{"id":29812,"date":"2017-04-30T23:15:49","date_gmt":"2017-04-30T23:15:49","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=29812"},"modified":"2017-05-02T23:17:59","modified_gmt":"2017-05-02T23:17:59","slug":"temer-mandou-a-imprensa-obedeceu-cobertura-nao-fala-ou-foca-na-greve","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=29812","title":{"rendered":"Temer mandou, a imprensa obedeceu: cobertura n\u00e3o fala ou foca na greve"},"content":{"rendered":"<p><em>No dia em que milh\u00f5es de trabalhadores pararam o pa\u00eds contra as reformas da previd\u00eancia e trabalhista o jornalismo brasileiro n\u00e3o falou em greve geral<\/em><\/p>\n<p class=\"western\"><strong>Por Bia Barbosa e M\u00f4nica Mour\u00e3o*<\/strong><\/p>\n<p class=\"western\">Manda quem pode, obedece quem tem ju\u00edzo, diz a sabedoria popular. Bastou a primeira<a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/o-indigesto-e-ruidoso-recado-das-ruas-para-temer-e-o-congresso\" target=\"_blank\"> greve<\/a> no pa\u00eds desde que assumiu ilegitimamente o governo para se perceber que a rela\u00e7\u00e3o entre a imprensa comercial e Michel Temer \u00e9 de servid\u00e3o ou sintonia.<\/p>\n<p class=\"western\">O posicionamento oficial do governo, divulgado atrav\u00e9s de nota do Presidente e em entrevista do ministro da Justi\u00e7a Osmar Serraglio, estava no mesmo tom da cobertura feita nesta sexta (28) pelos principais ve\u00edculos do pa\u00eds. A ordem era n\u00e3o falar em \u201cgreve geral\u201d, mas sim em \u201cdia de protestos\u201d e, no m\u00e1ximo, \u201cparalisa\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">E isso foi o difundido para a popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p class=\"western\">Segundo a BandNews, o que houve no Rio de Janeiro \u201cn\u00e3o foi uma greve. [&#8230;] Foi um dia de muitos problemas, de muito caos para as pessoas que seguiam para o trabalho, que queriam tocar a vida\u201d. No Jornal Hoje, da Globo, foram ao ar 40 minutos de mat\u00e9rias sobre a greve sem que a palavra fosse usada. Falou-se em \u201cparalisa\u00e7\u00e3o de 24 horas chamada pelos sindicatos\u201d. Na Record, nada da express\u00e3o <a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/com-a-greve-geral-oposicao-contra-temer-da-salto-de-qualidade\" target=\"_blank\">\u201cgreve geral\u201d<\/a>. O tom da cobertura deu \u00eanfase para as depreda\u00e7\u00f5es e nenhuma explica\u00e7\u00e3o das motiva\u00e7\u00f5es do movimento.<\/p>\n<p class=\"western\">Nos bastidores do jornalismo, circulou a not\u00edcia de que essa foi uma orienta\u00e7\u00e3o das chefias em diferentes ve\u00edculos, de grupos de m\u00eddia diversos. Mas a\u00ed n\u00e3o houve coincid\u00eancia, e sim uma orquestrada combina\u00e7\u00e3o entre governo e corpora\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas, que os jornalistas \u2013 tamb\u00e9m trabalhadores \u2013 tiveram que seguir.<\/p>\n<p class=\"western\">Palavras s\u00e3o arma sem p\u00f3lvora e, quando apontadas para o mesmo lado, t\u00eam um grande poder de destrui\u00e7\u00e3o de certas ideias e constru\u00e7\u00e3o de outras. Afinal, o que se espera de uma greve e qual a diferen\u00e7a entre ela e protestos de rua?<\/p>\n<p class=\"western\">A greve \u00e9 justamente um momento chave na consci\u00eancia da classe trabalhadora, que se nega a vender o \u00fanico bem que possui para a economia: sua for\u00e7a de trabalho. O que se espera de uma greve \u00e9, portanto, o esvaziamento do com\u00e9rcio, das escolas, reparti\u00e7\u00f5es, escrit\u00f3rios. Justamente o contr\u00e1rio de um \u201cdia de protestos\u201d, cujo sucesso pode ser medido por ruas cheias, tomadas por manifestantes. Embora tamb\u00e9m houvesse atos de rua marcados para 28 de abril, reduzir a data a isso e \u201cesquecer\u201d de mencionar ou adotar o termo \u201cgreve geral\u201d (ou mesmo \u201cgreve\u201d) faz com que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha acesso ao b\u00e1sico para compreender o que aconteceu no dia de ontem \u2013 e o que est\u00e1 em curso no pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"western\">Definir a sexta-feira como \u201cdia de protestos\u201d, como tamb\u00e9m fez a GloboNews durante todo o dia, n\u00e3o s\u00f3 distorceu o que de fato ocorria como legitimou as declara\u00e7\u00f5es da gest\u00e3o Temer de que \u201ctudo n\u00e3o passou de vias interditadas\u201d. A parceria Planalto-grande m\u00eddia continua firme.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>O foco nos transtornos e na viol\u00eancia, o sil\u00eancio dos manifestantes<\/b><\/p>\n<p class=\"western\">\u201cProtesto de centrais afeta transportes e tem viol\u00eancia\u201d (<i>O Globo<\/i>), \u201cGreve afeta transporte e com\u00e9rcio e termina com atos de vandalismo\u201d (<i>O Estado de S. Paulo<\/i>), \u201cGreve afeta transporte e termina em vandalismo\u201d (<i>Correio Braziliense<\/i>), \u201cGreve atinge transportes e escolas em dia de confronto\u201d (<i>Folha de S. Paulo<\/i>).<\/p>\n<p class=\"western\">As manchetes dos jornais deste s\u00e1bado (29) n\u00e3o conseguiram mais omitir o termo vetado durante o dia de ontem. Mas mostram, uma vez mais, que a m\u00eddia pratica o velho \u201cfa\u00e7a o que eu digo, mas n\u00e3o o que eu fa\u00e7o\u201d. Enquanto publica mat\u00e9rias sobre como a criatividade brasileira pode nos tirar da crise, segue com a mesma velha f\u00f3rmula em coberturas de manifesta\u00e7\u00f5es: foco nos transtornos gerados nos transportes para quem <i>qu<\/i><i>is<\/i><i> <\/i>trabalhar (sem ouvir se essa escolha de fato existia) e na viol\u00eancia dos \u201cv\u00e2ndalos\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">Ao longo da sexta-feira, o Intervozes acompanhou a cobertura jornal\u00edstica dos principais notici\u00e1rios do Brasil, na televis\u00e3o (Globo, GloboNews, Record), na internet (Uol, R7, G1, Correio, Veja, Port\u00e3o Estad\u00e3o) e no r\u00e1dio (BandNews, CBN e Ag\u00eancia Brasil). Com algumas sutilezas, em especial no <i>Jornal Nacional<\/i>, o tom foi o mesmo das manchetes de hoje. E a cobertura foi abundante, durante todo o dia, ao contr\u00e1rio do sil\u00eancio sobre as mobiliza\u00e7\u00f5es registrado na v\u00e9spera da greve. Mesmo sendo de conhecimento p\u00fablico que ela estava programada para aquele dia, a m\u00eddia preferiu n\u00e3o anunci\u00e1-la.<\/p>\n<p class=\"western\">Na Globo, o <i>Jornal Nacional<\/i> foi o \u00fanico a falar sobre o conte\u00fado das reformas trabalhista e da previd\u00eancia. Em cerca de 4 minutos, ao final das reportagens sobre as manifesta\u00e7\u00f5es, apresentou as principais propostas de cada uma. Dos 50 minutos totais de programa, toda a primeira parte do jornal, de 20 minutos, foi dedicada \u00e0 greve geral. O termo acabou sendo usado pelos apresentadores, depois de ter sido evitado ao longo do dia. Foram entrevistadas 16 pessoas (entre elas Paulinho da For\u00e7a Sindical, o presidente da CUT Wagner Freitas e o ministro da Justi\u00e7a Osmar Serraglio) e lida a nota de Michel Temer. O <i>JN<\/i> tentou equilibrar as opini\u00f5es sobre a greve, ao contr\u00e1rio dos outros telejornais da emissora.<\/p>\n<p class=\"western\">Pela manh\u00e3, no <i>Bom Dia Brasil<\/i>, a culpabiliza\u00e7\u00e3o dos sindicatos foi gritante. Segundo Alexandre Garcia, \u201co movimento sindical n\u00e3o quer deixar de receber o valor de um dia de trabalho do assalariado com a contribui\u00e7\u00e3o sindical, ainda tira mais um dia de trabalho do pa\u00eds que precisa produzir, voltar a crescer e gerar emprego\u201d. A pauta reduziu-se a uma tentativa de se manter \u201cprivil\u00e9gios\u201d desse grupo.<\/p>\n<p class=\"western\">No <i>Jornal da Record<\/i>, foi entrevistado um advogado que disse: \u201cNunca vi sindicato pagar multa, nunca vi sindicato fazer uma presta\u00e7\u00e3o de contas em rela\u00e7\u00e3o aos seus sindicalizados do movimento e nunca vi o sindicato obedecer ordem judicial\u201d. O mesmo tom seria depois repetido na fala do ministro da Justi\u00e7a Osmar Serraglio, mostrando mais uma vez a orquestra\u00e7\u00e3o da m\u00eddia com o governo.<\/p>\n<p class=\"western\">No r\u00e1dio, a Ag\u00eancia Brasil, agora com sua independ\u00eancia cerceada pelas mudan\u00e7as na lei da Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o (EBC) feitas via Medida Provis\u00f3ria, veiculou notas do governo e defendeu amplamente as reformas trabalhista e da previd\u00eancia. No <i>CBN <\/i><i>Brasil<\/i>, s\u00f3 foram lidos os coment\u00e1rios de ouvintes contr\u00e1rios \u00e0 greve. A propaganda da previd\u00eancia privada do Bradesco, veiculada v\u00e1rias vezes durante o programa, explica bem os interesses em jogo.<\/p>\n<p class=\"western\">Enquanto se ouviu muito sobre transtornos e vandalismo, o silenciamento dos principais atores da mobiliza\u00e7\u00e3o foi brutal. O <i>Jornal da Record<\/i> conseguiu n\u00e3o dar voz sequer a um manifestante ou sindicalista, enquanto deu espa\u00e7o para Temer e seu ministro da Justi\u00e7a. No <i>Jornal Hoje<\/i>, da Globo, sindicatos s\u00f3 foram citados ao mencionar os n\u00fameros de ades\u00e3o \u00e0 greve. Em 40 minutos de cobertura, foram reservados menos de 10 segundos para ouvir um manifestante e um sindicato. A primeira fala de uma central sindical na programa\u00e7\u00e3o da GloboNews foi veiculada, pasmem, \u00e0s 22h18 \u2013 e n\u00e3o durou um minuto.<\/p>\n<p class=\"western\">A velha t\u00e1tica de mostrar cenas de viol\u00eancia para colocar a popula\u00e7\u00e3o contra as manifesta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m se repetiu. Na GloboNews, quatro horas praticamente ininterruptas (das 16h30 \u00e0s 20h30) mostrando a a\u00e7\u00e3o de black blocs. Como n\u00e3o se indignar com o movimento? Na internet, durante todo o dia, as fotografias que representavam a greve mostravam pneus queimados, policiais enfileirados e armados, confronto entre manifestantes e pol\u00edcia. Houve muito destaque para as falas de Jo\u00e3o Doria, prefeito de S\u00e3o Paulo (que chamou os grevistas de \u201cvagabundos\u201d), do ministro da Justi\u00e7a e, no final da noite, de Temer. O foco das coberturas em tempo real era a divulga\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os em funcionamento e not\u00edcias sobre o tr\u00e2nsito. De novo, nada sobre as cerca de 100 categorias que pararam neste dia 28. E quase nada sobre as propostas de reforma em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Rep\u00f3rteres no ch\u00e3o: as sutilezas da manipula\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica<\/b><\/p>\n<p class=\"western\">N\u00e3o se pode dizer que a m\u00eddia n\u00e3o aprendeu com as manifesta\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos anos, especialmente do emblem\u00e1tico 2013. Depois de a grande imprensa ter sido confrontada principalmente pela cobertura em tempo real da M\u00eddia Ninja, a GloboNews resolveu incorporar seu <i>modus operandi.<\/i> Nesta sexta, jornalistas da emissora estiveram no ch\u00e3o, em meio \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o cobrindo apenas a partir do helic\u00f3ptero da empresa. Fizeram transmiss\u00f5es ao vivo com imagens de baixa qualidade t\u00e9cnica, ficaram sufocados com g\u00e1s lacrimog\u00eaneo, correram ofegantes.<\/p>\n<p class=\"western\">Assim, as den\u00fancias de parcialidade (j\u00e1 que estariam \u201cmostrando tudo\u201d em \u201ctempo real\u201d) poderiam ser rebatidas. No Estudio I, uma das comentaristas falou claramente que n\u00e3o se podia criminalizar os movimentos. Mas at\u00e9 que ponto, vale perguntar, com o espa\u00e7o para as diverg\u00eancias sendo t\u00e3o residual, essa suposta \u201creaproxima\u00e7\u00e3o\u201d com os fatos n\u00e3o seria mais uma estrat\u00e9gia de marketing para ampliar o p\u00fablico (como j\u00e1 fez com a cria\u00e7\u00e3o do aplicativo <i>Na Rua<\/i>) e para se sintonizar com uma audi\u00eancia privilegiada (apenas 32% t\u00eam TV por assinatura no Brasil) que t\u00eam acesso a outras fontes de informa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Novamente, a diferen\u00e7a na cobertura internacional<\/b><\/p>\n<p class=\"western\">Se o discurso arquitetado politicamente na imprensa nacional garantiu que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira passasse o dia desinformada sobre a greve que de fato ocorria no pa\u00eds, uma vez mais os leitores de outros pa\u00edses tiveram mais chances de compreender o que aconteceu neste 28 de abril.<\/p>\n<p class=\"western\">O <i>The New York Times<\/i> n\u00e3o teve d\u00favidas: afirmou \u201cBrasil imobilizado por greve geral contra medidas de austeridade\u201d. Pode-se at\u00e9 divergir do discurso sobre a austeridade, mas o primeiro par\u00e1grafo do texto fazia, de cara, a rela\u00e7\u00e3o das paralisa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m com os esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o do governo Temer e dava voz a um cidad\u00e3o que declarou: \u201cTemer odeia os trabalhadores. Este \u00e9 o pior governo que o Brasil j\u00e1 teve\u201d. Mais adiante, a reportagem explicava as medidas propostas pelas reformas previdenci\u00e1ria e trabalhista, apresentava os baix\u00edssimos \u00edndices de popularidade de Temer (apenas 4%) \u2013 que n\u00e3o foram mencionados por nenhuma emissora de TV em sua cobertura da greve \u2013 e falava das den\u00fancias de propina contra o pr\u00f3prio presidente.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cSeus principais assessores denunciaram a greve, com o ministro da Justi\u00e7a, Osmar Serraglio, fazendo pouco caso dela e taxando a mobiliza\u00e7\u00e3o de \u201cnonsense\u201d e de \u201cbaderna generalizada\u201d em uma entrevista. Mas com os membros do Congresso tentando preservar os benef\u00edcios de sua generosa aposentadoria, a elite pol\u00edtica parece mesmo ignorar o humor das ruas\u201d, criticou o <i>NYT<\/i>.<\/p>\n<p class=\"western\">O franc\u00eas <i>Le Monde<\/i> chamou a greve de \u201chist\u00f3rica\u201d, relatando os diversos setores e categorias que cruzaram os bra\u00e7os. O foco, ao contr\u00e1rio do dado pela imprensa brasileira, ficou longe dos transtornos da greve nos transportes. Falaram de bancos, correios, escolas p\u00fablicas e privadas, com\u00e9rcio e do setor de sa\u00fade, divulgando a estimativa, dos sindicatos, de 40 milh\u00f5es de trabalhadores parados. E como direito trabalhista \u00e9 algo que a Fran\u00e7a costuma valorizar, o <i>Le Monde<\/i> tamb\u00e9m explicou as propostas inclusas nas reformas em debate no Congresso \u2013 algo que os ve\u00edculos nacionais n\u00e3o acharam importante fazer nesta sexta. Tampouco as definiram como \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o\u201d, como orienta a cartilha do Planalto.<\/p>\n<p class=\"western\">A BBC destacou que esta foi a \u201cprimeira greve geral em duas d\u00e9cadas\u201d no Brasil. E achou jornalisticamente relevante \u2013 porque de fato \u00e9 \u2013 informar que diversas denomina\u00e7\u00f5es religiosas tenham apoiado a paralisa\u00e7\u00e3o. Ouviu o porta-voz da igreja anglicana, que explicou a posi\u00e7\u00e3o de encorajar seus seguidores a participarem do movimento \u201cporque entende a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d atual e as condi\u00e7\u00f5es de vida do povo.<\/p>\n<p class=\"western\">Os exemplos mostram que, se quisesse fazer bom jornalismo nesta cobertura, seria muito f\u00e1cil. A imprensa alternativa fez, com destaque para a intensa cobertura da equipe do jornal popular <i>Brasil de Fato<\/i>. Mas os tradicionais ve\u00edculos brasileiros mais uma vez passaram bem longe disso. Um dia, a fatura chegar\u00e1.<\/p>\n<p class=\"western\"><em>*Bia Barbosa e M\u00f4nica Mour\u00e3o s\u00e3o jornalistas e integram o Conselho Diretor do Intervozes. Colaboraram: Alex Pegna Herzog, Eduardo Amorim, Ol\u00edvia Bandeira, Ram\u00eania Vieria e Raquel Dantas, todos integrantes do Intervozes.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia em que milh\u00f5es de trabalhadores pararam o pa\u00eds contra as reformas da previd\u00eancia e trabalhista o jornalismo brasileiro n\u00e3o falou em greve geral Por Bia Barbosa e M\u00f4nica Mour\u00e3o* Manda quem pode, obedece quem tem ju\u00edzo, diz a sabedoria popular. Bastou a primeira greve no pa\u00eds desde que assumiu ilegitimamente o governo para &hellip; <a href=\"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=29812\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Temer mandou, a imprensa obedeceu: cobertura n\u00e3o fala ou foca na greve<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[327,1834,1833],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29812"}],"collection":[{"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=29812"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29812\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29813,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29812\/revisions\/29813"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=29812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=29812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=29812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}