr&eacute;-sele&ccedil;&atilde;o dos t&iacute;tulos que ir&atilde;o para o portal&quot;, diz. A Pearson come&ccedil;ar&aacute; com 57 obras, mas ainda est&aacute; definindo o pre&ccedil;o por p&aacute;gina. &quot;Estamos oferecendo, em um primeiro momento, os t&iacute;tulos pelos quais h&aacute; demanda.&quot; <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pr&aacute;tica de copiar p&aacute;ginas ou livros inteiros, em m&aacute;quinas &quot;xerox&quot; espalhadas dentro e fora das universidades, faz parte da rotina de professores e alunos e tem ajudado a derrubar as vendas desse tipo de publica&ccedil;&atilde;o. 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