{"id":21738,"date":"2008-09-01T15:33:46","date_gmt":"2008-09-01T15:33:46","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21738"},"modified":"2008-09-01T15:33:46","modified_gmt":"2008-09-01T15:33:46","slug":"lei-azeredo-torna-telecentro-dedo-duro-e-retarda-inclusao-digital","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21738","title":{"rendered":"Lei Azeredo torna telecentro dedo-duro e retarda inclus\u00e3o digital"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">As novas Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (TIC&#39;s) e em especial a Internet, v&ecirc;m de forma r&aacute;pida contribuindo com o debate entre capital x trabalho. S&atilde;o in&uacute;meras as altera&ccedil;&otilde;es nesta rela&ccedil;&atilde;o. A partir disso constr&oacute;i-se um novo cen&aacute;rio de possibilidades econ&ocirc;micas a partir das novas tecnologias, mas as antigas contradi&ccedil;&otilde;es da explora&ccedil;&atilde;o do trabalho para obter lucros ainda permanecem.<\/p>\n<p>A inclus&atilde;o digital tem papel estrat&eacute;gico para efici&ecirc;ncia da promo&ccedil;&atilde;o da democracia, impedir a corrup&ccedil;&atilde;o e fomentar o controle social dos recursos p&uacute;blicos atrav&eacute;s da disponibiliza&ccedil;&atilde;o de presta&ccedil;&atilde;o de contas com mecanismos de acesso f&aacute;cil a essas informa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A inclus&atilde;o digital deve ser parte do governo eletr&ocirc;nico, que al&eacute;m de disponibilizar informa&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os digitais por um lado, de outro deve garantir a exist&ecirc;ncia de espa&ccedil;os p&uacute;blicos de acesso livre a esses conte&uacute;dos e servi&ccedil;os. Um governo que n&atilde;o pensa em garantir espa&ccedil;os p&uacute;blicos de acesso a servi&ccedil;os e informa&ccedil;&otilde;es online, est&aacute; na verdade privilegiando e privatizando o acesso ao governo eletr&ocirc;nico e os servi&ccedil;os p&uacute;blicos online, posto que, limita estes servi&ccedil;os a quem tem condi&ccedil;&otilde;es de ter computador e conex&atilde;o em casa.<\/p>\n<p>A inclus&atilde;o digital a cada dia tem entrado nas agendas, de governos e sociedade civil. Quando o poder p&uacute;blico e a popula&ccedil;&atilde;o est&atilde;o integrados atrav&eacute;s de interfaces em uma mesma rede de comunica&ccedil;&atilde;o, com a garantia da universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave;s novas tecnologias e &agrave; Internet em banda larga, acompanhados de uma intensa oferta e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos on-line, ent&atilde;o, podemos dizer que temos inclus&atilde;o digital.<\/p>\n<p>Essas interfaces devem facilitar o fluxo de informa&ccedil;&otilde;es, conhecimentos e servi&ccedil;os entre:<\/p>\n<p>Sociedade x Sociedade<br \/>Sociedade x Estado<br \/>Estado x Estado<\/p>\n<p>Mas o conceito de inclus&atilde;o digital est&aacute; em processo de evolu&ccedil;&atilde;o para a id&eacute;ia de cidades digitais, onde com infra-estrutura ampliada ser&aacute; capaz de oferecer servi&ccedil;os de conectividade, e sistemas de informa&ccedil;&atilde;o integrado para todos os setores sociais e de forma aberta para toda uma determinada cidade.<\/p>\n<p>O projeto e controle da internet &eacute; criminal. O projeto tem como objetivo &quot;tipificar condutas realizadas mediante uso de sistema eletr&ocirc;nico, digital ou similares, de rede de computadores, ou que sejam praticadas contra dispositivos de comunica&ccedil;&atilde;o ou sistemas informatizados e similares, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.&quot; O projeto tem como objetivo preservar os neg&oacute;cios dos bancos, das grandes gravadoras e grandes editoras. E utilizam a pedofilia que n&atilde;o acontece na internet, mas presencial nos lares e nas ruas para justificar o projeto.<\/p>\n<p>Mas no fundo esse projeto ir&aacute; atrapalhar a inclus&atilde;o digital no Brasil e n&atilde;o resolver&aacute; os problemas que pretende, portanto, ser&aacute; um projeto para recuperar os lucros dos bancos, das grandes gravadoras e grandes editoras.<\/p>\n<p>&Eacute; importante mencionar que esse projeto defendido e articulado pelos senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Alo&iacute;sio Mercadante (PT-SP) foi aprovado sem nenhum debate com a sociedade civil como eles afirmam a todo o momento. Para os referidos senadores ouvir a sociedade civil &eacute;: simplesmente fazer audi&ecirc;ncia p&uacute;blica, nas quais (onde) os senadores falam mais do que escutam e os\/as participantes podem somente participar mandando &quot;bilhetinhos&quot;, sendo que (onde) o coordenador da mesa l&ecirc; se for conveniente. E o que sai dessa audi&ecirc;ncia os\/as participantes nem sabem se foi aproveitado ou n&atilde;o. Um detalhe. A &uacute;nica audi&ecirc;ncia p&uacute;blica que teria a participa&ccedil;&atilde;o de pessoas do terceiro setor foi cancelada e sem qualquer justificativa.<\/p>\n<p>Se os Senadores quisessem mesmo escutar a sociedade, ent&atilde;o, deveriam criar um grupo de trabalho para frequentemente debaterem o tema. Para assim, entenderem melhor as consequ&ecirc;ncias de um projeto dessa natureza.<\/p>\n<p>Mas, todas essas id&eacute;ias de governo eletr&ocirc;nico, cidades digitais e inclus&atilde;o digital e todos os valores agregados e associados a essas pol&iacute;ticas est&atilde;o sob grandes amea&ccedil;as constru&iacute;das pelo projeto de crimes digitais j&aacute; aprovado no congresso nacional.<\/p>\n<p>Vejamos o seguinte:<\/p>\n<p>Cada telecentro &eacute; um provedor de acesso a rede mundial de computadores, e portanto, est&aacute; sujeito a lei. Por isso, tamb&eacute;m dever&aacute; cumprir a lei, e n&atilde;o tem como um Senador dizer: Essa lei n&atilde;o atinge os projetos de inclus&atilde;o digital ou as redes comunit&aacute;rias. Quando eles falam isso, &eacute; porque, na verdade n&atilde;o entendem o projeto que aprovaram. Ou entendem e querem tentar confundir o debate.<\/p>\n<p>O telecentro quando contrata um servi&ccedil;o de banda larga, recebe um ip v&aacute;lido para a internet. E para todos os efeitos &eacute; esse ip v&aacute;lido que &eacute; registrado no provedor forncedor do link de internet. E atrav&eacute;s de uma rede interna ao telecentro com um roteador, que &eacute; distribu&iacute;do uma outra camada de ip&#39;s, caracterizando assim, outra rede que n&atilde;o aparece para o provedor do link da internet. Por isso, que cada telecentro como provedor de acesso p&uacute;blico dever&aacute; tamb&eacute;m gravar os logs com &quot;dados de endere&ccedil;amento eletr&ocirc;nico da origem&quot; com hor&aacute;rio de entrada e sa&iacute;da da internet.<\/p>\n<p>Sendo o telecentro tamb&eacute;m um provedor de acesso, ent&atilde;o, dever&aacute; cumprir o art 22 da lei, que diz: &quot;O respons&aacute;vel pelo provimento de acesso a rede de computadores mundial, comercial ou do setor p&uacute;blico &eacute; obrigado a: I &ndash; manter em ambiente controlado e de seguran&ccedil;a, pelo prazo de tr&ecirc;s anos, com o objetivo de provimento de investiga&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica formalizada, os dados de endere&ccedil;amento eletr&ocirc;nico da origem, hora, data e a refer&ecirc;ncia GMT da conex&atilde;o efetuada por meio de rede de computadores e fornec&ecirc;-los exclusivamente &agrave; autoridade investigat&oacute;ria mediante pr&eacute;via requisi&ccedil;&atilde;o judicial;&quot;<\/p>\n<p>O projeto n&atilde;o especifica o que &eacute; exatamente &quot;dados de endere&ccedil;amento eletr&ocirc;nico da origem&quot;. Esses dados podem ser o IP ou endere&ccedil;o da placa de rede do computador, mas pode tamb&eacute;m ser o endere&ccedil;o de email, a p&aacute;gina que a pessoa acessou.<\/p>\n<p>Esse artigo &eacute; para identificar\/relacionar poss&iacute;veis criminosos ao tal &quot;dados de endere&ccedil;amento eletr&ocirc;nico da origem&quot;, com horas de entrada e sa&iacute;da da internet. Mas, como ser&aacute; feita essa rela&ccedil;&atilde;o sem identificar cada usu&aacute;ria(o)? <\/p>\n<p>Esse artigo 22 for&ccedil;ar&aacute; todos os telecentros a investirem em infra-estrutura para gravar logs de acesso durante os 3 anos. E ter&aacute; de ser em &quot;ambiente controlado e de seguran&ccedil;a&quot;. Portanto esse necess&aacute;rio ambiente adequado para gravar esses log&#39;s acarretar&aacute; em maior investimento por parte dos telecentros para guardar essas informa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, ainda no Art 22 par&aacute;grafo 1&ordm; diz que: &quot;Os dados de que cuida o inciso I deste artigo, as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a de sua guarda, a auditoria &agrave; qual ser&atilde;o submetidos e a autoridade competente respons&aacute;vel pela auditoria, ser&atilde;o definidos nos termos de regulamento&#8230;&quot;<\/p>\n<p>Portando, as implica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o maiores do que se imagina. Os logs dever&atilde;o ser guardados em local seguro, que ofere&ccedil;a condi&ccedil;&otilde;es de acesso f&aacute;cil para auditorias e que n&atilde;o permita acesso por qualquer outro sujeito que n&atilde;o tenha requisi&ccedil;&atilde;o judicial.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o cada telecentro dever&aacute; possuir uma infra-estrutura para essas fun&ccedil;&otilde;es, e tamb&eacute;m por isso, a inclus&atilde;o digital ser&aacute; retardada por que tudo ser&aacute; sin&ocirc;nimo de mais custos. Se o governo n&atilde;o investir nessa infra-estrutura para os telecentros, ent&atilde;o, o telecentro n&atilde;o poder&aacute; funcionar. Al&eacute;m disso, criar&aacute; o monop&oacute;lio dos grandes provedores de link, que s&atilde;o quem poder&atilde;o investir nessa infra para guardar logs.<\/p>\n<p>Os provedores de link tem um fluxo de acesso ainda maior do que um telecentro, ent&atilde;o, sua infra-estrutura ser&aacute; maior. Os grandes provedores ter&atilde;o de investir mais, e consequentemente como sempre repassar&atilde;o esses custos para os seus clientes, que tornar&aacute; os servi&ccedil;os de banda larga ainda mais caros para os telecentros e popula&ccedil;&atilde;o em geral.<\/p>\n<p>O inciso III do Art. 22 determina: &quot;informar, de maneira sigilosa, &agrave; autoridade competente, den&uacute;ncia que tenha recebido e que contenha ind&iacute;cios da pr&aacute;tica de crime sujeito a acionamento penal p&uacute;blico incondicionado, cuja perpetra&ccedil;&atilde;o haja ocorrido no &acirc;mbito da rede de computadores sob sua responsabilidade.&quot;<\/p>\n<p>Aqui cria-se o &quot;telecentro delator&quot;. Cada telecentro ter&aacute; a obriga&ccedil;&atilde;o de vigiar todos os acessos da sua rede. Os telecentros ter&atilde;o de ter mecanismos de vigil&acirc;ncia, e com isso, ter&atilde;o de quebrar a privacidade dos suas\/os usu&aacute;rias(os) para verificar que conte&uacute;dos transferidos s&atilde;o ou n&atilde;o ilegais. Nessa linha cada unidade do projeto Casa Brasil, cada unidade dos pontos de cultura, cada telecentro do Serpro, cada telecentro do Banco do Brasil, cada telecentro da Caixa Econ&ocirc;mica Federal, enfim todos que oferecem acesso p&uacute;blico a internet ser&aacute; um dedo-duro dos seus usu&aacute;rios.<\/p>\n<p>Com isso, os telecentros al&eacute;m de terem mais custos com banda larga, tamb&eacute;m dever&atilde;o manter estrutura para os logs que aumentar&aacute; os custos, e vigiar o que as(os) usu&aacute;rias(os) est&atilde;o transmitindo\/recebendo tamb&eacute;m &eacute; sin&ocirc;nimo de custos e de quebra de privacidade dos seus usu&aacute;rios.<\/p>\n<p>Por fim, vale lembrar que essa lei interessa apenas aos bancos, grandes gravadoras e editoras. O Minist&eacute;rio da Cultura com v&aacute;rios setores da sociedade est&aacute; em processo de debate sobre o direito autoral. Ainda n&atilde;o concluiu o debate, mas o senado n&atilde;o quis saber e antecipou-se aprovando a lei. Como parte do processo aconteceu nos dia 27 e 28 de ago em SP o Semin&aacute;rio &quot;Direitos Autorais e Acesso &agrave; Cultura&quot;. http:\/\/www.cultura.gov.br\/blogs\/direito_autoral\/<\/p>\n<p>Os bancos est&atilde;o tendo que indenizar seus correntistas v&iacute;timas de fraude. E isso est&aacute; sendo custoso para os bancos. O problema &eacute; que os bancos utilizam sistemas de seguran&ccedil;as que s&atilde;o inseguros e propriet&aacute;rios, nos quais (onde) n&atilde;o se sabe como realmente funcionam os sistemas, j&aacute; que, o c&oacute;digo n&atilde;o &eacute; disponibilizado como software livre. Esses sistemas de seguran&ccedil;a deveriam ser software livre. Ent&atilde;o os bancos optam por sistemas propriet&aacute;rios inseguros e n&atilde;o querem se responsabilizar por essas fraudes. Querem com esse projeto do Azeredo repassar essa responsabilidade para os provedores de acesso, que por sua vez repassar&atilde;o para os seus\/as usu&aacute;rios\/as.<\/p>\n<p>E as grandes grandes gravadoras e grandes editoras visualizam as redes p2p, redes sociais, blogs\/f&oacute;runs, e outros da mesma natureza como instrumentos prejudiciais para os seus neg&oacute;cios, e por isso, tamb&eacute;m se interessam pelo projeto.<\/p>\n<p>&Eacute; por tudo isso que esse projeto atende apenas ao interesses de setores industriais. E inviabiliza todas as outras possibilidades de uma nova economia e sociedade, com mais justi&ccedil;a social e democratiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o com a qual a internet pode e tem muito a contribuir.<\/p>\n<p><em>* Everton Rodrigues &eacute; ativista do Movimento Software Livre e membro suplente do CGI.br pelo terceiro setor <\/em><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><br \/><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><br \/><\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As novas Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (TIC&#39;s) e em especial a Internet, v&ecirc;m de forma r&aacute;pida contribuindo com o debate entre capital x trabalho. S&atilde;o in&uacute;meras as altera&ccedil;&otilde;es nesta rela&ccedil;&atilde;o. 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