{"id":18362,"date":"2007-05-11T22:40:10","date_gmt":"2007-05-11T22:40:10","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18362"},"modified":"2014-09-07T02:53:25","modified_gmt":"2014-09-07T02:53:25","slug":"confira-o-documento-final-do-forum-de-tvs-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18362","title":{"rendered":"Confira o documento final do F\u00f3rum de TVs P\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=18098\">Para fazer o&nbsp;download&nbsp;do documento final do F&oacute;rum&nbsp;(Carta de Bras&iacute;lia), clique aqui.<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>*<\/em><\/p>\n<p>BRAS&Iacute;LIA &#8211; Segmento marginalizado da radiodifus&atilde;o brasileira, o campo p&uacute;blico de televis&atilde;o come&ccedil;ou uma organiza&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita no bojo do processo de decis&atilde;o do sistema brasileiro de televis&atilde;o digital terrestre, cujo marco foi a escolha da tecnologia japonesa como base do padr&atilde;o brasileiro em junho de 2006. Desde setembro, constituiu-se o F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas, que reunia integrantes do Minist&eacute;rio da Cultura e da Radiobr&aacute;s e representantes de emissoras educativas, legislativas, universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias.&nbsp;<\/p>\n<p>Terminou nesta sexta (11) em Bras&iacute;lia o primeiro resultado deste processo: a realiza&ccedil;&atilde;o de um encontro nacional que tra&ccedil;ou diretrizes para a iintrodu&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o p&uacute;blica no pa&iacute;s. Para al&eacute;m das resolu&ccedil;&otilde;es, uma das grandes conquistas se deu ao final do evento, quando, na cerim&ocirc;nia de encerramento, o Presidente da Rep&uacute;blica, Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, reafirmou seu compromisso de levar a cabo seu projeto de uma rede nacional de TV p&uacute;blica. &ldquo;N&oacute;s vamos fazer a TV p&uacute;blica. Muito mais do que uma vontade do governo, faremos por que a sociedade necessita de uma televis&atilde;o destas&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>Falando de improviso, o presidente afirmou que a TV p&uacute;blica dever&aacute; atuar no v&aacute;cuo de debates deixado pelas emissoras comerciais e defendeu que ela seja um espa&ccedil;o para a discuss&atilde;o de temas na pauta, citando o aborto e os impactos da expans&atilde;o energ&eacute;tica no meio ambiente como exemplos. Lula sinalizou que o formato da nova rede ainda n&atilde;o est&aacute; pronto, mas adiantou que ela n&atilde;o ser&aacute; chapa branca, n&atilde;o ser&aacute; ref&eacute;m da audi&ecirc;ncia &#8211; como acontece com o sistema comercial &#8211; e se dar&aacute; a partir da fus&atilde;o das estruturas hoje sob administra&ccedil;&atilde;o do governo federal. &nbsp;<\/p>\n<p>Ao final de seu discurso, o presidente afirmou que h&aacute; &ldquo;maturidade&rdquo; da sociedade e da imprensa para encarar este debate e ressaltou que parte deste clima se deve ao fato do F&oacute;rum ter mobilizado diversos setores na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Estou convencido que, se dependesse s&oacute; da vontade do governo, n&atilde;o chegar&iacute;amos onde estamos&rdquo;. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, destacou a presen&ccedil;a do presidente no evento como um reconhecimento do trabalho desenvolvido. Ele caracterizou a carta final do encontro como &ldquo;fonte referencial&rdquo; para o governo sobre o assunto.&nbsp;<\/p>\n<p>O documento final defende uma rede editorialmente independente de mercados e governos que estimule a forma&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica do cidad&atilde;o e valorize a produ&ccedil;&atilde;o independente e regionalizada, expressando a diversidade de g&ecirc;nero, &eacute;tnico-racial, de orienta&ccedil;&atilde;o sexual, regional e social do Brasil. Este car&aacute;ter aut&ocirc;nomo, diz o texto, deve ser garantido por uma gest&atilde;o democr&aacute;tica a partir da cria&ccedil;&atilde;o de um conselho a ser composto majoritariamente por representantes da sociedade civil. O financiamento ser&aacute; feito por m&uacute;ltiplas fontes, tendo como uma de suas pernas uma participa&ccedil;&atilde;o &ldquo;decisiva&rdquo; do governo e a cria&ccedil;&atilde;o de fundos n&atilde;o-contingenci&aacute;veis. &nbsp;<\/p>\n<p>A transi&ccedil;&atilde;o para a tecnologia digital deve se dar com a garantia de infra-estrutura tecnol&oacute;gica &uacute;nica atrav&eacute;s do uso de um operador de rede (centro emissor que pode difundir sinais de mais de uma TV) que integre as diversas formas de difus&atilde;o de conte&uacute;do digital. A carta defende a multiprograma&ccedil;&atilde;o (transmiss&atilde;o de v&aacute;rias programa&ccedil;&otilde;es dentro de um mesmo canal) como modelo para a televis&atilde;o p&uacute;blica e coloca a necessidade de garantir neste processo espa&ccedil;o na televis&atilde;o aberta para os canais do campo p&uacute;blico, hoje restritos ao cabo (emissoras legislativas, universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O documento acrescenta que todas estas iniciativas devem apontar para a cria&ccedil;&atilde;o de um Sistema P&uacute;blico de Comunica&ccedil;&atilde;o a partir da regulamenta&ccedil;&atilde;o do cap&iacute;tulo da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal para a Comunica&ccedil;&atilde;o Social. &nbsp; <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><strong><br \/>Quest&otilde;es em aberto<\/strong><\/p>\n<p><span><\/p>\n<p>A leitura da carta foi seguida de uma longa salva de palmas, que expressa o &ecirc;xito na produ&ccedil;&atilde;o de consensos n&atilde;o s&oacute; entre as emissoras e o governo mas tamb&eacute;m junto &agrave; sociedade civil, que apresentou contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o final. Mas as falas do ministro da Cultura e do Presidente da Rep&uacute;blica sinalizaram claramente que o formato final da rede p&uacute;blica e as demais pol&iacute;ticas do governo n&atilde;o ser&atilde;o uma aplica&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica das propostas que integram a carta final do F&oacute;rum. <\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>Por isso, se a avalia&ccedil;&atilde;o do encerramento desta etapa foi positiva pela maior parte dos presentes, as conversas ao final do encontro j&aacute; apontavam para os desafios futuros. Um primeiro &eacute; a constitui&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica. Se j&aacute; h&aacute; uma defini&ccedil;&atilde;o de fundir a Radiobr&aacute;s e as TVEs do Rio de Janeiro e do Maranh&atilde;o, n&atilde;o est&aacute; claro ainda como este centro se relacionar&aacute; com as emissoras educativas existentes nos estados. &nbsp;<\/p>\n<p>O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras P&uacute;blicas, Educativas e Culturais (ABEPEC), Jorge da Cunha Lima, defende que esta parceria se d&ecirc; em cima da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, destacando que diversas afiliadas da entidade j&aacute; produzem programas com qualidade suficiente para integrar a grade da rede p&uacute;blica. Caso o governo federal opte por preencher grande parte da programa&ccedil;&atilde;o da rede, uma alternativa seria o uso da multiprograma&ccedil;&atilde;o para garantir canais &agrave;s atuais educativas. &nbsp;<\/p>\n<p>Outro desafio colocado &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o das emissoras que hoje s&atilde;o transmitidas somente pelo cabo. Para o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras Legislativas (ASTRAL), a presen&ccedil;a na carta da migra&ccedil;&atilde;o destas TVs para o sinal aberto &eacute; uma vit&oacute;ria. Segundo Paulo Miranda, da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Canais Comunit&aacute;rios (ABCCOM), embora as emissoras comunit&aacute;rias n&atilde;o tenham ganhado o destaque e a aten&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica, foi a primeira vez que elas foram tratadas como integrantes do campo p&uacute;blico pelo governo e ouvidas nas suas demandas. &nbsp;As entidades representativas e de outras organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil apostam na promessa verbalizada pelo ministro Gilberto Gil de tornar o F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas uma articula&ccedil;&atilde;o permanente. Somente transformando o momento de uni&atilde;o experimentado no encontro realizado esta semana em Bras&iacute;lia em uma organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o permanente &eacute; que as emissoras do campo p&uacute;blico imaginam conseguir enfrentar a resist&ecirc;ncia certa que vir&aacute; da imprensa comercial.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>Confira a Carta de Bras&iacute;lia<\/u><\/strong><\/p>\n<p><span><strong>Manifesto pela TV P&uacute;blica independente e democr&aacute;tica<br \/><\/strong><\/span><span><br \/>N&oacute;s, representantes das emissoras P&uacute;blicas, Educativas, Culturais, <\/span><span>Universit&aacute;rias, Legislativas e Comunit&aacute;rias, ativistas da sociedade civil e <\/span><span>militantes do movimento social, profissionais da cultura, cineastas, produtores <\/span><span>independentes, comunicadores, acad&ecirc;micos e telespectadores, reunidos em <\/span><span>Bras&iacute;lia, afirmamos, em un&iacute;ssono, que o Brasil precisa, no seu trilhar em busca <\/span><span>da democracia com igualdade e justi&ccedil;a social, de TVs P&uacute;blicas independentes, <\/span><span>democr&aacute;ticas e apartid&aacute;rias. <\/p>\n<p><\/span><span>Nove meses transcorridos desde o chamamento para o 1&ordm; F&oacute;rum <\/span><span>Nacional de TVs P&uacute;blicas, uma iniciativa pioneira do Minist&eacute;rio da Cultura, por <\/span><span>meio da Secretaria do Audiovisual, com apoio da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, <\/span><span>podemos afirmar que este nosso clamor soma-se aos anseios da sociedade <\/span><span>brasileira. Neste processo, o Brasil debateu intensamente a televis&atilde;o que quer <\/span><span>e pretende construir, quando estamos &agrave; porta da transi&ccedil;&atilde;o para a era digital. <\/p>\n<p><\/span><span>Nesse per&iacute;odo, superamos a dispers&atilde;o que nos apartava de n&oacute;s mesmos <\/span><span>e descobrimos uma via comum de atua&ccedil;&atilde;o, que tem como rota o<\/span><span>reconhecimento de que somos parte de um mesmo todo, diverso e plural, <\/span><span>complementar e din&acirc;mico, articulado em torno do Campo P&uacute;blico de Televis&atilde;o. <\/span><span>Um corpo que se afirma a partir da sua heterogeneidade, mas compartilha <\/span><span>vis&otilde;es e concep&ccedil;&otilde;es comuns. <\/p>\n<p><\/span><span>Os participantes do F&oacute;rum afirmam:<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p><span>&#8211; A TV P&uacute;blica promove a forma&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica do indiv&iacute;duo para o exerc&iacute;cio da <\/span><span>cidadania e da democracia; <br \/><\/span><span>&#8211; A TV P&uacute;blica deve ser a express&atilde;o maior das diversidades de g&ecirc;nero, <\/span><span>&eacute;tnico-racial, cultural e social brasileiras, promovendo o di&aacute;logo entre as <\/span><span>m&uacute;ltiplas identidades do Pa&iacute;s; <br \/>&#8211; <\/span><span>A TV P&uacute;blica deve ser instrumento de universaliza&ccedil;&atilde;o dos direitos &agrave; <\/span><span>informa&ccedil;&atilde;o, &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; cultura, bem como dos<\/span><span>outros direitos humanos e sociais; <br \/>&#8211; <\/span><span>A TV P&uacute;blica deve estar ao alcance de todos os cidad&atilde;os e cidad&atilde;s;<br \/>&#8211; <\/span><span>A TV P&uacute;blica deve ser independente e aut&ocirc;noma em rela&ccedil;&atilde;o a governos <\/span><span>e ao mercado, devendo seu financiamento ter origem em fontes<\/span> <span>m&uacute;ltiplas, com a participa&ccedil;&atilde;o significativa de or&ccedil;amentos p&uacute;blicos e de <\/span><span>fundos n&atilde;o-contingenci&aacute;veis; <br \/>&#8211; <\/span><span>As diretrizes de gest&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o dessa programa&ccedil;&atilde;o <\/span><span>da TV P&uacute;blica devem ser atribui&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;o colegiado deliberativo, <\/span><span>representativo da sociedade, no qual o Estado ou o Governo n&atilde;o devem <\/span><span>ter maioria; <\/span><span>&#8211; <\/span><span>A TV P&uacute;blica tem o compromisso de fomentar a produ&ccedil;&atilde;o independente, <\/span><span>ampliando significativamente a presen&ccedil;a desses conte&uacute;dos em sua<\/span> <span>grade de programa&ccedil;&atilde;o; <br \/>&#8211; <\/span><span>A programa&ccedil;&atilde;o da TV P&uacute;blica deve contemplar a produ&ccedil;&atilde;o regional;<br \/>&#8211; <\/span><span>A programa&ccedil;&atilde;o da TV P&uacute;blica n&atilde;o deve estar orientada estritamente por <\/span><span>crit&eacute;rios mercadol&oacute;gicos, mas n&atilde;o deve abrir m&atilde;o de buscar o interesse <\/span><span>do maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de telespectadores; <\/span><span>&#8211; <\/span><span>A TV P&uacute;blica considera o cinema brasileiro um parceiro estrat&eacute;gico para a <\/span><span>realiza&ccedil;&atilde;o de sua miss&atilde;o e enxerga-se como aliada na expans&atilde;o da sua <\/span><span>produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>&#8211; <\/span><span>O Campo P&uacute;blico de Televis&atilde;o recebe positivamente a cria&ccedil;&atilde;o e inser&ccedil;&atilde;o <\/span><span>de uma TV P&uacute;blica organizada pelo Governo Federal, a partir da fus&atilde;o de <\/span><span>duas institui&ccedil;&otilde;es integrantes do campo p&uacute;blico e promotoras deste <\/span><span>F&oacute;rum (ACERP e Radiobr&aacute;s); <\/span><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><span>E recomendam:<\/p>\n<p>&#8211; <\/span><span>A nova rede p&uacute;blica organizada pelo Governo Federal deve ampliar e <\/span><span>fortalecer, de maneira horizontal, as redes j&aacute; existentes;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>&#8211; A regulamenta&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal em seu cap&iacute;tulo sobre <\/span><span>Comunica&ccedil;&atilde;o Social, especificamente os artigos 220, 221 e 223;<\/span><\/p>\n<p><span>&#8211; <\/span><span>O processo em curso deve ser entendido como parte da constru&ccedil;&atilde;o de <\/span><span>um sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o, como prev&ecirc; a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal <\/span><span>de 1988;<br \/><\/span><span>&#8211; A constru&ccedil;&atilde;o e ado&ccedil;&atilde;o de novos par&acirc;metros de aferi&ccedil;&atilde;o de audi&ecirc;ncia e <\/span><span>qualidade que contemplem os objetivos para os quais a TV P&uacute;blica foi <\/span><span>criada;<br \/><\/span><span>&#8211; A participa&ccedil;&atilde;o decisiva da Uni&atilde;o em um amplo programa de <\/span><span>financiamento voltado para a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais, por<\/span> <span>meio de mecanismos inovadores;<br \/>&#8211; <\/span><span>Promover mecanismos que viabilizem a produ&ccedil;&atilde;o e veicula&ccedil;&atilde;o de <\/span><span>comunica&ccedil;&atilde;o pelos cidad&atilde;os e cidad&atilde;s brasileiros; <\/p>\n<p><\/span><span>E prop&otilde;em em face do processo de migra&ccedil;&atilde;o digital:<\/p>\n<p>&#8211; <\/span><span>Garantir a constru&ccedil;&atilde;o de uma infra-estrutura t&eacute;cnica, p&uacute;blica e &uacute;nica, <\/span><span>que viabilize a integra&ccedil;&atilde;o das plataformas de servi&ccedil;os digitais por meio <\/span><span>de um operador de rede; <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>&#8211; <\/span><span>A TV P&uacute;blica considera que a multiprograma&ccedil;&atilde;o &eacute; o modelo estrat&eacute;gico <\/span><span>para bem realizar a sua miss&atilde;o; <br \/>&#8211; <\/span><span>A TV P&uacute;blica deve ser promotora do processo de converg&ecirc;ncia digital, <\/span><span>ampliando sua &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o com as novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o <\/span><span>e comunica&ccedil;&atilde;o e promovendo a inclus&atilde;o digital;<br \/><\/span><span>&#8211; A TV P&uacute;blica deve se destacar pelo est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos <\/span><span>digitais interativos e inovadores;<br \/>&#8211; <\/span><span>O apoio &agrave; continuidade de pesquisas com vistas &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de softwares <\/span><span>que garantam a interatividade plena;<br \/><\/span><span>&#8211; Os canais p&uacute;blicos criados pela Lei do Cabo devem ser contemplados no <\/span><span>processo de migra&ccedil;&atilde;o digital, passando a operar tamb&eacute;m em rede aberta <\/span><span>terrestre de televis&atilde;o; <br \/>&#8211; <\/span><span>A TV P&uacute;blica deve estar presente em todas as formas de difus&atilde;o de <\/span><span>televis&atilde;o, existentes ou por serem criadas;<\/span><\/p>\n<p><span>&#8211; Trabalhar em conjunto com o BNDES para encontrar mecanismos de <\/span><span>financiamento, por meio do fundo social do banco de fomento, da<\/span><span>migra&ccedil;&atilde;o digital das TVs P&uacute;blicas;<br \/><\/span><span>&#8211; Fomentar o debate sobre a quest&atilde;o da propriedade intelectual no <\/span><span>universo digital, buscando ampliar os mecanismos de compartilhamento<\/span><span>do conhecimento.<\/p>\n<p><\/span><span>A for&ccedil;a e a solidez do 1&ordm; F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas s&atilde;o reflexos do <\/span><span>envolvimento das associa&ccedil;&otilde;es do campo p&uacute;blico de televis&atilde;o brasileiro &ndash; <\/span><span>Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras P&uacute;blicas, Educativas e Culturais (Abepec), <\/span><span>Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Canais Comunit&aacute;rios (ABCCom), Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira <\/span><span>de Emissoras Universit&aacute;rias (ABTU) e Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Televis&otilde;es e <\/span><span>R&aacute;dios Legislativas (Astral) &ndash; e das organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, que ao <\/span><span>tomarem parte deste processo dele se apropriaram, difundindo-o e <\/span><span>ampliando-o.<\/p>\n<p><\/span><span>Ao cabo destes quatro dias de reuni&atilde;o, sob o signo da fraternidade e de <\/span><span>uma harmonia construtiva que s&oacute; se vivencia nos grandes momentos <\/span><span>hist&oacute;ricos, todos sa&iacute;mos fortalecidos. <\/span><span>Acima de tudo, emerge fortalecido o cidad&atilde;o brasileiro, detentor de um<\/span><span>conjunto de direitos que jamais se efetivar&atilde;o sem a amplia&ccedil;&atilde;o e o <\/span><span>fortalecimento do espa&ccedil;o p&uacute;blico tamb&eacute;m na televis&atilde;o brasileira.<br \/><\/span><span><br \/>Pelos motivos que se depreendem da leitura desta carta, &eacute; consenso, por <\/span><span>fim, que o F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas deve se transformar em espa&ccedil;o <\/span><span>permanente de interlocu&ccedil;&atilde;o e de constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas republicanas de <\/span><span>comunica&ccedil;&atilde;o social, educa&ccedil;&atilde;o e cultura, institucionalizando-se na vida <\/span><span>democr&aacute;tica do Pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/span><span>Bras&iacute;lia, 11 de maio de 2007<br \/><\/span><span>I F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas<\/span><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s quatro dias de intensos debates, I F\u00f3rum Nacional de TVs P\u00fablicas recebe apoio do Presidente da Rep\u00fablica. Documento final consensuado entre governo, emissoras e sociedade civil defende rede independente, com gest\u00e3o democr\u00e1tica e garantia de financiamento.  <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[233],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18362"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18362"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18362\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27737,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18362\/revisions\/27737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}