{"id":21881,"date":"2008-10-01T17:33:17","date_gmt":"2008-10-01T17:33:17","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21881"},"modified":"2008-10-01T17:33:17","modified_gmt":"2008-10-01T17:33:17","slug":"british-telecom-apresenta-a-anatel-resultados-da-separacao-funcional","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21881","title":{"rendered":"British Telecom apresenta \u00e0 Anatel resultados da separa\u00e7\u00e3o funcional"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><a name=\"lblTexto\" title=\"lblTexto\"><\/a>O Reino Unido foi o primeiro pa&iacute;s a desestatizar sua infra-estrutura de telecomunica&ccedil;&otilde;es em 1984. Talvez por isso, o pa&iacute;s pode ser considerado de vanguarda quando o assunto &eacute; a regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor. Tanto &eacute; que hoje, mais de 20 anos depois, o modelo de atualiza&ccedil;&atilde;o do marco regulat&oacute;rio &ndash; que culminou na separa&ccedil;&atilde;o do neg&oacute;cio de rede do neg&oacute;cio de servi&ccedil;os da incumbent British Telecom &ndash; &eacute; estudado por &oacute;rg&atilde;os reguladores do mundo inteiro, inclusive o brasileiro. Um dos compromissos de Grant Forsyth, vice-presidente de interconex&atilde;o global e regulamenta&ccedil;&atilde;o da British Telecom Global Services, &eacute; reunir-se com a Anatel justamente para apresentar o modelo ingl&ecirc;s aos membros da ag&ecirc;ncia. O executivo participou de debate no semin&aacute;rio &quot;Concentra&ccedil;&atilde;o &amp; Concorr&ecirc;ncia&quot;, promovido pela FGV e TelComp, nesta ter&ccedil;a-feira (30), em S&atilde;o Paulo, antes do qual conversou com este notici&aacute;rio. <\/p>\n<p>Uma das recomenda&ccedil;&otilde;es que os membros do &oacute;rg&atilde;o regulador brasileiro devem ouvir est&aacute; relacionada ao n&iacute;vel de regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor. Forsyth afirma que no Reino Unido a Ofcom regulava em todos os n&iacute;veis da cadeia de valor, desde o servi&ccedil;o ao usu&aacute;rio at&eacute; a venda de grande capacidade de tr&aacute;fego no atacado (wholesale), o que estava se tornando cada vez mais complexo.<\/p>\n<p>&quot;Em 2003, depois de quase dez anos de regula&ccedil;&atilde;o, a Ofcom reviu a sua estrat&eacute;gia, porque descobriu que o mercado n&atilde;o estava t&atilde;o competitivo quanto deveria estar&quot;, afirma ele. &quot;Em 2005 a BT voluntariamente fez uma proposta &agrave; Ofcom de separar os neg&oacute;cios e assim oferecer os mesmos sistemas, os mesmos pre&ccedil;os, tudo igual aos competidores&quot;, completa. O resultado desse processo foi a cria&ccedil;&atilde;o da OpenReach como uma das unidades de neg&oacute;cio da British Telecom. Forsyth garante que as condi&ccedil;&otilde;es para a utiliza&ccedil;&atilde;o da rede de acesso s&atilde;o as mesmas para todos os competidores, inclusive para a pr&oacute;pria British Telecom. <\/p>\n<p>Apesar de bem-sucedido no Reino Unido, a decis&atilde;o inglesa n&atilde;o significa que seja o melhor para o Brasil, neste momento em que se debate a revis&atilde;o de importantes aspectos do nosso marco regulat&oacute;rio. At&eacute; porque antes da cria&ccedil;&atilde;o da OpenReach tamb&eacute;m foi implantado o full unbundling e diversas outras medidas pr&oacute;-competi&ccedil;&atilde;o. No entanto, alguns passos dados pela Ofcom antes de decidir pela separa&ccedil;&atilde;o funcional, podem indicar um caminho para a Anatel. <br \/>Segundo Forsyth, a Ofcom percebeu que era preciso focar as a&ccedil;&otilde;es regulat&oacute;rias e, portanto, a interven&ccedil;&atilde;o governamental na &quot;causa do problema&quot;, o que eles chamam de &quot;bottle neck facilities&quot;. O termo &eacute; usado para designar aquele insumo sem o qual o neg&oacute;cio n&atilde;o existiria, ou seja, a rede no caso das telecomunica&ccedil;&otilde;es. E, principalmente, a rede de acesso. Da&iacute;, a solu&ccedil;&atilde;o encontrada foi separar a infra-estrutura de rede do servi&ccedil;o de explora&ccedil;&atilde;o da rede, mas mantendo-a como uma unidade de neg&oacute;cio dentro da incumbent. <\/p>\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n<p>A British Telecom programou investimentos da ordem de 1,5 bilh&atilde;o de libras na moderniza&ccedil;&atilde;o da rede da OpenReach para o oferecimento de velocidades de at&eacute; 24 Mbps. Hoje, 99% da popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; conectada a centrais capazes de prover at&eacute; 8 Mbps. O executivo afirma que a suposta paralisa&ccedil;&atilde;o dos investimentos &eacute; um dos argumentos contr&aacute;rios &agrave; separa&ccedil;&atilde;o. Mas no caso da BT, desde a cria&ccedil;&atilde;o da OpenReach os investimentos de capital (Capex) tem-se mantido est&aacute;veis, na faixa de 1 milh&atilde;o de libras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Reino Unido foi o primeiro pa&iacute;s a desestatizar sua infra-estrutura de telecomunica&ccedil;&otilde;es em 1984. Talvez por isso, o pa&iacute;s pode ser considerado de vanguarda quando o assunto &eacute; a regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor. 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