{"id":24255,"date":"2010-04-20T12:15:49","date_gmt":"2010-04-20T12:15:49","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24255"},"modified":"2010-04-20T12:15:49","modified_gmt":"2010-04-20T12:15:49","slug":"oi-pede-r-27-bi-para-gerir-banda-larga-do-governo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24255","title":{"rendered":"Oi pede R$ 27 bi para gerir banda larga do governo"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A empresa de telefonia Oi pediu R$ 27 bilh&otilde;es em incentivos e benef&iacute;cios federais para comandar a universaliza&ccedil;&atilde;o da banda larga no pa&iacute;s, proposta classificada pela equipe do presidente Lula de &quot;inaceit&aacute;vel&quot; e que refor&ccedil;ou a tese dos defensores do uso da Telebr&aacute;s como gestora do plano.<\/p>\n<p>O projeto final da &aacute;rea t&eacute;cnica do governo ser&aacute; levado ao presidente nas pr&oacute;ximas semanas e propor&aacute; um modelo em que o investimento federal ficaria bem menor do que o proposto pela Oi: R$ 6 bilh&otilde;es entre 2010 e 2014 para montar a estrutura de uma rede p&uacute;blica no pa&iacute;s e conex&otilde;es de r&aacute;dio para levar a internet a cidades onde o setor privado n&atilde;o quer investir ou cobra pre&ccedil;os abusivos.<\/p>\n<p>Os n&uacute;meros da Oi foram comemorados pelos t&eacute;cnicos da Casa Civil e do Minist&eacute;rio do Planejamento. Segundo eles, depois que os dados das duas propostas foram comparados, at&eacute; o Tesouro Nacional, antes resistente &agrave; ideia de uso da Telebr&aacute;s, decidiu apoi&aacute;-la.<\/p>\n<p>O Programa Nacional de Banda Larga, a ser apresentado ao presidente Lula, prev&ecirc; um modelo misto. Nele, a Telebr&aacute;s administra a rede de cabos de fibras &oacute;pticas que vai conectar o pa&iacute;s, mas n&atilde;o a opera. Haver&aacute; uma licita&ccedil;&atilde;o para definir quem ser&aacute; o operador, provavelmente um grande fornecedor de equipamento (a Alcatel, por exemplo, j&aacute; manifestou interesse em disputar o servi&ccedil;o).<\/p>\n<p>As empresas privadas de telefonia entram como parceiras do plano, comprando acesso na rede p&uacute;blica, fazendo sua conex&atilde;o com as cidades e vendendo o servi&ccedil;o de internet ao consumidor final. Nessa &uacute;ltima etapa, o governo quer tamb&eacute;m incentivar a participa&ccedil;&atilde;o dos pequenos provedores.<\/p>\n<p>Diante da falta de recursos neste ano, a sa&iacute;da foi propor investir os R$ 300 milh&otilde;es que a Telebr&aacute;s tem em caixa na primeira fase do plano. Ele prev&ecirc; montar o &quot;backbone&quot; (espinha dorsal da rede) no Sudeste e no Nordeste, atingindo cem cidades, sendo mais de dez capitais.<\/p>\n<p>A Telebr&aacute;s fechou 2009 com preju&iacute;zo de R$ 20,6 milh&otilde;es, mas tem R$ 300 milh&otilde;es aplicados em banco. Pelos c&aacute;lculos do governo, em 2012, o Plano Nacional de Banda Larga dar&aacute; preju&iacute;zo adicional &agrave; Telebr&aacute;s de R$ 34,2 milh&otilde;es. Em 2019, no entanto, a empresa estaria com lucro de R$ 262 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Projetando esse cen&aacute;rio, o governo j&aacute; estuda a possibilidade de fazer uma oferta p&uacute;blica de a&ccedil;&otilde;es da empresa para capitaliz&aacute;-la, mantendo o controle da companhia.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do aspecto financeiro, o Minist&eacute;rio da Fazenda retirou sua resist&ecirc;ncia &agrave; proposta de reativar a Telebr&aacute;s depois que Lula deu a ordem para lan&ccedil;ar o programa ainda em 2010. Nesse caso, a estatal &eacute; considerada a melhor op&ccedil;&atilde;o, mesmo com o risco de seu passivo trabalhista contaminar a futura empresa.<\/p>\n<p>Segundo um auxiliar de Lula, defensor da proposta, esse &quot;risco &eacute; administr&aacute;vel&quot;, e aquela que seria a melhor solu&ccedil;&atilde;o, criar uma empresa p&uacute;blica para administrar o servi&ccedil;o, &eacute; invi&aacute;vel num ano eleitoral.<\/p>\n<p>O valor total do programa da Oi atinge um investimento de R$ 60 bilh&otilde;es at&eacute; 2014. A empresa ficaria respons&aacute;vel por R$ 33 bilh&otilde;es. O governo entraria com R$ 27 bilh&otilde;es na forma de desonera&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias, cess&atilde;o da rede p&uacute;blica e outros benef&iacute;cios. A empresa bancaria todo o servi&ccedil;o de universaliza&ccedil;&atilde;o. Da montagem da rede &agrave; venda do servi&ccedil;o ao consumidor, garantindo pre&ccedil;o de acesso &agrave; banda larga de R$ 35 a clientes e de R$ 60 para os demais por meio do servi&ccedil;o m&oacute;vel.<\/p>\n<p>Em outra proposta do governo, o investimento para bancar a universaliza&ccedil;&atilde;o por parte da Uni&atilde;o ficaria em R$ 15 bilh&otilde;es. Mas a ideia foi engavetada por determina&ccedil;&atilde;o do presidente, que mandou negociar parcerias com o setor privado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A empresa de telefonia Oi pediu R$ 27 bilh&otilde;es em incentivos e benef&iacute;cios federais para comandar a universaliza&ccedil;&atilde;o da banda larga no pa&iacute;s, proposta classificada pela equipe do presidente Lula de &quot;inaceit&aacute;vel&quot; e que refor&ccedil;ou a tese dos defensores do uso da Telebr&aacute;s como gestora do plano. 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