{"id":18529,"date":"2007-06-19T12:36:28","date_gmt":"2007-06-19T12:36:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18529"},"modified":"2007-06-19T12:36:28","modified_gmt":"2007-06-19T12:36:28","slug":"brasileiro-vai-pagar-mais-que-europeu-e-japones-por-conversor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18529","title":{"rendered":"Brasileiro vai pagar mais que europeu e japon\u00eas por conversor"},"content":{"rendered":"<p>Os brasileiros ter&atilde;o de desembolsar um valor bem mais alto que europeus e japoneses para terem acesso &agrave; TV digital. O conversor (set top box) que ser&aacute; respons&aacute;vel por permitir que os televisores anal&oacute;gicos possam captar o sinal digital transmitido pelas emissoras dever&aacute; custar algo em torno de 800 reais, segundo representantes da Philips e da Semp Toshiba, duas das empresas que dever&atilde;o colocar no mercado o equipamento no final do ano. Durante reuni&atilde;o do f&oacute;rum de TV digital, realizada na &uacute;ltima segunda-feira em Bras&iacute;lia, chegou-se a aventar a que o aparelho custaria at&eacute; 1.700 reais, possibilidade descartada por boa parte dos participantes. Na Europa, paga-se hoje pelo conversor entre 60 e 90 euros (153 a 230 reais), dependendo do pa&iacute;s. J&aacute; os japoneses desenbolsam cerca de 75 d&oacute;lares (143 reais).<\/p>\n<p>O pre&ccedil;o brasileiro tamb&eacute;m est&aacute; bem acima do previsto pelo ministro H&eacute;lio Costa (Comunica&ccedil;&otilde;es), de 100 d&oacute;lares (191 reais). Uma das explica&ccedil;&otilde;es dos fabricantes nacionais &eacute; tecnol&oacute;gica. &quot;Teremos no pa&iacute;s o melhor conversor do mundo&quot;, afirma Walter Duran, diretor de Tecnologia da Philips. &quot;Obviamente que &eacute; imposs&iacute;vel que seja o mais barato.&quot; De acordo com as normas definidas pelo governo federal, o set top box ser&aacute; equipado com um chip de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o, o H264, capaz de receber sinais em alta defini&ccedil;&atilde;o. A norma favorece as emissoras de TV, que poder&atilde;o, daqui a alguns anos, produzir programas com a qualidade necess&aacute;ria para export&aacute;-los para qualquer pa&iacute;s do mundo. &quot;Poderemos ser produtores, e n&atilde;o consumidores, de conte&uacute;do audivisual&quot;, afirma o professor Marcelo Zuffo, especialista em TV digital da Poli-USP.<\/p>\n<p>Outras explica&ccedil;&otilde;es da ind&uacute;stria para os pre&ccedil;os altos s&atilde;o a falta de escala nos primeiros meses de produ&ccedil;&atilde;o do conversor e a necessidade de amortizar os investimentos realizados no desenvolvimento do equipamento. Com o passar do tempo, entretanto, a tend&ecirc;ncia &eacute; de que os chips fiquem mais baratos. &quot;Acredito que o pre&ccedil;o do conversor poder&aacute; cair 10% ao ano e at&eacute; mais do que isso nos primeiros 12 meses de comercializa&ccedil;&atilde;o&quot;, diz Roberto Barbieri, diretor t&eacute;cnico da Semp Toshiba.<\/p>\n<p>Cientes de que o pre&ccedil;o de 800 reais ainda deve ser proibitivo para boa parte dos brasileiros, os fabricantes de conversores negociam com o governo incentivos fiscais para baratear a produ&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m linhas de cr&eacute;dito para facilitar a aquisi&ccedil;&atilde;o dos aparelhos pelos consumidores. A lei 11.484\/07, que estabeleceu incentivos para os investimentos em TV digital, n&atilde;o incluiu os conversores. Os benef&iacute;cios se restringiram &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma f&aacute;brica de chips no Brasil &ndash; o que n&atilde;o aconteceu at&eacute; o momento &#8211; e ao desenvolvimento de equipamentos transmissores de sinais. Por esse motivo, &eacute; prov&aacute;vel que todas as empresas que decidirem produzir o conversor no Brasil &ndash; em sua maioria fabricantes de televisores ou de componentes &ndash; dever&atilde;o criar linhas em suas plantas na Zona Franca de Manaus, onde ter&atilde;o incentivos para importar pe&ccedil;as e pagar&atilde;o menos Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS).<\/p>\n<p><strong>Sem interatividade<\/strong><\/p>\n<p>Para n&atilde;o atrasar o in&iacute;cio das transmiss&otilde;es da TV digital, esperadas para dezembro, o mais prov&aacute;vel &eacute; que os primeiros conversores colocados no mercado n&atilde;o estejam equipados com o Ginga, software que ser&aacute; a base para as fun&ccedil;&otilde;es de interatividade do equipamento. O Ginga est&aacute; sendo desenvolvido por centros de pesquisa brasileiros, mas, segundo fabricantes, s&oacute; ter&aacute; sido testado e poder&aacute; ser acoplado ao conversor com a confiabilidade necess&aacute;ria para a comercializa&ccedil;&atilde;o em meados do pr&oacute;ximo ano. O custo para a inclus&atilde;o do Ginga no conversor ainda n&atilde;o est&aacute; claro porque as normas t&eacute;cnicas de sua estrutura ainda n&atilde;o foram definidas. Para Takashi Tome, pesquisador da diretoria de TV digital do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunica&ccedil;&otilde;es (CPqD), a inclus&atilde;o do Ginga elevaria o pre&ccedil;o do conversor para cerca de 1.000 reais. J&aacute; Zuffo, da USP, acha que o custo de inclus&atilde;o seria de apenas um ou dois d&oacute;lares.<\/p>\n<p>Sem o Ginga, a TV digital brasileira perder&aacute; um de seus atrativos: a interatividade. Em um primeiro momento, a interatividade permitiria ao telespectador, por exemplo, escolher o &acirc;ngulo em que gostaria de assistir uma partida de futebol ou a cor da roupa de um ator da novela. No futuro, a interatividade evoluiria e incluiria tamb&eacute;m um canal de retorno. Dessa forma, al&eacute;m de escolher o que quer receber o telespectador tamb&eacute;m poderia enviar informa&ccedil;&otilde;es para a emissora de TV por meio de seu pr&oacute;prio aparelho. Isso seria &uacute;til, por exemplo, em um programa em que um dos participantes possa ser eliminado a partir de vota&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Sem a interatividade, a principal atra&ccedil;&atilde;o da TV digital ser&aacute; a melhor qualidade de imagem e som. Para aproveitar esse avan&ccedil;o, al&eacute;m do conversor, o consumidor brasileiro dever&aacute; possuir tamb&eacute;m um televisor capaz de exibir imagem e som de alta defini&ccedil;&atilde;o, como alguns modelos de plasma e LCD. Outra vantagem ser&aacute; a possibilidade de gravar programas dentro do conversor e assisti-los em hor&aacute;rios diferentes. Todo o potencial da TV digital, entretanto, s&oacute; poder&aacute; ser mensurado quando o governo oficializar as normas t&eacute;cnicas que v&atilde;o caracterizar aparelhos receptores e transmissores. Por enquanto, o principal ponto de consenso entre fabricantes e pesquisadores &eacute; que ser&aacute; necess&aacute;rio reduzir os pre&ccedil;os para popularizar a TV digital no Brasil. &quot;Se os pre&ccedil;os n&atilde;o ca&iacute;rem, em breve estaremos importando conversores da &Aacute;sia&quot;, alerta Zuffo, da USP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os brasileiros ter&atilde;o de desembolsar um valor bem mais alto que europeus e japoneses para terem acesso &agrave; TV digital. 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