{"id":18111,"date":"2007-04-02T18:49:17","date_gmt":"2007-04-02T18:49:17","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18111"},"modified":"2007-04-02T18:49:17","modified_gmt":"2007-04-02T18:49:17","slug":"saem-normas-do-padrao-brasileiro-de-tv-digital-o-isdtv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18111","title":{"rendered":"Saem normas do &#8220;padr\u00e3o brasileiro&#8221; de TV digital, o ISDTV"},"content":{"rendered":"<p>Para Fernando Bittencourt, diretor de engenharia da TV Globo, o Brasil foi corajoso ao adotar, isoladamente, um padr&atilde;o de TV digital que s&oacute; estava em funcionamento no Jap&atilde;o. E ainda se propor a melhorar tal padr&atilde;o. Embora n&atilde;o tenha ouvido alguns sussurros na plat&eacute;ia de evento organizado nesta sexta, 30, pela SET (Sociedade de Engenharia de Televis&atilde;o), dizendo que &quot;com o Pal-M tamb&eacute;m foi assim&quot;, Bittencourt completou sua declara&ccedil;&atilde;o dizendo que &quot;ceticismo &eacute; uma coisa normal em todas as inova&ccedil;&otilde;es&quot;, e complementando que o Brasil ter&aacute; a &quot;melhor TV digital do mundo&quot;. O evento aconteceu para que a &aacute;rea t&eacute;cnica da radiodifus&atilde;o brasileira pudesse ter acesso &agrave;s normas do ISDTV (o padr&atilde;o brasileiro), j&aacute; definidas pelo F&oacute;rum ISDTV.<\/p>\n<p>Paulo Henrique Castro, engenheiro da Globo e coordenador do grupo que estabeleceu as normas no ISDTV F&oacute;rum (associa&ccedil;&atilde;o que j&aacute; conta com 85 membros), apresentou as inova&ccedil;&otilde;es do padr&atilde;o, baseado no padr&atilde;o japon&ecirc;s ISDB-T. Segundo ele, o F&oacute;rum trabalhou com a premissa de especificar apenas o necess&aacute;rio, aproveitando-se do que j&aacute; estava especificado pelo padr&atilde;o japon&ecirc;s. Outra premissa importante foi o de n&atilde;o deixar legado, ou seja, garantir que os equipamentos lan&ccedil;ados agora sejam compat&iacute;veis com o padr&atilde;o mesmo que este continue evoluindo (um televisor vendido no in&iacute;cio das transmiss&otilde;es de TV no Brasil, na d&eacute;cada de 50, ainda &eacute; capaz de receber os sinais transmitidos hoje, embora n&atilde;o exiba cores e o som seja mono).<\/p>\n<p>O Forum definiu sete normas, das quais algumas sofreram nenhuma ou pouca altera&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s normas do padr&atilde;o japon&ecirc;s, como &eacute; o caso da modula&ccedil;&atilde;o e uso do espectro, que tiveram apenas que ser adequados &agrave;s premissas do decreto que implantou a TV digital no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Inova&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>A codifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;udio e de v&iacute;deo &eacute; totalmente nova no padr&atilde;o brasileiro, usando o padr&atilde;o H.264 em diferentes n&iacute;veis e perfis. Para a transmiss&atilde;o fixa, ser&aacute; usado o H.264 &#8211; HP@L4.0 nos formatos 480i, 480p, 720p e 1080i e na taxas de quadros 25, 30, 50 e 60 Hz. Paulo Henrique Castro explica que as taxas 25 e 50 Hz foram adotadas apenas para que o padr&atilde;o possa ser usado em diferentes pa&iacute;ses, e no Brasil n&atilde;o ser&atilde;o usadas. J&aacute; a compress&atilde;o de &aacute;udio ser&aacute; MPEG-4 AACa 48 kHz, nos perfis e n&iacute;veis AAC@L4 e HE-AAC@L4, sendo que a primeiro &eacute; para som est&eacute;reo e a segunda para som 5.1. O engenheiro explicou que o uso do padr&atilde;o Dolby no sistema brasileiro dependeria de um desenvolvimento de seis meses, extrapolando o prazo para a publica&ccedil;&atilde;o das normas e acarretando em investimentos maiores.<\/p>\n<p><strong>Requisitos<\/strong><\/p>\n<p>Para os receptores, foram definidos alguns requisitos m&iacute;nimos e outros opcionais. Ser&aacute; mandat&oacute;rio, por exemplo, suportar o formato de v&iacute;deo especificado para o padr&atilde;o nacional. Mas quest&otilde;es como a possibilidade de upgrade do software ou a exist&ecirc;ncia de controle remoto com suporte a interatividade para os receptores m&oacute;veis s&atilde;o opcionais.<\/p>\n<p>Na quest&atilde;o seguran&ccedil;a, foram definidas tr&ecirc;s normas: uma com encripta&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do transmitido, que s&oacute; ser&aacute; adotada caso haja uma legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica; outra para interfaces, permitindo que as pessoas assistam ao conte&uacute;do ao vivo com reolu&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima, mas que s&oacute; possam gravar com 480 linhas; e outra para ferramentas adicionais, como cart&otilde;es de seguran&ccedil;a, mas que ainda n&atilde;o foi aprovada.<br \/>O canal de retorno poder&aacute; se dar por qualquer plataforma existente. Os set-top boxes poder&atilde;o ter portas de rede, modem, ou ainda wi-fi, GPRS, conforme a op&ccedil;&atilde;o do fabricante. Tamb&eacute;m foram contempladas infra-estruturas ainda por vir, j&aacute; que as caixas contar&atilde;o com uma porta USB que poder&aacute; receber um dispositivo de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Ginga<\/strong><\/p>\n<p>Outra novidade &eacute; o middleware Ginga. Segundo Luiz Fernando Gomes Soares, da PUC-Rio, respons&aacute;vel pela especifica&ccedil;&atilde;o desta norma, o middleware nacional ser&aacute; compat&iacute;vel com softwares desenvolvidos para os middlewares dos padr&otilde;es internacionais, assim como os softwares desenvolvidos para o Ginga tamb&eacute;m rodar&atilde;o nos internacionais. A grande diferen&ccedil;a &eacute; no uso mem&oacute;ria e de processamento do sistema brasileiro, muito mais racional que os modelos internacionais. Segundo explicou o acad&ecirc;mico, os middlewares adotados nos tr&ecirc;s sistemas internacionais s&atilde;o mais pesados, pois agregaram diferentes linguagens de programa&ccedil;&atilde;o, muitas vezes duplicando fun&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Fernando Lauterjung &#8211; TELA VIVA News<\/p>\n<p>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 20px; height: 20px\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal.png\" alt=\"Active Image\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Normas t\u00e9cnicas revelam que padr\u00e3o brasileiro ser\u00e1, na verdade, uma c\u00f3pia do padr\u00e3o japon\u00eas, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do Middleware &#8220;Ginga&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[59],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18111"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18111"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18111\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18111"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18111"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18111"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}