{"id":18347,"date":"2007-05-10T15:45:40","date_gmt":"2007-05-10T15:45:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18347"},"modified":"2007-05-10T15:45:40","modified_gmt":"2007-05-10T15:45:40","slug":"debate-evidencia-diferenca-entre-publico-e-estatal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18347","title":{"rendered":"Debate evidencia diferen\u00e7a entre &#8216;p\u00fablico&#8217; e &#8216;estatal&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><span>De onde vai sair o sistema p&uacute;blico?<\/span><span>&nbsp;<\/span><span>Como ser&aacute; a nova rede de TVs P&uacute;blicas do Brasil? Quais as suas peculiaridades e qual a sua diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos sistemas privado e estatal que j&aacute; existem no pa&iacute;s? Estas s&atilde;o algumas das quest&otilde;es que permeiam quase todos os debates do I F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas, que est&aacute; em andamento em Bras&iacute;lia e que vai at&eacute; o pr&oacute;ximo dia 11. O F&oacute;rum re&uacute;ne representantes de emissoras educativas, universit&aacute;rias, comunit&aacute;rias e estatais e tamb&eacute;m t&eacute;cnicos do Governo Federal e representantes da sociedade civil.<\/p>\n<p><\/span><span>Para o professor da Universidade de S&atilde;o Paulo, Laurindo Lalo Leal Filho, que tem estudos sobre a TV Cultura de S&atilde;o Paulo e tamb&eacute;m sobre o modelo brit&acirc;nico de sistema p&uacute;blico, o f&oacute;rum representa um avan&ccedil;o na discuss&atilde;o da diferencia&ccedil;&atilde;o dos sistemas previstos no Art. 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, principalmente no que diz respeito &agrave;s diferen&ccedil;as entre o p&uacute;blico e o estatal. &ldquo;Entre as emissoras comerciais &#8211; controladas pelo mercado &ndash; e as estatais, est&atilde;o as emissoras p&uacute;blicas. Estas, por sua vez, devem ser controladas pela sociedade. Esta discuss&atilde;o est&aacute; presente aqui e h&aacute; uma certa clareza&rdquo;, compreende Lalo. <\/p>\n<p><\/span><span>Este entendimento tamb&eacute;m &eacute; tido pelo Diretor Presidente da Ag&ecirc;ncia Nacional do Audiovisual (Ancine), Manoel Rangel, que relatou o grupo de trabalho sobre legisla&ccedil;&atilde;o e marcos regulat&oacute;rios do f&oacute;rum. Por&eacute;m, Rangel n&atilde;o considera este um ponto crucial da discuss&atilde;o do f&oacute;rum. &ldquo;Em qualquer lugar do mundo que se fizer esta distin&ccedil;&atilde;o de TV Estatal e TV P&uacute;blica, ningu&eacute;m vai entender. Esta &eacute; uma coisa inventada pelos brasileiros&rdquo;, acredita Rangel. <\/span><span>A preocupa&ccedil;&atilde;o do Presidente da Ancine &eacute; de que n&atilde;o se fa&ccedil;a uma oposi&ccedil;&atilde;o entre sistemas p&uacute;blico e estatal. &ldquo;Num pa&iacute;s como o nosso &eacute; importante que a gente busque clareza em torno daquilo que j&aacute; funciona. A TV cultura &eacute; estatal, mas &eacute; p&uacute;blica, a TVE &eacute; uma TV estatal, mas &eacute; p&uacute;blica e a TV Naciona &eacute; estatal, mas &eacute; p&uacute;blica. Muitas delas s&atilde;o excessivamente controladas pelas gest&otilde;es estatais porque n&atilde;o h&aacute; um paradigma de TV p&uacute;blica. Por que eu vou for&ccedil;ar aqui uma defini&ccedil;&atilde;o de oposi&ccedil;&atilde;o, de exclus&atilde;o, em vez que pegar estas emissoras e colocar princ&iacute;pios para elas obedecerem?&rdquo;, questiona Rangel.<\/span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>Laurindo Leal tamb&eacute;m acredita que o sistema p&uacute;blico deve partir de algo existente e que, a princ&iacute;pio, deve ser liderada pelo Governo Federal. Entretanto, n&atilde;o v&ecirc; de forma t&atilde;o simples a ades&atilde;o de todas as emissoras do campo p&uacute;blico a este sistema. &ldquo;Estas televis&otilde;es do chamado campo p&uacute;blico aqui representadas t&ecirc;m as mais&nbsp; diferentes origens do ponto de vista jur&iacute;dico e t&ecirc;m controles tamb&eacute;m diferentes, que v&atilde;o do privado ao estatal. Nenhuma tem controle p&uacute;blico. Eu acho dif&iacute;cil atrav&eacute;s delas fazer uma rede p&uacute;blica de TV&rdquo;, ressalta Lalo. O professor da USP diz ainda que o a televis&atilde;o p&uacute;blica, que, segundo ele, ter&aacute; o nome de TV Brasil, dever&aacute; ser formada inicialmente pela TVE do Rio de Janeiro e pela TV Nacional, esta &uacute;ltima ligada &agrave; Radiobr&aacute;s. &ldquo;A id&eacute;ia &eacute; que elas se juntem e que seja criada ainda uma TV em S&atilde;o Paulo. Este vai ser o embri&atilde;o da TV P&uacute;blica. O governo ter&aacute; participa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o ser&aacute; majorit&aacute;ria e a rela&ccedil;&atilde;o entre estas redes a as emissoras educativas existentes ser&aacute; a programa&ccedil;&atilde;o. Elas podem compor a grade, mas n&atilde;o o sistema p&uacute;blico&rdquo;, diz Lalo.<\/span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>Sobre o sistema estatal, Lalo acredita que ele continuar&aacute; existindo, pela NBR, que &eacute; a TV do executivo, a Voz do Brasil, que tem seu espa&ccedil;o di&aacute;rio de informar a sociedade sobre os poderes executivo, legislativo e judici&aacute;rio e a Ag&ecirc;ncia Brasil, que funciona como uma ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias da Uni&atilde;o, al&eacute;m das emissoras do legislativo e do judici&aacute;rio.<\/span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>Apesar de ter igual compreens&atilde;o quanto ao que caracteriza cada sistema de comunica&ccedil;&atilde;o, o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras P&uacute;blicas, Educativas e Culturais, Jorge da Cunha Lima, acredita que o sistema p&uacute;blico vai se estruturar com a participa&ccedil;&atilde;o das emissoras educativas que hoje comp&otilde;em a ABEPEC. Segundo Lima, &ldquo;A TV p&uacute;blica deve se inserir neste contexto e n&atilde;o se sobrepor a ele. As TVs executivas e do legislativo continuar&atilde;o estatais, mas TV Nacional e a TVE do Rio, que j&aacute; s&atilde;o TVs p&uacute;blicas, que j&aacute; pertencem aos quadros da ABEPEC, podem se tornar p&uacute;blicas&rdquo;. Lima complementa ainda que &ldquo;as educativas n&atilde;o s&atilde;o estatais e sim estaduais, muitas delas t&ecirc;m o controle do Estado, mas devem se tornar p&uacute;blicas&rdquo;. Entretanto, o presidente da ABEPEC atenta para a necessidade de se rever as leis existentes para que isso de fato aconte&ccedil;a. &ldquo;Isso poderia acontecer se tiv&eacute;ssemos uma lei que quando outorgasse a concess&atilde;o p&uacute;blica estadual, previsse a obriga&ccedil;&atilde;o de ser p&uacute;blica e com conselhos&rdquo;, alerta Lima.&nbsp; <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De onde vai sair o sistema p&uacute;blico?&nbsp;Como ser&aacute; a nova rede de TVs P&uacute;blicas do Brasil? Quais as suas peculiaridades e qual a sua diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos sistemas privado e estatal que j&aacute; existem no pa&iacute;s? 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