{"id":18410,"date":"2007-05-23T12:22:06","date_gmt":"2007-05-23T12:22:06","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18410"},"modified":"2007-05-23T12:22:06","modified_gmt":"2007-05-23T12:22:06","slug":"na-venezuela-ofensiva-contra-o-monopolio-privado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18410","title":{"rendered":"Na Venezuela, ofensiva contra o monop\u00f3lio privado"},"content":{"rendered":"<p>A hist&oacute;ria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o da Venezuela dever&aacute; ganhar um marco divisor no domingo (27), quando a concess&atilde;o do canal de televis&atilde;o RCTV &#8211; um dos grupos mais poderosos e antigos da comunica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s &#8211; chega a seu final e n&atilde;o ser&aacute; renovada. <\/p>\n<p>O governo de Hugo Ch&aacute;vez argumenta que o canal &eacute; &#39;antidemocr&aacute;tico&#39; e &#39;desrespeita as regras de responsabilidade social&#39; estabelecidas pela legisla&ccedil;&atilde;o, raz&atilde;o pela qual decidem n&atilde;o renovar a concess&atilde;o &agrave; emissora. <\/p>\n<p>Na&nbsp;meia-noite do domingo, o sinal do canal 2, que transmite a RCTV, ser&aacute; substitu&iacute;do peloda nova TV de servi&ccedil;o p&uacute;blico, a Teves, criada h&aacute; em maio. &#39;Acabou a concess&atilde;o e agora nasce esta nova televis&atilde;o que aumentar&aacute; a liberdade de express&atilde;o e opini&otilde;es&#39;, afirmou Ch&aacute;vez durante um semin&aacute;rio sobre o &#39;direito &agrave; informar e a estar informado&#39;, realizado em Caracas, dia 18. <\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o do presidente n&atilde;o renovar a concess&atilde;o &agrave; RCTV significa um ato de &#39;soberania&#39; e de &#39;recupera&ccedil;&atilde;o do espectro radioel&eacute;trico&#39;. Para o ministro de Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o, William Lara, a democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios depende da participa&ccedil;&atilde;o da sociedade. &#39;Haver&aacute; mais democracia na TV, no r&aacute;dio, nos jornais venezuelanos quando mais pessoas participarem no desenho da mensagem&#39;, afirmou, ao assegurar que a dire&ccedil;&atilde;o do novo canal Teves atuar&aacute; de maneira independente ao Estado. <\/p>\n<p>&#39;<strong>A vida &eacute; uma novela&#39; <\/p>\n<p><\/strong>J&aacute; para a oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o renovar a concess&atilde;o da emissora representa um ataque &agrave; liberdade de express&atilde;o. A uma semana do fim da concess&atilde;o, a oposi&ccedil;&atilde;o reuniu, no s&aacute;bado (19), milhares de pessoas nas principais avenidas da zona Leste da cidade para protestar contra o que denominam o &#39;fechando da RCTV&#39;, como divulga a campanha dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o privados, solid&aacute;rios &agrave; rede. Os empres&aacute;rios ignoram o argumento legal do t&eacute;rmino da concess&atilde;o p&uacute;blica. <\/p>\n<p>&#39;Queremos liberdade de express&atilde;o, n&atilde;o queremos comunismo. A RCTV &eacute; nossa&#39;, disse ao Brasil de Fato, Guillermina Oropeza, uma das dezenas de manifestantes que vestiam camisetas com a frase &#39;A vida &eacute; uma novela&#39;. RCTV &eacute; a principal produtora de telenovelas no pa&iacute;s. Durante a marcha, antigos cen&aacute;rios, equipamentos de grava&ccedil;&atilde;o e roupas de artistas da RCTV utilizados em telenovelas exibidos em cima de caminhonetes contrastavam com grafites pintados nos muros da cidade registrando lemas como &#39;P&aacute;tria, socialismo ou morte&#39; ou &#39;Viva a Revolu&ccedil;&atilde;o Bolivariana&acirc;&euro;\u009d. <\/p>\n<p>No domingo (20), uma caravana vermelha de carros e motos percorreu a zona Oeste da capital, dessa vez, para apoiar a decis&atilde;o do governo. Est&atilde;o previstas outras manifesta&ccedil;&otilde;es de rua, tanto para apoiar como para recha&ccedil;ar o fim das transmiss&otilde;es por canal aberto da emissora RCTV. A oposi&ccedil;&atilde;o anunciou que n&atilde;o acatar&aacute; a decis&atilde;o do governo. <\/p>\n<p><strong>Acerto de contas<\/strong> <\/p>\n<p>Ainda que o argumento seja jur&iacute;dico,a batalha lan&ccedil;ada pelo presidente venezuelano contra o bra&ccedil;o midi&aacute;tico da oposi&ccedil;&atilde;o traz &agrave; tona uma disputa que se arrasta desde abril de 2003, quando o chamado &#39;golpe midi&aacute;tico&#39; pretendeu derrocar a Ch&aacute;vez do poder. <\/p>\n<p>O golpe articulado por parte das For&ccedil;as Armadas dissidentes e grupos de oposi&ccedil;&atilde;o fracassou e com evidenciou que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o assumiram abertamente o papel de partidos pol&iacute;ticos, orientando pela televis&atilde;o as manifesta&ccedil;&otilde;es de 11 de abril de 2003 e ocultando, dois dias depois, o levantamento popular que permitiu o regresso de Ch&aacute;vez &agrave;Presid&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>A partir de ent&atilde;o, ganhou for&ccedil;a a discuss&atilde;o entre os simpatizantes do governo sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, da responsabilidade social e da participa&ccedil;&atilde;o popular nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, em especial na televis&atilde;o. <\/p>\n<p>No ar h&aacute; 53 anos, a RCTV j&aacute; havia sido sancionada por governos anteriores com multas e interrup&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria da programa&ccedil;&atilde;o por desrespeitar a lei de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Dessa vez, fora do ar na freq&uuml;&ecirc;ncia VHF, o canal somente poder&aacute; transmitir sua programa&ccedil;&atilde;o por TV &agrave; cabo. ( Leia mais no jornal Brasil de Fato edi&ccedil;&atilde;o 221 ) <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist&oacute;ria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o da Venezuela dever&aacute; ganhar um marco divisor no domingo (27), quando a concess&atilde;o do canal de televis&atilde;o RCTV &#8211; um dos grupos mais poderosos e antigos da comunica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s &#8211; chega a seu final e n&atilde;o ser&aacute; renovada. 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