{"id":18435,"date":"2007-05-28T14:17:22","date_gmt":"2007-05-28T14:17:22","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18435"},"modified":"2007-05-28T14:17:22","modified_gmt":"2007-05-28T14:17:22","slug":"fim-da-rctv-acua-a-midia-golpista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18435","title":{"rendered":"Fim da RCTV acua a m\u00eddia golpista"},"content":{"rendered":"<p><span>Em mais uma prova de coer&ecirc;ncia e coragem, o presidente Hugo Ch&aacute;vez n&atilde;o se intimidou diante das fortes press&otilde;es e manteve o seu compromisso de n&atilde;o renovar a concess&atilde;o da emissora privada R&aacute;dio Caracas de Televis&atilde;o (RCTV), que teve as suas transmiss&otilde;es em sinal aberto encerradas &agrave; meia-noite de 27 de maio. Menos de meia hora depois, entrou no ar a nova rede p&uacute;blica da Venezuela, a Teves, que ser&aacute; dirigida por um conselho formado por jornalistas, docentes e representantes dos movimentos sociais. O fim da outrora poderosa RCTV abre nova fase na luta contra a ditadura midi&aacute;tica na Am&eacute;rica Latina. N&atilde;o &eacute; para menos que todos os ve&iacute;culos privados da regi&atilde;o chiaram contra a medida, manipulando descaradamente os fatos.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A decis&atilde;o de n&atilde;o renovar a concess&atilde;o p&uacute;blica, com base nos princ&iacute;pios constitucionais do pa&iacute;s &ndash; tamb&eacute;m previstos nas legisla&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rias outras na&ccedil;&otilde;es, inclusive do Brasil &ndash;, foi anunciada em 28 de dezembro. Num discurso proferido aos militares do Forte Ti&uacute;na, o maior quartel do pa&iacute;s, o presidente Hugo Ch&aacute;vez garantiu que, &ldquo;por mais que gritassem os oligarcas&rdquo;, a concess&atilde;o da RCTV n&atilde;o seria renovada. Explicou que apesar da postura fascista da emissora no golpe de abril de 2002 e de outras in&uacute;meras irregularidades (sonega&ccedil;&atilde;o fiscal, evas&atilde;o de divisas, difus&atilde;o de pornografia, reten&ccedil;&atilde;o das pens&otilde;es dos funcion&aacute;rios), ele aguardaria pacientemente o prazo legal da concess&atilde;o, encerrado neste domingo, para executar a medida.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Globo, Folha e o rabo preso<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>O an&uacute;ncio criou um frenesi na burguesia mundial e na sua m&iacute;dia venal. O Congresso dos EUA, com apoio dos &ldquo;democratas&rdquo;, aprovou resolu&ccedil;&atilde;o contra a medida e, ao mesmo tempo, manteve a remessa de milh&otilde;es d&oacute;lares para financiar a &ldquo;oposi&ccedil;&atilde;o&rdquo; na Venezuela. J&aacute; o parlamento europeu acatou a proposta do Partido Popular (PPE), de ultradireita, e considerou &ldquo;um afronta &agrave; liberdade&rdquo; o fim da concess&atilde;o. Organiza&ccedil;&otilde;es financiadas por governos imperialistas e corpora&ccedil;&otilde;es multinacionais, como a Rep&oacute;rteres Sem Fronteiras, realizaram um verdadeiro bombardeio nestes cinco meses para evitar o fechamento da RCTV. A m&iacute;dia do capital, como a The Economist e o New York Times, deu capa e fez estardalha&ccedil;o contra a medida.<\/p>\n<p><\/span><span>No Brasil, a poderosa Rede Globo, talvez temendo a for&ccedil;a do exemplo, preferiu apresentar a RCTV como uma emissora neutra, &ldquo;a mais antiga e influente da Venezuela&rdquo;, evitando explicar aos seus telespectadores os reais motivos da cassa&ccedil;&atilde;o. J&aacute; a Folha de S.Paulo, que tem o &ldquo;rabo preso&rdquo; com os golpistas, publicou o editorial &ldquo;ditador em obras&rdquo;, acusando o governo Ch&aacute;vez de promover uma escalada &ldquo;autorit&aacute;ria&rdquo;. Numa manipula&ccedil;&atilde;o descarada, ele chega a afirmar que j&aacute; n&atilde;o existe imprensa independente no pa&iacute;s, que todos os ve&iacute;culos s&atilde;o &ldquo;d&oacute;ceis instrumentos do chavismo&rdquo;. Eduardo Guimar&atilde;es, no artigo &ldquo;As RCTVs tupiniquins&rdquo;, publicado no portal Fazendo Media, desmascara essa mentira, que evidencia os temores da m&iacute;dia venal.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;Quem, como eu, j&aacute; esteve na Venezuela ou tem contatos de alguma esp&eacute;cie com o pa&iacute;s, sabe que n&atilde;o &eacute; verdade o que diz a Folha. A imprensa venezuelana &eacute; totalmente livre. Inclusive as TVs. No dia em que escrevo este texto, o jornal caraquenho &lsquo;El Universal&rsquo;, um dos maiores da Venezuela, publica editorial e v&aacute;rios artigos sobre o fechamento da RCTV que guardam enorme similaridade com o discurso da Folha, apesar de serem textos caracter&iacute;sticos da imprensa venezuelana &ndash; virulentos, ressentidos e pregadores do mesmo &lsquo;golpismo&rsquo;&#8230; O leitor da Folha e do resto da grande imprensa brasileira, como o telespectador da Globo e de outras TVs e r&aacute;dios, estar&aacute; mal informado se n&atilde;o buscar fontes alternativas de informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Choros, mentiras e omiss&otilde;es<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Manipula&ccedil;&atilde;o ainda mais grosseira se deu nos dias que antecederam o fim da concess&atilde;o. A m&iacute;dia mundial e os plagiadores nativos chegaram a noticiar &ldquo;gigantescas&rdquo; manifesta&ccedil;&otilde;es em defesa da RCTV, o que foi desmascarado por v&iacute;deos reproduzidos no You Tube, que mostraram protestos minguados de &ldquo;branquelas&rdquo; das elites. A presen&ccedil;a de tropas do Ex&eacute;rcito nas ruas da Caracas tamb&eacute;m foi amplamente difundida, para vender a imagem de uma na&ccedil;&atilde;o sitiada; mas pouco se falou sobre os incidentes deste domingo, nas quais &ldquo;ativistas pr&oacute;-democracia&rdquo;, mais parecidos com mercen&aacute;rios, dispararam tiros e feriram onze policiais. A imagem de &ldquo;funcion&aacute;rios&rdquo; da RCTV chorando foi cansativamente repetida; j&aacute; as manifesta&ccedil;&otilde;es festivas pelo fim da concess&atilde;o, bem maiores e mais populares, quase n&atilde;o apareceram nas TVs. Puro engodo!<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A m&iacute;dia hegem&ocirc;nica tamb&eacute;m nada falou sobre as v&aacute;rias den&uacute;ncias que pipocaram nos &uacute;ltimos dias contra a RCTV. A emissora estatal VTV exibiu fac-s&iacute;miles de documentos desclassificados do Departamento de Estado dos EUA em que s&atilde;o citados os jornalistas das redes de televis&atilde;o RCTV e Globovisi&oacute;n, bem como o diretor do Noticiero Digital e o editor do Tal Cual, que receberam d&oacute;lares da embaixada estadunidense <\/span><span>em Caracas. O<\/span><span> programa tamb&eacute;m exibiu carta assinada pela secret&aacute;ria Condoleezza Rice, dirigida a Odilia Rubin de Ayala, da dire&ccedil;&atilde;o da RCTV, na qual solicita divulga&ccedil;&atilde;o e apoio financeiro &agrave; S&uacute;mate, uma das ONGs mais fascist&oacute;ides contra o governo Ch&aacute;vez. Os v&iacute;deos tamb&eacute;m est&atilde;o dispon&iacute;veis no You Tube. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>&ldquo;Emissora golpista j&aacute; vai tarde&rdquo;<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Diante destes fatos deprimentes, at&eacute; setores cr&iacute;ticos do governo bolivariano mudaram de opini&atilde;o sobre o fim da concess&atilde;o. O rep&oacute;rter Luiz Carlos Azenha, que recentemente abandonou a TV Globo para cuidar do seu blog na internet &ndash; &ldquo;Vi o mundo &ndash; o que voc&ecirc; nunca p&ocirc;de ver na TV&rdquo; &ndash;, at&eacute; comemorou a decis&atilde;o. &ldquo;Eu tinha l&aacute; minhas restri&ccedil;&otilde;es ao processo [do fim da concess&atilde;o], mas diante do que tenho visto na m&iacute;dia corporativa agora digo que a emissora golpista j&aacute; vai tarde. Fazer oposi&ccedil;&atilde;o a um governo &eacute; uma coisa. Fazer campanha para derrub&aacute;-lo &eacute; outra. E isto durante seis anos&#8230; Que sirva de exemplo para os bar&otilde;es da m&iacute;dia de todo o continente, que usam concess&otilde;es p&uacute;blicas para extorquir favores de governos&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>No seu blog, ele lembra que Napol&eacute;on Bravo, um dos principais &ldquo;jornalistas&rdquo; da RCTV, teve participa&ccedil;&atilde;o ativa no frustrado golpe de abril de 2002. &ldquo;Foi na casa dele a grava&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo de um general que pediu a ren&uacute;ncia de Ch&aacute;vez&rdquo;. Tamb&eacute;m cita um memor&aacute;vel texto da intelectual canadense Naomi Klein, em que ela comprova o golpismo da m&iacute;dia. &ldquo;Pobre Endy Ch&aacute;vez, jogador de um dos grandes times de beisebol da Venezuela. Toda vez que ele assume o bast&atilde;o os narradores da tev&ecirc; local come&ccedil;am as piadas: &lsquo;A&iacute; vem o Ch&aacute;vez. N&atilde;o, n&atilde;o o ditador pr&oacute;-cubano Ch&aacute;vez, o outro Ch&aacute;vez&rdquo;. Ou: &ldquo;Esse Ch&aacute;vez bate na bola, n&atilde;o no povo venezuelano&rsquo;. Na Venezuela, at&eacute; os comentaristas est&atilde;o engajados na campanha aberta da m&iacute;dia comercial para derrubar o presidente democraticamente eleito Hugo Ch&aacute;vez&rdquo;, inicia o texto.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Azenha tamb&eacute;m relata a hist&oacute;ria do jornalista Andr&eacute;s Izarra. &ldquo;Um cara certinho, feito sob medida para a TV, trabalhou como editor da CNN em espanhol at&eacute; ser contratado como gerente do telejornal de maior audi&ecirc;ncia no pa&iacute;s, El Observador, na RCTV. Em 13 de abril de 2002, um dia depois de o l&iacute;der empresarial Pedro Carmona assumir o poder, Izarra pediu demiss&atilde;o do emprego sob condi&ccedil;&otilde;es que ele descreve como &lsquo;de extremo stress emocional&rsquo;&#8230; Diz que recebeu instru&ccedil;&otilde;es claras: &lsquo;Nenhuma informa&ccedil;&atilde;o sobre Ch&aacute;vez, seus seguidores e seus ministros&rsquo;. A RCTV sabia [da trama golpista], mas n&atilde;o divulgou&rdquo;. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;Quando Ch&aacute;vez retornou ao Pal&aacute;cio Miraflores, as esta&ccedil;&otilde;es simplesmente deixaram de divulgar not&iacute;cias. Num dos dias mais importantes da hist&oacute;ria da Venezuela, elas colocaram no ar o filme &lsquo;Pretty Woman&rsquo; e desenhos animados de Tom e Jerry&#8230; &lsquo;N&oacute;s t&iacute;nhamos um rep&oacute;rter em Miraflores e sab&iacute;amos que o pal&aacute;cio havia sido reconquistado por chavistas&rsquo;, diz Andr&eacute;s Izarra, &lsquo;mas o blecaute de informa&ccedil;&otilde;es foi mantido. Foi quando decidi dar um basta e fui embora&rsquo;&rdquo;. Azenha conclui: &ldquo;Quem diz que aquilo que a RCTV faz e fazia &eacute; jornalismo &eacute; fajuto. N&atilde;o &eacute; jornalismo de oposi&ccedil;&atilde;o. &Eacute; mentira, distor&ccedil;&atilde;o e omiss&atilde;o. &Eacute; genot&iacute;cia&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Os abalos da ditadura midi&aacute;tica<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Para os que n&atilde;o se iludem com a ditadura da m&iacute;dia e nem se deixam intimidar com os falsos apelos sobre a &ldquo;liberdade de imprensa&rdquo;, o fim da concess&atilde;o da RCTV &eacute; uma vit&oacute;ria da democracia. Tanto que dezenas de intelectuais e artistas reunidos em Cochabamba, Bol&iacute;via, acabam de aprovar mo&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; decis&atilde;o da Venezuela. &ldquo;Cientes de que n&atilde;o pode haver plena democracia sem democratizar os meios; convencidos de que as telecomunica&ccedil;&otilde;es devem cumprir os seus objetivos constitucionais e legais de educar, informar, entreter e difundir a informa&ccedil;&atilde;o veraz, imparcial e plural; persuadidos de que as concess&otilde;es do espectro radioel&eacute;trico s&atilde;o bens de dominio publico&#8230; festejamos a n&atilde;o renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es aos latif&uacute;ndios midi&aacute;ticos e a progressiva libera&ccedil;&atilde;o do espectro a favor do seu &uacute;nico dono, que &eacute; o povo venezuelano&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Para desespero dos bar&otilde;es da m&iacute;dia, a medida do governo venezuelano tende a ser irradiar. Recentemente, o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que rever&aacute; as concess&otilde;es de r&aacute;dios e TVs no pa&iacute;s. Num duro discurso, afirmou que a m&iacute;dia equatoriana &ldquo;&eacute; corrupta e mentirosa&rdquo;, que as concess&otilde;es s&atilde;o &ldquo;obscuras e irregulares&rdquo;, favorecendo pol&iacute;ticos conservadores, e que &ldquo;a maior parte &eacute; devedora do Estado&rdquo;. O jovem presidente de 44 anos finalizou: &ldquo;Senhores da m&iacute;dia, acabou. O pa&iacute;s est&aacute; mudando, aqui tem um governo que n&atilde;o tem medo. Por favor, povo equatoriano, n&atilde;o acredite na m&iacute;dia, ela mente e manipula&rdquo;. Tamb&eacute;m crescem os rumores de que o presidente Evo Morales pretende fechar v&aacute;rias redes de TVs e r&aacute;dios. &ldquo;Na Bol&iacute;via h&aacute; n&atilde;o s&oacute; liberdade, mas tamb&eacute;m libertinagem de express&atilde;o&rdquo;, afirmou o governante da Bol&iacute;via.<\/span><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><em>Altamiro Borges &eacute; jornalista, membro do Comit&ecirc; Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro &ldquo;Venezuela: originalidade e ousadia&rdquo; (Editora Anita Garibaldi, 3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o).<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mais uma prova de coer&ecirc;ncia e coragem, o presidente Hugo Ch&aacute;vez n&atilde;o se intimidou diante das fortes press&otilde;es e manteve o seu compromisso de n&atilde;o renovar a concess&atilde;o da emissora privada R&aacute;dio Caracas de Televis&atilde;o (RCTV), que teve as suas transmiss&otilde;es em sinal aberto encerradas &agrave; meia-noite de 27 de maio. 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