{"id":18413,"date":"2007-05-23T12:53:41","date_gmt":"2007-05-23T12:53:41","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18413"},"modified":"2007-05-23T12:53:41","modified_gmt":"2007-05-23T12:53:41","slug":"ancine-quer-cota-para-filme-nacional-no-mercado-de-videos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18413","title":{"rendered":"Ancine quer cota para filme nacional no mercado de v\u00eddeos"},"content":{"rendered":"<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema (Ancine) est&aacute; trabalhando para estabelecer um percentual de participa&ccedil;&atilde;o de obras cinematogr&aacute;ficas brasileiras na distribui&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos dom&eacute;sticos no pa&iacute;s. A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; de Leopoldo Nunes, diretor da Ancine, durante o 10&ordm; Encontro Tele.S&iacute;ntese,&nbsp;em Bras&iacute;lia. Segundo ele, o primeiro passo nessa dire&ccedil;&atilde;o &eacute; a regulamenta&ccedil;&atilde;o da lei 11.437, do final do ano passado, no sentido de obrigar as distribuidoras a fornecerem informa&ccedil;&otilde;es de mercado.&ldquo;A partir da&iacute;, podemos come&ccedil;ar a discutir o tema da cota&rdquo;, afirmou. <\/p>\n<p>O diretor da ag&ecirc;ncia informou queo mercado brasileiro de valor de servi&ccedil;os com produtos audiovisual gerou, em 2005, uma receita de 5,46 bilh&otilde;es de euros, ou cerca de quatro vezes menos do que o faturamento da Time Warner, dos EUA, a 20&ordm; empresa no ranking mundial do setor. O segmento de v&iacute;deo dom&eacute;stico representa R$ 1,1 milh&atilde;o desse faturamento nacional; ao lado de R$ 700 milh&otilde;es obtidos com as exibi&ccedil;&otilde;es em salas de cinema; R$ 5,1 bilh&atilde;o na TV por assinatura; e R$ 9,5 bilh&otilde;es na TV aberta. Estrutura&ccedil;&atilde;o de um modelo O diretor da Ancine acredita que o foco da discuss&atilde;o sobre converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica no audiovisual deve ir al&eacute;m do confronto entre &ldquo;quem pode ou n&atilde;o atuar nesse mercado, em que est&aacute; configurada a disputa entre o setor de radiodifus&atilde;o e de telecomunica&ccedil;&otilde;es&rdquo;. Para ele, &eacute; preciso debater &ldquo;se queremos ou n&atilde;o desenvolver uma ind&uacute;stria audiovisual, e como ela poderia tirar o m&aacute;ximo proveito da converg&ecirc;ncia digital&rdquo;. <\/p>\n<p>A ind&uacute;stria cinematogr&aacute;fica nacional, na opini&atilde;o de Nunes, sofre de &ldquo;insufici&ecirc;ncia de marco legal e aus&ecirc;ncia de regulamenta&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica&rdquo;. O que, entre outros efeitos, produz um baixo market share (de apenas 15%) para os filmes brasileiros, embora o investimento anual m&eacute;dio nas produ&ccedil;&otilde;es nacionais, por meio de aplica&ccedil;&atilde;o direta do Minist&eacute;rio da Cultura ou via ren&uacute;ncia fiscal, seja de R$ 150 milh&otilde;es. A atual cota de tela nos cinemas prev&ecirc; que o filme nacional fique 28 dias em cartaz, no caso de o exibidor ter apenas uma sala de cinema. Mas n&atilde;o h&aacute; regras para a pol&iacute;tica de circula&ccedil;&atilde;o dos filmes para as distribuidoras. <\/p>\n<p>A mesma lei 11.437 prev&ecirc; um Fundo Setorial do Audiovisual, que, segundo o diretor da Ancine, ser&aacute; administrado por um comit&ecirc; gestor. Os seus recursos devem permitir reduzir o peso da ren&uacute;ncia fiscal no modelo de produ&ccedil;&atilde;o, mecanismo que tem a desvantagem de atrelar os filmes aos interesses de marketing ou institucionais das empresas apoiadoras, fomentando a produ&ccedil;&atilde;o independente e a diversifica&ccedil;&atilde;o. Na opini&atilde;o de Nunes, est&atilde;o postos v&aacute;rios desafios para o setor na converg&ecirc;ncia, entre eles uma regula&ccedil;&atilde;o da TV por assinatura, e futuramente das novas m&iacute;dias, que incentive a programa&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos nacionais; al&eacute;m de medidas para assegurar que os novos atores desse mercado, que cheguem com a converg&ecirc;ncia, estejam &ldquo;comprometidos com a veicula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do audiovisual brasileiro&rdquo;. <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Cinema (Ancine) est\u00e1 trabalhando para estabelecer um percentual de participa\u00e7\u00e3o de obras cinematogr\u00e1ficas brasileiras na distribui\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos dom\u00e9sticos no pa\u00eds. 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