{"id":18386,"date":"2007-05-16T17:17:08","date_gmt":"2007-05-16T17:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18386"},"modified":"2007-05-16T17:17:08","modified_gmt":"2007-05-16T17:17:08","slug":"telecentros-o-lugar-certo-para-a-inclusao-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18386","title":{"rendered":"Telecentros: o lugar certo para a inclus\u00e3o digital"},"content":{"rendered":"<p><span>Recentes afirma&ccedil;&otilde;es a respeito da inclus&atilde;o digital no pa&iacute;s valorizaram o papel desempenhado pelos locais de acesso pago, conhecidos como lan houses. Para os que defendem a inclus&atilde;o digital como um processo amplo e democr&aacute;tico de apropria&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, que garanta aos cidad&atilde;os o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e a sua interven&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica e aut&ocirc;noma na esfera p&uacute;blica infomidi&aacute;tica para um necess&aacute;rio processo de transforma&ccedil;&atilde;o do status quo, os espa&ccedil;os p&uacute;blicos de acesso, chamados telecentros, s&atilde;o a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A universaliza&ccedil;&atilde;o dos direitos do cidad&atilde;o, como a sa&uacute;de e a educa&ccedil;&atilde;o, exigem pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que invistam recursos em estruturas gratuitas de acesso. N&atilde;o se sup&otilde;e a universaliza&ccedil;&atilde;o dos direitos como oriundos exclusivamente de estruturas privadas. Ao contr&aacute;rio, as entidades defensoras desses direitos afirmam que os planos de sa&uacute;de e as escolas privadas n&atilde;o s&atilde;o capazes de garanti-la, j&aacute; que reproduzem e trabalham dentro da excludente l&oacute;gica do mercado-consumidor. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A inclus&atilde;o digital &eacute; um processo de apropria&ccedil;&atilde;o das novas ferramentas tecnol&oacute;gicas de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, de forma a permitir a autonomia para pessoas historicamente exclu&iacute;das dos seus direitos. O telecentro &eacute; local de acesso ao conhecimento, cultura, educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o, entretenimento, compress&atilde;o cr&iacute;tica da realidade e produ&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. A gest&atilde;o valoriza a democracia participativa deste espa&ccedil;o, que &eacute; p&uacute;blico, incentivando a participa&ccedil;&atilde;o direta dos cidad&atilde;os enquanto agentes pol&iacute;ticos. Portanto, o telecentro &eacute; um local de busca, valoriza&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da democracia e da cidadania.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Por isso n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a compara&ccedil;&atilde;o entre um telecentro e uma lan house. S&atilde;o espa&ccedil;os conceitualmente diferentes quanto aos seus objetivos e pr&aacute;ticas. Muito menos &eacute; poss&iacute;vel afirmar, como recentemente o fizeram, que &ldquo;s&atilde;o as lan houses que est&atilde;o, de fato, fazendo a inclus&atilde;o digital neste pa&iacute;s&rdquo;. Pode-se afirmar que esses espa&ccedil;os est&atilde;o oferecendo acesso ao computador e a Internet para uma parcela da popula&ccedil;&atilde;o, mas com um vi&eacute;s muito restrito diante das possibilidades da tecnologia e com uma limita&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m de p&uacute;blico, nesse caso chamado de &ldquo;consumidor&rdquo;. N&atilde;o h&aacute; nenhuma perspectiva cr&iacute;tica, libertadora ou transformadora no interior de uma lan house. Pelo contr&aacute;rio, ali se reproduz, na sua ess&ecirc;ncia, a rela&ccedil;&atilde;o excludente e individualista do &ldquo;usa quem pode pagar&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Um telecentro precisa ter um projeto pol&iacute;tico-pedag&oacute;gico. &Eacute; atrav&eacute;s de um processo de constru&ccedil;&atilde;o coletiva que ser&atilde;o definidas atividades, como oficinas de jornalismo comunit&aacute;rio, software livre, direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, governo eletr&ocirc;nico, radioweb, pedagogia de Paulo Freire, economia solid&aacute;ria, entre outras que ao longo do tempo s&atilde;o realizadas com o objetivo de apresentar o potencial transformador da tecnologia e sua rela&ccedil;&atilde;o com o nosso cotidiano, respeitando e dialogando com a realidade e com as caracter&iacute;sticas de cada comunidade. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Diversos projetos dos poderes p&uacute;blicos j&aacute; foram implementados em todo Brasil e outros est&atilde;o em andamento. H&aacute; um longo e complexo debate acerca de todos os assuntos no que diz respeito a implementa&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o, infra-estrutura, conex&atilde;o, gest&atilde;o, recursos humanos, capacita&ccedil;&atilde;o e financiamento de telecentros p&uacute;blicos. Deve-se, com base nessas experi&ecirc;ncias, realizar um amplo debate que re&uacute;na os atores estatais envolvidos, garantida a participa&ccedil;&atilde;o de entidades da sociedade, avaliando essas iniciativas para assim pactuarmos os par&acirc;metros e pr&aacute;ticas de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de inclus&atilde;o digital para o pa&iacute;s. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Dados do IBGE e do Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil (2006) indicam n&uacute;meros importantes sobre os locais onde a popula&ccedil;&atilde;o brasileira tem acesso a rede. Segundo a pesquisa, apenas 33,3% da popula&ccedil;&atilde;o j&aacute; acessaram, ao menos uma vez, a Internet. Desse total, 40,4% acessam da pr&oacute;pria casa e outros 16,1% da casa de um amigo\/familiar; 24,4% do local de trabalho; a escola &eacute; o local de acesso para 15,5%. Os locais de acesso pago (lan house) s&atilde;o a op&ccedil;&atilde;o para 30,1% e centrais p&uacute;blicas de acesso (telecentro) para 3,5%. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A maior parte da popula&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o possui renda suficiente para a aquisi&ccedil;&atilde;o de computadores (apesar do relativo sucesso do importante programa federal de incentivo) e para o alto custo de uma conex&atilde;o banda larga (m&eacute;dia de R$ 70,00 mensais); temos, portanto, uma limita&ccedil;&atilde;o estrutural que &eacute; relevante do ponto de vista quantitativo. O mesmo ocorre com a limita&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico que pode acessar atrav&eacute;s de uma lan house. Para um cidad&atilde;o que pretende ficar em m&eacute;dia 2 horas por dia conectado, o que n&atilde;o &eacute; muito para a m&eacute;dia nacional dos j&aacute; inclu&iacute;dos, ao final de um m&ecirc;s ele ter&aacute; que desembolsar cerca de R$ 60,00. Isso equivale a 15% de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo, atualmente em R$ 380,00. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Aproximadamente 10% da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa brasileira est&aacute; desempregada e 2 em cada 3 dos (das) trabalhadores (as) empregados recebem at&eacute; 2 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Por isso, as lan houses apresentam uma enorme limita&ccedil;&atilde;o para, de fato, universalizar o chamado acesso simples. E mais: s&oacute; existir&atilde;o lan houses onde &eacute; poss&iacute;vel haver retorno financeiro e onde h&aacute; conex&atilde;o banda larga dispon&iacute;vel. Um grande complexo habitacional miser&aacute;vel, habitado por milhares de pessoas de baixa renda, receber&aacute; o n&uacute;mero de lan houses compat&iacute;vel com o mercado consumidor em potencial do local. Portanto, independentemente de existirem 50 mil pessoas, o n&uacute;mero de lan houses poss&iacute;veis ser&aacute; definida a partir de um c&aacute;lculo matem&aacute;tico que ao final garanta a rentabilidade de um investimento e n&atilde;o a garantia de um direito.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>N&atilde;o h&aacute; campanhas contra as lan houses organizadas por aqueles que desejam manter a estrutura social excludente da sociedade brasileira. O que pode haver &eacute; a tradicional disputa de mercado entre empresas ou microempresas na disputa pelo lucro. Dentro desse contexto est&atilde;o inseridas as lan houses. &Eacute; preciso compreender que, como em qualquer outra &aacute;rea da economia capitalista, existem disputas de mercado, onde os maiores ou mais poderosos buscam a concentra&ccedil;&atilde;o do setor. Cabe a cada empres&aacute;rio optar pela forma de inserir-se nessa disputa, sabidamente desigual e concentradora.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>O que est&aacute; na ordem do dia no pa&iacute;s &eacute; a necessidade de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica para a &aacute;rea da inclus&atilde;o digital que d&ecirc; conta de interligar as a&ccedil;&otilde;es e iniciativas de governo em andamento, sejam elas federais, estaduais e municipais e, fundamentalmente, ampliar os investimentos para aumentar sensivelmente a escala dos projetos p&uacute;blicos de inclus&atilde;o digital. Essa pol&iacute;tica p&uacute;blica precisa ter como objetivos um plano nacional de universaliza&ccedil;&atilde;o de banda larga, a capacita&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, o incentivo &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, a exist&ecirc;ncia dos telecentros como centrais p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o, tendo em vista o potencial da converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, a forma&ccedil;&atilde;o de redes para a colabora&ccedil;&atilde;o das produ&ccedil;&otilde;es potencializando a sua circula&ccedil;&atilde;o e um processo cont&iacute;nuo de avalia&ccedil;&atilde;o. Os R$ 6 bilh&otilde;es do Fundo Nacional de Universaliza&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (FUST) podem viabilizar essa pol&iacute;tica.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A participa&ccedil;&atilde;o da sociedade nesse processo &eacute; central. A amplitude de possibilidades, as demandas e a realidade de cada comunidade precisam ter espa&ccedil;o de di&aacute;logo nos processos de elabora&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica p&uacute;blica nacional de inclus&atilde;o digital. Para tanto, em n&iacute;vel federal, estadual e municipal, &eacute; preciso que sejam institu&iacute;das estruturas que tenham essas atribui&ccedil;&otilde;es e que permitam ampla participa&ccedil;&atilde;o da sociedade. N&atilde;o h&aacute; pol&iacute;tica p&uacute;blica sem a participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica da popula&ccedil;&atilde;o. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>N&atilde;o se pode aceitar o argumento de que &ldquo;&eacute; caro o custo de manuten&ccedil;&atilde;o dos telecentros&rdquo;. Trata-se de retorno social e o termo correto nesse caso &eacute; investimento p&uacute;blico para garantia de um direito. Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os ideais neoliberais de &ldquo;estado m&iacute;nimo&rdquo; foram implementados e como conseq&uuml;&ecirc;ncia temos uma popula&ccedil;&atilde;o desassistida em rela&ccedil;&atilde;o ao conjunto de seus direitos sociais. O investimento em telecentros gera empregos, contribui com a distribui&ccedil;&atilde;o de renda nas comunidades de baixa renda e por isso movimenta a economia local. Al&eacute;m disso, busca-se legitimar a id&eacute;ia de que &eacute; exclusiva da iniciativa privada a capacidade de &ldquo;investir certo, onde h&aacute; retorno&rdquo;. Trata-se de uma vis&atilde;o exclusivamente mercadol&oacute;gica.<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Aqueles que defendem as lan houses como espa&ccedil;o da inclus&atilde;o digital come&ccedil;am agora a solicitarem linhas de financiamento p&uacute;blico para a abertura destes espa&ccedil;os, supostamente na periferia das cidades. Trata-se de, ao inv&eacute;s de investimentos em estruturas p&uacute;blicas, a antiga pr&aacute;tica do financiamento privado atrav&eacute;s dos recursos p&uacute;blicos. Considera-se que a inclus&atilde;o digital deve ser vista como uma atividade de empreendedorismo privado.<\/span><\/p>\n<p><span><br \/>A ado&ccedil;&atilde;o pelo software livre, utilizado em grande parte dos telecentros do pa&iacute;s, &eacute; tamb&eacute;m uma op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e, portanto, n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o de n&atilde;o se realizar &ldquo;pirataria&rdquo;. As lan houses come&ccedil;am a se preocupar com o fato de utilizarem c&oacute;pias n&atilde;o autorizadas de software propriet&aacute;rio temendo as multas cab&iacute;veis. Cogitam a utiliza&ccedil;&atilde;o do software livre n&atilde;o como pr&aacute;tica de constru&ccedil;&atilde;o livre e colaborativa do conhecimento, mas sim como uma forma de sobreviverem e n&atilde;o serem criminalizadas, conforme prev&ecirc;em as injustas leis atuais de direito autoral. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>O telecentro n&atilde;o &eacute; espa&ccedil;o de tutela&ccedil;&atilde;o. &Eacute; local para aprendizado coletivo, criatividade, valoriza&ccedil;&atilde;o da diversidade e da cidadania. Apenas uma pol&iacute;tica p&uacute;blica &eacute; capaz de universalizar direitos. Cabe &agrave;<\/span> <span>sociedade organizar-se para exigir dos governantes a efetiva&ccedil;&atilde;o, de forma democr&aacute;tica, da inclus&atilde;o digital. As lan houses ser&atilde;o apenas um ap&ecirc;ndice limitado desse processo necessariamente universalizante e transformador. <\/span><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><\/p>\n<p><span>* Fl&aacute;vio Gon&ccedil;alves &eacute; jornalista, integrante do Intervozes &#8211; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social e membro da coordena&ccedil;&atilde;o regional do Projeto Casa Brasil &ndash; <a href=\"mailto:flasg@ig.com.br\">flasg@ig.com.br<\/a><\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentes afirma&ccedil;&otilde;es a respeito da inclus&atilde;o digital no pa&iacute;s valorizaram o papel desempenhado pelos locais de acesso pago, conhecidos como lan houses. 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