{"id":18389,"date":"2007-05-17T12:45:18","date_gmt":"2007-05-17T12:45:18","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18389"},"modified":"2007-05-17T12:45:18","modified_gmt":"2007-05-17T12:45:18","slug":"governo-vai-manter-normas-diz-ministerio-da-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18389","title":{"rendered":"Governo vai manter normas, diz Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>A novela da constru&ccedil;&atilde;o das regras para a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa de programas audiovisuais ganhou um novo cap&iacute;tulo. Desde a publica&ccedil;&atilde;o da nova portaria, h&aacute; 90 dias, a classifica&ccedil;&atilde;o vem sendo pautada como &ldquo;censura&rdquo; pelos radiodifusores, que agem como podem para modificar ou mesmo derrubar as normas do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, defendidas por organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil que lutam pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, pelos direitos humanos e pelos direitos das crian&ccedil;as e adolescentes. O final desta hist&oacute;ria pode n&atilde;o ser feliz, se o interesse p&uacute;blico, mais uma vez, for submetido aos interesses privados das grandes emissoras de televis&atilde;o do pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>O artigo 19 da portaria 264\/2007, que define a vincula&ccedil;&atilde;o entre faixa et&aacute;ria e hor&aacute;ria, questionado pelos representantes das emissoras, est&aacute; suspenso por decis&atilde;o do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ). E agora, outros tr&ecirc;s artigos da portaria &#8211; 15, 20 e 21 &#8211; entram novamente em discuss&atilde;o: por 45 dias, representantes de emissoras, da sociedade civil e de entidades de defesa dos direitos humanos e da inf&acirc;ncia dever&atilde;o debater a padroniza&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;mbolos que informam a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa dos programas de TV, a necessidade de informar a faixa et&aacute;ria em chamadas e traillers da programa&ccedil;&atilde;o e a reclassifica&ccedil;&atilde;o cautelar, conforme previsto na portaria.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>A decis&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a de estender as discuss&otilde;es a respeito dos artigos foi uma resposta ao pedido de reconsidera&ccedil;&atilde;o de pontos considerados como negativos pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e TV (Abert) e do manifesto apresentado recentemente pela Abert, pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) e pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Editores de Revistas (Aner). <\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p><span><strong>Recuo ou debate estrat&eacute;gico?<\/strong><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Para entidades da sociedade civil, a decis&atilde;o do MJ poderia indicar um recuo, mas esse risco &eacute; afastado pelo Diretor de Justi&ccedil;a e Classifica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Jos&eacute; Eduardo Rom&atilde;o, que garante que n&atilde;o haver&aacute; mudan&ccedil;as em nenhum dos pontos da portaria. &ldquo;Acreditamos que esta discuss&atilde;o servir&aacute; para amadurecermos alguns pontos relativos a estes artigos e para que as emissoras se adeq&uuml;em &agrave;s novas regras&rdquo;, diz. Segundo ele, em paralelo ao debate dos tr&ecirc;s artigos, o MJ vai recorrer ao Superior Tribunal Federal (STF) para reverter a suspens&atilde;o do artigo 19. &ldquo;As emissoras de televis&atilde;o resolveram correr este risco. A decis&atilde;o pode ser julgada pelo STJ a qualquer momento e cair. Assim, todas ter&atilde;o que se adaptar&rdquo;, explica.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Rom&atilde;o diz que &ldquo;a pretens&atilde;o das emissoras nestes 45 dias &eacute; de modificar as regras, mas at&eacute; agora n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para que isso ocorra. A Abert n&atilde;o est&aacute; oferecendo alternativas concretas para os pontos que contesta&rdquo;, diz, exemplificando com a quest&atilde;o do fuso hor&aacute;rio: &ldquo;O nosso princ&iacute;pio &eacute; de que n&atilde;o pode haver discrimina&ccedil;&atilde;o entre crian&ccedil;as e adolescentes que vivem em hor&aacute;rios diferentes. Para n&oacute;s, a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; que as emissoras de adeq&uuml;em ao fuso. Se elas nos apresentassem outra solu&ccedil;&atilde;o que fosse plaus&iacute;vel, poder&iacute;amos discutir&rdquo;, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>O coordenador de rela&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas da Andi &#8211; Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias dos Direitos da Crian&ccedil;a e do Adolescente, Guilherme Canela, concorda: &ldquo;&Eacute; saud&aacute;vel para a democracia que todos os temas sejam amplamente discutidos. Mas para rediscutir uma pol&iacute;tica &eacute; preciso que algum fato novo justifique. Qual o motivo para se colocar em discuss&atilde;o a portaria, que &eacute; resultado de um processo de tr&ecirc;s anos de debate? Nosso temor &eacute; de que o debate retroceda e que voltemos a discutir o que &eacute; ou n&atilde;o censura&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Marcos Ferreira, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ensino de Psicologia e membro do GT de Comunica&ccedil;&atilde;o do Conselho Federal de Psicologia, sinaliza na mesma dire&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Eacute; claro que nesse processo sempre encontraremos quest&otilde;es que poderiam ser melhor discutidas, mas o essencial &eacute; que n&atilde;o podemos viver no Brasil sem que existam inst&acirc;ncias p&uacute;blicas que fa&ccedil;am essa avalia&ccedil;&atilde;o do que &eacute; produzido e indiquem &agrave; sociedade refer&ecirc;ncias concretas&rdquo;, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Rom&atilde;o refor&ccedil;a que os pontos n&atilde;o est&atilde;o em discuss&atilde;o. &ldquo;Avaliamos que seria razo&aacute;vel suspender estes tr&ecirc;s artigos n&atilde;o s&oacute; para que as pequenas emissoras e as que t&ecirc;m menos recursos &#8211; entre elas as p&uacute;blicas e as comunit&aacute;rias &#8211; que reclamam de dificuldades, se adaptem, mas tamb&eacute;m para que todas as outras possam se apropriar melhor das regras e das solu&ccedil;&otilde;es que estamos oferecendo para sua implanta&ccedil;&atilde;o. O (ministro) Tarso (Genro) e o (Secret&aacute;rio Nacional de Justi&ccedil;a, Ant&ocirc;nio) Biscaia est&atilde;o seguros do trabalho realizado e t&ecirc;m a clara compreens&atilde;o de que foi participativo, de que houve democracia no processo e legitimidade&rdquo;, diz o diretor.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>N&atilde;o h&aacute; expectativa de realiza&ccedil;&atilde;o de consulta. Segundo Rom&atilde;o, aquelas entidades que quiserem debater devem encaminhar requerimento ao gabinete do ministro e ter&atilde;o oportunidade de explicitar suas defesas, cr&iacute;ticas e justificativas. &ldquo;A id&eacute;ia &eacute; realizar encontros com a presen&ccedil;a de interessados de diferentes campos para que o ministro possa, pessoalmente, vivenciar&nbsp;a contradi&ccedil;&atilde;o das posi&ccedil;&otilde;es&rdquo;, explica. &ldquo;Mas o Minist&eacute;rio n&atilde;o vai alterar a portaria e n&atilde;o haver&aacute; retrocesso no debate. As emissoras v&atilde;o ganhar tempo para se adaptar. E em rela&ccedil;&atilde;o ao artigo 19, o STF tem que julgar&rdquo;.<br \/><\/span><\/p>\n<p><span><strong><br \/>Os tr&ecirc;s artigos<\/strong><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>O artigo 15, foco das principais cr&iacute;ticas de censura das emissoras, segundo o diretor do Departamento de Classifica&ccedil;&atilde;o, &ldquo;resolve o problema do atraso e da demora em decidir&rdquo;. Ele explica que &eacute; comum as emissoras ganharem tempo com processos administrativos. Muitas das vezes, at&eacute; que se chegue a uma conclus&atilde;o, leva-se dois anos. &ldquo;Da forma que propomos, podemos reduzir este tempo para at&eacute; seis meses. Estrategicamente, as emissoras inserem cenas inadequadas nas novelas livres, porque o processo administrativo pode acabar depois da conclus&atilde;o da obra. Com a reclassifica&ccedil;&atilde;o, isso vai mudar&rdquo;, diz. A reclassifica&ccedil;&atilde;o cautelar, no fundo, &eacute; uma medida para evitar que emissoras fa&ccedil;am uso perverso da demora do processo judicial. A diferen&ccedil;a &eacute; que agora a emissora ter&aacute; que provar que aquela classifica&ccedil;&atilde;o condiz ou n&atilde;o com a produ&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O &ocirc;nus da prova &eacute; delas&rdquo;, diz Rom&atilde;o, &ldquo;E quando se trata de crian&ccedil;as e adolescentes, na d&uacute;vida, a gente protege e n&atilde;o exp&otilde;e&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>O artigo 20 diz respeito &agrave; padroniza&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;mbolos que informam a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa dos programas de TV. As cr&iacute;ticas das emissoras est&atilde;o na obriga&ccedil;&atilde;o do uso das Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). O MJ, reconhecendo esta dificuldade, se antecipou e fez, em parceria com a Radiobr&aacute;s, 60 modelos de interpreta&ccedil;&atilde;o em Libras que estar&atilde;o dispon&iacute;veis para todas as emissoras que os desejarem, mesmo as comerciais. &ldquo;Quer&iacute;amos deixar este material dispon&iacute;vel, para derrubar os argumentos de que a quest&atilde;o&nbsp;&eacute; complexa. Fizemos isso em pouco menos de dois dias. E nestes 45, vamos oferecer solu&ccedil;&otilde;es como estas para que as emissoras de adaptem&rdquo;, conclui Rom&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>O artigo 21 versa sobre a necessidade de informar a faixa et&aacute;ria em chamadas e traillers durante a programa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ao longo da programa&ccedil;&atilde;o, &eacute; comum vermos chamadas de programas inadequados. E isso &eacute; uma reclama&ccedil;&atilde;o permanente dos pais&rdquo;, diz Rom&atilde;o. Pelas regras, se o programa &eacute; inadequado, mas n&atilde;o tem cenas inadequadas na chamada, a emissora precisa apenas identificar na chamada que aquele conte&uacute;do &eacute; recomendado para determinada faixa et&aacute;ria. O que n&atilde;o poder&aacute; ser feito &eacute; a reprodu&ccedil;&atilde;o na chamada de um trecho com cenas inadequadas (como &eacute; comum vermos, em propagandas de novelas e filmes, para ter apelo, com cenas de casais na cama ou mesmo cenas de viol&ecirc;ncia) em hor&aacute;rio classificado como livre. <\/span><\/p>\n<p><span><br \/><strong>Rem&eacute;dio sem tarja<\/strong><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>&ldquo;No fundo, vai ficando cada vez mais claro que o que eles querem n&atilde;o &eacute; discutir. Eles n&atilde;o querem portaria nenhuma e isso n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel&rdquo;, diz Canela. &ldquo;Podemos fazer uma compara&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o das emissoras com a tentativa da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica de abolir as tarjas dos rem&eacute;dios. Como os pais v&atilde;o saber que rem&eacute;dio exige maior cuidado ao ser ingerido? &Eacute; como abolir as cores do sem&aacute;foro. Qual o problema de ter os padr&otilde;es uniformizados?&rdquo;, questiona o coordenador da ANDI.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;&Eacute; preciso haver classifica&ccedil;&atilde;o, porque sempre algu&eacute;m vai classificar: se n&atilde;o for uma inst&acirc;ncia p&uacute;blica, vai ser uma inst&acirc;ncia privada. Se n&atilde;o for a sociedade, vai ser o dono da emissora. Queremos ter transpar&ecirc;ncia nesse processo. Isso estar vinculado ao aparelho de Estado n&atilde;o &eacute; um problema, at&eacute; porque o pr&oacute;prio Estado est&aacute; se propondo a fazer isso em conjunto com a sociedade. Na verdade, o que o governo fez foi criar um espa&ccedil;o para que a sociedade fa&ccedil;a as suas escolhas&rdquo;, afirma Ferreira, que tamb&eacute;m &eacute; membro da Campanha Quem financia a baixaria &eacute; contra a cidadania.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Neste sentido, Rom&atilde;o ressalta que o modelo de classifica&ccedil;&atilde;o (inspirado no que &eacute; utilizado em outros pa&iacute;ses como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha) distribui a responsabilidade entre emissoras, sociedade, Judici&aacute;rio e Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, o que aumenta o controle sobre o trabalho do pr&oacute;prio Minist&eacute;rio. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia Brasil, Zico G&oacute;es, diretor de programa&ccedil;&atilde;o da MTV &#8211; que adotou no &uacute;ltimo s&aacute;bado (12) as regras para a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa -, disse que as normas n&atilde;o s&atilde;o uma novidade, como argumentam algumas televis&otilde;es que s&atilde;o contra a medida. Segundo ele, a portaria publicada em fevereiro regulamenta normas definidas pela Constitui&ccedil;&atilde;o e discutidas com a sociedade &agrave; exaust&atilde;o: &ldquo;Isso n&atilde;o foi uma coisa que caiu do c&eacute;u, n&atilde;o foi uma imposi&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a&rdquo;, afirmou acrescentando que tampouco as normas podem ser consideradas como censura. &ldquo;Aceitamos porque concordamos. Sempre discutimos com o Minist&eacute;rio a adequa&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios. Quem n&atilde;o quis debater na &eacute;poca tinha outros interesses&rdquo;, disse. <br \/><\/span><\/p>\n<p><strong><span><br \/>Campanha velada<\/span> <\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>O temor de Canela, da Andi, &eacute; de que, nestes 45 dias para a discuss&atilde;o dos tr&ecirc;s artigos, as grandes corpora&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o resolvam refor&ccedil;ar a campanha que est&atilde;o promovendo contra as regras da classifica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Esta discuss&atilde;o &eacute; sempre comprometida pela bomba de fuma&ccedil;a que os grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;am sobre ela: a da censura. N&atilde;o h&aacute; censura nenhuma. As emissoras n&atilde;o querem dor de cabe&ccedil;a. Querem fazer seu neg&oacute;cio da forma mais conveniente aos seus interesses&rdquo;, diz. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Ferreira, do Conselho Federal de Psicologia, concorda: &ldquo;Controle social e classifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o t&ecirc;m nada a ver com cerceamento &agrave; liberdade de express&atilde;o. Estamos s&oacute; dizendo que &eacute; preciso haver limites, que o controle social &eacute;, ao contr&aacute;rio, a maior garantia para o exerc&iacute;cio dessa e de outras liberdades&rdquo;, afirma Ferreira. &ldquo;O problema disso &eacute; que quem est&aacute; organizado para atuar &eacute; o empresariado. Eles t&ecirc;m energia pra entrar na Justi&ccedil;a, para exercer mecanismos de press&atilde;o sobre o Estado. Por isso, a sociedade precisa se organizar, pois os interesses dos empres&aacute;rios e da sociedade, neste caso, s&atilde;o divergentes&rdquo;, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Enquanto o artigo 19 (sobre o fuso hor&aacute;rio) permanece suspenso, e os outros tr&ecirc;s artigos entram em discuss&atilde;o por mais 45 dias, alguns radiodifusores, de uma lado, e o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a e as organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, de outro, voltam a travar o debate sobre a pertin&ecirc;ncia e necessidade da Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa. E, dessa vez, parece que a sociedade brasileira, em seu conjunto, n&atilde;o ficar&aacute; do lado da Rede Globo.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p><span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;permitida a publica&ccedil;&atilde;o, desde que citada a fonte original.<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o artigo que obriga a adapta\u00e7\u00e3o das emissoras ao fuso hor\u00e1rio permanece suspenso, Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a p\u00f5e outros tr\u00eas novamente em discuss\u00e3o, mas afirma que vai sustentar texto original. Entidades criticam emissoras e reafirmam a import\u00e2ncia das regras.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[111],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18389"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18389\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}