{"id":21736,"date":"2008-09-01T15:13:02","date_gmt":"2008-09-01T15:13:02","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21736"},"modified":"2008-09-01T15:13:02","modified_gmt":"2008-09-01T15:13:02","slug":"pl-29-volta-ao-texto-original-e-confirma-vies-predominante-em-negocios","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21736","title":{"rendered":"PL-29 volta ao texto original e confirma vi\u00e9s predominante em neg\u00f3cios"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A mudan&ccedil;a de rumo na tramita&ccedil;&atilde;o do Projeto de Lei 29\/2007 poder&aacute; descartar os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados na CCTCI. O an&uacute;ncio da transfer&ecirc;ncia da proposta para a Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor &ndash; por decis&atilde;o do presidente da C&acirc;mara Federal, deputado Arlindo Chinaglia (PT) &ndash; pode at&eacute; ter pego de modo imprevisto a Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) da C&acirc;mara, onde o texto tramitava at&eacute; o &uacute;ltimo dia 27, mas n&atilde;o chegou a surpreender quem j&aacute; tinha o entendimento de que a proposi&ccedil;&atilde;o visa especialmente formalizar um mercado que se imp&otilde;e, que &eacute; a entrada das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es no setor audiovisual.<\/p>\n<p>De acordo com a cineasta Berenice Mendes, membro da Coordena&ccedil;&atilde;o Executiva do F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), o PL-29 &ndash; por mais que tenham tentado &ldquo;travesti-lo&rdquo; de benef&iacute;cios &agrave; produ&ccedil;&atilde;o independente ou de abertura de espa&ccedil;o televisivo para a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual brasileira &ndash; tem uma &uacute;nica fun&ccedil;&atilde;o primordial, que &eacute; abrir o nicho do mercado da radiodifus&atilde;o para as empresas de telecomunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Eacute; isso que est&aacute; sendo negociado, &eacute; nesse sentido que os lobbies est&atilde;o atuando dentro do Congresso&rdquo;, afirma Berenice, justificando por que n&atilde;o estranhou a reviravolta nos tr&acirc;mites do projeto.<\/p>\n<p>A proposta unifica a regulamenta&ccedil;&atilde;o da TV por assinatura e permite a entrada das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es como players nesse servi&ccedil;o. No est&aacute;gio em que se encontrava, na CCTCI, tendo como relator o deputado Jorge Bittar (PT), o PL-29 j&aacute; havia conseguido um largo avan&ccedil;o sobre a proposi&ccedil;&atilde;o original apresentada pelo deputado Paulo Bornhausen (DEM), em fevereiro de 2007. O texto ganhou 37 emendas, 146 substitutivos e tr&ecirc;s outros PLs foram apensados a ele, al&eacute;m de outras contribui&ccedil;&otilde;es dos parlamentares e da sociedade civil que acompanha o processo (<a href=\"http:\/\/www.camara.gov.br\/sileg\/integras\/433799.pdf\">leia aqui o texto)<\/a> .<\/p>\n<p>Com a nova orienta&ccedil;&atilde;o de Chinaglia (<a href=\"http:\/\/www.fndc.org.br\/print.php?p=conteudo&amp;cont_key=279228\">leia mat&eacute;ria do Tele S&iacute;ntese<\/a> ), o texto passa a tramitar a partir de agora na Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor &eacute; novamente a proposta original de Bornhausen (visto que as altera&ccedil;&otilde;es propostas na CCTCI n&atilde;o foram votadas). &ldquo;Essa a&ccedil;&atilde;o do Chinaglia, na verdade, vai matar todo o esfor&ccedil;o que o Bittar fez&rdquo;, destaca o jornalista Celso Schr&ouml;der, coordenador-geral do FNDC. <\/p>\n<p>O F&oacute;rum, desde o in&iacute;cio dos debates acerca do PL-29, tem expressado cr&iacute;ticas e oferecido contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; proposta (<a href=\"http:\/\/www.fndc.org.br\/arquivos\/NotaFNDC_PL29.pdf\">leia aqui<\/a> ). &ldquo;As cr&iacute;ticas que temos em rela&ccedil;&atilde;o ao texto &eacute; que ele ainda n&atilde;o consegue ter uma dimens&atilde;o final. Mas, sem d&uacute;vida, era um enorme avan&ccedil;o sobre o texto do Bornhausen, que simplesmente coloca as teles no neg&oacute;cio sem nenhum tipo de contraponto. &Eacute; um retrocesso que o Congresso faz&rdquo;, avalia Schr&ouml;der.<\/p>\n<p><strong>Conte&uacute;do cai do texto<\/strong><\/p>\n<p>No per&iacute;odo em que tramitou na CCTCI, o texto do PL-29 avan&ccedil;ou no sentido de prote&ccedil;&atilde;o ao conte&uacute;do nacional e independente (<a href=\"http:\/\/www.fndc.org.br\/internas.php?p=noticias&amp;cont_key=238678\">leia aqui<\/a> ). Berenice Mendes considera, por&eacute;m, uma &ldquo;grande ilus&atilde;o&rdquo; dos produtores independentes acharem que v&atilde;o ter avan&ccedil;os concretos, que esse neg&oacute;cio (previsto no projeto) &eacute; uma proposta democratizante de espa&ccedil;o. &ldquo;N&atilde;o &eacute; nada disso. &Eacute;, sim, a formaliza&ccedil;&atilde;o da entrada das teles no business da radiodifus&atilde;o, coisa que, ali&aacute;s, j&aacute; est&aacute; acontecendo&rdquo;, afirma. <\/p>\n<p>A cineasta julga ainda que o PL-29 n&atilde;o ser&aacute; votado este ano. &ldquo;Penso que isso s&oacute; acontecer&aacute; depois da uni&atilde;o da Oi com a Brasil Telecom, que &eacute; o grande empreendimento, o neg&oacute;cio da vez para as teles, na sua perspectiva de converg&ecirc;ncia. Quando isso se resolver, ent&atilde;o, rapidinho esse PL, como um acess&oacute;rio necess&aacute;rio para a operacionaliza&ccedil;&atilde;o desse business, vai acontecer&rdquo;, prev&ecirc;.<\/p>\n<p>Para o FNDC, por melhores que sejam as inten&ccedil;&otilde;es de Bittar &ndash; e da classe art&iacute;stica tamb&eacute;m &ndash; a entrada das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es no mercado de TV por assinatura &eacute; um grande neg&oacute;cio, que j&aacute; estava anunciado desde o projeto inicial. &ldquo;Era o que o mercado &ndash; os grandes players &ndash; queriam, e &eacute; isso que eles v&atilde;o obter. E n&oacute;s temos um Congresso subserviente que vai fazer o que eles querem&rdquo;, reclama Berenice. Ela lembra que o pr&oacute;prio ministro H&eacute;lio Costa disse ao FNDC, em outra ocasi&atilde;o, que o governo &ldquo;via com muito bons olhos&rdquo; a fus&atilde;o das duas telef&ocirc;nicas e a cria&ccedil;&atilde;o de uma grande tele brasileira, com condi&ccedil;&otilde;es de competir no mercado globalizado. &ldquo;Nesse sentido, com este retrocesso &agrave; proposta original, agora, at&eacute; d&aacute; para pensar que h&aacute; uma a&ccedil;&atilde;o coordenada de pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, reflete. <\/p>\n<p>Frente &agrave;s evid&ecirc;ncias, que demonstram de uma forma cada vez mais cabal que o mercado est&aacute; situado antes do cidad&atilde;o, do conte&uacute;do, da educa&ccedil;&atilde;o e da cultura; para a sociedade s&oacute; cabe ent&atilde;o &ndash; de acordo com a integrante do FNDC &#8211; insistir numa Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. &ldquo;Porque a gente est&aacute; esgotado de s&oacute; receber decis&otilde;es impostas. Porque elas t&ecirc;m sempre o vi&eacute;s tecnol&oacute;gico ou de mercado e nunca da promo&ccedil;&atilde;o humana. O que nos resta &ndash; se n&atilde;o somos governo, nem mercado, n&atilde;o temos o poder do dinheiro, e tamb&eacute;m n&atilde;o queremos ser tratados apenas como consumidores &ndash; &eacute; pleitear pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que garantam os nossos direitos de cidad&atilde;o&rdquo;, define a cineasta. <\/p>\n<p>O FNDC destaca que, neste momento, na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o social, com tantas mudan&ccedil;as por fazer e a necessidade de se construir um marco regulat&oacute;rio, somente a Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; colocar todos os setores envolvidos a discutir o que &eacute; bom para o governo, o que &eacute; bom para o mercado e para a sociedade tamb&eacute;m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mudan&ccedil;a de rumo na tramita&ccedil;&atilde;o do Projeto de Lei 29\/2007 poder&aacute; descartar os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados na CCTCI. 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