{"id":22782,"date":"2009-05-15T15:31:26","date_gmt":"2009-05-15T15:31:26","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22782"},"modified":"2009-05-15T15:31:26","modified_gmt":"2009-05-15T15:31:26","slug":"relator-antecipa-pontos-principais-de-sua-proposta-ao-pl-29","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22782","title":{"rendered":"Relator antecipa pontos principais de sua proposta ao PL 29"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A expectativa em torno do novo substitutivo ao PL 29\/2007, que cria regras para a oferta de TV por assinatura e para o audiovisual, terminou nesta quinta-feira (14). O relator do projeto na Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor (CDC), deputado Vital do R&ecirc;go Filho (PMDB-PB), entregou o seu parecer sobre a proposta. O texto ainda n&atilde;o foi oficialmente divulgado no sistema de acompanhamento das tramita&ccedil;&otilde;es da C&acirc;mara dos Deputados, o que deve acontecer nesta sexta, 15. Mas o parlamentar apresentou as linhas gerais de sua proposta em sua p&aacute;gina pessoal, o &quot;Blog de Vitalzinho&quot; [<a href=\"http:\/\/www.vitalzinho.com.br\/blog\/\">veja aqui<\/a>]. <\/p>\n<p>Para decep&ccedil;&atilde;o dos setores contr&aacute;rios &agrave;s cotas de fomento da produ&ccedil;&atilde;o nacional e independente, R&ecirc;go Filho inseriu em seu parecer o mecanismo pensado e negociado pelo ex-relator na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI), Jorge Bittar (PT\/RJ). De acordo com as informa&ccedil;&otilde;es veiculadas pelo deputado, 30% do conte&uacute;do brasileiro veiculado nas TVs pagas dever&aacute; ser independente. Al&eacute;m disso, para cada canal jornal&iacute;stico no pacote da operadora, dever&aacute; ser oferecido outro, n&atilde;o coligado. <\/p>\n<p>&quot;No meu parecer, tive um cuidado especial em deixar claro o espa&ccedil;o que deve ser dado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o nacional de filmes e v&iacute;deos, incluindo a produ&ccedil;&atilde;o independente garantindo que todos os pacotes a serem oferecidos pelas operadoras de TV a cabo incluam um canal direcionado a filmes nacionais&quot;, explicou o relator em seu blog. A produ&ccedil;&atilde;o de filmes e v&iacute;deos nas regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste ter&aacute; 15% dos recursos destinados ao fomento da produ&ccedil;&atilde;o nacional. <\/p>\n<p>A inclus&atilde;o das cotas e de outros itens relacionados ao fomento do conte&uacute;do nacional &eacute; merecedora de destaque porque R&ecirc;go Filho trabalhou em cima do substitutivo ao PL 29 produzido pela Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (CDEIC), no final de 2007, onde a reserva de mercado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; apenas citada, sem maior aprofundamento. Seguindo o tom da CDC, o deputado tamb&eacute;m fez quest&atilde;o de inserir no projeto quest&otilde;es diretamente relacionadas com os direitos do consumidor. <\/p>\n<p><strong>Ponto-extra gratuito e canais avulsos <br \/><\/strong> <br \/>Uma dela &eacute; a inser&ccedil;&atilde;o da gratuidade obrigat&oacute;ria do ponto-extra e do ponto-de-extens&atilde;o da TV paga. O texto tem inspira&ccedil;&atilde;o na decis&atilde;o da Anatel de vetar a cobran&ccedil;a no regulamento voltado aos direitos dos assinantes das TVs por assinatura. Tamb&eacute;m foi incorporada ao projeto a portaria do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a que traz regramentos para o atendimento pelos call centers. Mas o ponto que chama mais aten&ccedil;&atilde;o entre as inser&ccedil;&otilde;es voltadas ao direito do consumidor &eacute; a possibilidade de os clientes adquirirem canais de forma avulsa. &quot;Os assinantes de TVs a cabo ter&atilde;o tamb&eacute;m a liberdade de contratar apenas os servi&ccedil;os b&aacute;sicos, recebendo os nove canais obrigat&oacute;rios que a operadora deve oferecer, assim como poder&atilde;o contratar canais avulsos de acordo com sua prefer&ecirc;ncia&quot;, afirma o relator. <\/p>\n<p>Veja abaixo todos 10 principais pontos do novo parecer do PL 29, listados pelo relator em seu blog: <\/p>\n<p> * Os conte&uacute;dos audiovisuais distribu&iacute;dos pela Internet mediante remunera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o igualmente considerados Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual Eletr&ocirc;nica por Assinatura, nomenclatura do novo servi&ccedil;o que engloba todas as modalidades de televis&atilde;o por assinatura; <\/p>\n<p>* Foram mantidos os limites &agrave; participa&ccedil;&atilde;o cruzada entre empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e de audiovisual (produtores, programadores e radiodifus&atilde;o), estendido os limites para todas as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e inclu&iacute;da a possibilidade de controle de empresas ancilares de radiodifus&atilde;o (um servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es) por entidades de radiodifus&atilde;o; <\/p>\n<p>* Foram estabelecidas as seguintes cotas de conte&uacute;do brasileiro: <\/p>\n<p>1) 30% do conte&uacute;do brasileiro veiculado dever&aacute; ser produ&ccedil;&atilde;o brasileira independente; <br \/> 2) todos os pacotes dever&atilde;o ter um canal direcionado &agrave; exibi&ccedil;&atilde;o de filmes nacionais; <br \/> 3) nos pacotes em que for oferecido um canal jornal&iacute;stico dever&aacute; ser ofertado outro, n&atilde;o coligado; <\/p>\n<p>* O fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o nacional foi mantida nos mesmos limites aprovados na CDEIC (10% do Fistel), por&eacute;m direcionado 15% desses recursos para entidades das regi&otilde;es NO-NE-CO; <\/p>\n<p>* A publicidade foi limitada &agrave; metade da prevista para a radiodifus&atilde;o (12,5%), podendo ser fixados pela Ancine limites menores para canais direcionados ao p&uacute;blico infanto-juvenil; <\/p>\n<p>* Foram incorporados os dois canais previstos na lei de cria&ccedil;&atilde;o da EBC, mantendo o total de nove canais obrigat&oacute;rios, os quais dever&atilde;o ser gratuitos, tanto para o distribuidor quanto para o assinante, apenas na modalidade anal&oacute;gica. Foi inclu&iacute;da a possibilidade de compartilhamento da programa&ccedil;&atilde;o no canal do Poder Executivo para as Prefeituras; <\/p>\n<p>* Foram recepcionados como direitos do assinante do servi&ccedil;o o C&oacute;digo de Defesa do Consumidor e demais normas aplic&aacute;veis &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de consumo e aos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es (tais como instrumentos da Anatel e a Portaria do Call-center). Ademais, o assinante ter&aacute; direito a receber c&oacute;pia do contrato, contratar exclusivamente os canais de distribui&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria e adquirir canais de programa&ccedil;&atilde;o de forma avulsa; <\/p>\n<p>* Ainda sobre os direitos dos assinantes, o Substitutivo incorporou a normatiza&ccedil;&atilde;o da Anatel para a quest&atilde;o do ponto-extra. Pela proposta apresentada n&atilde;o poder&aacute; haver cobran&ccedil;a relativos a pontos-extras e pontos-de-extens&atilde;o, salvo as despesas de instala&ccedil;&atilde;o e reparo; <\/p>\n<p>* Como forma de dar efic&aacute;cia &agrave; pol&iacute;tica de cotas, resolveu-se por aparelhar a Ancine com poder h&aacute;bil de pol&iacute;cia e de aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es e penalidades somente nas atividades de programa&ccedil;&atilde;o e de empacotamento. Na defini&ccedil;&atilde;o das infra&ccedil;&otilde;es, elegeu-se modelagem an&aacute;loga &agrave; do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT); <\/p>\n<p>* Foi flexibilizado o art. 86 da LGT permitindo que a explora&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o audiovisual eletr&ocirc;nica por assinatura seja prestado por qualquer tipo de empresa de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expectativa em torno do novo substitutivo ao PL 29\/2007, que cria regras para a oferta de TV por assinatura e para o audiovisual, terminou nesta quinta-feira (14). O relator do projeto na Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor (CDC), deputado Vital do R&ecirc;go Filho (PMDB-PB), entregou o seu parecer sobre a proposta. 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