{"id":18166,"date":"2007-04-11T16:57:01","date_gmt":"2007-04-11T16:57:01","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18166"},"modified":"2007-04-11T16:57:01","modified_gmt":"2007-04-11T16:57:01","slug":"o-supremo-e-o-debate-abortado-pelos-jornalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18166","title":{"rendered":"O Supremo e o debate abortado pelos jornalistas"},"content":{"rendered":"<p>Nem mesmo com as comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Nacional do Jornalista, celebrado em 7 de abril, a sociedade brasileira foi lembrada neste ano sobre a quest&atilde;o da obrigatoriedade da forma&ccedil;&atilde;o superior espec&iacute;fica em jornalismo para o exerc&iacute;cio dessa profiss&atilde;o. Se depender da vontade da maioria dos contr&aacute;rios e dos favor&aacute;veis aessa obrigatoriedade, nenhuma discuss&atilde;o p&uacute;blica ser&aacute; realizada sobre esse tema, que aguarda julgamento de m&eacute;rito pelo Supremo Tribunal Federal. <\/p>\n<p>Apesar n&atilde;o existir em nenhum pa&iacute;s em que o jornalismo tem efetiva import&acirc;ncia para a cidadania, no Brasil a exig&ecirc;ncia do diploma foi estabelecida por meio do decreto-lei 972\/1969, mas encontra-se suspensa desde 16 de novembro de 2006 por uma liminar do Supremo Tribunal Federal. Concedida pelo ministro Gilmar Mendes, a liminar teve, cinco dias depois, endosso un&acirc;nime pela 2&ordf; Turma do STF. <\/p>\n<p>Do lado dos principais defensores desse decreto-lei, a Fenaj (Federa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornalistas) e os sindicatos a ela associados optaram n&atilde;o s&oacute; pelo sil&ecirc;ncio, mas tamb&eacute;m pela desinforma&ccedil;&atilde;o, a come&ccedil;ar pela omiss&atilde;o da concess&atilde;o da liminar do STF nas p&aacute;ginas de seus websites destinadas a informar sobre o andamento da quest&atilde;o na Justi&ccedil;a. At&eacute; o fechamento deste artigo, essa federa&ccedil;&atilde;o e os sindicatos paulista e o do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro ressaltavam em seus websites o ac&oacute;rd&atilde;o de 26 de outubro de 2005 da 4&ordf; Turma do Tribunal Federal Regional da 3&ordf; Regi&atilde;o (TRF-3), em S&atilde;o Paulo, que foi favor&aacute;vel aostermos do citado decreto-lei. <\/p>\n<p>Nenhuma men&ccedil;&atilde;o, nessas p&aacute;ginas sindicais de &#39;esclarecimento&#39;, sobre andamentos posteriores ao ac&oacute;rd&atilde;o, como o recurso extraordin&aacute;rio da Procuradoria Regional da Rep&uacute;blica (7\/3\/06) e seu acolhimento pelo vice-presidente do TRF-3 (19\/6\/06), nem sobrea A&ccedil;&atilde;o Cautelar do Procurador Geral da Rep&uacute;blica (11\/10\/06), muito menos sobre a portaria 22, de 22\/1\/07, do Minist&eacute;rio do Trabalho e do Emprego, que determina &#39;&agrave;s Delegacias Regionais do Trabalho que procedam &agrave; suspens&atilde;o da fiscaliza&ccedil;&atilde;o do cumprimento da exig&ecirc;ncia de diploma de jornalista, referente ao respectivo registro profissional&#39;. <\/p>\n<p>Desinforma&ccedil;&atilde;o e esvaziamento Mesmo quando esse tema vem momentaneamente &agrave; tona por for&ccedil;a dos acontecimentos no Judici&aacute;rio ou no Legislativo, a maior parte dos representantes de ambos os p&oacute;los antag&ocirc;nicos tem renunciado ao debate.Como &eacute; de se esperar em rela&ccedil;&atilde;o a qualquer assunto pol&ecirc;mico &mdash; com o duplo agravante de envolver interesses de classe e da m&iacute;dia &mdash;, a interlocu&ccedil;&atilde;o entre os contr&aacute;rios &eacute; praticamente inexistente, as opini&otilde;es conflitantes n&atilde;o s&atilde;o confrontadas e cada um dos lados conversa consigo mesmo, com os parceiros de convic&ccedil;&atilde;o confirmando uns aos outros. <\/p>\n<p>Os melhores exemplos desse esvaziamento foram os projetos de lei de cria&ccedil;&atilde;o do CFJ (Conselho Federal de Jornalismo), de autoria do Executivo mas proposto pela Fenaj, e de regulamenta&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es jornal&iacute;sticas &mdash; do ex-deputado Pastor Amarildo, do Tocantins, inicialmente do PSB e posteriormente do PSC, apontado pela CPI da m&aacute;fia dos sanguessugas e felizmente n&atilde;o reeleito. As duas proposi&ccedil;&otilde;es foram engendradas na surdina pelos sindicalistas e abortadas sem discuss&atilde;o no Legislativo por press&atilde;o dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o ( &#39;O cavalo de Tr&oacute;ia e o rolo compressor&#39; , Observat&oacute;rio da Imprensa, 9\/9\/04, e &#39;Como a Fenaj esvaziou o debate sobre o CFJ&#39; , Observat&oacute;rio da Imprensa, 28\/9\/04). <\/p>\n<p>Tanto por parte de sindicalistas e da maioria dos professores de jornalismo, que elaboram suas propostas emambientes domesticados e imunes ao questionamento &mdash; em que opositores ilustres s&atilde;o convidados a fazer depoimentos perante uma plat&eacute;ia fechada em torno de uma s&oacute; posi&ccedil;&atilde;o &mdash;, como por parte da maioria dos empres&aacute;rios da comunica&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m &mdash; n&atilde;o necessariamente subordinados aos donos da m&iacute;dia &mdash; articulistas e colunistas, que em nome da liberdade de express&atilde;o acabam promovendo amplas campanhas de massacre dos seus oponentes, o que prevalece &eacute; a guerra da desinforma&ccedil;&atilde;o, e muitas vezes com uma grande dose de cinismo. <\/p>\n<p>Selvageria e hostilidade Do lado favor&aacute;vel &agrave; exig&ecirc;ncia do diploma, &eacute; o cinismo daqueles que, diante da enorme despropor&ccedil;&atilde;o entre a oferta de empregos e a procura de profissionais, causada pela prolifera&ccedil;&atilde;o desenfreada de cursos superiores de jornalismo no Brasil, agem como se ela n&atilde;o fosse estimulada pela obrigatoriedade; daqueles que evocam a forma&ccedil;&atilde;o superior espec&iacute;fica como caminho para assegurar a corre&ccedil;&atilde;o &eacute;tica e a capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, mas fazem vista grossa ao crescente despreparo da massa de graduados despejada anualmente no mercado; e daqueles que cientes da ignor&acirc;ncia sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o profissional em outrospa&iacute;ses &mdash; predominante entre os graduados nestes 38 anos de vig&ecirc;ncia do decreto-lei &mdash;, agem como se o ensino de jornalismo n&atilde;o tivesse responsabilidade nenhuma sobre isso. <\/p>\n<p>Do lado contr&aacute;rio ao decreto-lei, &eacute; o cinismo daqueles que bradam contra o desrespeito dos sindicalistas pelodebate, mas silenciam quando a discuss&atilde;o que amea&ccedil;ava come&ccedil;ar &eacute; sumariamente abortada; daqueles que, nos momentos em que o tema da regulamenta&ccedil;&atilde;o profissional vem &agrave; tona, aparecem para exibir suas performances argumentativas ao gosto dos patr&otilde;es, e saem de cena quando a crise acaba, guardando-se como muni&ccedil;&atilde;o para futuras demandas; daqueles que v&ecirc;em qualquer proposta de regulamenta&ccedil;&atilde;o como atentado contra a liberdade de express&atilde;o, mas fazem vista grossa ao sonho de desregulamenta&ccedil;&atilde;o geral por parte dos donos do capital. <\/p>\n<p>Entretanto, tamb&eacute;m de ambos os lados dessa pol&ecirc;mica, existe uma minoria capaz de abordar o tema com respeito &agrave;s opini&otilde;es contr&aacute;rias, com disposi&ccedil;&atilde;o para uma efetiva interlocu&ccedil;&atilde;o e com discernimento para buscar uma sa&iacute;da que atenda ao interesse p&uacute;blico. Mas, a cada dia que passa, cresce entre esses remanescentes de civilidade o des&acirc;nimo e a falta de est&ocirc;mago para suportar o antiintelectualismo, a selvageria e a hostilidade das duas &#39;torcidas organizadas&#39; que se instalam em praticamente todas as tentativas de discuss&atilde;o. <\/p>\n<p>O assunto tornou-se, portanto, um vespeiro. N&atilde;o &eacute; de se estranhar que n&atilde;o tenha sido citado nem mesmo en passant entre os temas arrolados no relat&oacute;rio &#39;M&iacute;dia e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas de Comunica&ccedil;&atilde;o&#39;, da Andi (Ag&ecirc;ncia Nacional dos Direitos da Inf&acirc;ncia), baseado no acompanhamento de 1.184 mat&eacute;rias no per&iacute;odo de 2003 a 2005, publicadas em 53 jornais de todos os 23 estados brasileiros e dequatro revistas semanais, que procurou avaliar como se comportam esses ve&iacute;culos &#39;quando os temas em destaque em suas p&aacute;ginas remetem a quest&otilde;es referentes ao pr&oacute;prio universo das comunica&ccedil;&otilde;es&#39;. <\/p>\n<p>Tr&acirc;mite na Justi&ccedil;a Nada disso vai mudar sem que seja for&ccedil;ado um novo marco regulat&oacute;rio. Nada disso vai mudar se for mantida a obrigatoriedade do diploma e o esdr&uacute;xulo modelo de registro vigente, na esfera do Estado, nos moldes do decreto-lei 972, de 1969. &Eacute; preciso atender ao pedido da A&ccedil;&atilde;o Civil p&uacute;blica de 2001, do procurador da Rep&uacute;blica Andr&eacute; de Carvalho Ramos: eliminarn&atilde;o s&oacute; a obrigatoriedade, mas derrubar por completo esse dispositivo cujo texto n&atilde;o teve amparo em nenhuma lei e em nenhuma constitui&ccedil;&atilde;o, mas somente no AI-5 e no AI-16. <\/p>\n<p>Ciente da gravidade dos termos dessa A&ccedil;&atilde;o Civil p&uacute;blica, a ju&iacute;za Carla Abrantkoski Rister, da 16&ordf; Vara C&iacute;vel Federal de S&atilde;o Paulo, assegurou os direitos envolvidos, mas preferiu n&atilde;o interferir al&eacute;m do necess&aacute;rio na legisla&ccedil;&atilde;o existente, uma vez que havia mat&eacute;ria constitucional a ser apreciada pelo STF. Por essa raz&atilde;o, tanto em sua liminar de outubro de 2001, como em sua senten&ccedil;a de janeiro de 2003, a ju&iacute;za suspendeu a obrigatoriedade do diploma sem eliminar o registro nas DRTs, e teve a dec&ecirc;ncia de submeter de of&iacute;cio sua pr&oacute;pria decis&atilde;o &agrave; inst&acirc;ncia superior. <\/p>\n<p>Em seu ac&oacute;rd&atilde;o de 2005, os desembargadores do TRF-3 desconsideraram solenemente, sem qualquer coment&aacute;rio, manifesta&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas contr&aacute;rias &agrave; exig&ecirc;ncia do diploma feitas por importantes mestres do Direito Administrativo P&uacute;blico, como Geraldo Ataliba, que foram citadas na senten&ccedil;a de primeira inst&acirc;ncia. <\/p>\n<p>Desconsideraram tamb&eacute;m o vexame passado em 1985 pela Justi&ccedil;a da Costa Rica, que foi obrigada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos a abolir sua lei que condicionava o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o superior espec&iacute;fica. E desconsideraram a regulamenta&ccedil;&atilde;o profissional nos Estados Unidos e tamb&eacute;m na Alemanha, Argentina, Austr&aacute;lia, &Aacute;ustria, B&eacute;lgica, Chile, China, Col&ocirc;mbia, Dinamarca Espanha, Finl&acirc;ndia, Fran&ccedil;a, Gr&eacute;cia, Holanda, Hungria, Irlanda, It&aacute;lia, Jap&atilde;o, Luxemburgo, Peru, Pol&ocirc;nia, Reino Unido, Su&eacute;cia, Su&iacute;&ccedil;a e em v&aacute;rios outros pa&iacute;ses. <\/p>\n<p>Gra&ccedil;as &agrave; procuradora regional da Rep&uacute;blica Luiza Cristina Fonseca Frischeisen, o ac&oacute;rd&atilde;o teve apela&ccedil;&atilde;o, que foi acolhida pelo vice-presidente do TRF-3, desembargador Paulo Oct&aacute;vio Baptista Pereira, e pelo procurador-geral da Rep&uacute;blica, Antonio Fernando Souza, que encaminhou sua a&ccedil;&atilde;o cautelar ao STF. <\/p>\n<p>Ao analisar a a&ccedil;&atilde;o, a ministra Carmen L&uacute;cia Antunes Rocha declarou-se impedida &mdash; por raz&otilde;es que n&atilde;o foram divulgadas&mdash;, e a distribui&ccedil;&atilde;o do processo foi refeita, cabendo sua relatoria ao ministro Gilmar Mendes. Sua liminar foi apreciada por seus colegas de toga, mas sem a participa&ccedil;&atilde;o do ministro Eros Grau, que anteriormente, como advogado, j&aacute; havia dadoparecer jur&iacute;dico contr&aacute;rio &agrave; constitucionalidade da exig&ecirc;ncia do diploma pelo decreto-lei 972\/1969. <\/p>\n<p>Crise e desafios No Brasil, ao longo desse tr&acirc;mite de quase seis anos na Justi&ccedil;a, a quase totalidade dos profissionais de ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o, sindicalistas, professores e at&eacute; mesmo estudantes de jornalismo, em manifesta&ccedil;&otilde;es na imprensa, em blogs, em chats, em grupos de discuss&atilde;o na internet e em f&oacute;runs de websites, mostraram o que t&ecirc;m de pior: a superficialidade, a ren&uacute;ncia &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o e &agrave; checagem das informa&ccedil;&otilde;es que recebem, o desinteresse pela contextualiza&ccedil;&atilde;o e o desrespeito aos preceitos &eacute;ticos profissionais de busca do contradit&oacute;rio e de jamais frustrar o livre debate de id&eacute;ias. <\/p>\n<p>Enquanto isso, em meio &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e tecnol&oacute;gicas globais e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias no mundo da comunica&ccedil;&atilde;o &mdash; como a redu&ccedil;&atilde;odr&aacute;stica da circula&ccedil;&atilde;o dos jornais e a migra&ccedil;&atilde;o de grande parte da receita publicit&aacute;ria para outras formas de acesso aos consumidores &mdash;, estamos assistindo em todo o mundo ao crescente processo de concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, &agrave; sua incorpora&ccedil;&atilde;o a conglomeradosempresariais sem tradi&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica e sem compromisso com a informa&ccedil;&atilde;o e &agrave;s sucessivas elimina&ccedil;&otilde;es de postos de trabalho de jornalistas como parte das estrat&eacute;gias de minimiza&ccedil;&atilde;o de custos. <\/p>\n<p>Nesse processo, caminham a passos largos o aumento da distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos emdetrimento da produ&ccedil;&atilde;o deles, a miscigena&ccedil;&atilde;o e a promiscuidade da informa&ccedil;&atilde;o com o entretenimento, a decad&ecirc;ncia da disciplina da verifica&ccedil;&atilde;o e da checagem, a influ&ecirc;ncia cada vez maior das corpora&ccedil;&otilde;es e governos na agenda da imprensa e a pulveriza&ccedil;&atilde;o dos valores &eacute;ticos e de credibilidade que deram origem ao jornalismo e ao seu papel na defesa da cidadania. <\/p>\n<p>Longe de responder aos desafios desse cen&aacute;rio, a concep&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o superior espec&iacute;fica como requisito para a capacita&ccedil;&atilde;o ao exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o levou o ensino de jornalismo brasileiro a permanecerref&eacute;m de uma armadilha conceitual, na forma de uma busca permanente de solu&ccedil;&otilde;es para problemas viciados e de respostas para quest&otilde;es recorrentes, como mostramos, h&aacute; quase dois anos, em outro trabalho, que permanece praticamente sem resposta, mas foi considerado no recurso extraordin&aacute;rio da Procuradoria Regional da Rep&uacute;blica em S&atilde;o Paulo ( Diploma de Jornalismo , Consultor Jur&iacute;dico, 25\/06\/2005). <\/p>\n<p>A decis&atilde;o, finalmente, est&aacute; nas m&atilde;os do STF, apesar de todas as tentativas de debate sobre o assunto terem sido abortadas. Espera-se que o julgamento da A&ccedil;&atilde;o Cautelar da Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica seja pautado pela defesa do interesse p&uacute;blico, pela diversidade de opini&otilde;es sobre o tema, pela contextualiza&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o profissional no Brasil e at&eacute; mesmo pela necessidade de valorizar a forma&ccedil;&atilde;o superior espec&iacute;fica em jornalismo, preservando-a do aviltamento inerente a vincula&ccedil;&otilde;es incompat&iacute;veis com o esp&iacute;rito de independ&ecirc;ncia e de universalidade da atividade acad&ecirc;mica. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem mesmo com as comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Nacional do Jornalista, celebrado em 7 de abril, a sociedade brasileira foi lembrada neste ano sobre a quest&atilde;o da obrigatoriedade da forma&ccedil;&atilde;o superior espec&iacute;fica em jornalismo para o exerc&iacute;cio dessa profiss&atilde;o. 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