{"id":18399,"date":"2007-05-21T12:10:38","date_gmt":"2007-05-21T12:10:38","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18399"},"modified":"2007-05-21T12:10:38","modified_gmt":"2007-05-21T12:10:38","slug":"midia-chora-pela-rctv-venezuelana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18399","title":{"rendered":"M\u00eddia chora pela RCTV venezuelana"},"content":{"rendered":"<p><span>Os &ldquo;donos da m&iacute;dia&rdquo; no Brasil est&atilde;o desconsolados com a decis&atilde;o do governo venezuelano de n&atilde;o renovar a concess&atilde;o p&uacute;blica da emissora R&aacute;dio Caracas de Televis&atilde;o (RCTV), que se encerra em 27 de maio. Na semana passada, durante a II Confer&ecirc;ncia Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) e a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert), que congregam os magnatas da m&iacute;dia brasileira, lan&ccedil;aram um documento criticando &ldquo;a interfer&ecirc;ncia do Estado no livre fluxo de informa&ccedil;&otilde;es e opini&otilde;es&rdquo;, citando explicitamente os governos da Venezuela e de Cuba &ndash; e tamb&eacute;m dando um recado velado ao presidente Lula, que acaba de bancar a proposta da cria&ccedil;&atilde;o da TV p&uacute;blica nacional.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Nas emissoras de televis&atilde;o, em especial na TV Globo, a medida do governo Hugo Ch&aacute;vez &eacute; sempre taxada de &ldquo;autorit&aacute;ria&rdquo;. Em v&aacute;rios editorais e artigos da imprensa, ela &eacute; adjetivada como &ldquo;censura&rdquo;, &ldquo;ato ditatorial&rdquo; e &ldquo;um atentado &agrave; liberdade de express&atilde;o&rdquo;. Segundo revelou o jornal direitista Zero Hora, a Abert inclusive contratou artistas brasileiros para aparecerem nas redes privadas venezuelanas criticando a a&ccedil;&atilde;o soberana do governo daquele pa&iacute;s. &ldquo;Convidados pela Abert, os atores gravar&atilde;o depoimentos em que protestam contra a amea&ccedil;a de fechamento da RCTV pelo governo de Hugo Ch&aacute;vez&#8230; Ao fechar a rede, Ch&aacute;vez, que j&aacute; flerta com o autoritarismo, desferir&aacute; um golpe contundente contra a imprensa&rdquo;, choraminga o peri&oacute;dico ga&uacute;cho.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Sonega&ccedil;&atilde;o, prostitui&ccedil;&atilde;o e fraudes<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>No seu luto de autopreserva&ccedil;&atilde;o, a m&iacute;dia hegem&ocirc;nica brasileira difunde vers&otilde;es das mais falsas e c&iacute;nicas. A RCTV, que &eacute; hoje o principal &ldquo;partido golpista da direita&rdquo; da Venezuela, &eacute; apresentada como uma televis&atilde;o neutra. &ldquo;&Eacute; uma emissora que h&aacute; 53 anos transmite informa&ccedil;&otilde;es e entretenimento ao povo&rdquo;, despista Daniel Slaviero, presidente da Abert, tentando limpar a barra de sua irm&atilde;. De forma hip&oacute;crita, os mesmos patr&otilde;es que demitem e perseguem jornalistas no Brasil &ndash; como ocorreu a poucos dias na TV Globo &ndash; lamentam que &ldquo;o fechamento da emissora acarretar&aacute; a demiss&atilde;o de tr&ecirc;s mil funcion&aacute;rios&rdquo;, o que n&atilde;o &eacute; autom&aacute;tico, j&aacute; que estes postos de trabalho foram garantidos na nova emissora p&uacute;blica que ir&aacute; ao ar logo em 28 de maio.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Al&eacute;m de nada falar sobre sua postura golpista, a m&iacute;dia nativa tamb&eacute;m esconde outras graves irregularidades da RCTV. Fundada em 15 de novembro de 1953, esta emissora, que foi a primeira a ter programas ao vivo, a transmitir em cores, a produzir telenovelas e a introduzir os deprimentes &ldquo;reality shows&rdquo; e que pertence ao poderoso Grupo 1BC, j&aacute; enfrentou v&aacute;rios processos. Em 2004, ela foi condenada pelo Juizado Superior de Tributos por sonegar quase um milh&atilde;o de d&oacute;lares de impostos. O Instituto Venezuelano de Seguros Sociais tamb&eacute;m denuncia a emissora por reter 224 milh&otilde;es de bolivares de seus funcion&aacute;rios. Em maio de 2006, o Tribunal Superior de Justi&ccedil;a proibiu a transmiss&atilde;o de servi&ccedil;os de prostitui&ccedil;&atilde;o e de pornografia na RCTV.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>&ldquo;N&atilde;o h&aacute; censura de nenhuma esp&eacute;cie&rdquo;<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Outra mentira muito divulgada &eacute; que h&aacute; um processo de regress&atilde;o autorit&aacute;ria na Venezuela. Fala-se at&eacute; em censura e &ldquo;pris&atilde;o de jornalistas&rdquo;. Esta manipula&ccedil;&atilde;o grotesca &eacute; negada pela jornalista Elaine Tavares. &ldquo;Quem j&aacute; esteve na Venezuela sabe muito bem: a liberdade de opini&atilde;o &eacute; tudo o que h&aacute;. Nas r&aacute;dios e emissoras de televis&atilde;o comerciais, o presidente Hugo Ch&aacute;vez &eacute; xingado, humilhado, destratado e desmoralizado. As palavras usadas pelos jornalistas s&atilde;o de uma viol&ecirc;ncia sem par&#8230; N&atilde;o h&aacute; censura de nenhuma esp&eacute;cie. &Eacute; um neg&oacute;cio inimagin&aacute;vel em qualquer outro pa&iacute;s do mundo. Se isso acontecesse nos EUA, por exemplo, duvido que os jornalistas n&atilde;o fossem presos ou banidos. Pois na Venezuela, eles est&atilde;o livres a falar&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Ela revela que 78% das esta&ccedil;&otilde;es de TV do pa&iacute;s est&atilde;o nas m&atilde;os do setor privado. &ldquo;Seis grupos tomam conta de quase tudo o que o venezuelano v&ecirc; e ouve, e isso mesmo depois da promulga&ccedil;&atilde;o da nova lei que regula os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, buscando mais participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Os mais poderosos s&atilde;o os da RCTV e o da Venevisi&oacute;n. Juntos, controlam 85% das verbas publicit&aacute;rias e t&ecirc;m 66% do poder de transmiss&atilde;o&rdquo;. Desde sua funda&ccedil;&atilde;o, a RCTV esteve ligada aos interesses dos EUA e ela hoje tem entre os seus acionistas a Coral Pictures, de Miami. Isto explica porque 67% da programa&ccedil;&atilde;o &eacute; estrangeira. &ldquo;Os programas de audit&oacute;rio, as telenovelas e outras produ&ccedil;&otilde;es representam a Venezuela branca e rica. A massa de trabalhadores, ind&iacute;genas e negros s&oacute; aparece em programas policiais. Qualquer semelhan&ccedil;a com o Brasil n&atilde;o &eacute; mera coincid&ecirc;ncia&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Rabo preso dos golpistas<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Na verdade, o que a m&iacute;dia hegem&ocirc;nica brasileira procura ocultar, talvez por ter o rabo preso, &eacute; que a RCTV &eacute; atualmente o principal &ldquo;partido da direita&rdquo; na Venezuela. Enquanto outras redes privadas at&eacute; abrandaram a sua postura golpista, temendo a revolta popular ou por simples oportunismo, a RCTV nunca recuou um mil&iacute;metro. Ela participou freneticamente da frustrada tentativa golpista em abril de 2002; usou a concess&atilde;o p&uacute;blica para convocar o locaute petroleiro do final de 2002, que minou a economia do pa&iacute;s; fez campanha ostensiva pela revoga&ccedil;&atilde;o do mandato do presidente Hugo Ch&aacute;vez no plebiscito de agosto de 2004; e ainda hoje utiliza seus telejornais, seus programas de humorismo e at&eacute; suas novelas para desestabilizar o governo.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Para refrescar a mem&oacute;ria da m&iacute;dia brasileira, vale reproduzir trechos da excelente reportagem de Maurice Lemoine no Le Monde Diplomatique. Intitulada &ldquo;Laborat&oacute;rios da mentira&rdquo;, ela se inicia com a escandalosa declara&ccedil;&atilde;o de um militar golpista, o vice-almirante Victor Ramires &ndash; &ldquo;tivemos uma arma de import&acirc;ncia capital: a m&iacute;dia. Aproveito para felicit&aacute;-la por isso&rdquo; &ndash; e revela todo o envolvimento da RCTV e de outras emissoras no golpe de 12 de abril de 2002. Vamos &agrave; longa e elucidativa reprise desta hist&oacute;rica reportagem:<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;Desde sua chegada ao poder em 98, os cinco principais canais de televis&atilde;o privados &ndash; Venevisi&oacute;n, RCTV, Globovision, Televen e CMT &ndash; e nove dos dez grandes jornais nacionais substitu&iacute;ram os partidos pol&iacute;ticos tradicionais, relegados ao vazio pelas vit&oacute;rias do presidente. Com o monop&oacute;lio absoluto da informa&ccedil;&atilde;o, eles ap&oacute;iam todas as a&ccedil;&otilde;es da oposi&ccedil;&atilde;o, divulgando apenas muito raramente declara&ccedil;&otilde;es governamentais, n&atilde;o falando jamais da ampla maioria que, no entanto, fora confirmada nas urnas. Desde sempre, eles falam dos bairros populares como &lsquo;zona vermelha&rsquo; povoada de &lsquo;classes perigosas&rsquo;, de &lsquo;ignorantes&rsquo;, de &lsquo;delinq&uuml;entes&rsquo; e, achando-os talvez pouco fotog&ecirc;nicos, ignoram com desd&eacute;m os l&iacute;deres populares e suas organiza&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Multid&otilde;es apedrejam a RCTV<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;Em 11 de abril, uma s&eacute;rie vertiginosa de coletivas de imprensa de militares e de civis pedindo a ren&uacute;ncia do presidente pontua a batalha da m&iacute;dia. A RCTV conclama a oposi&ccedil;&atilde;o a marchar sobre o Miraflores&#8230; Durante esse tempo, os conspiradores reuniam-se na sede da Venevisi&oacute;n. Permaneciam ali at&eacute; as duas horas da manh&atilde; para preparar a &lsquo;seq&uuml;&ecirc;ncia dos acontecimentos&rsquo;, em companhia de Rafael Poleo, propriet&aacute;rio do jornal El Nuevo Pa&iacute;s, e de Gustavo Cisneiros, homem-chave do golpe de Estado [dono da Venevisi&oacute;n e de um imp&eacute;rio da m&iacute;dia presente em 39 pa&iacute;ses]&#8230; Naquela noite, o secret&aacute;rio de Estado norte-americano para Assuntos Interamericanos, Otto Reich, admitiria ter &lsquo;falado duas ou tr&ecirc;s vezes&rsquo; com Cisneiros&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Logo ap&oacute;s o golpe, &ldquo;na embriagues da revanche, abateu-se a repress&atilde;o&#8230; A RCTV lan&ccedil;a &lsquo;ca&ccedil;adas humanas&rsquo;, publicando uma lista de personalidades mais procuradas e retransmitindo ao vivo, no ritmo ofegante dos programas norte-americanos, as persegui&ccedil;&otilde;es mais brutais&#8230; No dia 13 de abril, rebenta a onda avassaladora dos partid&aacute;rios de Ch&aacute;vez e os oficiais leais retomam o controle da situa&ccedil;&atilde;o&#8230; &Agrave; liberdade de informa&ccedil;&atilde;o t&atilde;o intensamente reivindicada, sucedeu a lei do sil&ecirc;ncio. Filmes de a&ccedil;&atilde;o, receitas de culin&aacute;ria, telenovelas, desenhos animados e jogos de beisebol passaram a ocupar a telinha da RCTV&#8230; No final da tarde, multid&otilde;es se aglomeram diante da RCTV, atirando pedras e obrigando os jornalistas a divulgarem uma mensagem exigindo o retorno do &lsquo;seu&rsquo; presidente&rdquo;. O golpe midi&aacute;tico havia sido derrotado pelo povo nas ruas! <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>&ldquo;Conspira&ccedil;&atilde;o internacional&rdquo;<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Como se observa, n&atilde;o d&aacute; para vacilar diante da RCTV. Mas a n&atilde;o renova&ccedil;&atilde;o de sua concess&atilde;o est&aacute; sendo usada pela direita venezuelana, com apoio ostensivo de ONGs financiadas pelos EUA, como a Rep&oacute;rteres Sem Fronteira, para criar novamente o clima de histeria golpista. &ldquo;Est&aacute; se montando toda uma conspira&ccedil;&atilde;o internacional contra o governo para que em 28 de mar&ccedil;o ocorram a&ccedil;&otilde;es desestabilizadoras. Agudizam-se de novo as contradi&ccedil;&otilde;es na Venezuela e o imperialismo est&aacute; atuando&rdquo;, alerta Gabriel Gil, dirigente da televis&atilde;o comunit&aacute;ria Catia TV, que ganhou renome mundial por sua corajosa a&ccedil;&atilde;o contra o golpe de abril de 2002. S&oacute; os ing&ecirc;nuos n&atilde;o percebem que os &ldquo;donos da m&iacute;dia&rdquo; no Brasil fazem parte desta conspira&ccedil;&atilde;o mundial!<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Preocupado, Gil pede a solidariedade internacionalista ao abaixo assinado elaborado pela m&iacute;dia comunit&aacute;ria e pelos movimentos sociais: &ldquo;O espectro radioel&eacute;trico &eacute; um bem de dom&iacute;nio e de interesse p&uacute;blico&#8230; Mas ao largo da hist&oacute;ria da maioria de nossos pa&iacute;ses ele tem sido ocupado por empresas privadas, pertencentes a grupos olig&aacute;rquicos e transnacionais &ndash; &eacute; o latif&uacute;ndio do espectro radioel&eacute;trico. A democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia n&atilde;o &eacute; uma necessidade somente da Venezuela, &eacute; uma necessidade internacional&#8230; Respaldamos a medida de n&atilde;o renovar a concess&atilde;o da RCTV e de democratizar o espa&ccedil;o que ela ocupava, que agora ficar&aacute; nas m&atilde;os da sociedade, atrav&eacute;s das organiza&ccedil;&otilde;es sociais.. A liberdade de express&atilde;o n&atilde;o se confunde com a liberdade de empresa e, como a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um direito humano, ela n&atilde;o pode ficar sob dominio do mercado&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm -45pt 0pt 0cm\" class=\"MsoNormal\"><span><em><\/p>\n<p>* Altamiro Borges &eacute; jornalista, membro do Comit&ecirc; Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro &ldquo;Venezuela: originalidade e ousadia&rdquo; (Editora Anita Garibaldi, 3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o).<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm -45pt 0pt 0cm\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p><span><em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os &ldquo;donos da m&iacute;dia&rdquo; no Brasil est&atilde;o desconsolados com a decis&atilde;o do governo venezuelano de n&atilde;o renovar a concess&atilde;o p&uacute;blica da emissora R&aacute;dio Caracas de Televis&atilde;o (RCTV), que se encerra em 27 de maio. 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