{"id":26716,"date":"2012-03-12T17:34:09","date_gmt":"2012-03-12T17:34:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26716"},"modified":"2012-03-12T17:34:09","modified_gmt":"2012-03-12T17:34:09","slug":"arquitetura-institucional-para-democratizar-as-comunicacoes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26716","title":{"rendered":"Arquitetura institucional para democratizar as comunica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Nas democracias modernas, onde h&aacute; uma efetiva preocupa&ccedil;&atilde;o com a legitimidade dos governos &#8211; e a a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica destes &eacute; pautada pelo interesse p&uacute;blico -, cada vez mais os cidad&atilde;os s&atilde;o chamados a participar da tomada de decis&otilde;es no planejamento a curto, m&eacute;dio e longo prazo, para que haja uma aplica&ccedil;&atilde;o correta dos recursos p&uacute;blicos. Mas como a sociedade vai usar esses recursos que ela mesmo destina para serem utilizados em prol de todos?<\/p>\n<p>No Brasil, a falta de pluralidade e diversidade constatadas na m&iacute;dia esvazia a dimens&atilde;o p&uacute;blica dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Um conjunto de regras que poder&aacute; garantir a democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios est&aacute; para ser criado &#8211; e precisar&aacute; organizar uma arquitetura institucional democr&aacute;tica.<\/p>\n<p>Na Plataforma de 20 pontos essenciais para compor um novo marco regulat&oacute;rio para o pa&iacute;s elaborada pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratizac&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC) &ndash; com a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade e a partir das resolu&ccedil;&otilde;es da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom) &ndash;, um &ldquo;esqueleto&rdquo; institucional &eacute; o primeiro item apontado, aquele que desenha o espa&ccedil;o para se discutir a estrutura formal, os mecanismos institucionais de regula&ccedil;&atilde;o para o setor. Veja a seguir.<\/p>\n<p><strong>Arquitetura institucional democr&aacute;tica<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com as propostas de plataforma do FNDC, a organiza&ccedil;&atilde;o do sistema nacional de comunica&ccedil;&otilde;es deve contar com:<br \/><em><br \/>um Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com composi&ccedil;&atilde;o representativa dos poderes p&uacute;blicos e dos diferentes setores da sociedade civil (que devem ser majorit&aacute;rios em sua composi&ccedil;&atilde;o e apontados por seus pares), com papel de estabelecer diretrizes normativas para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e regula&ccedil;&atilde;o do setor; <\/em><\/p>\n<p>Seja da &aacute;rea que for, um Conselho p&uacute;blico &eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o de um governo leg&iacute;timo, que trabalha com a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade em prol do interesse comum, explica a cineasta Berenice Mendes, integrante da Coordena&ccedil;&atilde;o Executiva do FNDC. &ldquo;A sociedade, ao participar de um conselho, passa a decidir, colaborar com a decis&atilde;o do uso dos recursos p&uacute;blicos naquela &aacute;rea espec&iacute;fica. Ao mesmo tempo, ela tamb&eacute;m est&aacute; sendo responsabilizada pelas decis&otilde;es que v&atilde;o ser tomadas sobre o uso desses recursos. &Eacute; uma via de m&atilde;o dupla. Se, por um lado, ocorre uma maior fiscaliza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o dos atos de governo, dos minist&eacute;rios, das ag&ecirc;ncias; por outro, existe a responsabiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade. H&aacute; um amadurecimento da cidadania. Isso &eacute; fundamental&rdquo;, reflete Berenice.<\/p>\n<p>O sistema dos Conselhos existe em v&aacute;rios pa&iacute;ses com democracias consolidadas e serve de exemplo para o mundo, lembra Ven&iacute;cio Lima, jornalista, soci&oacute;logo e professor aposentado da UnB. Ele destaca o caso da Inglaterra, onde um conselho independente, aut&ocirc;nomo e com participa&ccedil;&atilde;o dos diferentes setores interessados &#8211; governo, sociedade civil, legisladores &#8211; define h&aacute; d&eacute;cadas a pol&iacute;tica p&uacute;blica da &aacute;rea das comunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Mas os Conselhos de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, nacional ou regionais, s&atilde;o sempre combatidos pela grande m&iacute;dia &#8211; e at&eacute; por pol&iacute;ticos &#8211; como se fossem organismos criados para &ldquo;controlar o conte&uacute;do, privar a liberdade de express&atilde;o&rdquo;. &ldquo;Faz parte do velho anseio das classes empresariais da comunica&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o quererem sua atividade regulada de forma alguma&rdquo;, destaca Berenice. Um organismo como este, diz ela, tem que ser um guardi&atilde;o dos preceitos constitucionais e das leis espec&iacute;ficas que regem a comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil. A cineasta acentua, por&eacute;m, que n&atilde;o basta apenas criar um Conselho se n&atilde;o houver instrumentos legais, jur&iacute;dicos, uma atualiza&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o &ldquo;para que todo mundo saiba como se portar&rdquo;.<\/p>\n<p>No Pa&iacute;s, o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (previsto no artigo 224 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, institu&iacute;do em 2002 e inativo desde dezembro de 2006), no &acirc;mbito do Congresso Nacional, era meramente consultivo, de suporte especializado aos congressistas sobre os temas afetos &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, relata Berenice. &ldquo;O CCS sequer era propositivo, muito menos deliberativo. E ainda assim, como n&atilde;o havia instrumentos para estabelecer que, efetivamente, deveria ser ouvido, o Conselho, enfim, n&atilde;o conseguiu atuar&rdquo;, relata Berenice, que foi conselheira nas duas gest&otilde;es do CCS (2002 a 2006), representante da categoria profissional dos artistas.<\/p>\n<p><strong>Conselhos locais<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8230;Estados e munic&iacute;pios poder&atilde;o constituir Conselhos locais, que ter&atilde;o car&aacute;ter auxiliar em rela&ccedil;&atilde;o ao Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com atribui&ccedil;&otilde;es de discutir, acompanhar e opinar sobre temas espec&iacute;ficos, devendo seguir regras &uacute;nicas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; composi&ccedil;&atilde;o e forma de escolha de seus membros. Esses Conselhos nos estados e munic&iacute;pios podem tamb&eacute;m assumir fun&ccedil;&otilde;es deliberativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es de &acirc;mbito local;<br \/><\/em><br \/>Conselhos locais (regionais &#8211; dos Estados e dos munic&iacute;pios) decorrem da necessidade do modo de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-administrativa do Estado brasileiro. &ldquo;Somos uma Federa&ccedil;&atilde;o. A Constitu&ccedil;&atilde;o Estadual segue a Federal, as constitui&ccedil;&otilde;es municipais seguem as estaduais e a federal, &eacute; esse o nosso modelo de organiza&ccedil;&atilde;o. Ao reproduzi-lo, temos inclusive uma fun&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica de educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania&rdquo;, explica a ex-conselheira. Quando se forma um conselho municipal e a pessoa, o clube, as organiza&ccedil;&otilde;es locais s&atilde;o chamadas a participar, v&atilde;o ter oportunidade, mais do que reclamar das coisas que n&atilde;o est&atilde;o bem, tamb&eacute;m de propor. &ldquo;&Eacute; um espa&ccedil;o para refletir, n&atilde;o para uma cr&iacute;tica vazia&rdquo;, afirma a cineasta.<\/p>\n<p>Ven&iacute;cio lembra que os conselhos, como &oacute;rg&atilde;os de formula&ccedil;&atilde;o e acompanhamento das pol&iacute;ticas regionais, funcionam no Brasil para v&aacute;rios setores de direito, ap&oacute;s a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, e alguns at&eacute; antes. &ldquo;S&oacute; a lei org&acirc;nica do Distrito Federal, aprovada em 1993, havia previsto 17 conselhos espelhados no que a Constitui&ccedil;&atilde;o de 88 definiu como &#39;forma de descentraliza&ccedil;&atilde;o administrativa e de participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica&#39;&rdquo;, exemplifica.<\/p>\n<p>O professor destaca o atraso do pa&iacute;s sob o ponto de vista institucional da comunica&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Infelizmente, no Brasil, essa discuss&atilde;o chegou num impasse e n&atilde;o conseguimos avan&ccedil;ar. Velhos interesses continuam encastelados, e os grandes grupos de m&iacute;dia ainda conseguem controlar a agenda p&uacute;blica dos debates&rdquo;, detaca ele.<\/p>\n<p>Um exemplo citado por Ven&iacute;cio desse aspecto corporativo da grande m&iacute;dia &eacute; a recente campanha publicit&aacute;ria da Sky (que o FNDC considera velada e falaciosa &ndash; Leia aqui o manifesto) contra a Lei 12.485\/2011 (da TV por assinatura), dizendo que a Ancine (Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema) quer tomar o controle remoto da m&atilde;o do consumidor. &ldquo;Isso &eacute; uma mentira absurda. Essa lei foi formulada, votada, aprovada e sancionada democraticamente. Mas as grandes operadoras de TV por assinatura t&ecirc;m a capacidade de dar visibilidade a assuntos dentro de um enquadramento que interessa a elas. &Eacute; uma disputa desigual e desonesta. Quem quer continuar tendo o controle remoto na m&atilde;o &eacute; a pr&oacute;pria Sky. &Eacute; ela que define o que as pessoas v&atilde;o ver&rdquo;, acentua o professor.<\/p>\n<p><strong>&Oacute;rg&atilde;os reguladores<\/strong><\/p>\n<p>.<em>..&oacute;rg&atilde;o(s) regulador(es) que contemple(m) as &aacute;reas de conte&uacute;do e de distribui&ccedil;&atilde;o e infraestrutura, subordinados ao Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com poder de estabelecimento de normas infralegais, regula&ccedil;&atilde;o, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e san&ccedil;&atilde;o; e o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es como institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pela formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas;<\/em><\/p>\n<p>Renata Mielli, integrante da Coordena&ccedil;&atilde;o Executiva do FNDC, onde representa o Centro de Estudos de M&iacute;dia Bar&atilde;o de Itarar&eacute;, destaca que, na pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o, h&aacute; duas dimens&otilde;es que precisam ser acompanhadas &ndash; a infraestrutura, que &eacute; a plataforma onde se assentam os meios, as redes; e a dimens&atilde;o do conte&uacute;do do que &eacute; veiculado. De acordo com a arquitetura que temos hoje no Brasil, existem duas ag&ecirc;ncias que respondem por essas dimens&otilde;es: a Anatel (Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es), que regula a infraestrutura, e a Ancine, (Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema), de regula&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do.<\/p>\n<p>As ag&ecirc;ncias, na proposta do FNDC, fazem parte do sistema de comunica&ccedil;&atilde;o que deve ter um di&aacute;logo permanente &ndash; com o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, com o Conselho Nacional e a Confer&ecirc;ncia &ndash; aplicando aquilo que &eacute; aprovado no Legislativo.<\/p>\n<p>&ldquo;Hoje, o Brasil segue o modelo das ag&ecirc;ncias reguladoras para os diversos setores da sociedade &ndash; como na &aacute;rea da energia el&eacute;trica, de transportes, avia&ccedil;&atilde;o. As ag&ecirc;ncias acompanham e regulamentam a execu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas em cada setor. Ent&atilde;o, t&ecirc;m um papel fundamental para garantir que cumpram aquilo que est&aacute; previsto por lei&rdquo;, explica Renata. O FNDC prop&otilde;e encarar a comunica&ccedil;&atilde;o como um sistema integrado &#8211; e n&atilde;o de forma isolada. &ldquo;A infraestrutura tem que dialogar com o conte&uacute;do, servir a ele, como um sistema integrado. As ag&ecirc;ncias reguladoras fazem parte desse sistema&rdquo;, refor&ccedil;a Renata.<\/p>\n<p><strong>Minist&eacute;rio<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8230;Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es como institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pela formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas;<\/em><\/p>\n<p>A fun&ccedil;&atilde;o de um minist&eacute;rio &eacute; a de formulador das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &#8211; amplamente forjadas pelos seus t&eacute;cnicos especializados, de alto gabarito &#8211; para ser implementadas e executadas pelos &oacute;rg&atilde;os de execu&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A gente sabe que o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, pela instrumentaliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que sofreu ao longo do tempo, em especial pelas empresas privadas de televis&atilde;o ou de radiodifus&atilde;o, foi sendo esvaziado. Ficou durante muito tempo como um &oacute;rg&atilde;o de barganha pol&iacute;tica e de defesa dos interesses da radiodifus&atilde;o&rdquo;, reflete Berenice.<\/p>\n<p>De acordo com a cineasta, &eacute; recente &#8211; especialmente no per&iacute;odo do governo da presidente Dilma Rousseff &#8211; uma efetiva a&ccedil;&atilde;o no sentido de recompor essa equipe, reaparelhar o minist&eacute;rio. &ldquo;Mas ainda falta muito. N&atilde;o existem muitos quadros, esta &aacute;rea precisa de forma&ccedil;&atilde;o, de concurso, de t&eacute;cnicos especializados para trabalhar projetos de pol&iacute;tica p&uacute;blica do mais alto n&iacute;vel, que possam dar suporte ao cumprimento de uma legisla&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada, moderna, convergente, &agrave; altura do que os novos tempos est&atilde;o exigindo&rdquo;, pondera a ex-conselheira.<\/p>\n<p><strong>Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>.<em>&#8230;Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, precedida de etapas estaduais e locais, com o objetivo de definir diretrizes para o sistema de comunica&ccedil;&atilde;o. Este sistema deve promover interc&acirc;mbio com os &oacute;rg&atilde;os afins do Congresso Nacional &ndash; comiss&otilde;es tem&aacute;ticas, frentes parlamentares e o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social.<\/em><\/p>\n<p>A Confecom &eacute; um grande marco. Denunciou a ampla necessidade da popula&ccedil;&atilde;o falar, de participa&ccedil;&atilde;o da sociedade. Mas, a partir do momento em que houver a moderniza&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o, a confer&ecirc;ncia n&atilde;o precisa ser ami&uacute;de, esclarece Berenice. &ldquo;Poder&aacute; ser um grande evento de avalia&ccedil;&atilde;o e de corre&ccedil;&atilde;o de rotas que pode se dar a cada tr&ecirc;s ou cinco anos, para avalia&ccedil;&atilde;o do que foi acertado ou errado, o que precisa ser corrigido, onde podemos avan&ccedil;ar. Um grande evento de monitoramento amplamente negociado entre todas as partes &ndash; sociedade civil empresarial e n&atilde;o empresarial, legislativo e governo. Acho que essa &eacute; a grande import&acirc;ncia da Confer&ecirc;ncia&rdquo;, ressalta ela.<\/p>\n<p>Esses organismos formar&atilde;o uma estrutura institucional necess&aacute;ria para o setor. A comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; algo &agrave; parte da vida do pa&iacute;s, tem que ser tratada como todas as outras atividades de import&acirc;ncia empresarial e social. &ldquo;Gera emprego, envolve recursos, precisa de investimentos, com uma especificidade, que &eacute; a de formar opini&atilde;o e informar a popula&ccedil;&atilde;o. Isso faz com que tenha uma necessidade de legitima&ccedil;&atilde;o maior, a partir de um arcabou&ccedil;o legal que possibilite a democratiza&ccedil;&atilde;o da atividade&rdquo;, afirma Berenice.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plataforma da sociedade civil para um novo marco regulat&oacute;rio da m&iacute;dia apresenta alternativas para a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[366],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26716"}],"collection":[{"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26716"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26716\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}