{"id":18346,"date":"2007-05-10T11:14:31","date_gmt":"2007-05-10T11:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18346"},"modified":"2007-05-10T11:14:31","modified_gmt":"2007-05-10T11:14:31","slug":"lei-geral-e-chave-para-o-campo-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18346","title":{"rendered":"Lei Geral \u00e9 chave para o campo p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p><span>&Eacute; preciso instituir u<\/span><span>m novo marco regulat&oacute;rio para o campo das comunica&ccedil;&otilde;es, que d&ecirc; seguran&ccedil;a jur&iacute;dica ao Sistema P&uacute;blico de Comunica&ccedil;&otilde;es e ao mesmo tempo seja capaz de surfar na onda da converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica em constante evolu&ccedil;&atilde;o. Essa foi a conclus&atilde;o geral da mesa de discuss&otilde;es sobre legisla&ccedil;&atilde;o e marco regulat&oacute;rio do I F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas, que est&aacute; sendo realizado em Bras&iacute;lia desde o dia 8 e prossegue at&eacute; o dia 11 de maio. Mas, apesar do aparente consenso entre os diversos setores presentes no evento, h&aacute; muito o que avan&ccedil;ar na discuss&atilde;o sobre uma nova legisla&ccedil;&atilde;o para o setor. <\/p>\n<p><\/span><span>O presidente da Ancine &#8211; Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema, Manoel Rangel, coordenador do Grupo de Trabalho do f&oacute;rum que discutiu quest&otilde;es ligadas &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o, defende que a nova Lei Geral contemple as diferentes dimens&otilde;es do processo (organiza&ccedil;&atilde;o, financiamento, gest&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o social, etc), garantindo espa&ccedil;o equilibrado no espectro eletromagn&eacute;tico para as TVs p&uacute;blicas, estatais e privadas, conforme determina o Art. 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. &ldquo;Devemos trabalhar a quest&atilde;o do ponto de vista sist&ecirc;mico, para que as coisas funcionem de forma l&oacute;gica e ordenada&rdquo;, afirmou Rangel.<\/p>\n<p><\/span><span>Outra quest&atilde;o refor&ccedil;ada durante os debates se refere &agrave; amplitude das mudan&ccedil;as legislativas necess&aacute;rias &agrave; institui&ccedil;&atilde;o do Sistema P&uacute;blico. O pesquisador Ven&iacute;cio Lima, do N&uacute;cleo de M&iacute;dia e Pol&iacute;tica da Universidade de Bras&iacute;lia &#8211; UNB, referindo-se &agrave; nova Lei Geral de Comunica&ccedil;&otilde;es, afirma que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel desvincular o debate do F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas das discuss&otilde;es que h&aacute; tanto tempo aguardam a aten&ccedil;&atilde;o do Congresso Nacional. &ldquo;O marco regulat&oacute;rio da TV P&uacute;blica n&atilde;o pode ser institu&iacute;do de forma aut&ocirc;noma em rela&ccedil;&atilde;o ao marco mais amplo, que englobe todo o setor das Comunica&ccedil;&otilde;es, integrando radiodifus&atilde;o e telecomunica&ccedil;&otilde;es. Se n&atilde;o fizermos isso, a discuss&atilde;o sobre o novo marco ser&aacute; mais uma vez postergada. Precisamos urgentemente enfrentar o vazio regulat&oacute;rio, pois temos uma legisla&ccedil;&atilde;o que data de 1962 e uma s&eacute;rie de atos normativos conflitantes&rdquo;, diz Lima. <\/p>\n<p><\/span><span>Ele <\/span><span>pondera, entretanto, que o debate sobre a nova lei n&atilde;o pode atrasar a institui&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica. &ldquo;Concordo com a id&eacute;ia de que n&atilde;o podemos aguardar uma lei geral para que se continue o processo de cria&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica, mas isso n&atilde;o pode impedir que, no momento de se discutir o marco regulat&oacute;rio para o campo p&uacute;blico, este fa&ccedil;a parte de uma legisla&ccedil;&atilde;o mais ampla para o setor&rdquo;, pondera. <\/span><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span><strong>Premissas fundamentais<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Rangel, da Ancine, defendeu que o marco regulat&oacute;rio trate de forma diferenciada os provedores de infra-estrutura dos de conte&uacute;do, nos moldes das legisla&ccedil;&otilde;es de outros pa&iacute;ses. &ldquo;Isso &eacute; mais l&oacute;gico, garante os investimentos e assegura a preval&ecirc;ncia do conte&uacute;do nacional&rdquo;, afirma. A divis&atilde;o proposta pelo presidente da Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o que muitos pa&iacute;ses europeus t&ecirc;m encontrado para, ao mesmo tempo, tornar l&oacute;gica a explora&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os e garantir a prote&ccedil;&atilde;o das produ&ccedil;&otilde;es culturais de cada na&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span>Outra premissa importante apontada por Rangel, fruto do resultado dos debates do Grupo de Trabalho formado para discutir a quest&atilde;o, se relaciona &agrave;s diretrizes de fiscaliza&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o da futura rede p&uacute;blica de televis&atilde;o, que devem ser atribui&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;o colegiado, no qual o Estado n&atilde;o ter&aacute; maioria, para que n&atilde;o se torne um instrumento de governos e seja, de fato, um ve&iacute;culo em que prevale&ccedil;a exclusivamente o interesse da sociedade, o que, segundo o presidente da Ancine, seria &ldquo;fundamental para garantir o car&aacute;ter p&uacute;blico&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>Al&eacute;m das quest&otilde;es de gest&atilde;o, a regionaliza&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o e a veicula&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o independente foram apontadas como essenciais para a nova rede p&uacute;blica de televis&atilde;o. Segundo Rangel, as conclus&otilde;es do grupo de trabalho apontam que as TVs p&uacute;blicas devem cumprir percentual de programa&ccedil;&atilde;o, em hor&aacute;rio nobre, de obras audiovisuais produzidas tanto de forma independente, quanto localmente.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Regras para o financiamento<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>O financiamento das TVs P&uacute;blicas &eacute; certamente uma das quest&otilde;es mais complexas a ser enfrentada pelo f&oacute;rum. Ressaltou-se, entretanto, que os recursos para as atividades da TV p&uacute;blica n&atilde;o podem comprometer a sua independ&ecirc;ncia editorial, derivando substancialmente de fundos p&uacute;blicos, n&atilde;o contingenci&aacute;veis. Mas a forma de composi&ccedil;&atilde;o do fundo, sua gest&atilde;o, al&eacute;m de formas alternativas de financiamento n&atilde;o foram, ainda, aprofundadas, e ser&atilde;o objeto de debate do F&oacute;rum nesta quinta-feira.<\/p>\n<p><\/span><span>Consensos &agrave; parte, a taxa&ccedil;&atilde;o das emissoras comerciais para financiamento da rede p&uacute;blica deve ser uma das pol&ecirc;micas dos pr&oacute;ximos meses. Estimulado pelo procurador da Rep&uacute;blica, S&eacute;rgio Suiama, o deputado federal J&uacute;lio Semeghini (PSDB-SP), presidente da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da C&acirc;mara dos Deputados, defendeu de forma enf&aacute;tica a taxa&ccedil;&atilde;o &#8211; pelo uso e proporcional ao faturamento &#8211; das emissoras comerciais de televis&atilde;o. &ldquo;Em todos os setores econ&ocirc;micos objetos de concess&atilde;o p&uacute;blica h&aacute; o pagamento de taxas e impostos. As empresas de telefonia, por exemplo, al&eacute;m de pagarem altas somas no momento da outorga, tamb&eacute;m t&ecirc;m que arcar com taxas que incidem sobre o faturamento, como por exemplo o FUST &ndash; Fundo de Universaliza&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es. Se todos s&atilde;o taxados, n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para a radiodifus&atilde;o n&atilde;o ser&rdquo;, defende o deputado.<\/p>\n<p><\/span><span>Apesar dos acordos em torno de princ&iacute;pios gerais, ainda h&aacute; muito o que evoluir para o estabelecimento de propostas concretas para o Sistema P&uacute;blico de Radiodifus&atilde;o. Se gest&atilde;o democr&aacute;tica, autonomia e independ&ecirc;ncia s&atilde;o consensos estabelecidos, ainda n&atilde;o h&aacute; clareza de como isso se dar&aacute; na pr&aacute;tica . E, sabe-se, teoria e pr&aacute;tica precisam caminhar juntas, sob o risco da segunda negar a primeira.<br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p><span><font size=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A institui\u00e7\u00e3o de um marco regulat\u00f3rio, que d\u00ea seguran\u00e7a jur\u00eddica ao Sistema P\u00fablico e seja capaz de surfar na onda da converg\u00eancia tecnol\u00f3gica foi a principal conclus\u00e3o do debate sobre regula\u00e7\u00e3o. Mas, apesar dos aparentes consensos, ainda h\u00e1 muito o que avan\u00e7ar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[216],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18346"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18346"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18346\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}