{"id":18388,"date":"2007-05-17T12:34:40","date_gmt":"2007-05-17T12:34:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18388"},"modified":"2007-05-17T12:34:40","modified_gmt":"2007-05-17T12:34:40","slug":"forum-de-tvs-publicas-um-bom-comeco-mas-so-o-comeco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18388","title":{"rendered":"F\u00f3rum de TVs P\u00fablicas: um bom come\u00e7o, mas s\u00f3 o come\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><span>O I F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas foi encerrado oficialmente na &uacute;ltima sexta-feira (11\/05), ap&oacute;s quatro dias de debates em Bras&iacute;lia. Iniciativa do Minist&eacute;rio da Cultura, Radiobr&aacute;s e TVE, com o apoio da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, das associa&ccedil;&otilde;es das emissoras do campo p&uacute;blico (educativas, legislativas, universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias) e de organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil defensoras da democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es, o F&oacute;rum concretizou-se como um importante espa&ccedil;o de di&aacute;logo pol&iacute;tico acerca dos desafios a serem enfrentados na constitui&ccedil;&atilde;o de um Sistema P&uacute;blico de Comunica&ccedil;&atilde;o. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A presen&ccedil;a do presidente Lula no encerramento do evento e dos chefes do Legislativo (C&acirc;mara e Senado) na abertura dos trabalhos alguns dias antes &eacute; sinal de que h&aacute; vontade pol&iacute;tica para romper com a hegemonia privada no principal meio de comunica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s e oferecer &agrave; sociedade uma alternativa de programa&ccedil;&atilde;o baseada no interesse p&uacute;blico. A Carta de Bras&iacute;lia, elaborada em conjunto pelos organizadores (governo) e apoiadores do evento (sociedade civil), aponta um conjunto de diretrizes e premissas importantes a serem seguidas no desenvolvimento do campo p&uacute;blico de televis&atilde;o.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Princ&iacute;pios e diretrizes<br \/><\/strong><\/span><span>Se ser&atilde;o considerados daqui para frente, ou n&atilde;o, &eacute; uma outra hist&oacute;ria, mas &eacute; ineg&aacute;vel que os princ&iacute;pios expostos na Carta de Bras&iacute;lia s&atilde;o refer&ecirc;ncia positiva para o futuro da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica no Brasil. Al&eacute;m de diretrizes gerais relativas &agrave; programa&ccedil;&atilde;o, foram refor&ccedil;ados conceitos fundamentais para que a rede seja, de fato, p&uacute;blica. Entre elas destaca-se a afirma&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o democr&aacute;tica, com um conselho deliberativo sem maioria de governos e membros do Estado, imprescind&iacute;vel para evitar o aparelhamento pol&iacute;tico e uso instrumental dos conte&uacute;dos. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Em rela&ccedil;&atilde;o ao financiamento, o documento defende a independ&ecirc;ncia na gest&atilde;o das verbas, garantindo imunidade &agrave; tradicional press&atilde;o do &ldquo;abrir e fechar a torneira dos recursos&rdquo; aplicada por governantes em algumas emissoras como, por exemplo, a TV Cultura. Esta estrutura dever&aacute; viabilizar uma programa&ccedil;&atilde;o cuja prioridade ser&aacute; dada aos conte&uacute;dos independentes e regionais, com a promo&ccedil;&atilde;o das tantas diversidades existentes no pa&iacute;s e at&eacute; hoje sufocadas pela televis&atilde;o privada. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Sobre o processo de migra&ccedil;&atilde;o para a tecnologia digital, a carta prop&otilde;e a institui&ccedil;&atilde;o de uma tecnologia compartilhada de transmiss&atilde;o digital (operador de rede) e a aloca&ccedil;&atilde;o das emissoras do campo p&uacute;blico (dos legislativos, Judici&aacute;rio e Executivo, assim como as universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias) no espectro da televis&atilde;o aberta durante o per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o para a nova tecnologia e ap&oacute;s a sua completa implementa&ccedil;&atilde;o no Pa&iacute;s. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Afirmou-se, tamb&eacute;m, que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o devem, mais do que constituir a rede p&uacute;blica e reaparelhar as emissoras existentes, apontar para a cria&ccedil;&atilde;o de um sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o, tal como previsto no Art. 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (em complementaridade com os sistemas estatal e privado na radiodifus&atilde;o). A vis&atilde;o sist&ecirc;mica se materializou tamb&eacute;m na inser&ccedil;&atilde;o na carta de uma das principais demandas das entidades da sociedade civil: a promo&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que ofere&ccedil;am aos cidad&atilde;os capacidade de participar ativamente da produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, reafirmando o eixo central do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Outro ponto defendido pelas organiza&ccedil;&otilde;es civis e tamb&eacute;m incorporado &agrave; carta final do encontro foi a defesa de modelos de propriedade intelectual que potencializem a socializa&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos e do conhecimento. <\/p>\n<p><\/span><span>Todas<\/span><span> estas premissas e princ&iacute;pios, se comparadas &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es anteriores do governo federal e da forma subserviente com a qual o Estado sempre se relacionou com a m&iacute;dia comercial e olig&aacute;rquica, definitivamente, n&atilde;o s&atilde;o pouca coisa.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Ficou de fora<br \/><\/strong><\/span><span>Apesar de boa parte do F&oacute;rum estar reservada &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es das emissoras comunit&aacute;rias, universit&aacute;rias e legislativas, pouco se avan&ccedil;ou na elabora&ccedil;&atilde;o de propostas concretas para estes segmentos. O modelo de financiamento destas emissoras, ponto recorrente nas interven&ccedil;&otilde;es de seus representantes, n&atilde;o recebeu aten&ccedil;&atilde;o. A exce&ccedil;&atilde;o se deu em rela&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento de uma estrutura compartilhada de transmiss&atilde;o e &agrave; sua presen&ccedil;a na TV aberta. Mas, se hoje os que exploram estas emissoras, a partir da Lei do Cabo, o fazem por acordo com a operadora, caso tais programadores sejam alocados na TV aberta, ser&aacute; necess&aacute;rio promover um processo de outorga p&uacute;blica, em que os atuais exploradores tenham que conviver tanto com outras universidades quanto com outras associa&ccedil;&otilde;es de cunho comunit&aacute;rio. O assunto &eacute;&nbsp; delicado, mas precisa ser enfrentado se a proposta for (e deve ser) levada adiante.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Entretanto, se do ponto de vista concreto pouco se avan&ccedil;ou, o F&oacute;rum criou um ambiente favor&aacute;vel para estas emissoras, sempre secundarizadas&nbsp; nos debates sobre a comunica&ccedil;&atilde;o do campo p&uacute;blico.No processo, as entidades representativas podem fazer crescer sua relev&acirc;ncia pol&iacute;tica e se fazerem ouvir durante a implementa&ccedil;&atilde;o do sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Aus&ecirc;ncia marcante<br \/><\/strong><\/span><span>Enquanto a presen&ccedil;a das &ldquo;autoridades&rdquo; fortaleceu o F&oacute;rum e seus grandes articuladores (Minist&eacute;rio da Cultura e Radiobr&aacute;s), a aus&ecirc;ncia do Ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, tanto na abertura quanto no encerramento do evento, &eacute; sintoma de seu enfraquecimento pol&iacute;tico. Desautorizado por Lula a falar sobre a televis&atilde;o p&uacute;blica ap&oacute;s dar muni&ccedil;&atilde;o aos conservadores de plant&atilde;o ao afirmar que o presidente almejava criar uma &ldquo;TV do Executivo&rdquo;, Costa foi perdendo o poder sobre quest&otilde;es ligadas ao campo das comunica&ccedil;&otilde;es.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Era de se esperar: quando convenceu Lula e a ministra Dilma Roussef de que a escolha do padr&atilde;o japon&ecirc;s seria a melhor alternativa para manter, &agrave;s v&eacute;speras das elei&ccedil;&otilde;es, um ambiente amistoso com as emissoras de televis&atilde;o, em especial a Globo, Costa parece ter dado um tiro no p&eacute;. Al&eacute;m das decis&otilde;es acerca da TV digital terem ficado marcadas como estrategicamente equivocadas sob diversos aspectos, o ministro prometeu um acordo com a Globo e n&atilde;o o entregou (ou algu&eacute;m esqueceu a cobertura da Globo durante as elei&ccedil;&otilde;es). A conseq&uuml;&ecirc;ncia deste fracasso pode ser o progressivo afastamento do ministro das decis&otilde;es estrat&eacute;gicas do setor. No caso da televis&atilde;o p&uacute;blica, isso j&aacute; &eacute; vis&iacute;vel. Resta saber se o cen&aacute;rio se repetir&aacute; na discuss&atilde;o sobre a Lei Geral de Comunica&ccedil;&otilde;es, chave para o futuro da m&iacute;dia no Pa&iacute;s. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Mas para quem pensa que o aparente enfraquecimento de Costa significa um esmorecimento da rela&ccedil;&atilde;o do governo federal com os radiodifusores, &eacute; importante lembrar que a press&atilde;o dos donos de emissoras de TV e R&aacute;dio est&aacute; fazendo o ministro da Justi&ccedil;a, Tarso Genro, reabrir o debate sobre a portaria da Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa. Curiosamente, os bar&otilde;es da m&iacute;dia brasileira t&ecirc;m preferido mirar nesta iniciativa do Minist&eacute;rio Justi&ccedil;a do que abrir fogo contra a rede p&uacute;blica, como fizeram contra a proposta de cria&ccedil;&atilde;o de uma Ag&ecirc;ncia Nacional do Audiovisual (Ancinav). Pelo menos por enquanto. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Para onde vai?<br \/><\/strong><\/span><span>Se as diretrizes da Carta de Bras&iacute;lia apontam princ&iacute;pios importantes e evidenciam o fortalecimento das for&ccedil;as que defendem a democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia dentro e fora do governo, isso significa que estamos na imin&ecirc;ncia da institui&ccedil;&atilde;o de um verdadeiro sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&otilde;es? A responsabilidade induz &agrave; prud&ecirc;ncia. Em primeiro lugar, &eacute; preciso transparecer qual o n&iacute;vel do comprometimento do ministro Franklin Martins com o ac&uacute;mulo gerado pelo F&oacute;rum, em especial &agrave;s premissas presentes no documento final. Martins recebeu de Lula a miss&atilde;o de fazer o trem da rede p&uacute;blica andar, e parece querer fazer isso rapidamente. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Por um lado, a pressa &eacute; saud&aacute;vel: se patinar, corre-se o risco de parar, permitindo que as for&ccedil;as contr&aacute;rias &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s se organizem. Por outro, &eacute; simultaneamente um erro e um risco. Um erro, pois tende a alijar do processo os que at&eacute; agora se mostraram favor&aacute;veis &agrave; proposta e que est&atilde;o dispostos a defender publicamente a iniciativa. Um risco, pois projetos implementados sem di&aacute;logo correm sempre o risco de desvirtuar o ac&uacute;mulo anterior, sendo resultado exclusivamente da mente de uns poucos que se julgam iluminados e detentores absolutos do mandato popular conferido pela sociedade. Vale lembrar que Franklin, no encerramento do evento, somente &ldquo;agradeceu&rdquo; as contribui&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o se manifestou sobre a Carta de Bras&iacute;lia, deixando a impress&atilde;o difusa da op&ccedil;&atilde;o pelo n&atilde;o comprometimento com seu conte&uacute;do. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Durante o pr&oacute;prio F&oacute;rum, o ministro formou um pequeno grupo para auxili&aacute;-lo na tarefa de implementa&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica composto, entre outros, pelo professor Laurindo Leal Filho, da USP, e Eug&ecirc;nio Bucci, ex-presidente da Radiobr&aacute;s, ambos personalidades com not&oacute;ria sintonia com os princ&iacute;pios defendidos na Carta de Bras&iacute;lia. Entretanto, a op&ccedil;&atilde;o por devolver aos gabinetes algo que pertence ao dom&iacute;nio p&uacute;blico, e que s&oacute; ter&aacute; chances reais de ser aprovado no Congresso Nacional se contar com o apoio da sociedade, em especial daqueles que, durante o processo, esfor&ccedil;aram-se para encontrar as converg&ecirc;ncias necess&aacute;rias para que o projeto seguisse adiante, &eacute; temer&aacute;ria. N&atilde;o &agrave; toa, sinaliza&ccedil;&atilde;o inversa veio do pr&oacute;prio ministro da cultura, Gilberto Gil, que defendeu a constitui&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum como espa&ccedil;o permanente. <br \/><\/span><span><br \/>Em segundo lugar, a prud&ecirc;ncia faz-se necess&aacute;ria em fun&ccedil;&atilde;o da aus&ecirc;ncia de propostas objetivas, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; gest&atilde;o e ao financiamento da nova rede p&uacute;blica. Apesar da consagra&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios como &ldquo;autonomia&rdquo; de gest&atilde;o e financiamento, quest&otilde;es fundamentais precisam ainda ser respondidas. Haver&aacute; mesmo um conselho gestor? Quem o compor&aacute;? Como ser&aacute; o processo de escolha dos conselheiros? De onde vir&aacute; o dinheiro? O governo poder&aacute; contingenci&aacute;-lo?<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Sobre a forma&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica, mais quest&otilde;es permanecem. Qual ser&aacute; a o n&iacute;vel de intera&ccedil;&atilde;o entre as emissoras educativas hoje existentes e a nova rede? A rede ser&aacute; mais horizontal (descentralizada) ou vertical (mais centralizada em uma emissora nacional)?&nbsp; As emissoras estaduais precisar&atilde;o rever seu modelo institucional e se &ldquo;publicizar&rdquo; para compor a rede? <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Outro ponto ainda nebuloso &eacute; a transi&ccedil;&atilde;o para o sistema digital. A primeira quest&atilde;o refere-se aos quatro canais reservados no Decreto 5820 (do Poder Executivo, de educa&ccedil;&atilde;o, de cultura e de cidadania), pois estes foram definidos sem qualquer sintonia com as posi&ccedil;&otilde;es que agora se consolidam. Novas perguntas poderiam ser feitas sobre este tema: quais canais ser&atilde;o ocupados e de que forma? As emissoras p&uacute;blicas ir&atilde;o entrar no sinal anal&oacute;gico e digital como as comerciais ou ficar&atilde;o apenas com a &ldquo;sobra de espectro&rdquo; poss&iacute;vel? Como se dar&aacute; o modelo de multiprograma&ccedil;&atilde;o defendido na Carta de Bras&iacute;lia? As emissoras comerciais ter&atilde;o 6 MHz e as p&uacute;blicas um quarto disso? Haver&aacute; isonomia entre p&uacute;blicas e comerciais? O r&aacute;dio, primo pobre cuja import&acirc;ncia &eacute; inversamente proporcional ao tratamento que vem recebendo das discuss&otilde;es sobre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, ficar&aacute; de fora mais uma vez?<\/span><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Todas estas perguntas e quest&otilde;es em aberto mostram como o F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas n&atilde;o foi a fase final de um processo, mas um come&ccedil;o. Um bom come&ccedil;o. No entanto, cabe agora aos seus organizadores manterem o esp&iacute;rito de coopera&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o que marcou sua primeira fase, entre setembro de 2006 e o evento realizado na &uacute;ltima semana. De outra forma, a pressa pode n&atilde;o ser inimiga da perfei&ccedil;&atilde;o, mas certamente ser&aacute; da amplia&ccedil;&atilde;o e do fortalecimento da democracia. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><br \/><\/span>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>* Diogo Moyses e Jonas Valente s&atilde;o coordenadores do Intervozes.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;<em>permitida a publica&ccedil;&atilde;o, desde que citada a fonte original.<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O I F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas foi encerrado oficialmente na &uacute;ltima sexta-feira (11\/05), ap&oacute;s quatro dias de debates em Bras&iacute;lia. 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