{"id":18169,"date":"2007-04-12T15:20:44","date_gmt":"2007-04-12T15:20:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18169"},"modified":"2007-04-12T15:20:44","modified_gmt":"2007-04-12T15:20:44","slug":"tv-universitaria-televisao-sem-complexo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18169","title":{"rendered":"TV Universit\u00e1ria: televis\u00e3o sem complexo"},"content":{"rendered":"<p><span>Doze anos depois de institu&iacute;da, com o acesso gratuito a canais de TV a cabo que foi facultado &agrave;s universidades pela Lei 8977, de janeiro de 1995, a televis&atilde;o universit&aacute;ria brasileira est&aacute; chegando a uma encruzilhada. O in&iacute;cio de transmiss&otilde;es comerciais da TV Digital, anunciado para dezembro deste ano, e a reestrutura&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o p&uacute;blica, que decorrer&aacute; do I F&oacute;rum Brasileiro de TV P&uacute;blica, agendado pelo governo federal para mar&ccedil;o pr&oacute;ximo, s&atilde;o circunst&acirc;ncias que prometem impactar profundamente o ambiente audiovisual, abrindo um amplo leque de novas possibilidades, mas tamb&eacute;m amea&ccedil;ando a posi&ccedil;&atilde;o dos atores menos eficientes nesse mercado. A TV universit&aacute;ria ter&aacute; de escolher se avan&ccedil;a para o profissionalismo e a consolida&ccedil;&atilde;o, ou se permanece na indefini&ccedil;&atilde;o de rumos, assistindo ao progressivo estreitamento de seus espa&ccedil;os e definhando aos poucos.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>N&atilde;o ser&aacute; uma op&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil. A maioria das produtoras e canais universit&aacute;rios existentes ainda padece daquela &quot;S&iacute;ndrome do Vira-Lata&quot; diagnosticada h&aacute; d&eacute;cadas por N&eacute;lson Rodrigues, quando identificou o complexo de inferioridade dos brasileiros, que os incapacitava para as grandes conquistas, como a Copa do Mundo. Os futebolistas j&aacute; superaram a tal s&iacute;ndrome e nos sagraram pentacampe&otilde;es, mas a TV universit&aacute;ria segue cultivando uma auto-imagem de irrelev&acirc;ncia diante das &quot;grandes&quot; emissoras e nutrindo-se dela para justificar a falta de projeto, de ousadia e de ambi&ccedil;&atilde;o de crescer. &Eacute; como se, por ser ap&ecirc;ndice de uma institui&ccedil;&atilde;o cuja finalidade principal n&atilde;o &eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o social, fosse natural que a TV universit&aacute;ria viva sempre na precariedade, trabalhe com or&ccedil;amento insuficiente para as necessidades, e realize apenas uma &iacute;nfima parte do que poderia fazer pela universidade e pela sociedade. Acostumou-se a ser modesta essa televis&atilde;o, e &eacute; dif&iacute;cil faz&ecirc;-la compreender que o c&eacute;u &eacute; o limite, como percebeu a TV comercial h&aacute; mais de 50 anos.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Chega ser c&ocirc;mica a contradi&ccedil;&atilde;o que se estabelece, quando o forte criticismo da universidade para qualquer tema da televis&atilde;o defronta-se com a sua inseguran&ccedil;a de apropriar-se, ela mesma, dessa tecnologia que adora demonizar. Os estudos apontando o poder tentacular de uma Rede Globo, por exemplo, com seu suposto papel nocivo &agrave; democracia e &agrave; cultura do pa&iacute;s, poderiam formar uma pilha de altura equivalente &agrave; antena da emissora, na Avenida Paulista. No entanto, sempre que a TV universit&aacute;ria demonstra alguma insufici&ecirc;ncia, &eacute; com a Globo que o meio acad&ecirc;mico a compara, para desqualific&aacute;-la. Da mesma forma, &eacute; comum professores desdenharem das entrevistas que concedem a canais universit&aacute;rios, mas n&atilde;o se v&ecirc; a mesma indiferen&ccedil;a quando quem os convida a falar &eacute; o &quot;Jornal Nacional&quot;. O grande sat&atilde; das ondas hertzianas converte-se em guru da boa produ&ccedil;&atilde;o televisiva diante dos canais universit&aacute;rios, sempre vistos como coisa menor, aos quais n&atilde;o tocar&atilde;o jamais as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os do Ibope.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>At&eacute; certo ponto, &eacute; natural que seja assim. A universidade tem dificuldades em compreender a televis&atilde;o na exata medida de sua influ&ecirc;ncia sobre a cultura, a pol&iacute;tica e os costumes. Tende a superdimension&aacute;-la, seja para o mal (a m&aacute;quina de fazer doidos, a m&aacute;quina de chupar c&eacute;rebros), seja para o bem (a m&iacute;dia eficient&iacute;ssima, o canal de comunica&ccedil;&atilde;o onipotente). E como n&atilde;o consegue apreend&ecirc;-la na inteireza de suas ambig&uuml;idades, poderes e limita&ccedil;&otilde;es, hesita diante dela, quando ela se oferece ao uso. Abriga-se numa &oacute;tica comparativa (como fazer TV t&atilde;o bem como a Globo?), que, al&eacute;m de descabida, &eacute; redutiva e imobilista. O resultado &eacute; o descaso com os canais universit&aacute;rios que est&atilde;o &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o, transmitindo diariamente em mais de 50 centros urbanos grandes ou m&eacute;dios do pa&iacute;s, para muitos milhares de brasileiros do outro lado da tela.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Palavra inteligente<\/strong><\/span><span>&nbsp;<br \/><\/span><span>Este &eacute;, ent&atilde;o, um fato insofism&aacute;vel: a televis&atilde;o universit&aacute;ria vem crescendo apesar da universidade, &agrave;s vezes contra o desejo de parte dela. Os n&uacute;cleos de produ&ccedil;&atilde;o existentes e os canais que eles mant&eacute;m nasceram da iniciativa de setores acad&ecirc;micos (nos cursos de jornalismo ou RTV, nas assessorias de comunica&ccedil;&atilde;o e nas pr&oacute;-reitorias de extens&atilde;o, em geral), mas ainda n&atilde;o foram bem metabolizados no organismo universit&aacute;rio. Ainda n&atilde;o foram &quot;assumidos&quot; pela comunidade acad&ecirc;mica, n&atilde;o se transformaram em objeto de interesse ou desejo de todos os cursos, do conjunto do professorado, dos estudantes, dos servidores. Sobrevivem enquistados, lutando por verbas, clamando por apoio, expostos permanentemente aos cortes de pessoal e or&ccedil;amento, ao menor sinal de crise financeira nas institui&ccedil;&otilde;es que os abrigam.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>E, no entanto, muita gente os assiste. Cidad&atilde;os comuns, cansados da mesmice e da banalidade da televis&atilde;o de entretenimento, interessados em ilustrar-se, sintonizam os canais universit&aacute;rios em busca da palavra inteligente, do coment&aacute;rio sensato, da an&aacute;lise s&oacute;lida, da informa&ccedil;&atilde;o boa. A imprensa busca neles fontes de informa&ccedil;&atilde;o e novas caras para o telejornalismo. A publicidade tenta us&aacute;-los para comunicar-se mais facilmente com o mundo universit&aacute;rio e s&oacute; n&atilde;o avan&ccedil;a nessa dire&ccedil;&atilde;o porque h&aacute; complicadores legais (s&atilde;o canais p&uacute;blicos, sem finalidade de lucro), mas sobretudo porque n&atilde;o est&atilde;o profissionalmente estruturados para relacionar-se com ag&ecirc;ncias e anunciantes (n&atilde;o fazem pesquisa de audi&ecirc;ncia, divulgam mal a sua programa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o t&ecirc;m pol&iacute;tica definida para capta&ccedil;&atilde;o de patroc&iacute;nio\/apoio cultural, etc).<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Os canais universit&aacute;rios, enfim, j&aacute; s&atilde;o &uacute;teis para muita gente e cumprem boa parte de sua miss&atilde;o, mostrando &agrave; sociedade muito do que a universidade faz e pensa. Imagine-se, ent&atilde;o, o que j&aacute; estariam fazendo, se merecessem o decidido apoio da comunidade universit&aacute;ria, se fossem amados e impulsionados por ela. E imagine-se o que poder&atilde;o fazer, no cen&aacute;rio da televis&atilde;o digital &ndash; que vem a&iacute; com amplia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de emissoras dispon&iacute;veis, multiprograma&ccedil;&atilde;o das emissoras em v&aacute;rios canais, servi&ccedil;os interativos de informa&ccedil;&atilde;o, entretenimento e educa&ccedil;&atilde;o, e talvez com um bloco de canais p&uacute;blicos robustecido, integrado, bem financiado e mais apoiado pelo Estado. Como se comportar&aacute; a televis&atilde;o universit&aacute;ria nesse cen&aacute;rio?<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A resposta depende, em parte, dela mesma, mas na maior parte, da comunidade universit&aacute;ria. Ambas precisam conceituar com mais precis&atilde;o o papel de uma TV operada pela universidade, para que ela serve, a que necessidades atende. Com certeza, esse papel est&aacute; muito al&eacute;m do mero espa&ccedil;o laboratorial para capacita&ccedil;&atilde;o de estudantes, ou da ferramenta de comunica&ccedil;&atilde;o institucional para uso de reitorias. Essas s&atilde;o duas aplica&ccedil;&otilde;es leg&iacute;timas da TV universit&aacute;ria, mas n&atilde;o devem ser dominantes, muito menos exclusivas.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Televis&atilde;o m&uacute;ltipla e plural<\/strong><\/span><span>&nbsp;<br \/><\/span><span>Assim como uma universidade, por modesta que seja, encerra um mundo de diversidades, a televis&atilde;o universit&aacute;ria tamb&eacute;m pode ser m&uacute;ltipla e plural, oferecendo informa&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o e entretenimento compat&iacute;veis com o rigor que se espera de uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior. Pode veicular um jornalismo diferenciado, que estabele&ccedil;a novos padr&otilde;es, ao menos na cobertura de educa&ccedil;&atilde;o. Pode dinamizar o esporte universit&aacute;rio, o teatro e a m&uacute;sica (de onde surgiram mesmo a Bossa Nova, o Teatro de Arena, o CPC, Chico Buarque, Caetano, Gil?). Pode divulgar uma infinidade de servi&ccedil;os gratuitos ou de baixo custo para a popula&ccedil;&atilde;o: m&eacute;dicos, psicol&oacute;gicos, odontol&oacute;gicos, jur&iacute;dicos, etc. Pode permitir experimentos de professores e estudantes, e fazer a permanente an&aacute;lise cr&iacute;tica do pr&oacute;prio sistema televisivo, falando ao mesmo tempo para o p&uacute;blico interno e o p&uacute;blico geral.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Essa &eacute; a televis&atilde;o universit&aacute;ria do futuro, que surgir&aacute; se a atual fizer a op&ccedil;&atilde;o correta na encruzilhada em que se encontra. Se optar, como dito acima, pelo caminho do profissionalismo e de sua consolida&ccedil;&atilde;o como empreendimento s&eacute;rio de comunica&ccedil;&atilde;o educacional, superando a condi&ccedil;&atilde;o de mero ap&ecirc;ndice laboratorial para os cursos de m&iacute;dia ou de simples ve&iacute;culo de propaganda &ndash; comercial para universidades, pessoal para dirigentes. Porque o outro caminho, o do continu&iacute;smo, o da indefini&ccedil;&atilde;o permanente, n&atilde;o a levar&aacute; a nada, exceto aos trancos e barrancos, a marcar passo ou a voltar atr&aacute;s. &Eacute; descaminho, n&atilde;o op&ccedil;&atilde;o de avan&ccedil;o.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Se a TV universit&aacute;ria n&atilde;o explorar as possibilidades que j&aacute; tem diante de si, e que ter&aacute; muito mais com a televis&atilde;o digital, algum outro setor da TV ocupar&aacute; os seus espa&ccedil;os, inexoravelmente. A demanda por educa&ccedil;&atilde;o no Brasil s&oacute; aumentar&aacute;, na raz&atilde;o do crescimento que o pa&iacute;s experimentar. Aumentar&atilde;o as exig&ecirc;ncias para as institui&ccedil;&otilde;es de ensino atuais e surgir&atilde;o novas institui&ccedil;&otilde;es, ampliando o contingente universit&aacute;rio e suas necessidades de forma&ccedil;&atilde;o e de atualiza&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-formatura. Aumentar&aacute; a necessidade de bom ensino b&aacute;sico, m&eacute;dio e profissionalizante. Aumentar&aacute;, mais e mais, a obriga&ccedil;&atilde;o de capacitar docentes, servidores e t&eacute;cnicos da educa&ccedil;&atilde;o. Algu&eacute;m atender&aacute; toda essa demanda, se a TV universit&aacute;ria n&atilde;o perceber que esse papel &eacute; seu.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Programa&ccedil;&atilde;o cultural<\/strong><\/span><span>&nbsp;<br \/><\/span><span>A outrora chamada televis&atilde;o educativa, por exemplo, &eacute; forte candidata. Sozinha na &aacute;rea da TV educacional entre 1967, quando foi criada na radiodifus&atilde;o pelo Decreto-Lei 236, e 1995, quando surge a TV universit&aacute;ria na cabodifus&atilde;o, ela foi progressivamente abandonando os seus compromissos com a educa&ccedil;&atilde;o formal e extinguindo os telecursos de sua grade de programa&ccedil;&atilde;o, para converter-se em televis&atilde;o cultural, educativa em sentido muito amplo, apenas complementar &agrave; escolariza&ccedil;&atilde;o. Avan&ccedil;ou tanto nesse rumo que passou a recusar a pr&oacute;pria identidade de televis&atilde;o educativa, preferindo nomear-se como televis&atilde;o p&uacute;blica, em contraste com a televis&atilde;o comercial privada. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>N&atilde;o agiu dessa forma por algum impulso mal&eacute;fico de dirigentes, de trair os seus prop&oacute;sitos e princ&iacute;pios. Abandonou a teleduca&ccedil;&atilde;o porque a tecnologia televisiva, no est&aacute;gio de desenvolvimento em que se encontrava, permitia apenas a comunica&ccedil;&atilde;o unidirecional do professor no est&uacute;dio para os alunos nas tele-salas, muitas das quais sequer contavam com monitores. N&atilde;o permitia que os alunos fizessem perguntas e tirassem suas d&uacute;vidas. Inexistindo a interatividade entre educandos e educadores, tornou-se imposs&iacute;vel um efetivo processo de ensino-aprendizagem, de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho, de educa&ccedil;&atilde;o em sua plenitude. Assim, a mudan&ccedil;a para uma programa&ccedil;&atilde;o cultural, sem responsabilidades educativas formais, tornou-se inevit&aacute;vel.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>No entanto, a&iacute; est&aacute; a televis&atilde;o digital, introduzindo a possibilidade de intera&ccedil;&atilde;o entre telespectador e emissora, teoricamente em grau equivalente &agrave; que existe entre alunos e mestres na educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia via internet. N&atilde;o no come&ccedil;o, mas com o tempo, a TV digital dar&aacute; um grande salto na comunica&ccedil;&atilde;o interativa. O p&uacute;blico poder&aacute; perguntar, opinar, solicitar, at&eacute; mesmo enviar seus pr&oacute;prios v&iacute;deos, trocando a postura passiva por uma audi&ecirc;ncia estimulantemente ativa. A bidirecionalidade no fluxo de comunica&ccedil;&atilde;o enterrar&aacute; a unidirecionalidade empobrecedora. E quando houver di&aacute;logo atrav&eacute;s da TV, em vez do mon&oacute;logo atual, haver&aacute; um vasto campo para a teleduca&ccedil;&atilde;o.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Some-se essa funcionalidade &agrave; da multiprograma&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, a possibilidade de que uma emissora transmita v&aacute;rias programa&ccedil;&otilde;es simult&acirc;neas, por canais diferentes. &Eacute; o que j&aacute; fazem atualmente, na TV por assinatura, emissoras como Telecine, SporTV, Premi&eacute;re, Discovery, HBO, Cinemax e outras &ndash; n&atilde;o por acaso, utilizando da tecnologia digital j&aacute; aplicada nas redes de cabo ou nas transmiss&otilde;es via sat&eacute;lite, que otimiza enormemente a capacidade de tr&aacute;fego desses sistemas e favorece a multiplicidade de canais. A digitaliza&ccedil;&atilde;o da TV aberta terrestre permitir&aacute; as mesmas funcionalidades e, de olho nelas, emissoras educativas, como a TV Cultura de S&atilde;o Paulo, j&aacute; anunciam a disposi&ccedil;&atilde;o de dedicar um canal exclusivamente para a teleduca&ccedil;&atilde;o. Permitir&aacute; a TV universit&aacute;ria que os primeiros telecursos de n&iacute;vel superior sejam oferecidos pelas suas primas ricas? Ou cuidar&aacute; ela mesma de ser senhora e rainha no terreno educacional que &eacute; seu por defini&ccedil;&atilde;o?<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Aprofundar a segmenta&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/span><span>&nbsp;<br \/><\/span><span>Por outro lado, o surgimento de outros canais n&atilde;o-comerciais de finalidade p&uacute;blica, como os legislativos (TV Senado, TV C&acirc;mara, TVs de Assembl&eacute;ias e C&acirc;maras Municipais), os institucionais (NBR, TV Justi&ccedil;a, TV Brasil) e os comunit&aacute;rios (j&aacute; presentes em cerca de 80 cidades brasileiras), redefiniu o campo p&uacute;blico da televis&atilde;o e introduziu nele um conceito de segmenta&ccedil;&atilde;o que ainda foi pouco explorado. Se esses canais competirem entre si e com os educativos e universit&aacute;rios, veiculando programa&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ricas semelhantes para complementar o pouco que fazem de espec&iacute;fico, a autofagia vai destru&iacute;-los. O avan&ccedil;o para o campo p&uacute;blico est&aacute; no aprofundamento da segmenta&ccedil;&atilde;o, com cada canal fazendo o melhor do que lhe &eacute; pr&oacute;prio. Ningu&eacute;m mais habilitado, portanto, para tratar melhor dos conte&uacute;dos universit&aacute;rios do que a TV universit&aacute;ria. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Identidade, segmenta&ccedil;&atilde;o, profissionalismo, qualidade, poder de sedu&ccedil;&atilde;o. Estes s&atilde;o os desafios que a televis&atilde;o universit&aacute;ria tem de enfrentar. Que a intelig&ecirc;ncia sobre a qual a universidade se funda seja capaz de entender que ela n&atilde;o pode enfrent&aacute;-los sozinha. A TV universit&aacute;ria s&oacute; ser&aacute; uma grande televis&atilde;o educativo-cultural do Brasil se for, antes, o que ainda n&atilde;o &eacute;: a televis&atilde;o preferida da pr&oacute;pria universidade.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doze anos depois de institu&iacute;da, com o acesso gratuito a canais de TV a cabo que foi facultado &agrave;s universidades pela Lei 8977, de janeiro de 1995, a televis&atilde;o universit&aacute;ria brasileira est&aacute; chegando a uma encruzilhada. 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