{"id":17961,"date":"2007-01-19T15:35:58","date_gmt":"2007-01-19T15:35:58","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=17961"},"modified":"2007-01-19T15:35:58","modified_gmt":"2007-01-19T15:35:58","slug":"saem-as-especificacoes-do-sistema-brasileiro-agora-isdtv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=17961","title":{"rendered":"Saem as especifica\u00e7\u00f5es do sistema brasileiro, agora ISDTV"},"content":{"rendered":"<p>Demorou mais do que o esperado mas acabou saindo. O F&oacute;rum de TV Digital conseguiu entregar na quarta, 17, o primeiro conjunto de especifica&ccedil;&otilde;es do Sistema Brasileiro de TV Digital. Ou melhor, do ISDTV (International System for Digital TV), que deve ser o novo nome do SBTVD. A documenta&ccedil;&atilde;o foi entregue ao Conselho de Desenvolvimento, que re&uacute;ne os ministros que acompanham o assunto sob a coordena&ccedil;&atilde;o da Casa Civil. <\/p>\n<p>Quase tudo o que ser&aacute; necess&aacute;rio para que os equipamentos possam ser fabricados foi especificado, exceto a parte de controle de direitos (DRM), que ainda est&aacute; sendo discutida, e alguns aspectos do middleware. Havia, at&eacute; poucas semanas atr&aacute;s, um grande receio dentro e fora do governo, sobretudo junto &agrave; comunidade acad&ecirc;mica, de que o padr&atilde;o de TV digital brasileiro acabasse sendo simplesmente o padr&atilde;o japon&ecirc;s (ISDB), no qual o ISDTV &eacute; baseado. Mas ao que tudo indica as especifica&ccedil;&otilde;es j&aacute; contam com as inova&ccedil;&otilde;es mais importantes, entre elas o H.264 (MPEG-4) para a compress&atilde;o de v&iacute;deo.<br \/>Ali&aacute;s, o middleware nacional Ginga talvez seja a &uacute;nica inova&ccedil;&atilde;o n&atilde;o incorporada imediatamente ao ISDTV. Os fabricantes poder&atilde;o lan&ccedil;ar televisores ou set-tops sem o middleware em equipamentos b&aacute;sicos, de baixo custo, mas n&atilde;o poder&atilde;o usar nenhum outro sistema caso queiram rodar aplica&ccedil;&otilde;es que envolvam processamento de dados.<\/p>\n<p>A Telavo e o Ceitec j&aacute; est&atilde;o trabalhando no projeto do chip de modula&ccedil;&atilde;o incorporando o H.264 ao chip do ISDB, o que &eacute; necess&aacute;rio, j&aacute; que essa tecnologia n&atilde;o faz parte do padr&atilde;o usado nos equipamentos do Jap&atilde;o. O projeto para o chip de demodula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m est&aacute; iniciado.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao DRM, que &eacute; o que ainda falta ser especificado, os custos das patentes internacionais s&atilde;o o impeditivo para que se defina um modelo imediatamente. Existe a chance real de que se desenvolva algo no Brasil, em um cons&oacute;rcio entre os principais fabricantes. A especifica&ccedil;&atilde;o do &aacute;udio deve ser AAC, ainda que isso seja em princ&iacute;pio um problema em rela&ccedil;&atilde;o aos home-theaters dispon&iacute;veis no mercado, que n&atilde;o contam com a decodifica&ccedil;&atilde;o dessa tecnologia.<br \/>A expectativa &eacute; que at&eacute; julho haja equipamentos em prot&oacute;tipos.<\/p>\n<p><strong>Incentivos<\/strong><\/p>\n<p>As medidas provis&oacute;rias que ser&atilde;o anunciadas pelo presidente Lula na pr&oacute;xima segunda, dia 22, com os itens do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC), dever&atilde;o incorporar alguns benef&iacute;cios fiscais para a TV digital. Os pontos ainda s&atilde;o sigilosos, mas sabe-se que haver&aacute; desonera&ccedil;&atilde;o para a fabrica&ccedil;&atilde;o de novos equipamentos de transmiss&atilde;o na Zona Franca (fala-se at&eacute; em prazos de 10 anos de isen&ccedil;&atilde;o de IR para tecnologias ainda n&atilde;o existentes, o que &eacute; o caso da TV digital). Tamb&eacute;m se comenta que a Camex (C&acirc;mara de Com&eacute;rcio Exterior) dar&aacute; isen&ccedil;&otilde;es para a importa&ccedil;&atilde;o de equipamentos, mas isso n&atilde;o estar&aacute; na medida provis&oacute;ria.<\/p>\n<p>Em outra frente, espera-se uma pol&iacute;tica de fomento via investimentos do BNDES para a ind&uacute;stria e tamb&eacute;m para os radiodifusores, que poder&atilde;o obter recursos para a compra de equipamentos e tamb&eacute;m na produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do. Os valores iniciais devem ficar na casa de R$ 100 milh&otilde;es, mas sem teto definido. O SBT dever&aacute; ser a primeira emissora a sair com um projeto financiado pelo banco estatal. Ser&atilde;o dois programas que contar&atilde;o com desonera&ccedil;&atilde;o fiscal e incentivos do BNDES: o PADIS (voltado para a ind&uacute;stria) e o PATVD (voltado para as necessidades dos radiodifusores).<\/p>\n<p><strong>Canais<\/strong><\/p>\n<p>O Comit&ecirc; de Desenvolvimento tamb&eacute;m avocou para si a responsabilidade de autorizar o processo de libera&ccedil;&atilde;o dos canais de TV digital para testes e para as entidades p&uacute;blicas. A id&eacute;ia &eacute; evitar que press&otilde;es diretas junto &agrave; Anatel ou ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es fa&ccedil;am com que algumas entidades sejam contempladas e outras n&atilde;o. Ou seja, todos os ministros discutir&atilde;o como ser&aacute; a formata&ccedil;&atilde;o dos canais p&uacute;blicos.<\/p>\n<p><strong>Testes<br \/><\/strong><br \/>O Instituto de TV Digital, um organismo criado pela ind&uacute;stria e pelos radiodifusores, ser&aacute; o respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o dos primeiros testes, provavelmente em setembro. O ITD ser&aacute; sempre contratado pelo F&oacute;rum de TV Digital como uma entidade independente para a realiza&ccedil;&atilde;o de trabalhos t&eacute;cnicos, e caber&aacute; a ele montar pesquisas em conjunto com as universidades. Ele far&aacute; o papel que o CPqD fez at&eacute; aqui. Os primeiros testes ser&atilde;o realizados pelo canal 25 de S&atilde;o Paulo.<br \/>O F&oacute;rum de TV Digital, ali&aacute;s, enviar&aacute; uma delega&ccedil;&atilde;o a Las Vegas, durante a NAB (evento de broadcasters que acontece em abril nos EUA), e na semana seguinte para o Jap&atilde;o, onde ser&aacute; realizado um evento de discuss&atilde;o do ISDT.<\/p>\n<p><strong>Internacional<br \/><\/strong><br \/>Paralelamente, o governo brasileiro est&aacute; percorrendo os pa&iacute;ses latino-americanos para apresentar a possibilidade de uso do ISDT. At&eacute; aqui, a proposta era apenas conceitual, j&aacute; que n&atilde;o h&aacute;, ainda, produto. O Chile, por exemplo, quer saber quais ser&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es de pre&ccedil;o do ISDT, e n&atilde;o tem interesse em participar do desenvolvimento tecnol&oacute;gico. J&aacute; a Argentina (caso mais complicado) quer uma planta de fabrica&ccedil;&atilde;o de equipamentos em seu territ&oacute;rio. Com o road-show, o governo conseguiu pelo menos que os demais pa&iacute;ses n&atilde;o definissem as suas pol&iacute;ticas de TV digital imediatamente, abrindo espa&ccedil;o para negocia&ccedil;&otilde;es, que contam com a participa&ccedil;&atilde;o dos japoneses, executando demonstra&ccedil;&otilde;es da tecnologia. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Demorou mais do que o esperado mas acabou saindo. O F&oacute;rum de TV Digital conseguiu entregar na quarta, 17, o primeiro conjunto de especifica&ccedil;&otilde;es do Sistema Brasileiro de TV Digital. Ou melhor, do ISDTV (International System for Digital TV), que deve ser o novo nome do SBTVD. A documenta&ccedil;&atilde;o foi entregue ao Conselho de Desenvolvimento, &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=17961\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Saem as especifica\u00e7\u00f5es do sistema brasileiro, agora ISDTV<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[79],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17961"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17961"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17961\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17961"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17961"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17961"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}