{"id":18118,"date":"2007-04-03T11:55:54","date_gmt":"2007-04-03T11:55:54","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18118"},"modified":"2007-04-03T11:55:54","modified_gmt":"2007-04-03T11:55:54","slug":"anatel-e-operadores-nao-estao-de-acordo-sobre-renovacao-do-mmds","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18118","title":{"rendered":"Anatel e operadores n\u00e3o est\u00e3o de acordo sobre renova\u00e7\u00e3o do MMDS"},"content":{"rendered":"<p>Se existe um servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es que vive na corda bamba regulat&oacute;ria &eacute; o servi&ccedil;o de MMDS. S&atilde;o licen&ccedil;as de TV por assinatura que ocupam, hoje, nada menos do que 200 MHz na nobre faixa dos 2,5 GHz. Trata-se de uma das faixas mais adequadas para a implementa&ccedil;&atilde;o de redes WiMax, e &eacute; isso que pretendem fazer os operadores de MMDS. A mais recente &#39;balan&ccedil;ada&#39; na corda regulat&oacute;ria do servi&ccedil;o envolve a renova&ccedil;&atilde;o das primeiras licen&ccedil;as para o servi&ccedil;o, outorgadas no come&ccedil;o da d&eacute;cada de 90 e que come&ccedil;am a vencer a partir do final do ano que vem. De um lado, est&atilde;o os operadores, que querem a renova&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica das licen&ccedil;as e respectivas autoriza&ccedil;&otilde;es de uso do espectro. Do outro, est&aacute; a Anatel, preocupada com o uso eficiente do espectro e com os valores a serem cobrados pelo uso das faixas, agora que a perspectiva de servi&ccedil;os, com o WiMax, &eacute; muito mais ampla. A rigor, o processode renova&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou j&aacute; no ano passado. As operadoras que t&ecirc;m as primeiras outorgas liberadas no pa&iacute;s (TVA, TV Filme e Net) encaminharam, tr&ecirc;s anos antes do vencimento, como pede o regulamento de uso do espectro (Resolu&ccedil;&atilde;o 259\/01), o pedido para renova&ccedil;&atilde;o, esperando que a Anatel encaminhasse, em 12 meses, uma resposta. <\/p>\n<p>A resolu&ccedil;&atilde;o 259 de 2001, em seu Artigo 56, inciso II, par&aacute;grafo 3&Acirc;&ordm;, diz que se a Anatel n&atilde;o se manifestar em 12 meses ap&oacute;s o protocolo do pedido de renova&ccedil;&atilde;o, a mesma estar&aacute; tacitamente aprovada. Em fevereiro e mar&ccedil;o de 2007, ent&atilde;o, as operadoras de MMDS comemoraram aliviadas, pois n&atilde;o receberam nenhuma manifesta&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria da ag&ecirc;ncia. Mas o problema &eacute; mais complexo. Fontes da Anatel explicam que em casos absurdos, em que a opera&ccedil;&atilde;o de MMDS est&aacute; sendo evidentemente mal utilizada (como nos casos em que n&atilde;o h&aacute; mais do que algumas dezenasde assinantes), a ag&ecirc;ncia solicitou um cronograma de a&ccedil;&otilde;es para que o espectro passasse a ser eficientemente aproveitado. Algumas operadoras passaram o cronograma para a ag&ecirc;ncia, outras disseram que isso n&atilde;o era do escopo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o da Anatel. <\/p>\n<p>Em outros casos, a Anatel se manifestou satisfeita com a situa&ccedil;&atilde;o da empresa. Em nenhum dos casos, contudo, a ag&ecirc;ncia disse que a renova&ccedil;&atilde;o estar&aacute; garantida. &#39;Nem haveria raz&atilde;o para isso. Entendemos que se a Anatel n&atilde;o se manifestou, &eacute; porque a renova&ccedil;&atilde;o est&aacute; tacitamente aprovada, como diz a resolu&ccedil;&atilde;o&#39;, diz uma fonte ligada &agrave;soperadoras. Pr&oacute;ximos passos Mas n&atilde;o &eacute; bem assim que as coisas devem acontecer. Ao que tudo indica, a Anatel prepara para o final deste ano a minuta do contrato de autoriza&ccedil;&atilde;o destas licen&ccedil;as. O contrato ir&aacute; a consulta p&uacute;blica, para manifesta&ccedil;&atilde;o formal de concord&acirc;ncia pelos interessados. L&aacute;, estabelecer&aacute; as condi&ccedil;&otilde;es, inclusive em rela&ccedil;&atilde;o ao que &eacute; uso eficiente do espectro e, principalmente, ao pre&ccedil;o da renova&ccedil;&atilde;o, que promete tomar por base as perspectivas do servi&ccedil;o, inclusive o uso da faixa para Servi&ccedil;os de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia em plataformas WiMax. Essa n&atilde;o &eacute; aprimeira vez que o setor de MMDS sofre a ang&uacute;stia de incertezas regulat&oacute;rias. No final do ano passado, a Casa Civil chegou a pedir &agrave; Anatel que revogasse a Resolu&ccedil;&atilde;o 491\/2006, que justamente abriu a possibilidade de uso do MMDS para servi&ccedil;os multim&iacute;dia. Antes disso, a pr&oacute;pria Anatel, com a finalidade de rever o espectro para a terceira gera&ccedil;&atilde;o de telefonia m&oacute;vel, amea&ccedil;ou deixar os operadores de MMDS com apenas metade da faixa que t&ecirc;m hoje. <\/p>\n<p>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 20px; height: 18px\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal.png\" alt=\"Active Image\" width=\"20\" height=\"18\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se existe um servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es que vive na corda bamba regulat&oacute;ria &eacute; o servi&ccedil;o de MMDS. S&atilde;o licen&ccedil;as de TV por assinatura que ocupam, hoje, nada menos do que 200 MHz na nobre faixa dos 2,5 GHz. 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