{"id":18527,"date":"2007-06-19T12:28:28","date_gmt":"2007-06-19T12:28:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18527"},"modified":"2007-06-19T12:28:28","modified_gmt":"2007-06-19T12:28:28","slug":"portaria-nao-viola-liberdade-das-emissoras-afirma-mj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18527","title":{"rendered":"Portaria n\u00e3o viola liberdade das emissoras, afirma MJ"},"content":{"rendered":"<p>A pol&ecirc;mica que envolve a Portaria 264 do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, que regulamenta a Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa dos programas de tev&ecirc; aberta, continua acessa. No centro dos debates est&aacute; Jos&eacute; Eduardo Elias Rom&atilde;o, diretor do Departamento de Justi&ccedil;a, Classifica&ccedil;&atilde;o, T&iacute;tulos e Qualifica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a (Dejus), &oacute;rg&atilde;o respons&aacute;vel pelo documento. <\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; Folha de S. Paulo de hoje (dia 18), Rom&atilde;o, defendeu a autonomia das emissoras. De acordo com ele, a classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; somente indicativa e o Dejus n&atilde;o tem nenhum poder de policiar nem punir, somente de monitorar os conte&uacute;dos que s&atilde;o transmitidos. O diretor defende que n&atilde;o &eacute; verdadeira acusa&ccedil;&atilde;o de que o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a pretenda se colocar no lugar dos pais e nem cercear a liberdade das emissoras. Em casos de inadequa&ccedil;&atilde;o, o Poder P&uacute;blico classifica ou reclassifica o produto e o encaminha ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, que ir&aacute; analisar sua proced&ecirc;ncia e pode encaminhar ao Judici&aacute;rio. <\/p>\n<p>Se o programa j&aacute; foi classificado, a emissora ter&aacute; duas advert&ecirc;ncias, para que justifique a raz&atilde;o pela qual aquela inadequa&ccedil;&atilde;o foi ao ar. Se a emissora diz que n&atilde;o h&aacute; inadequa&ccedil;&atilde;o ou tenta recha&ccedil;ar, o minist&eacute;rio pode reclassificar o programa. As emissoras que descumprirem uma classifica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a n&atilde;o sofrer&atilde;o qualquer puni&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o ter&atilde;o de mudar o programa de hor&aacute;rio, inicialmente. Somente depois de uma decis&atilde;o do judici&aacute;rio &eacute; que elas ter&atilde;o de responder pelo ato. <\/p>\n<p>Segundo Rom&atilde;o, os crit&eacute;rios que regulam a classifica&ccedil;&atilde;o foram definidos por lei e os indicadores s&atilde;o objetivos. De acordo com ele, a autonomia dos conte&uacute;dos noticiosos, independente da qualidade do jornal, tamb&eacute;m est&aacute; assegurada. <\/p>\n<p>No dia 9 de fevereiro, o Departamento de Justi&ccedil;a, Classifica&ccedil;&atilde;o, T&iacute;tulos e Qualifica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a publicou a Portaria 264, que regulamenta a Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa dos programas de tev&ecirc; aberta. Desde ent&atilde;o, a reda&ccedil;&atilde;o do documento tem gerado pol&ecirc;mica. <\/p>\n<p>De um lado est&atilde;o membros de organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, que, do dia 30 de maio, entregaram carta aberta favor&aacute;vel &agrave; pol&iacute;tica, assinada por 93 especialistas, autoridades e entidades; de outro, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert), que questiona alguns pontos do documento. <\/p>\n<p>Os artigos da Portaria que mais t&ecirc;m gerado pol&ecirc;mica s&atilde;o o 15, o 19, o 20 e o 21, que disp&otilde;em sobre a padroniza&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;mbolos que informam a classifica&ccedil;&atilde;o dos programas de TV, a necessidade de informar a faixa et&aacute;ria em chamadas e traillers da programa&ccedil;&atilde;o e a vincula&ccedil;&atilde;oentre faixa et&aacute;ria e hor&aacute;ria. Este &uacute;ltimo item, inclusive, est&aacute; suspenso por decis&atilde;o do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, que concedeu mandado de seguran&ccedil;a em favor da Abert. <\/p>\n<p>Na pr&oacute;xima quarta-feira (dia 20), ocorre audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na sede do &oacute;rg&atilde;o federal. O encontro ir&aacute; reunir representantes das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o que questionam os pontos do documento e organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil favor&aacute;veis &agrave; pol&iacute;tica. Esta &eacute; a terceira audi&ecirc;ncia p&uacute;blica promovida pelo Minist&eacute;rio desde a publica&ccedil;&atilde;o da Portaria 264. <\/p>\n<p>A audi&ecirc;ncia ocorre no Audit&oacute;rioTancredo Neves, na Esplanada dos Minist&eacute;rios, em Bras&iacute;lia, das 14h &agrave;s 17h.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol&ecirc;mica que envolve a Portaria 264 do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, que regulamenta a Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa dos programas de tev&ecirc; aberta, continua acessa. No centro dos debates est&aacute; Jos&eacute; Eduardo Elias Rom&atilde;o, diretor do Departamento de Justi&ccedil;a, Classifica&ccedil;&atilde;o, T&iacute;tulos e Qualifica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a (Dejus), &oacute;rg&atilde;o respons&aacute;vel pelo documento. 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