{"id":18192,"date":"2007-04-17T12:15:43","date_gmt":"2007-04-17T12:15:43","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18192"},"modified":"2007-04-17T12:15:43","modified_gmt":"2007-04-17T12:15:43","slug":"professor-da-fgv-critica-mecanismo-que-impede-circulacao-de-conteudos-digitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18192","title":{"rendered":"Professor da FGV critica mecanismo que impede circula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados digitais"},"content":{"rendered":"<p><span>Porto Alegre &#8211; Para dificultar o compartilhamento de arquivos pela internet, a ind&uacute;stria do entretenimento criou um mecanismo de prote&ccedil;&atilde;o dos direitos autorais conhecido como DRM (Digital Rights Management).<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Esse mecanismo &#8211; que a pr&oacute;pria Apple, empresa l&iacute;der na oferta de m&uacute;sicas pela internet e do mercado de tocadores port&aacute;teis de MP3 n&atilde;o utiliza mais &#8211; &eacute; &quot;uma das maiores amea&ccedil;as ao acesso ao conhecimento&quot;, avalia o coordenador da licen&ccedil;a internacional Creative Commons (CC) no Brasil, Ronaldo Lemos.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>&quot;N&atilde;o s&oacute; m&uacute;sica, mas textos, filmes, fotos. &Eacute; uma ferramenta tecnol&oacute;gica que retira do consumidor o direito que ele tem de decidir o que fazer com os conte&uacute;dos&quot;, explica. &quot;Por exemplo, se eu compro uma m&uacute;sica com DRM, pode ser que ela s&oacute; possa tocar tr&ecirc;s vezes ou s&oacute; num determinado equipamento. Para o consumidor &eacute; grave. Mas &eacute; mais grave quando se pensa no acesso a textos cient&iacute;ficos. Voc&ecirc; retira a possibilidade de que esteja acess&iacute;vel de forma equilibrada. Essa decis&atilde;o cabe ao autor. O DRM &eacute; imposto pela ind&uacute;stria cultural&quot;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Lemos representa no Brasil uma licen&ccedil;a desenvolvida pelo professor da Universidade de Stanford (Estados Unicos), Lawerence Lessig, que disciplina a liberdade de trocar, copiar, distribuir e alterar conte&uacute;dos na era digital. Segundo Lemos, que &aacute; professor da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, no Rio de Janeiro, o Brasil foi o terceiro pa&iacute;s a se juntar ao Creative Commons, depois da Finl&acirc;ndia e Jap&atilde;o.<\/span><span>&nbsp;<\/span><span>&quot;No s&eacute;culo 20, tudo era preciso um intermedi&aacute;rio: uma gravadora, uma empresa. Agora, cada autor pode dizer para a coletividade o que se pode ou n&atilde;o fazer com sua obra&quot;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A filosofia do Creative Commons &eacute; inspirada no software livre. Conforme explica Lemos, &eacute; a adapta&ccedil;&atilde;o da id&eacute;ia de liberdade do conhecimento para a &aacute;rea da cultura. &quot;O CC &eacute; isso: a aplica&ccedil;&atilde;o do software livre na cultura. No Brasil e no mundo vem crescendo muito, h&aacute; mais de 140 milh&otilde;es de obras licenciadas em CC&quot;.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Segundo ele, havia uma demanda para isso. Nesse sentido, o Creative Commons trabalha numa perspectiva oposta a do DRM e de outros mecanismos de cerceamento da livre circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Lemos acredita que esta &eacute; a maneira poss&iacute;vel de enfrentar e modificar o direito intelectual que predomina hoje. A luta pela socializa&ccedil;&atilde;o completa e total de obras e do conhecimento mundial a partir da defesa do fim dos direitos de propriedade e intelectuais, diz ele, &eacute; apenas &quot;um bom debate filos&oacute;fico, mas n&atilde;o vai longe&quot;.<\/span><span>&nbsp;<\/span><span>Para o professor, &quot;infelizmente, a propriedade intelectual foi incorporada no sistema do com&eacute;rcio internacional. Se um pa&iacute;s deixa de proteger isso, ele &eacute; punido internacionalmente. Se o Brasil revogasse a lei de propriedade intelectual, ele seria acionado na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Com&eacute;rcio e receberia retalia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica&quot;.<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp; <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<span>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para dificultar o compartilhamento de arquivos pela internet, a ind\u00fastria do entretenimento criou um mecanismo de prote\u00e7\u00e3o dos direitos autorais conhecido como DRM (Digital Rights Management).  <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[141],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18192"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18192"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18192\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}