{"id":18134,"date":"2007-04-05T12:10:05","date_gmt":"2007-04-05T12:10:05","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18134"},"modified":"2007-04-05T12:10:05","modified_gmt":"2007-04-05T12:10:05","slug":"por-que-a-imprensa-discrimina-a-ministra-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18134","title":{"rendered":"Por que a imprensa discrimina a ministra negra?"},"content":{"rendered":"<p><em>Por que a m&iacute;dia amplificou uma entrevista perdida, que poucos brasileiros ouviram, com o n&iacute;tido enfoque de acusar uma integrante do governo Lula de incita&ccedil;&atilde;o ao conflito racial? A an&aacute;lise &eacute; de Nelson Breve.<\/em><\/p>\n<p>BRAS&Iacute;LIA &ndash; Uma r&aacute;pida consulta aos dicion&aacute;rios Michaelis e Houaiss, dispon&iacute;veis no portal UOL, &eacute; suficiente para se verificar que a palavra &ldquo;racismo&rdquo; tem como significado original a &ldquo;teoria que afirma a superioridade de certas ra&ccedil;as humanas sobre as demais&rdquo; ou &ldquo;ou conjunto de teorias e cren&ccedil;as que estabelecem uma hierarquia entre as ra&ccedil;as, entre as etnias&rdquo;, ou ainda, a &ldquo;doutrina ou sistema pol&iacute;tico fundado sobre o direito de uma ra&ccedil;a (considerada pura e superior) de dominar outras&rdquo;.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m est&atilde;o enumerados l&aacute;, entre outros significados, o &ldquo;apego &agrave; ra&ccedil;a&rdquo;, o &ldquo;preconceito extremado contra indiv&iacute;duos pertencentes a uma ra&ccedil;a ou etnia diferente, geralmente considerada inferior&rdquo; e a &ldquo;atitude de hostilidade em rela&ccedil;&atilde;o a determinada categoria de pessoas&rdquo; (sendo esta uma acep&ccedil;&atilde;o derivada por analogia).<\/p>\n<p>Tais esclarecimentos j&aacute; seriam suficientes para compreender os motivos pelos quais algu&eacute;m, especialmente de uma ra&ccedil;a ou etnia &ldquo;considera inferior&rdquo;, entende que &ldquo;n&atilde;o &eacute; racismo quando um negro se insurge contra um branco&rdquo;. Mas o contexto em que a ministra da Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica (Seppir), Matilde Ribeiro, fez tal declara&ccedil;&atilde;o permite uma compreens&atilde;o ainda melhor.<\/p>\n<p>Na entrevista que concedeu esta semana ao servi&ccedil;o brasileiro da R&aacute;dio BBC de Londres (BBC Brasil), a prop&oacute;sito do anivers&aacute;rio de 200 anos da proibi&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio de escravos pelo Imp&eacute;rio Brit&acirc;nico, ela foi questionada sobre o assunto da seguinte forma: &ldquo;Como o Brasil se coloca no contexto internacional? O Brasil gosta de pensar que n&atilde;o tem discrimina&ccedil;&atilde;o e gosta de se citar como exemplo de integra&ccedil;&atilde;o. &Eacute; assim que a senhora v&ecirc; a situa&ccedil;&atilde;o?&rdquo;.<\/p>\n<p>E respondeu assim: &ldquo;&Eacute; o seguinte: chegaram os europeus numa terra de &iacute;ndios, a&iacute; chegaram os africanos que n&atilde;o escolheram estar aqui, foram capturados e chegaram aqui como coisa. Os ind&iacute;genas e os negros n&atilde;o eram os donos das armas, n&atilde;o eram os donos das leis, n&atilde;o eram os donos dos bens de consumo. A forma que eles encontraram para sobreviver n&atilde;o foi pelo conflito expl&iacute;cito. No Brasil, o racismo n&atilde;o se d&aacute; por lei, como foi na &Aacute;frica do Sul. Isso nos levou a uma mistura. Aparentemente todos podem usufruir de tudo, mas na pr&aacute;tica h&aacute; lugares onde os negros n&atilde;o v&atilde;o. H&aacute; um debate se aqui a quest&atilde;o &eacute; racial ou social. Eu diria que &eacute; as duas coisas&rdquo;. <\/p>\n<p>Na seq&uuml;&ecirc;ncia, uma quest&atilde;o mais espec&iacute;fica: &ldquo;E no Brasil tem racismo tamb&eacute;m de negro contra branco, como nos Estados Unidos?&rdquo;. E uma resposta honesta, sem hipocrisia, sem fingir que a miscigena&ccedil;&atilde;o brasileira superou o preconceito e a revolta decorrente dele: &ldquo;Eu acho natural que tenha. Mas n&atilde;o &eacute; na mesma dimens&atilde;o que nos Estados Unidos. N&atilde;o &eacute; racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo &eacute; quando uma maioria econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica ou num&eacute;rica co&iacute;be ou veta direitos de outros. A rea&ccedil;&atilde;o de um negro de n&atilde;o querer conviver com um branco, ou n&atilde;o gostar de um branco, eu acho uma rea&ccedil;&atilde;o natural, embora eu n&atilde;o esteja incitando isso. N&atilde;o acho que seja uma coisa boa. Mas &eacute; natural que aconte&ccedil;a, porque quem foi a&ccedil;oitado a vida inteira n&atilde;o tem obriga&ccedil;&atilde;o de gostar de quem o a&ccedil;oitou&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Racismo nas manchetes<\/strong><br \/>Est&aacute; claro que na resposta dela n&atilde;o h&aacute; inten&ccedil;&atilde;o de justificar qualquer atitude &ldquo;racista&rdquo; de negros contra brancos. Matilde ressalva nitidamente que n&atilde;o acha &ldquo;que seja uma coisa boa&rdquo; esse comportamento. Mas compreende que exista, explica as raz&otilde;es de existir e defende o ponto de vista de que a insurrei&ccedil;&atilde;o de negros contra brancos &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o ao racismo, entendido por movimentos de luta contra a discrimina&ccedil;&atilde;o racial e pelos dicion&aacute;rios tradicionais da L&iacute;ngua Portuguesa como a imposi&ccedil;&atilde;o de uma hierarquia entre ra&ccedil;as ou etnias.<\/p>\n<p>No entanto, as declara&ccedil;&otilde;es da ministra viraram not&iacute;cia digna das manchetes de jornais e enquete de portais noticiosos da internet. Al&eacute;m de produzirem coment&aacute;rios indignados de colunistas de grande notoriedade. Por que ser&aacute;? Por que a imprensa amplificou uma entrevista perdida, que poucos brasileiros ouviram, com o n&iacute;tido enfoque de acusar uma integrante do governo Lula de incita&ccedil;&atilde;o ao conflito racial? S&oacute; existem duas explica&ccedil;&otilde;es no horizonte: ou a imprensa &eacute; racista ou quer incitar o conflito racial, como forma de conter as pol&iacute;ticas afirmativas que privilegiam a ra&ccedil;a e a etnia que menos se apropriaram do acumulo de riquezas ocorrido no pa&iacute;s em seus 507 anos de hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Na semana passada, a Seppir completou quatro anos de cria&ccedil;&atilde;o, comemorados em cerim&ocirc;nia no Pal&aacute;cio do Planalto junto com a celebra&ccedil;&atilde;o do Dia Internacional de Luta pela Elimina&ccedil;&atilde;o da Discrimina&ccedil;&atilde;o Racial. Mais de uma centena de negros compareceu para assistir a assinatura de termos de coopera&ccedil;&atilde;o voltados para a inclus&atilde;o social infanto-juvenil e de comunidades quilombolas em v&aacute;rias regi&otilde;es do pa&iacute;s. Teve at&eacute; roda de capoeira no Sal&atilde;o Nobre, curiosamente jogada por um convidado vestindo com terno e gravata.<\/p>\n<p>A imprensa estava presente, mas n&atilde;o adianta procurar o fato no notici&aacute;rio do dia, ou do dia seguinte. Envolvido com a reforma ministerial, o presidente Lula n&atilde;o participou da cerim&ocirc;nia. Enviou o vice, Jos&eacute; Alencar, para represent&aacute;-lo. Pela linha editorial da m&iacute;dia, isso &eacute; suficiente para que o fato seja completamente ignorado.<\/p>\n<p><strong>O que n&atilde;o &eacute; not&iacute;cia<\/strong><br \/>Um dos termos de coopera&ccedil;&atilde;o assinado entre a Seppir e a Eletrobr&aacute;s permitir&aacute; o repasse de R$ 1 milh&atilde;o ao programa Energia Quilombola, atendendo quase 6 mil fam&iacute;lias de tr&ecirc;s Estados (Bahia, Minas Gerais e Maranh&atilde;o), com projetos de avicultura, artesanato regional e agricultura, como a constru&ccedil;&atilde;o e aquisi&ccedil;&atilde;o de 10 casas de farinha e cinco mini-usinas para extrativismo do arroz, em Itapecurumirim (MA). <\/p>\n<p>Outra parceria formalizada foi a do projeto Adolescente Aprendiz, desenvolvido entre a Seppir e a Caixa Econ&ocirc;mica Federal, que est&aacute; abrindo 150 vagas para contrata&ccedil;&atilde;o de jovens negros como aprendizes nas ag&ecirc;ncias banc&aacute;rias, recebendo remunera&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de no&ccedil;&otilde;es de t&eacute;cnicas banc&aacute;rias e cidadania. <\/p>\n<p>No &acirc;mbito do projeto Cozinha Brasil, do Sesi, foi assinado conv&ecirc;nio para desenvolver atividades tur&iacute;sticas e comunit&aacute;rias dos quilombos, contemplando inicialmente comunidades quilombolas do Rio de Janeiro. O Cozinha Brasil incentiva a popula&ccedil;&atilde;o a adotar h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis, com aproveitamento da produ&ccedil;&atilde;o local.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m foi firmado termo de coopera&ccedil;&atilde;o relacionado ao projeto Resgatando e Descobrindo os Talentos Esportivos Nacionais, que pretende integrar esportistas consagrados com jovens estudantes da rede p&uacute;blica e integrantes do programa Segundo Tempo, do Minist&eacute;rio do Esporte, para aliar valores da pr&aacute;tica esportiva aos conceitos de cidadania e desenvolvimento humano. <\/p>\n<p>Uma parceria com a Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Capoeira no &acirc;mbito do projeto Ginga Brasil permitir&aacute; o estimulo dessa pr&aacute;tica esportiva entre crian&ccedil;as e jovens residentes em quilombos e periferias, com o objetivo de promover a cidadania atrav&eacute;s do esporte.<\/p>\n<p>O projeto Recuperando a Cidadania tamb&eacute;m foi integrado &agrave;s pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da igualdade racial. Destinado a ressocializar jovens em regime de semiliberdade no Rio de Janeiro e previsto para ser desenvolvido durante os Jogos Pan-americanos, ser&aacute; uma oportunidade de intera&ccedil;&atilde;o desse grupo com atletas e participantes do Pan 2007. <\/p>\n<p>Com o Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Brasileiro (COB), foi assinado termo de coopera&ccedil;&atilde;o para participa&ccedil;&atilde;o de uma tribo ind&iacute;gena e uma comunidade quilombola no revezamento da Tocha Pan-americana, que vai percorrer 42 cidades brasileiras.<\/p>\n<p><strong>Combate ao racismo na agenda mundial<\/strong> <br \/>Durante a cerim&ocirc;nia, a ministra Matilde fez um balan&ccedil;o dos quatro anos de atua&ccedil;&atilde;o da Sepirr. Fazendo refer&ecirc;ncia ao presidente do COB, Carlos Arthur Nuzmann, que estava sentado na primeira fila do audit&oacute;rio, ela frisou que &ldquo;racismo n&atilde;o &eacute; um problema s&oacute; dos negros&rdquo;, mencionando outras ra&ccedil;as discriminadas, como judeus, palestinos e sudaneses. <\/p>\n<p>Ela tamb&eacute;m saudou o fato de alguns novos governadores terem criado secretarias an&aacute;logas, como o caso da Bahia e do Maranh&atilde;o, cujo governador, Jackson Lago (PDT), estava presente para entregar ao vice-presidente o Plano de Igualdade Racial do seu Estado. Jos&eacute; Alencar recebeu tamb&eacute;m, das m&atilde;os de Maria In&ecirc;s Barbosa, o Relat&oacute;rio da Confer&ecirc;ncia Regional das Am&eacute;ricas, realizada em julho do ano passado.<\/p>\n<p>Quebrando o protocolo, ela fez um r&aacute;pido discurso para lembrar que o Brasil tornou-se protagonista da luta contra a desigualdade pela &ldquo;ousadia e atrevimento&rdquo; do governo brasileiro ao colocar o combate ao racismo na agenda mundial, e prever que o pa&iacute;s ter&aacute; uma participa&ccedil;&atilde;o de destaque na 4&ordf; Confer&ecirc;ncia Mundial contra o Racismo da ONU.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Alencar leu o discurso preparado para o presidente Lula, assegurando que o PAC &ndash; Plano de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento &ndash; vai possibilitar um ataque mais vigoroso &agrave;s causas da desigualdade brasileira. &ldquo;Mas, por meio do combate sem tr&eacute;gua &agrave; intoler&acirc;ncia e ao preconceito &eacute; que poderemos superar a heran&ccedil;a in&iacute;qua que essa desigualdade nos deixou&rdquo;, ressaltou, observando que o Prouni j&aacute; possibilitou o ingresso de mais de 63 mil jovens descendentes de africanos e de dois mil ind&iacute;genas na universidade, num total de mais de 172 mil vagas j&aacute; ocupadas. &ldquo;O preconceito, minhas amigas e meus amigos, finge que a hist&oacute;ria n&atilde;o existe. S&oacute; assim consegue atribuir &agrave; biologia a explica&ccedil;&atilde;o para uma desigualdade decorrente da explora&ccedil;&atilde;o e da injusti&ccedil;a social. O racismo derivado da escravid&atilde;o &eacute; um exemplo dessa farsa&rdquo;, sustentou Alencar, no discurso feito em nome do presidente.<\/p>\n<p><strong>Cabe&ccedil;as negras no Pal&aacute;cio<\/strong><br \/>No entanto, o comportamento do pr&oacute;prio Cerimonial da Presid&ecirc;ncia comprova que a discrimina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; racial, como chamava a aten&ccedil;&atilde;o da ministra Matilde na entrevista &agrave; BBC Brasil. Dentro da pr&oacute;pria ra&ccedil;a discriminada existem outras formas de discrimina&ccedil;&atilde;o, como mostraram os assessores palacianos que desalojaram tr&ecirc;s m&atilde;es-de-santo e o pessoal da capoeira, que executou o Hino Nacional, para que embaixadores e autoridades, quase todos negros, ficassem nas primeiras filas. As m&atilde;es de santo Ana Akini e Railda, do Distrito Federal, e Vera Soares, do Rio Grande do Sul, at&eacute; conseguiram um lugar na frente da bancada da imprensa, mas s&oacute; depois de muita discuss&atilde;o entre os assessores, que ainda n&atilde;o se acostumaram a ver tantos negros pobres no Pal&aacute;cio.<\/p>\n<p>O ponto alto da solenidade foi a abordagem desse estranhamento feita pela representante dos movimentos de combate ao racismo, Tereza Santos. Antiga militante negra e do Partido Comunista, sambista, artista pl&aacute;stica e estudiosa dos temas raciais e de g&ecirc;nero, ela viveu por cinco anos no Continente Africano, contribuindo para a reconstru&ccedil;&atilde;o cultural de Angola, Cabo Verde e Guin&eacute; Bissau. Disse no discurso que a maior homenagem que uma mulher negra poderia ter depois de ter passado por tanta coisa na vida &ldquo;&eacute; ver tantas caras negras dentro do Pal&aacute;cio do governo&rdquo;, em um pa&iacute;s onde s&oacute; os negros at&eacute; hoje s&oacute; receberam migalhas do poder.<\/p>\n<p>&ldquo;As coisas est&atilde;o mudando, sim&rdquo;, reconheceu Tereza, observando que na Seppir &ldquo;tem uma mulher negra, pobre e consciente&rdquo;, que as cotas raciais nas universidades s&atilde;o uma realidade e que j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel sonhar com a igualdade, embora o avan&ccedil;o tenha sido muito pouco. &ldquo;Apesar dessa grande abertura do governo do PT, a gente quer mais. N&atilde;o acima do que merecemos e temos direito. Por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, as pessoas n&atilde;o percebem, &eacute; incrivelmente dif&iacute;cil ser negro neste pa&iacute;s&rdquo;, afirmou, lembrando que os ativistas que comemoravam o Dia de Combate ao Racismo fazendo passeatas em S&atilde;o Paulo e enxergados como extraterrestres. &ldquo;Comemorar neste Pal&aacute;cio &eacute; um avan&ccedil;o que me orgulha e posso come&ccedil;ar a descansar, mas vou continuar querendo mais&rdquo;, avisou Tereza, fazendo um apelo ao vice-presidente, para ser encaminhado a Lula: &ldquo;N&atilde;o deixe que a nossa luta pare por aqui. N&atilde;o pense que nossa caminhada j&aacute; chegou onde tinha que chegar. Estaremos com o senhor e o presidente, para buscar, de fato, o que s&oacute; tivemos no tempo de Palmares: uma verdadeira democracia. N&atilde;o apenas uma democracia racial&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 24px\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido.png\" alt=\"Active Image\" width=\"24\" height=\"20\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que a m&iacute;dia amplificou uma entrevista perdida, que poucos brasileiros ouviram, com o n&iacute;tido enfoque de acusar uma integrante do governo Lula de incita&ccedil;&atilde;o ao conflito racial? A an&aacute;lise &eacute; de Nelson Breve. 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