{"id":18525,"date":"2007-06-15T17:23:56","date_gmt":"2007-06-15T17:23:56","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18525"},"modified":"2007-06-15T17:23:56","modified_gmt":"2007-06-15T17:23:56","slug":"classificacao-indicativa-desinformacao-tambem-e-censura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18525","title":{"rendered":"Classifica\u00e7\u00e3o Indicativa: desinforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 censura"},"content":{"rendered":"<p>O debate acerca da classifica&ccedil;&atilde;o indicativa do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, informando a faixa et&aacute;ria recomendada para recep&ccedil;&atilde;o de dados conte&uacute;dos culturais, poderia tornar-se uma importante oportunidade para a sociedade discutir seriamente os processos midi&aacute;ticos. No entanto, mais uma vez a quest&atilde;o n&atilde;o tem sido apresentada pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o em toda a sua complexidade, como um tema que envolve, no m&iacute;nimo, dois lados, duas concep&ccedil;&otilde;es de mundo. A Rede Globo vem se destacando na distor&ccedil;&atilde;o dos fatos, apresentando-os, na ess&ecirc;ncia, como censura, notadamente em espa&ccedil;os como o Fant&aacute;stico e o Programa do J&ocirc;, o que confunde o telespectador e nada esclarece.&nbsp;<\/p>\n<p>Comparar censura e controle p&uacute;blico da m&iacute;dia (&iacute;nfimo, diga-se de passagem) &eacute; uma confus&atilde;o proposital provocada pelas ind&uacute;strias culturais, que, para isso, n&atilde;o t&ecirc;m poupado esfor&ccedil;os em justapor fases hist&oacute;ricas e motiva&ccedil;&otilde;es diferentes em uma mesma edi&ccedil;&atilde;o, comparando o momento atual, de plenitude democr&aacute;tica, com per&iacute;odos de exce&ccedil;&atilde;o, como o da longa ditadura militar brasileira, a qual, por sinal, teve o apoio da m&iacute;dia hegem&ocirc;nica. &nbsp;<\/p>\n<p>O direito da sociedade, atrav&eacute;s do Estado, analisar e classificar o que vai assistir, visando a proteger especialmente a inf&acirc;ncia, tem como mote o interesse p&uacute;blico. Esse procedimento em muito diverge de uma censura estabelecida para a perpetua&ccedil;&atilde;o de uma elite no poder, tendo em vista interesses privados, como ocorreu no passado recente brasileiro ou via de regra acontece nas decis&otilde;es corporativas (atuais e pret&eacute;ritas).&nbsp;<\/p>\n<p>Por que autoridades e profissionais do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a pouco t&ecirc;m sido procurados pela m&iacute;dia para aprofundar o assunto? &Eacute; de se ressaltar que a regra mais b&aacute;sica do jornalismo consiste em ouvir todas as partes, isto &eacute;, todos os lados envolvidos na hist&oacute;ria. As emissoras de televis&atilde;o ocupam um grande papel na sociedade contempor&acirc;nea, tanto na divulga&ccedil;&atilde;o e apura&ccedil;&atilde;o de problemas nacionais, quanto na educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de valores s&oacute;cio-culturais, constituindo a principal fonte de informa&ccedil;&atilde;o e sociabilidade para a maioria da popula&ccedil;&atilde;o. Uma fun&ccedil;&atilde;o de tamanho destaque social deve ser praticada com responsabilidade superior e n&iacute;vel de controle maior do que aquele fortemente exercido pelas fam&iacute;lias que dominam tais neg&oacute;cios.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vis&atilde;o &uacute;nica<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando um tema &eacute; abordado por um meio, provoca uma reflex&atilde;o no telespectador, sendo a&iacute; que come&ccedil;a o problema central. Ao deparar com tais mensagens, o telespectador agrega apenas dados e informa&ccedil;&otilde;es de um lado da hist&oacute;ria, relacionando as informa&ccedil;&otilde;es veiculadas &agrave;s suas pr&oacute;prias media&ccedil;&otilde;es, &eacute; claro, mas num jogo em que &eacute; determinante o posicionamento da emissora, que logicamente tem interesses pr&oacute;prios em disputa. Por isso, a necessidade de haver uma maior responsabilidade na informa&ccedil;&atilde;o noticiada, pois, embora n&atilde;o haja uma influ&ecirc;ncia direta, certamente os elementos fornecidos pela m&iacute;dia s&atilde;o decisivos para a forma&ccedil;&atilde;o da convic&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico, pois de outra forma este n&atilde;o tem acesso &agrave; realidade social.&nbsp;<\/p>\n<p>Desta forma, &eacute; equivocada a postura das grandes emissoras, em especial a Rede Globo, pois tratam a midiatiza&ccedil;&atilde;o como assunto privado, sobre o qual caberia s&oacute; a seus propriet&aacute;rios decidir o que veicular e aos sujeitos adultos, individualmente, o que assistir. A TV dita moda e comportamento, ao mesmo tempo em que destr&oacute;i valores e cria estere&oacute;tipos. &nbsp;<\/p>\n<p>O tema classifica&ccedil;&atilde;o indicativa &eacute; de tal grandeza que deveria receber um tratamento espec&iacute;fico, uma abordagem s&eacute;ria em programas como Globo Rep&oacute;rter ou SBT Realidade. Ao contr&aacute;rio, tem prevalecido a desinforma&ccedil;&atilde;o. Se h&aacute; censura, n&atilde;o &eacute; oficial, mas de muitas organiza&ccedil;&otilde;es midi&aacute;ticas, que desinformam seu p&uacute;blico ao reduzirem os fen&ocirc;menos &agrave; sua pr&oacute;pria vis&atilde;o, pelo menos naquilo que consideram priorit&aacute;rio e n&atilde;o abrem m&atilde;o de editorializar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><font size=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;<\/font>autorizada a reprodu&ccedil;&atilde;o, desde que citada a fonte original.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate acerca da classifica&ccedil;&atilde;o indicativa do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, informando a faixa et&aacute;ria recomendada para recep&ccedil;&atilde;o de dados conte&uacute;dos culturais, poderia tornar-se uma importante oportunidade para a sociedade discutir seriamente os processos midi&aacute;ticos. 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