{"id":18093,"date":"2007-03-05T20:38:21","date_gmt":"2007-03-05T20:38:21","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18093"},"modified":"2007-03-05T20:38:21","modified_gmt":"2007-03-05T20:38:21","slug":"a-maior-empresa-da-america-latina-e-mexicana-gracas-a-fhc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18093","title":{"rendered":"A maior empresa da Am\u00e9rica Latina \u00e9 mexicana. Gra\u00e7as a FHC."},"content":{"rendered":"<p>Com algum estardalha&ccedil;o e indisfar&ccedil;&aacute;vel tom de cr&iacute;tica ao governo, os jornais O Globo e Folha de S. Paulo divulgaram, no &uacute;ltimo dia 17 de fevereiro, mat&eacute;rias informando que a Petrobras perdera, neste in&iacute;cio de ano, a posi&ccedil;&atilde;o de empresa de maior &ldquo;valor de mercado&rdquo; da Am&eacute;rica Latina. Ser&aacute; que este fato, realmente, tem algum impacto na vida de 180 milh&otilde;es de brasileiros? Com certeza, n&atilde;o. Entretanto, jornalistas, sempre dispostas a reproduzir acriticamente o palavreado dos porta-vozes do parasitismo financeiro, difundiram a vers&atilde;o de que a queda se devia ao &ldquo;uso pol&iacute;tico&rdquo; que o governo vem fazendo da empresa estatal. Ou seja, ao inv&eacute;s de orient&aacute;-la para se comportar conforme desejaria o assim chamado &ldquo;mercado&rdquo;, o governo estaria orientando-a para aplicar seus lucros em projetos produtivos e que favore&ccedil;am a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da maioria do povo brasileiro.<\/p>\n<p>O pre&ccedil;o das a&ccedil;&otilde;es sobe e cai por raz&otilde;es meramente conjunturais &ndash; exceto, claro, nas grandes crises, como aquela famosa de 1929. Ali&aacute;s, um bom motivo que leva os pre&ccedil;os das a&ccedil;&otilde;es a cair (e, com eles, o tal &ldquo;valor de mercado&rdquo;) &eacute; que estejam muito altos. Aquelas poucas mil pessoas que n&atilde;o trabalham e vivem de rendimentos fict&iacute;cios vendem ent&atilde;o seus pap&eacute;is para, como dizem, &ldquo;realizar lucros&rdquo;. Podem tamb&eacute;m aproveitar uma boa ocasi&atilde;o para comprar, agora apostando em lucros futuros. &Eacute; o que fizeram, neste fim de ano, com os pap&eacute;is da America M&oacute;vil. As jornalistas se apressaram em escrever que o &ldquo;bom rendimento da economia mexicana&rdquo; explica o fato de a Am&eacute;rica M&oacute;vil ter assumido o primeiro lugar em &ldquo;valor de mercado&rdquo;, rebaixando a Petrobras para t&atilde;o desonroso segundo lugar.<\/p>\n<p>O que levou a Am&eacute;rica M&oacute;vil a dar um pulo no valor de mercado dos seus pap&eacute;is &ndash; que passou de USD 79,61 bilh&otilde;es para USD 117,59 bilh&otilde;es entre dezembro e fevereiro &ndash; foi uma mera opera&ccedil;&atilde;o financeira que nada tem a ver com o comportamento da economia mexicana como um todo: a empresa incorporou a Am&eacute;rica Telecom que, ali&aacute;s, a controlava, al&eacute;m de controlar tamb&eacute;m a Telmex, maior operadora de telefonia fixa do M&eacute;xico que, por sua vez, no Brasil, controla a Embratel. Em resumo: existiam duas empresas &ndash; Am&eacute;rica M&oacute;vil e Am&eacute;rica Telecom &ndash; e, agora, existe apenas uma, todas de propriedade do mega-empres&aacute;rio mexicano Carlos Slim. Para fazer uma tal opera&ccedil;&atilde;o, a Am&eacute;rica M&oacute;vil emitiu a&ccedil;&otilde;es que o &ldquo;mercado&rdquo; facilmente absorveu e passou a girar e valorizar. Daqui a pouco ser&aacute; o momento de vender&#8230;<\/p>\n<p>Realmente importante em tudo isso (quest&atilde;o que, nem de longe, os &ldquo;analistas&rdquo; e suas escribas se preocuparam em esclarecer) seria explicar por que uma empresa mexicana de telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute;, hoje, sob os olhares do capital fict&iacute;cio, a maior empresa da Am&eacute;rica Latina. A resposta &eacute; simples: tal &eacute; o resultado de uma das muitas contribui&ccedil;&otilde;es dadas pelo Governo FHC para amesquinhar a economia brasileira diante da mexicana e da mundial.<\/p>\n<p>Por volta de 1986, a maior empresa de telecomunica&ccedil;&otilde;es da Am&eacute;rica Latina era a brasileira Telebr&aacute;s. Faturava USD 12,7 bilh&otilde;es, operava 14,8 milh&otilde;es de linhas telef&ocirc;nicas fixas e exibia um lucro de USD 2,7 bilh&otilde;es. Assim como a Telebr&aacute;s detinha o monop&oacute;lio das telecomunica&ccedil;&otilde;es no Brasil, a Telmex tamb&eacute;m detinha o monop&oacute;lio das telecomunica&ccedil;&otilde;es no M&eacute;xico, onde faturava USD 6,9 bilh&otilde;es, operava 8,8 milh&otilde;es de linhas telef&ocirc;nicas fixas e exibia um lucro de USD 1,5 bilh&atilde;o. Perto da Telebr&aacute;s, a Telmex era uma an&atilde;.<\/p>\n<p>Em todo o mundo, &agrave; &eacute;poca, poucas empresas eram maiores do que a nossa Telebr&aacute;s. A maior parte delas, precisamente sete, como n&atilde;o podia deixar de ser, estavam sediadas nos Estados Unidos. Outras cinco eram europ&eacute;ias e uma japonesa. Exceto as estadunidenses e a operadora nacional brit&acirc;nica, todas estas outras ainda eram estatais, igual &agrave; Telebr&aacute;s. Todas, &eacute; verdade, estavam a caminho de serem privatizadas e foram, de fato, privatizadas ao longo dos anos 1990. Tamb&eacute;m igual &agrave; Telebr&aacute;s. Nenhuma, por&eacute;m, nem a Telmex, foi fatiada. Nisto, muito diferente foi o destino da Telebr&aacute;s: ao inv&eacute;s de privatizar a empresa nacional brasileira seguindo o modelo adotado em todo o mundo, at&eacute; mesmo pelo pequenino Portugal ou pela Cor&eacute;ia, sem falar da Espanha, o Governo FHC retalhou a Telebr&aacute;s em quatro empresas de telefonia fixa e uma d&uacute;zia de celulares. Menos de dez anos depois, a Telmex disputa com a espanhola Telef&oacute;nica a lideran&ccedil;a do setor na Am&eacute;rica Latina, enquanto que o Brasil desapareceu do mapa global das telecomunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>H&aacute; mais de cinco anos que a Telmex e a Petrobr&aacute;s v&ecirc;m-se alternando na lideran&ccedil;a do &ldquo;valor de mercado&rdquo; latino-americano. Esta &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o que a Petrobr&aacute;s poder&aacute; recuperar dentro em pouco. E da&iacute;? Da&iacute;, nada!&#8230; Importante mesmo &eacute; entender a estrat&eacute;gia que o M&eacute;xico tra&ccedil;ou, atrav&eacute;s do mega-investidor Carlos Slim, para tornar-se a maior pot&ecirc;ncia latino-americana no campo das comunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A Telmex foi adquirida por Slim em dezembro de 1990, em sociedade com a estatal francesa France T&eacute;l&eacute;com e com a texana SBC. Mais tarde, os franceses se retirariam da empresa e a SBC reduziu sua participa&ccedil;&atilde;o a menos de 9%. Em 1995, Slim criou a Am&eacute;rica M&oacute;vil para assumir as opera&ccedil;&otilde;es de telefonia celular da Telmex. Para controlar todo o grupo, ele criou a Am&eacute;rica Telecom.<\/p>\n<p>Dominando firmemente o mercado mexicano mas sofrendo, como seria de se esperar, crescente concorr&ecirc;ncia, em seu pr&oacute;prio terreno, de outras empresas internacionais, Slim lan&ccedil;ou a Am&eacute;rica Telecom, atrav&eacute;s de seus dois bra&ccedil;os, &agrave; conquista da Am&eacute;rica Latina, entrando tamb&eacute;m no mercado estadunidense. Hoje, ele est&aacute; presente em Honduras, Cuba, Haiti, Costa Rica, Panam&aacute;, Venezuela, nas tr&ecirc;s Guianas, na Bol&iacute;via, Peru, Paraguai e, sobretudo, no Brasil. Aqui, a Am&eacute;rica Telecom, agora Am&eacute;rica M&oacute;vil, controla a Claro e a Embratel. Perdeu em casa, mas compensou no mundo.<\/p>\n<p>A compra da Embratel pela Am&eacute;rica Telecom, ou Am&eacute;rica M&oacute;vil, chega a ser emblem&aacute;tica. Na privatiza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s, a Embratel foi abocanhada pela empresa MCI\/WordCom que, em 2002, iria &agrave; bancarrota na esteira de um momentoso esc&acirc;ndalo cont&aacute;bil. No entanto, ser&aacute; poss&iacute;vel lermos (ou ouvirmos) naquelas famosas &ldquo;fitas do BNDES&rdquo; que, antes mesmo de consumados os leil&otilde;es, o ent&atilde;o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Luis Carlos Mendon&ccedil;a de Barros, em telefonema para Jerry de Martino, executivo da MCI, j&aacute; comemorava a aquisi&ccedil;&atilde;o, por esta, da empresa brasileira, inclusive convidando Martino para brindarem juntos. Dizia o ministro que o Governo brasileiro estava muito preocupado (&ldquo;we are really worried&rdquo;) com que as empresas estatais fossem adquiridas por &ldquo;empresas s&eacute;rias&rdquo; ou &ldquo;competentes&rdquo; (&ldquo;it is very important to have the right companies bidding for the Telebras companies&#8230; it is very important to have&nbsp; competent companies here running the Brazilian companies&rdquo;). Ainda assegurou a Martino: &ldquo;estou com voc&ecirc; nos leil&otilde;es amanh&atilde;&rdquo; (&ldquo;I&rsquo;m now on your side for the bidding tomorrow&rdquo;). Nada disso deu em CPI&#8230;<\/p>\n<p>Para cobrir uma fraude de USD 3,8 bilh&otilde;es, a &ldquo;s&eacute;ria&rdquo; e &ldquo;competente&rdquo; MCI\/WordCom teve, entre outros desinvestimentos, que se desfazer da Embratel que, ali&aacute;s, tamb&eacute;m n&atilde;o ia l&aacute; muito bem das pernas. A arrogante e desastrada dire&ccedil;&atilde;o estrangeira da Embratel, nada entendendo do mercado brasileiro, imaginou que iria conquist&aacute;-lo atrav&eacute;s do rosto bonito e bem pago da atriz Ana Paulo Ar&oacute;sio e da ajuda da Anatel, leia-se do Estado, para for&ccedil;ar Telemar, Telef&oacute;nica e Brasil Telecom a lhe abrirem graciosamente as suas redes de telefonia fixa (a Embratel n&atilde;o tem rede pr&oacute;pria de acesso ao usu&aacute;rio final). Como o Brasil felizmente n&atilde;o s&atilde;o os Estados Unidos, o agora bra&ccedil;o brasileiro da MCI\/WordCom viu-se &agrave;s voltas com uma enorme inadimpl&ecirc;ncia e com as complexidades da buarquiana cordialidade de nosso Estado que n&atilde;o tardou a perceber a quem deveria privilegiar nos pr&eacute;stimos&#8230; <\/p>\n<p>Em 2003, a Embratel foi posta a venda. Era a grande oportunidade que se oferecia ao Governo Lula para come&ccedil;ar a desfazer o equ&iacute;voco do retalhamento da Telebr&aacute;s e iniciar a recupera&ccedil;&atilde;o, para o Brasil, do controle da empresa e de seus sat&eacute;lites. &Eacute; dif&iacute;cil entender e ainda h&aacute; que se explicar porque o mesmo Governo que, atrav&eacute;s de h&aacute;bil manobra do ent&atilde;o presidente do BNDES, Carlos Lessa, evitou a desnacionaliza&ccedil;&atilde;o da Vale do Rio Doce, n&atilde;o agiu, com ainda maior firmeza, no caso da Embratel. Um cons&oacute;rcio formado pela Telemar e Brasil Telecom queria compr&aacute;-la. Na Telemar, o Governo det&eacute;m 75% do capital social, sendo 25% atrav&eacute;s do BNDES e quase 50% atrav&eacute;s dos fundos de pens&atilde;o do Banco do Brasil, Petrobr&aacute;s e de outras estatais. Na Brasil Telecom, o Governo det&eacute;m o pr&oacute;prio controle (v&aacute; l&aacute; que indireto!), atrav&eacute;s da mesma Previ e outros fundos de pens&atilde;o. No entanto, n&atilde;o apoiou a proposta. Em que pese a oferta brasileira fosse melhor do que a da Am&eacute;rica Telecom\/Telmex, quem decidiu o futuro da Embratel foi um juiz de Nova York: mandou a MCI entreg&aacute;-la a Slim. Foi como que um definitivo ac&oacute;rd&atilde;o da total perda de controle do Brasil sobre os rumos das suas telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Em 2005, a Telmex operava cerca de 18,3 milh&otilde;es de telefones fixos no M&eacute;xico, auferindo receitas de R$ 26,4 bilh&otilde;es. A maior das empresas brasileiras, a Telemar operava 14,9 milh&otilde;es de telefones, com receitas de R$ 16,5 bilh&otilde;es. No conjunto, Telemar, Telef&oacute;nica, Brasil Telecom e Embratel faturaram R$ 48,5 bilh&otilde;es. Imagine-se se, ao inv&eacute;s de dividida por quatro, esta receita coubesse a uma empresa s&oacute;! Quem seria a maior empresa do continente? Na telefonia celular, a Am&eacute;rica M&oacute;vil operava, em toda a Am&eacute;rica Latina, 87,2 milh&otilde;es de linhas, sendo 35,9 milh&otilde;es somente no M&eacute;xico. Na telefonia celular &eacute; a maior da Am&eacute;rica Latina, seguida pela Telef&oacute;nica espanhola. Nenhuma das operadoras brasileiras (todas, exceto a Oi, de capital estrangeiro) chegam-lhe nos calcanhares!<\/p>\n<p>Se a economia mexicana vem tendo melhor desempenho do que a brasileira, muito o deve &agrave;s rendas que a Am&eacute;rica Telecom, agora Am&eacute;rica M&oacute;vil, vem capturando por toda a Am&eacute;rica Latina e, tamb&eacute;m, nos Estados Unidos. Se o Brasil patina &ndash; e s&oacute; patina &ndash; &eacute; porque, em boa medida, trabalhamos muito para remeter lucros para fora. At&eacute; para o M&eacute;xico! A Petrobr&aacute;s que de fato produz, de fato investe, &eacute; l&iacute;der mundial em tecnologia de explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo em &aacute;guas profundas, provavelmente vai recuperar sua lideran&ccedil;a em &ldquo;valor de mercado&rdquo;. E vai perder novamente. Assim como num campeonato de futebol, ningu&eacute;m &eacute; campe&atilde;o todo o ano. No entanto, ao longo do tempo, ap&oacute;s anos e anos de derrotas, time grande pode virar pequeno. O Brasil come&ccedil;ou a ficar pequeno quando destruiu sua grande empresa nacional de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Poderia ser a Telebr&aacute;s quem estaria disputando com a Petrobr&aacute;s, no lugar da Am&eacute;rica M&oacute;vil, a lideran&ccedil;a latino-americana em &ldquo;valor de mercado&rdquo;. Mas esquartejada, suas fatias jogam hoje na segunda divis&atilde;o.<\/p>\n<p>*Marcos Dantas &eacute; autor de A l&oacute;gica do capital-informa&ccedil;&atilde;o (Ed. Contraponto). Foi membro do Conselho Consultivo da Anatel e Secret&aacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o&nbsp;&agrave; Dist&acirc;ncia do MEC.<\/p>\n<p>* Publicado originalmente no site do PT<\/p>\n<p>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 26px\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido.png\" alt=\"Active Image\" width=\"26\" height=\"23\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com algum estardalha&ccedil;o e indisfar&ccedil;&aacute;vel tom de cr&iacute;tica ao governo, os jornais O Globo e Folha de S. Paulo divulgaram, no &uacute;ltimo dia 17 de fevereiro, mat&eacute;rias informando que a Petrobras perdera, neste in&iacute;cio de ano, a posi&ccedil;&atilde;o de empresa de maior &ldquo;valor de mercado&rdquo; da Am&eacute;rica Latina. 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