{"id":24232,"date":"2010-04-09T18:17:10","date_gmt":"2010-04-09T18:17:10","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24232"},"modified":"2010-04-09T18:17:10","modified_gmt":"2010-04-09T18:17:10","slug":"oi-propoe-parceria-com-o-governo-no-acesso-a-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24232","title":{"rendered":"Oi prop\u00f5e parceria com o governo no acesso \u00e0 banda larga"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><a name=\"lblTexto\" title=\"lblTexto\"><\/a><span class=\"padrao\">Ap&oacute;s a longa e inconclusiva reuni&atilde;o realizada nessa quinta-feira, 8, entre ministros, autoridades e o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a sexta feira, 9, come&ccedil;ou cedo em negocia&ccedil;&otilde;es com a maior concession&aacute;ria do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Conforme divulgado por este notici&aacute;rio, uma equipe da Casa Civil e do Minist&eacute;rio do Planejamento receberam hoje pela manh&atilde; o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, e alguns t&eacute;cnicos da empresa para discutir a massifica&ccedil;&atilde;o da banda larga. <\/p>\n<p>A reuni&atilde;o foi comandada pela ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que teve o apoio do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O encontro serviria para que a Oi apresentasse uma proposta para execu&ccedil;&atilde;o do PNBL, conforme sugest&atilde;o feita ontem pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, ao presidente Lula. <\/p>\n<p>A apresenta&ccedil;&atilde;o, no entanto, frustou as expectativas de quem apostava em um &quot;plano alternativo&quot; capitaneado pela Oi. Apesar de a empresa contar com muitos apoiadores dentro do pr&oacute;prio governo, Falco n&atilde;o teria aproveitado essa influ&ecirc;ncia para sugerir um plano realmente diferente da proposta em devenvolvimento na c&uacute;pula governamental, ao contr&aacute;rio. Segundo o executivo, a ideia continua sendo firmar uma &quot;parceria&quot;. &quot;Nossa proposta est&aacute; dentro da linha do plano do governo e do posicionamento do presidente Lula de usar todas as redes que estiverem dispon&iacute;veis&quot;, afirmou Falco ao sair da reuni&atilde;o. &quot;Como n&oacute;s temos algumas redes, pensamos que essa infraestrutura pode auxiliar no plano do governo.&quot; <\/p>\n<p><strong>A proposta <\/strong><\/p>\n<p>Falco n&atilde;o deu detalhes sobre a apresenta&ccedil;&atilde;o feita aos ministros, mas usou um tom bastante amig&aacute;vel ao comentar, mesmo que superficialmente, como a Oi pode colaborar com o plano do governo. Quando questionado se o governo teria se convencido da necessidade de usar as teles, o executivo arrematou: &quot;Acho que n&atilde;o &eacute; um processo de convencimento o que temos aqui. Pode ser uma parceria&quot;. <\/p>\n<p>No sil&ecirc;ncio de Falco sobre como seria essa parceria, quem acabou fornecendo alguns detalhes sobre a sugest&atilde;o da tele foi o secret&aacute;rio de Log&iacute;stica e Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Planejamento, Rog&eacute;rio Santanna, que tamb&eacute;m participou do encontro. Segundo Santanna, a Oi apresentou diversos cen&aacute;rios de massifica&ccedil;&atilde;o da banda larga, projetados sobre as simula&ccedil;&otilde;es do pr&oacute;prio governo para o PNBL, em que a Oi poderia atender &agrave; demanda de banda larga nos pre&ccedil;os pretendidos pelo Planalto. <\/p>\n<p>Os cen&aacute;rios de pre&ccedil;o final trabalhados pela equipe do Planejamento v&atilde;o de R$ 15 a R$ 35 o Mbps no pre&ccedil;o de varejo, ou seja, o que seria pago diretamente pelo consumidor. Para que a Oi possa assegurar o acesso a estes patamares, a empresa argumentou a necessidade de o governo promover uma desonera&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria no setor, reduzindo os custos da empresa. <\/p>\n<p>A demanda de redu&ccedil;&atilde;o de tributos &eacute; reiterada h&aacute; meses por todas as teles. Este item &eacute; o principal t&oacute;pico da Carta do Guaruj&aacute;, documento que resume as perspectivas e, principalmente, as expectativas para o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es sob a &oacute;tica das empresas. <\/p>\n<p>Uma outra demanda feita pela Oi na reuni&atilde;o para que a empresa possa vir a ser a grande parceira do governo no PNBL &eacute; que o governo subsidie parte dos custos finais da oferta de banda larga. A ideia baseia-se em uma outra pol&iacute;tica p&uacute;blica do setor de infraestrutura, o Luz para Todos. Esse programa &eacute; financiado em parte pelas concession&aacute;rias de energia e tamb&eacute;m pelo governo, por meio da aplica&ccedil;&atilde;o de fundos setoriais. A sugest&atilde;o objetiva da Oi &eacute; que o governo &quot;pague&quot; parte do custo da banda larga, fazendo com que a conta fique menos salgada para o consumidor, sem que isso afete dramaticamente as contas da empresa. <\/p>\n<p><strong>Rea&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>Os membros do governo ficaram de analisar a proposta da Oi mas, em princ&iacute;pio, n&atilde;o acharam as sugest&otilde;es ruins. Para Santanna, a simples disposi&ccedil;&atilde;o da Oi de participar do PNBL de uma maneira mais pr&oacute;-ativa j&aacute; &eacute; um avan&ccedil;o do ponto de vista estrat&eacute;gico. &quot;Acho muito salutar a empresa vir aqui para apresentar pontos onde ela pode colaborar. Isso n&atilde;o quer dizer, por&eacute;m, que vamos aceitar todos os pontos&quot;, afirmou o secret&aacute;rio. Santanna entende que a Oi apenas &quot;se antecipou&quot; a uma discuss&atilde;o que certamente aconteceria com as empresas t&atilde;o logo o PNBL seja aprovado pelo governo. &quot;Ela pode ser parceira, como qualquer uma pode ser parceira. O pr&oacute;prio plano prev&ecirc; uma mesa setorial onde esses aspectos ser&atilde;o discutidos.&quot; <\/p>\n<p>A apresenta&ccedil;&atilde;o da Oi nesta sexta foi considerada por Santanna como uma &quot;rea&ccedil;&atilde;o&quot; aos planos do governo e, portanto, positiva no contexto de cria&ccedil;&atilde;o do PNBL. &quot;Na minha terra se diz que a mutuca (mosquito) tira o boi do mato. &Eacute; isso que est&aacute; acontecendo. E n&atilde;o &eacute; a primeira vez. No Banda Larga nas Escolas, as empresa pediam no in&iacute;cio R$ 9 bilh&otilde;es para fazer o projeto e no fim fizeram por bem menos. Isso &eacute; parte do processo&quot;, analisou. <\/p>\n<p>Alguns detalhes interessantes do encontro &eacute; que plano da Oi &eacute; boa parte amparado no cumprimento das metas de expans&atilde;o do backhaul, obriga&ccedil;&otilde;es estabelecidas no Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU). Por ser uma pol&iacute;tica p&uacute;blica, essa expans&atilde;o &eacute; financiada por meio das tarifas p&uacute;blicas cobradas dos consumidores. Outro ponto &eacute; que a Oi assumiu como contrapartida para obter a anu&ecirc;ncia pr&eacute;via para a compra da Brasil Telecom a obriga&ccedil;&atilde;o de tornar dispon&iacute;vel em v&aacute;rias localidades a oferta comercial de banda larga nos mesmos n&iacute;veis definidos no Banda Larga nas Escolas. Assim, pode-se entender que a expans&atilde;o do servi&ccedil;o j&aacute; faz parte dos planos da companhia, n&atilde;o apenas por uma estrat&eacute;gia comercial, mas principalmente por conta das metas assumidas seja no PGMU ou na anu&ecirc;ncia pr&eacute;via. <\/p>\n<p>Os membros do governo n&atilde;o chegaram a avaliar essas quest&otilde;es por enquanto e como isso impactaria em uma eventual parceria que envolva subs&iacute;dios. Um aspecto levantado na reuni&atilde;o &eacute; a necessidade de que a Oi, ou qualquer tele, abra seus custos em detalhes para que fique claro se a carga tribut&aacute;ria &eacute; mesmo o maior vil&atilde;o do pre&ccedil;o da banda larga. Para que isso ocorra, seria necess&aacute;rio que a Anatel avan&ccedil;asse na composi&ccedil;&atilde;o do modelo de custos do setor, que est&aacute; em elabora&ccedil;&atilde;o h&aacute; anos. <\/p>\n<p><strong>Pr&oacute;ximo encontro <\/strong><\/p>\n<p>A agenda futura do PNBL continua indefinida. Isso porque o presidente Lula viaja neste fim de semana para os Estados Unidos e s&oacute; retorna ao Brasil na pr&oacute;xima quinta-feira, 15. Ontem, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, mostrou-se otimista e considerou a possibilidade de os debates serem retomados na pr&oacute;pria quinta. A perspectiva ap&oacute;s o encontro de ontem, no entanto, &eacute; que o assunto volte &agrave; pauta nos pr&oacute;ximos 15 dias, ampliando a margem de agendamento de uma nova reuni&atilde;o. <\/p>\n<p>De qualquer forma, a equipe do governo espera que o PNBL seja arrematado ainda neste m&ecirc;s. Ontem havia uma forte expectativa de que o assunto fosse encerrado e que o an&uacute;ncio do projeto fosse feito ainda hoje. O interesse da Oi de apresentar uma proposta e a posi&ccedil;&atilde;o c&eacute;tica do Minist&eacute;rio da Fazenda com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viabilidade do plano adiaram o desfecho. Santanna disse hoje que a sua impress&atilde;o &eacute; que o presidente Lula &quot;sentiu a aus&ecirc;ncia do ministro Guido (Mantega, da Fazenda)&quot; e que isso prejudicou a conclus&atilde;o da reuni&atilde;o com uma decis&atilde;o sobre o PNBL. Mantega n&atilde;o participou do encontro por estar em viagem a Porto Alegre.<\/span>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s a longa e inconclusiva reuni&atilde;o realizada nessa quinta-feira, 8, entre ministros, autoridades e o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a sexta feira, 9, come&ccedil;ou cedo em negocia&ccedil;&otilde;es com a maior concession&aacute;ria do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es. 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