{"id":18024,"date":"2007-02-13T11:56:43","date_gmt":"2007-02-13T11:56:43","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18024"},"modified":"2007-02-13T11:56:43","modified_gmt":"2007-02-13T11:56:43","slug":"norte-americanos-debatem-novo-contrato-com-a-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18024","title":{"rendered":"Norte-americanos debatem novo contrato com a m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p><span><\/p>\n<p><em>Michael J. Copps, comiss&aacute;rio do Federal Communications Commission, &oacute;rg&atilde;o norte-americano regulador da comunica&ccedil;&atilde;o, prop&ocirc;s um novo &ldquo;Contrato Norte-Americano com a M&iacute;dia&rdquo;, pelo qual as emissoras teriam que cumprir mais obriga&ccedil;&otilde;es para obter aprova&ccedil;&atilde;o ou renova&ccedil;&atilde;o de suas licen&ccedil;as. Ele participou da Confer&ecirc;ncia Nacional pela Reforma da M&iacute;dia. O evento foi organizado pela Free Press, nos Estados Unidos, em janeiro. Celso Schr&ouml;der, Coordenador Geral do FNDC e Murilo Ramos, da UnB, comentaram as declara&ccedil;&otilde;es de Copps. <\/em><\/p>\n<p><span>&ldquo;Meio trilh&atilde;o de d&oacute;lares. Essa &eacute; uma avalia&ccedil;&atilde;o conservadora do espectro que nosso pa&iacute;s deixa para o uso das emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o &ndash; de gra&ccedil;a. Na verdade, &eacute; a maior parcela de dinheiro que nosso governo d&aacute; para qualquer ind&uacute;stria privada&rdquo;, afirmou Copps no discurso que proferiu. O comiss&aacute;rio questiona o que a popula&ccedil;&atilde;o norte-americana, dona do espectro p&uacute;blico, recebe em troca. &ldquo;Pouqu&iacute;ssimas not&iacute;cias, pouco entretenimento de qualidade, muitas pessoas comendo insetos em reality shows. Isso &eacute; o que recebemos por meio trilh&atilde;o de d&oacute;lares. &Eacute; um p&eacute;ssimo neg&oacute;cio, voc&ecirc;s n&atilde;o acham?&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p><span>Ele sugere a ado&ccedil;&atilde;o de rigorosos compromissos p&uacute;blicos das emissoras para atender o interesse p&uacute;blico. &ldquo;Essa &eacute; uma maneira de partirmos da defesa para o ataque&rdquo;, declarou. Um novo &ldquo;Contrato Norte-Americano com a M&iacute;dia&rdquo; substituiria as regras atuais que favorecem os magnatas da m&iacute;dia. A legisla&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o foi criada em 1936 nos Estados Unidos, atrav&eacute;s do Communications Act. No mesmo ano surgiu o FCC, a ag&ecirc;ncia reguladora &agrave; qual pertence Copps. A partir dos anos 70, principalmente na gest&atilde;o do presidente Ronald Reagan, houve um retrocesso nas leis que restringiam a propriedade privada e monop&oacute;lios. <\/span><\/p>\n<p><span><strong>Avan&ccedil;os norte-americanos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span>Mesmo com uma postura neoliberal em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o, a luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o nos Estados Unidos est&aacute; muito mais avan&ccedil;ada que a brasileira, aponta o jornalista Celso Schr&ouml;der, Coordenador-Geral do F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O Estado Norte-Americano &eacute; muito mais democr&aacute;tico, e tem os conceitos republicanos consolidados h&aacute; muito mais tempo&rdquo;, constata. <\/span><\/p>\n<p><span>Schr&ouml;der participou desse mesmo evento, a National Conference for Media Reform, na edi&ccedil;&atilde;o de 2005, realizada em St. Louis, no Missouri. Para ele, os movimentos s&atilde;o muito pulverizados nos Estados Unidos, e o encontro organizado pela Free Press &eacute; um dos poucos momentos de unifica&ccedil;&atilde;o de diversas entidades. O FCC tem um papel important&iacute;ssimo em termos de regula&ccedil;&atilde;o, considera o coordenador. &ldquo;Durante o governo Reagan houve um esvaziamento da ag&ecirc;ncia e uma crescente desregulamenta&ccedil;&atilde;o neoliberal, que a sociedade j&aacute; estava derrubando em 2005&rdquo;, comentou. <\/span><\/p>\n<p><span><strong>Legisla&ccedil;&atilde;o ultrapassada <\/strong><\/span><span><\/span><span>Na opini&atilde;o do professsor Murilo C&eacute;sar Ramos, coordenador do Laborat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia, a principal diferen&ccedil;a entre os dois pa&iacute;ses &eacute; a aus&ecirc;ncia no Brasil de uma lei que regulamente o setor de r&aacute;dio e televis&atilde;o. &ldquo;A Lei de Imprensa, mesmo sendo de 1962, est&aacute; mais ultrapassada que o Communications Act e n&atilde;o contempla a possibilidade de ter mecanismos em prol da desconcentra&ccedil;&atilde;o de mercado&rdquo;, ressalta. Ele lembra que essa lei norte-americana foi revista em 1997 e j&aacute; se tornou menos r&iacute;gida. <\/span><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>O embate fundamental no Brasil, para Ramos, &eacute; criar uma legisla&ccedil;&atilde;o que regulamente e regule o setor, para que possamos chegar ao n&iacute;vel das discuss&otilde;es norte-americanas, contemplando quest&otilde;es de espectro e controle de propriedade. &ldquo;H&aacute; anos &eacute; necess&aacute;rio rever nosso modelo. Essa discuss&atilde;o &eacute; o principal ponto a ser contemplado na Confer&ecirc;ncia da Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p><span>A Free Press foi criada em 2002, pelo professor e escritor Robert McChesney, pelo jornalista John Nichols e pelo advogado Josh Silver, para defender a reforma da m&iacute;dia. A atua&ccedil;&atilde;o da ONG se d&aacute; junto aos congressistas americanos, propondo regulamenta&ccedil;&otilde;es, e apresentando pol&iacute;ticas p&uacute;blicas ao FCC.<font face=\"Times New Roman\"><font size=\"3\"><\/font><\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Michael J. Copps, comiss&aacute;rio do Federal Communications Commission, &oacute;rg&atilde;o norte-americano regulador da comunica&ccedil;&atilde;o, prop&ocirc;s um novo &ldquo;Contrato Norte-Americano com a M&iacute;dia&rdquo;, pelo qual as emissoras teriam que cumprir mais obriga&ccedil;&otilde;es para obter aprova&ccedil;&atilde;o ou renova&ccedil;&atilde;o de suas licen&ccedil;as. Ele participou da Confer&ecirc;ncia Nacional pela Reforma da M&iacute;dia. 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