{"id":21694,"date":"2008-08-25T18:55:52","date_gmt":"2008-08-25T18:55:52","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21694"},"modified":"2008-08-25T18:55:52","modified_gmt":"2008-08-25T18:55:52","slug":"concessionarias-sao-contra-banda-larga-em-regime-publico","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21694","title":{"rendered":"Concession\u00e1rias s\u00e3o contra banda larga em regime p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A ainda embrion&aacute;ria id&eacute;ia de transformar a banda larga em um servi&ccedil;o prestado em regime p&uacute;blico j&aacute; encontra, como era de se esperar, resist&ecirc;ncia dentro das concession&aacute;rias. Para as companhias, a iniciativa n&atilde;o tem raz&atilde;o de ser, uma vez que a oferta do servi&ccedil;o tem crescido em regime privado e que n&atilde;o se justifica o estabelecimento de metas de universaliza&ccedil;&atilde;o, por exemplo, para ampliar a oferta. Outro argumento usado &eacute; uma iniciativa do pr&oacute;prio governo: o acordo de troca da meta de implanta&ccedil;&atilde;o de Postos de Servi&ccedil;o de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (PSTs) por backhaul para o provimento de banda larga. <\/p>\n<p>O entendimento dos executivos das companhias &eacute; que esta iniciativa do governo garantir&aacute; a cria&ccedil;&atilde;o de uma infra-estrutura que certamente estimular&aacute; a oferta do servi&ccedil;o. O assunto foi um dos temas abordados na reuni&atilde;o desta sexta-feira (22\/8) do Conselho Consultivo da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), que contou com a presen&ccedil;a dos presidentes das concession&aacute;rias. <\/p>\n<p><strong>Minicom admite estudos <\/strong><\/p>\n<p>Mas a id&eacute;ia de incluir a banda larga no regime p&uacute;blico tem sido estudada pela Anatel e tamb&eacute;m pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. O consultor jur&iacute;dico do minist&eacute;rio, Marcelo Bechara, que tamb&eacute;m &eacute; membro do Conselho Consultivo da Anatel, confirmou que o assunto est&aacute; em an&aacute;lise no governo, mas que a proposta n&atilde;o est&aacute; madura nem mesmo para ser classificada como uma &quot;inten&ccedil;&atilde;o&quot;. <\/p>\n<p>Caso o governo abrace mesmo esta id&eacute;ia, ser&aacute; preciso investir um pouco mais do que na realiza&ccedil;&atilde;o de estudos. Para o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, n&atilde;o se pode esquecer que os servi&ccedil;os p&uacute;blicos precisam ter seu equil&iacute;brio econ&ocirc;mico e financeiro garantido. &quot;A&iacute; a gente tem que buscar de onde vem este dinheiro&quot;, afirmou o executivo, considerando, hipoteticamente, que o projeto vire realidade. <\/p>\n<p>O custo relacionado a esta transforma&ccedil;&atilde;o da banda larga envolve especialmente as poss&iacute;veis metas de universaliza&ccedil;&atilde;o que vir&atilde;o juntamente com o status de servi&ccedil;o p&uacute;blico. &quot;As empresas investiram R$ 10 bilh&otilde;es para fazer a universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de voz. A de dados seria mais cara. E R$ 1 bilh&atilde;o &eacute; que n&atilde;o ser&aacute;&quot;, avalia Falco. O R$ 1 bilh&atilde;o citado refere-se ao valor da troca de metas do Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU) fechada no in&iacute;cio do ano com o governo. <\/p>\n<p>O presidente da Telef&ocirc;nica, Ant&ocirc;nio Carlos Valente, tamb&eacute;m se mostrou c&eacute;tico quanto &agrave; id&eacute;ia. Valente lembrou que esta proposta j&aacute; surgiu no governo, com o Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&otilde;es Digitais, projetado para permitir que todas as empresas tivessem acesso aos recursos do Fundo de Universaliza&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Fust). O servi&ccedil;o jamais saiu do papel. <\/p>\n<p><strong>Reversibilidade do backhaul <\/p>\n<p><\/strong>Os executivos das empresas foram v&aacute;rias vezes questionados sobre a previs&atilde;o de reversibilidade do backhaul usado para o provimento de banda larga. O assunto ainda &eacute; pol&ecirc;mico entre os membros do conselho consultivo e um eventual tratamento da banda larga como servi&ccedil;o p&uacute;blico poderia garantir a reversibilidade, cuja legalidade, nas regras atuais, ainda motiva d&uacute;vidas entre alguns membros do grupo. <\/p>\n<p>Nas respostas diretas aos conselheiros, os executivos optaram por n&atilde;o se comprometer. N&atilde;o responderam objetivamente se entendem que o backhaul &eacute; revers&iacute;vel ou n&atilde;o. Uma resposta mais objetiva veio do presidente da Oi ap&oacute;s a reuni&atilde;o. &quot;Vou devolver o que eu posso: as centrais, o fio de cobre&#8230; &Eacute; isso&quot;, afirmou Falco. &quot;A parte do Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia n&atilde;o est&aacute; prevista para ser devolvida.&quot; Aos conselheiros, ele disse que se o Servi&ccedil;o de Telefonia Fixa Comutada (STFC) representa 1% do tr&aacute;fego das redes mais modernas, e &eacute; isso o que ele ir&aacute; devolver. Os 99% restantes ficam com a empresa. Os percentuais s&atilde;o ilustrativos e n&atilde;o representam a participa&ccedil;&atilde;o efetiva de cada servi&ccedil;o nas redes. <\/p>\n<p><strong>PGO <\/p>\n<p><\/strong>O tema do encontro com os conselheiros foi debater as mudan&ccedil;as no Plano Geral de Outorgas (PGO) e as demais altera&ccedil;&otilde;es que a Anatel pretende fazer no setor. A maioria das ressalvas apresentadas pelas empresas j&aacute; s&atilde;o conhecidas publicamente, pois constam nas contribui&ccedil;&otilde;es feitas na consulta p&uacute;blica do PGO. Uma das poucas cr&iacute;ticas novas partiu do presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher. <\/p>\n<p>Ele comentou que a Anatel deveria ter montado um PGO que permitisse o movimento de uni&atilde;o das concession&aacute;rias, mas sem &quot;mecanismos&quot; que afetem &quot;o resto do mundo&quot;. O executivo fez uma ressalva de que isso n&atilde;o significa que as altera&ccedil;&otilde;es deveriam ser &quot;casu&iacute;sticas&quot;, mas que as mudan&ccedil;as propostas acabam afetando fortemente empresas que n&atilde;o t&ecirc;m hoje a inten&ccedil;&atilde;o de se unir com nenhuma outra concession&aacute;ria. <\/p>\n<p>Os dois pontos mais cr&iacute;ticos para as concession&aacute;rias s&atilde;o a exig&ecirc;ncia de que, ao vender a concess&atilde;o, a companhia seja obrigada a alienar tamb&eacute;m as licen&ccedil;as de servi&ccedil;os privados; e a exig&ecirc;ncia de separar empresarialmente a oferta do SCM do STFC. Na interpreta&ccedil;&atilde;o de Ricardo K, a separa&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os n&atilde;o deve atingir o SCM, uma vez que a lei abre uma exce&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os de dados prestados na &eacute;poca da privatiza&ccedil;&atilde;o. Como o SCM &eacute; o substituto do SRTT, o servi&ccedil;o estaria inclu&iacute;do nesse tratamento especial. <\/p>\n<p>Quanto &agrave; exig&ecirc;ncia de venda conjunta da concess&atilde;o e das licen&ccedil;as, o executivo classificou a a&ccedil;&atilde;o como &quot;inaceit&aacute;vel&quot;, fazendo coro com o presidente da Telef&ocirc;nica, Ant&ocirc;nio Carlos Valente. Para Valente, essa a&ccedil;&atilde;o pode afetar fortemente o valor das companhias, mexendo diretamente com o mercado de capitais.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ainda embrion&aacute;ria id&eacute;ia de transformar a banda larga em um servi&ccedil;o prestado em regime p&uacute;blico j&aacute; encontra, como era de se esperar, resist&ecirc;ncia dentro das concession&aacute;rias. 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