{"id":18338,"date":"2007-05-09T10:12:21","date_gmt":"2007-05-09T10:12:21","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18338"},"modified":"2007-05-09T10:12:21","modified_gmt":"2007-05-09T10:12:21","slug":"que-defende-a-rctv-venezuelana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18338","title":{"rendered":"Que defende a RCTV venezuelana?"},"content":{"rendered":"<p><span>Quem j&aacute; esteve na Venezuela sabe muito bem: liberdade de opini&atilde;o &eacute; tudo o que h&aacute;. Nas r&aacute;dios e emissoras de televis&atilde;o comerciais, o presidente Hugo Ch&aacute;vez &eacute; xingado, humilhado, destratado e desmoralizado. As palavras usadas pelos jornalistas s&atilde;o de uma viol&ecirc;ncia sem par. E ainda assim, ali est&atilde;o, eles e elas, a disseminar suas diatribes, sem que ningu&eacute;m lhes impe&ccedil;a. N&atilde;o h&aacute; censura de nenhuma esp&eacute;cie. Tamb&eacute;m os grandes jornais fazem oposi&ccedil;&atilde;o ao governo, ou melhor, a Ch&aacute;vez, usando argumentos que muito mais ofendem a pessoa do presidente do que ao governo em si. &Eacute; um neg&oacute;cio inimagin&aacute;vel em qualquer outro pa&iacute;s do mundo. Se isso acontecesse nos Estados Unidos, por exemplo, duvido que os jornalistas n&atilde;o fossem presos ou banidos para sempre. Pois na Venezuela eles est&atilde;o livres para falar. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Agora, o governo decidiu uma coisa que tamb&eacute;m acontece no chamado &ldquo;mundo livre&rdquo;, todos os dias. N&atilde;o vai mais renovar a concess&atilde;o de uma rede de televis&atilde;o do pa&iacute;s, a Radio Caracas Televisi&oacute;n, alegando que a mesma n&atilde;o cumpre a lei. E o que diz a lei? Que as redes de televis&atilde;o, assim como as de r&aacute;dio, s&atilde;o um servi&ccedil;o p&uacute;blico e como tal, devem servir &agrave; popula&ccedil;&atilde;o com informa&ccedil;&otilde;es de interesse de todos e n&atilde;o s&oacute; de alguns. &Eacute; uma lei muito parecida com as leis dos demais pa&iacute;ses do mundo, inclusive do Brasil. Pois a RCTV &eacute; uma rede de televis&atilde;o que existe h&aacute; mais de 50 anos, sempre na linha da desinforma&ccedil;&atilde;o, tal e qual qualquer outra emissora de TV alinhada com os interesses do grande capital. A RCTV, assim como a Venevisi&oacute;n, &eacute; uma rede que muito mais funciona como uma corrente de transmiss&atilde;o da ideologia do &ldquo;american way of life&rdquo; do que qualquer outra coisa. Uma m&aacute;quina de propaganda, como muito bem j&aacute; analisou o te&oacute;rico Noam Chomski. Aqui no Brasil poder&iacute;amos colocar como an&aacute;loga, a rede Globo, por exemplo. <\/span><span>&nbsp;<\/span><span>Mas, os motivos que levam o presidente Hugo Ch&aacute;vez a n&atilde;o renovar a concess&atilde;o v&atilde;o muito al&eacute;m do que uma poss&iacute;vel repres&aacute;lia, como dizem os parceiros da m&iacute;dia-irm&atilde;, como o Jornal Nacional, da Globo, ou a CNN, bra&ccedil;o armado da informa&ccedil;&atilde;o estadunidense. Num extenso documento chamado &ldquo;Libro Blanco sobre RCTV&rdquo;, o Minist&eacute;rio do Poder Popular para a Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o da Venezuela explica em detalhes os porqu&ecirc;s da n&atilde;o-renova&ccedil;&atilde;o da concess&atilde;o. Al&eacute;m de mostrar como se conforma o sistema comunicacional no pa&iacute;s, monop&oacute;lico, anti-democr&aacute;tico, concentrador, o documento esmi&uacute;&ccedil;a todas as ilegalidades que a RCTV vem cometendo desde h&aacute; tempos.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Na Venezuela, 78% das esta&ccedil;&otilde;es de televis&atilde;o est&atilde;o nas m&atilde;os privadas, contra 22% do setor p&uacute;blico. Na banda de UHF, o n&uacute;mero sobe para 82% no setor privado, 11% no comunit&aacute;rio e 7% no setor p&uacute;blico. Seis grandes grupos tomam conta de quase tudo o que o venezuelano v&ecirc; e ouve, e isso mesmo depois da promulga&ccedil;&atilde;o da nova lei que regula os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, buscando mais participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Os mais poderosos s&atilde;o os da RCTV e o da Venevisi&oacute;n. Juntos, controlam 85% das verbas publicit&aacute;rias e t&ecirc;m 66% do poder de transmiss&atilde;o. O grupo que controla a RCTV &eacute; o das empresas 1BC, nascida em 1920 e incrementada em 1930 com verbas e tecnologia da RCA. A TV existe desde o in&iacute;cio dos anos 50 e tem, hoje, entre seus acionistas, uma empresa com sede em Miami, EUA, a Coral Pictures. N&atilde;o &eacute; sem raz&atilde;o que, segundo estudos do Instituto Nacional del Menor, 67% dos programas transmitidos sejam de produ&ccedil;&atilde;o estrangeira e que a metade da programa&ccedil;&atilde;o &ndash; cerca de 52% &#8211; seja de an&uacute;ncios publicit&aacute;rios. Da programa&ccedil;&atilde;o local, muito pouco representa a vida real do pa&iacute;s. Os programas de audit&oacute;rio, as telenovelas e outras produ&ccedil;&otilde;es representam, no mais das vezes, a Venezuela branca e rica. A massa de trabalhadores, os ind&iacute;genas, os negros, geralmente s&oacute; aparecem em programas policiais. Qualquer semelhan&ccedil;a com o Brasil n&atilde;o &eacute; mera coincid&ecirc;ncia. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>As concess&otilde;es<br \/><\/strong><\/span><span>A id&eacute;ia de concess&otilde;es p&uacute;blicas come&ccedil;a a ganhar corpo na Venezuela no final de 1875, quando o governo se viu diante da necessidade de controlar as riquezas naturais, mais particularmente o petr&oacute;leo. Depois, essas concess&otilde;es foram se espraiando para o campo da minera&ccedil;&atilde;o e das comunica&ccedil;&otilde;es. Quando nasce a primeira r&aacute;dio, em 1923, &eacute; o estado quem outorga a permiss&atilde;o. Desde ent&atilde;o, o governo vem ditando leis para regular o setor. A &uacute;ltima delas, antes da lei RESORTE, promulgada no governo Ch&aacute;vez, datava de 1941 e dizia que uma concess&atilde;o n&atilde;o podia durar mais que um ano, sendo renovada apenas se o interessado cumprisse com todas as leis. Essa lei s&oacute; veio a ser atualizada em 1986, atrav&eacute;s de um decreto presidencial que esticou para 20 anos o tempo da concess&atilde;o. Passado esse tempo, o estado pode ent&atilde;o revisar o contrato e decidir se a emissora continua com a permiss&atilde;o. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Com a Lei Org&acirc;nica de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, aprovada em 2000, j&aacute; no governo Ch&aacute;vez, nasce um novo regime de concess&otilde;es. Mas, essa nova lei garantiu que as autoriza&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelo decreto de 1986 e suas respectivas regras fossem mantidas, com os prazos sendo respeitados. Isso significa que todas as emissoras que tiveram concess&atilde;o naqueles dias puderam continuar operando, contando, a partir dali, o prazo de 20 anos. Agora, em 2007, este prazo est&aacute; esgotado, da&iacute; a revis&atilde;o de cada uma delas, j&aacute; dentro dos crit&eacute;rios da nova lei. At&eacute; a&iacute;, nada de ilegal ou de falta de liberdade de express&atilde;o. Apenas a correta adequa&ccedil;&atilde;o a uma nova situa&ccedil;&atilde;o, fruto de uma mudan&ccedil;a significativa no conte&uacute;do do que seja um servi&ccedil;o p&uacute;blico, capaz de &ldquo;permitir o acesso universal da informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>O dono da empresa n&atilde;o &eacute; o dono da informa&ccedil;&atilde;o<br \/><\/strong><\/span><span>Na nova l&oacute;gica da lei das comunica&ccedil;&otilde;es venezuelanas, aquele que det&eacute;m o controle da empresa n&atilde;o &eacute; o dono da mensagem. Ele tem, por obriga&ccedil;&atilde;o, garantir a pluralidade das vozes, a democratiza&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias e a participa&ccedil;&atilde;o popular. Portanto, na avalia&ccedil;&atilde;o do governo da Venezuela, a RCTV, terminado o seu prazo de concess&atilde;o, n&atilde;o atende aos requisitos b&aacute;sicos para continuar gerindo um bem p&uacute;blico. E por qu&ecirc;? Porque desde sempre a emissora manteve a pol&iacute;tica de informar apenas um lado da quest&atilde;o: o que interessa ao grande capital. Segundo o relat&oacute;rio governamental &ndash; dispon&iacute;vel na Internet &ndash; a RCTV, durante o golpe que tentou tirar Hugo Ch&aacute;vez do poder, difundiu not&iacute;cias falsas, impediu a fala de pessoas do governo, fomentou a viol&ecirc;ncia, negou-se a divulgar as opini&otilde;es que eram favor&aacute;veis ao governo e n&atilde;o mostrou qualquer ato de mobiliza&ccedil;&atilde;o dos partid&aacute;rios de Ch&aacute;vez. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Tamb&eacute;m no epis&oacute;dio da paralisa&ccedil;&atilde;o dos petroleiros, organizada pela F&eacute;decamara (institui&ccedil;&atilde;o empresarial) e a Confederaci&oacute;n de Trabajadores de Venezuela, a RCTV usou atores profissionais e fabricou imagens visando falsear a realidade e incitar o terror. Naqueles dias, a emissora foi alvo de investiga&ccedil;&otilde;es por parte do governo e todas estas quest&otilde;es foram comprovadas. N&atilde;o bastasse isso, tamb&eacute;m foi detectada a evas&atilde;o de tributos por parte da rede, d&eacute;bitos com funcion&aacute;rios e o uso de imagens de crian&ccedil;as para disseminar o &oacute;dio ao governo de Ch&aacute;vez. Todo o dossi&ecirc; com essas informa&ccedil;&otilde;es est&aacute; dispon&iacute;vel na rede mundial de computadores pelo endere&ccedil;o:<\/span><span>www.mct.gob.ve\/nosotros\/promoMCT\/libro_blanco_RCTV-Web.pdf<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>E por que o mundo n&atilde;o grita por liberdade?&#8230;<br \/><\/strong><\/span><span>O fato &eacute; que todos esses argumentos n&atilde;o est&atilde;o sendo divulgados nas reportagens que s&atilde;o feitas sobre a n&atilde;o-renova&ccedil;&atilde;o da concess&atilde;o. Tudo o que se diz &eacute; que o governo Ch&aacute;vez est&aacute; censurando, reprimindo e impedindo a livre express&atilde;o. Estes fatos citados acima mostram que a coisa n&atilde;o &eacute; bem assim. H&aacute; que observar todos os pesos da balan&ccedil;a. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>O pensador estadunidense Noam Chomski h&aacute; muito tempo prega que as pessoas do chamado &ldquo;mundo livre&rdquo; deveriam ter &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o um curso de autodefesa intelectual. E ele n&atilde;o diz isso &agrave; toa. &Eacute; porque &eacute; um estudioso sistem&aacute;tico do modelo de comunica&ccedil;&atilde;o estadunidense, o maior criador de ilus&otilde;es que j&aacute; se viu e que, n&atilde;o por acaso, estende seus tent&aacute;culos por toda a Am&eacute;rica Latina. Segundo Chomski, quando o governo dos Estados Unidos fala em democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, esse discurso est&aacute; totalmente desprovido de significado, porque, l&aacute;, o cidad&atilde;o comum n&atilde;o tem qualquer possibilidade de controle sobre o que &eacute; divulgado. Os &uacute;nicos interesses que importam s&atilde;o os do governo e o das grandes corpora&ccedil;&otilde;es. Eles controlam tudo. Quando, por algum motivo, as redes de TV ou jornais, principiam a falar de algum tema que seja contra as pol&iacute;ticas governamentais, esses meios s&atilde;o &ldquo;censurados&rdquo; pelo imediato corte de verbas. E, ao que parece, n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m na CNN ou na Globo gritando contra isso.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Nos Estados Unidos, denuncia Chomski, os interesses das maiorias sempre foram considerados uma &ldquo;amea&ccedil;a &agrave; democracia&rdquo; e quem os divulga est&aacute; marcado para sempre. Na &ldquo;terra da liberdade&rdquo; s&oacute; t&ecirc;m curso livre as informa&ccedil;&otilde;es que dizem respeito aos interesses nacionais, e a&iacute; leia-se: dos bancos, das grandes empresas, do governo. Nada a ver com o povo. A desinforma&ccedil;&atilde;o &eacute; o prato do dia, servido sem que nenhum organismo de imprensa se levante em rep&uacute;dio. Mentiras s&atilde;o divulgadas &agrave; exaust&atilde;o, como a das armas qu&iacute;micas no Iraque, e ningu&eacute;m pede provas. Pelo contr&aacute;rio. A not&iacute;cia &eacute; disseminada por todos os pa&iacute;ses e as redes de imprensa reproduzem como se fosse a verdade absoluta. &ldquo;Para os EUA, quando as grandes empresas perdem o controle da comunica&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o a&iacute; est&aacute; uma viola&ccedil;&atilde;o da democracia&rdquo;, diz o te&oacute;rico estadunidense. E conta ainda sobre uma rede de TV daquele pa&iacute;s que, por ter divulgado uma reportagem sobre a compra de terras por multinacionais nos pa&iacute;ses do terceiro mundo, teve toda a verba publicit&aacute;ria cortada. Motivo: a not&iacute;cia era anti-estadunidense, o que mostra muito bem que as multinacionais t&ecirc;m p&aacute;tria sim. Mas, estas informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o chegam ao grande p&uacute;blico e ningu&eacute;m parece enquadr&aacute;-las como anti-democr&aacute;ticas ou como uma barreira &agrave; liberdade de express&atilde;o.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Os novos tempos <br \/><\/strong><\/span><span>O certo &eacute; que aquilo que amea&ccedil;a ter um cheiro de povo, de participa&ccedil;&atilde;o protag&ocirc;nica das gentes, acaba tornando-se altamente incomodativo. As grandes redes na Venezuela, acostumadas a colonizar as mentes da popula&ccedil;&atilde;o com um mundo alien&iacute;gena, come&ccedil;am a perceber que os ventos est&atilde;o soprando de outra dire&ccedil;&atilde;o. Enquanto os apoiadores da RCTV aparecem nas telas da CNN clamando pelo direito de verem suas novelas e programas de entretenimento, os que ajudaram a escrever a nova lei de comunica&ccedil;&atilde;o querem ver brotar uma nova televis&atilde;o. Que seja capaz de dar conta da pluralidade das gentes venezuelanas, que abrigue produ&ccedil;&otilde;es nacionais, comunit&aacute;rias, que informe com o maior n&uacute;mero de lados da verdade, que forme, que traga os aspectos culturais do seu povo, que assegure a participa&ccedil;&atilde;o popular.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>De qualquer modo, essa &eacute; s&oacute; mais uma batalha da luta de classe que se explicita no processo bolivariano. O poder de &ldquo;los de abajo&rdquo; contra as grandes corpora&ccedil;&otilde;es. Um cap&iacute;tulo paradigm&aacute;tico, visto que serve de exemplo para as demais emissoras com concess&atilde;o a vencer. Na Venezuela, a iniciativa privada pode expressar-se e viver em paz, desde que cumprindo com o que diz a lei soberana, fruto da vontade do povo, pois como se sabe, l&aacute;, qualquer lei pode ser alterada pelo poder popular. Assim, o que se v&ecirc; nas telas das televis&otilde;es dos pa&iacute;ses amigos dos EUA nada mais &eacute; do que a velha jogada ideol&oacute;gica de tirar por diabo toda e qualquer pessoa que n&atilde;o diga am&eacute;m ao capital. Mas, quem pensa por si mesmo, pode chegar a outras conclus&otilde;es&#8230;<\/span><span>&nbsp;<\/span>&nbsp; <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><\/p>\n<p>* <em>Elaine Tavares &eacute; jornalista. Participa do Observat&oacute;rio Latino Americano (OLA), um projeto de observa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise das lutas populares na Am&eacute;rica Latina, acess&iacute;vel em <a href=\"http:\/\/www.ola.cse.ufsc.br\/\">www.ola.cse.ufsc.br<\/a><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em><br \/>** Extra&iacute;do do site da Fenaj &#8211; Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas.<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem j&aacute; esteve na Venezuela sabe muito bem: liberdade de opini&atilde;o &eacute; tudo o que h&aacute;. Nas r&aacute;dios e emissoras de televis&atilde;o comerciais, o presidente Hugo Ch&aacute;vez &eacute; xingado, humilhado, destratado e desmoralizado. As palavras usadas pelos jornalistas s&atilde;o de uma viol&ecirc;ncia sem par. 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